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12
março

Assembleia Regional – Faial como localização ideal para a sede do transporte marítimo de passageiros gera unanimidade

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Publicado em Local

Na tarde desta terça-feira veio a plenário na Assembleia Regional uma petição assinada por 535 pessoas, tendo como primeira subscritora Sílvia Machado, que defende que a empresa resultante da fusão da Transmaçor e da Atlânticoline deverá ficar sediada na Horta.

A petição, que deu entrada na Assembleia no final de dezembro, defende que a entidade resultante da anunciada fusão entre as duas transportadoras marítimas açorianas “ter a sua sede, administração e serviços administrativos na ilha do Faial”. Os signatários justificam esta posição com o “expressivo volume de passageiros movimentados”, as “rotas de serviço público e frequência das viagens”, a “logística existente que tão bem tem servido as populações das ilhas do Triângulo” e a “capacidade de gestão demonstrada com o Quadro de Pessoal existente”. No texto da petição é feita também referência ao esvaziamento a que, entendem os signatários, o Faial tem sido votado.

No debate sobre a petição, o deputado faialense Luís Garcia reforçou a pertinência da tomada de posição dos peticionários. O social-democrata citou o seu colega socialista Lizuarte Machado que, num artigo publicado no Jornal do Pico, considerou que “seria um erro histórico imperdoável” não sediar a nova empresa na Horta, visto que é a Transmaçor, que opera no Triângulo, que apresenta um “movimento real e permanente” de passageiros. Garcia lembrou ainda a ação das forças vivas faialenses para que tal aconteça, como é o caso da Assembleia Municipal, da autarquia e da Câmara do Comércio, que tomaram posições públicas nesse sentido.

O deputado entende que esta reivindicação se alicerça “em argumentos históricos, geográficos e económicos válidos”: “é aqui nesta zona do arquipélago que se regista o mais significativo e permanente transporte marítimo de passageiros com a Transmaçor a movimentar cerca de 400 mil passageiros por ano, enquanto a Atlânticoline transporta cerca de 50 mil por ano”, lembrou.

Luís Garcia lembrou que o secretário regional da tutela já anunciou que a sede da nova empresa será na Horta, no entanto o simples anúncio não descansa o deputado laranja, que deixou o aviso: “estamos fartos de sedes virtuais ou simbólicas”, disse.

Também CDS e BE querem garantias de que a sede na Horta será mais que uma placa na prede de um edifício, como referiu a deputada popular Ana Espínola. A representante parlamentar do BE – que, de resto, apresentou uma iniciativa legislativa para que a sede da nova empresa seja na Horta – pediu garantias de que a sede da nova empresa no Faial se consubstancie em algo mais que uma caixa postal.

Da banca socialista, Lúcio Rodrigues mostrou-se confiante nas palavras do secretário regional do Turismo e Transportes, considerando que as acusações da oposição quanto à virtualização das sedes de organismos regionais na Horta são infundadas. O deputado faialense exemplificou com a Portos dos Açores, sediada na Horta e cujo presidente do Conselho de Administração reside no Faial.

A vontade dos peticionários teve eco num projeto de resolução apresentado pelo BE que salvaguarda que não apenas a sede da nova empresa mas “toda a logística operacional e administração” estejam sediadas no Faial, aprovado por unanimidade. 

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