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21
fevereiro

Iniciativa decorre na Casa Manuel de Arriaga - Alunos do 1.º ciclo aprendem importância dos Símbolos Nacionais

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Local

Os símbolos e hinos são manifestações gráficas e musicais, de importante valor histórico, criadas para transmitir o sentimento de união nacional e mostrar a soberania do país.  

É exactamente sobre os Símbolos Nacionais a oficina que a Casa Manuel de Arriaga está a organizar durante este mês de fevereiro, destinada a crianças do 1º ciclo, no contexto de turma.A formação “Conhecer os Símbolos Nacionais” é orientada por Rita Dias e tem como objetivo principal mostrar aos participantes os aspetos mais importantes dos símbolos nacionais bem como abordar alguns aspetos da vida de Manuel da Arriaga, Primeiro Presidente da República Portuguesa, e os pontos mais importantes da  constituição da República. No final os alunos são convidados a desenhar a sua própria bandeira. 

Tribuna das Ilhas foi acompanhar esta oficina e esteve à conversa com a sua responsável.

Rita Dias explica que a escolha do tema desta oficina surge um pouco dentro da temática do espaço em si, a Casa Manuel de Arriaga, que homenageia o Primeiro Presidente da República. A oficina foca não só alguns dos ideais que ele defendia, mas também aspetos importantes da constituição da Repú-blica. “Um dos aspetos que evoca é exatamente os símbolos nacionais, que vieram com a República, nomeadamente a bandeira e o hino nacional”, disse.

“Esta atividade começa com uma breve visita a Casa, onde evidenciamos principalmente a figura de Manuel de Arriaga. Depois, e já na sala polivalente, é feita uma apresentação em PowerPoint adequada à idade deles, com uma explicação sobre os símbolos e sua evolução histórica. Segue-se a participação numa atividade, onde ficarão a conhecer as cores da nossa bandeira, a razão do verde, do vermelho, o significado da esfera armilar”, afirmou Rita Dias.

Nesta ação de formação é dada a conhecer aos alunos a evolução histórica da bandeira nacional, esclarece a formadora: “vamos dar a conhecer a nossa bandeira, e explicar que não foi sempre esta. Vamos apresentar a primeira bandeira, desde o tempo do primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, e depois, abordar o Hino Nacional. A oficina termina com eles a criarem a sua própria bandeira”. De acordo com Rita Dias “esta parte tem por objetivo permitir que eles consolidem os conhecimentos adquiridos” no decorrer da atividade.

Até à data têm participado principalmente turmas do 3.º e 4.º ano, até porque “este tema faz parte do programa escolar da disciplina de Estudo do Meio”, refere Rita.

Tribuna das Ilha acompanhou os alunos do 4.º ano da Escola Básica dos Flamengos. À  chegada os alunos foram recebidos por um manto branco de granizo, que cobria a entrada do edifico. Mas esse acontecimento não lhes prendeu muito a atenção, pois estavam mais interessados no tema que os trouxe aquela Casa, a vida do Primeiro Presidente da República. Mal estavam a entrar à porta, já estavam a soltar perguntas. A curiosidade evidente começa a ser satisfeita logo ao início, com uma visita à casa, durante a qual a formadora revela alguns momentos marcantes da vida de Manuel de Arriaga e faz perguntas aos alunos, que, atentos, respondem acertadamente, pois levavam a lição bem estudada.

Já na sala polivalente o tema restringe-se à Bandeira Nacional e ao Hino. Mas também aqui os alunos demonstram saber bem a matéria e puderam aplicar alguns dos conhecimentos adquiridos na sala de aula.  

Para  a professora Conceição Carvalho “este tipo de atividade ajuda os alunos a consolidarem as aprendizagens”. Por outro lado, considera que “esta é também uma forma diferente de aprender”. “Na escola ensinamos, mas aqui têm a oportunidade de aprender de outra forma, através do contato direto e da visualização das coisas”, explica.

Já no que diz respeito ao tema desta ação, a docente defende que “é muito importante”, tendo em conta que “qualquer cidadão nacional deve conhecer os símbolos nacionais”. “Para além disso, coincide com uma matéria que faz parte do programa de História do 4.º ano”, acrescenta.

No entender de Conceição, “estas iniciativas têm grande importância porque permitem uma melhor articulação com as aprendizagens escolares”. A professora defende que “é preciso sair mais da escola”, no entanto reconhece que essa não é uma tarefa muito fácil devido à logística do transporte: “há um problema que nos dificulta as saídas, que são os transportes e as exigências ao nível de segurança”, refere.

 

 

 

 

 

 
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