Alerta

JUser: :_load: Não foi possível carregar o utilizador com o ID: 636
Imprimir esta página
12
março

Nefrologia do Hospital da Horta assinala Dia Mundial do Rim com avaliação aos cidadãos seniores

Escrito por 
Publicado em Reportagem

Assinala-se amanhã, 13 de março, o Dia Mundial do Rim, com as comemorações a terem como foco a relação entre a Doença Renal Crónica (DRC) e o envelhecimento. Tendo isto em conta, o serviço de Nefrologia do Hospital da Horta (HH) organiza uma avaliação destinada a pessoas com mais de 65 anos. Tribuna das Ilhas conversou com Miguel Leal, responsável pelo serviço, sobre a DRC e a realidade das ilhas de abrangência do HH no que à nefrologia diz respeito.

Apesar da DRC não escolher idade, sexo ou raça, metade das pessoas com 75 anos ou mais sofrem de algum grau da doença. Miguel Leal explica que “os rins envelhecem, como tudo em nós, mas não existem estudos suficientemente esclarecedores para provar que existe uma perda da função renal ao longo do processo de envelhecimento. Os estudos mais consistentes apontam para uma perda de aproximadamente 1% por ano, a partir dos 30 anos”.

O envelhecimento pode ser, assim, um fator de risco para a DRC, no entanto as causas mais comuns para a perda de funções renais são a hipertensão arterial e a diabetes.

“A DRC afeta uma em cada 10 pessoas. Isto não exclui os mais novos. Estamos a falar de um problema com uma dimensão brutal. Em Portugal, um país com 10 milhões de habitantes, provavelmente 1 milhão sofrerá de DRC. Esta é uma questão que deve preocupar as autoridades mas, devidamente equacionada, pode conduzir a políticas de saúde que proporcionem uma vida saudável”, entende o nefrologista, para quem campanhas por uma alimentação saudável e o controlo da diabetes, da tensão arterial e da obesidade podem “mudar o panorama da evolução da DRC”. 

Quanto mais cedo for detetada a DRC mais facilmente se evitará o recurso à diálise. Nesse sentido, o serviço de Nefrologia do HH tem procurado estar em permanente contacto com os Centros de Saúde, “no sentido de difundir mais esta problemática da DRC e a hipótese de haver agudizações da DRC em situações em que tal é evitável”.

Nessa lógica, o hospital tem procurado sensibilizar as pessoas para a importância de evitar a ocorrência de lesões renais agudas sobrepostas na DRC, “o que muitas vezes pode levar os doentes definitivamente à diálise”. “Isto pode acontecer em situações banais, como uma infeção, um antibiótico que não se pode dar e dá-se, desidratação…”, exemplifica Miguel Leal, acrescentando que, em 2013, 25% dos doentes internados na nefrologia do HH chegaram ao serviço com lesão renal aguda sobreposta em DRC.

“A desidratação é um fenómeno terrível junto das pessoas idosas, cujo equilíbrio da gestão da sede está perturbado e algumas estão acamadas e dependem de terceiros para beber água e estar hidratados”, alerta.

Neste esforço de prevenção que o HH tem procurado fazer, foi organizada ontem, no serviço de Nefrologia, uma avaliação gratuita e anónima, destinada a todos os interessados com mais de 65 anos. De acordo com Miguel Leal, esta consistiu no registo de alguns dados, como o açúcar no sangue, a tensão arterial, o peso, a altura ou o índice de massa corporal. A este registo juntou-se a realização de “dois testes muito simples para calcular a função renal da pessoa e a percebermos se há a excreção anómala de proteínas ou sangue na urina”. Desta avaliação resultará um relatório, com indicações súteis para o médico de família. 

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 14.03.2014 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário.

Lido 1967 vezes
Classifique este item
(0 votos)
Login para post comentários