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13
março

Açores registam avistamentos de três aves raras na Europa

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Publicado em Regional

O caimão-americano (Porphyrio martinicus), espécie avistada uma só vez até à data em território nacional do continente e poucas vezes em toda a Europa, nos Açores este é o nono registo embora o primeiro no Faial, o papa-ratos (Ardeola ralloides) e o pica-pau-mosqueado (Colaptes auratus), aves extremamente raras e cobiçadas pelos ornitólogos, foram observadas e fotografadas em fevereiro nos Açores, na ilha do Faial.

O caimão-americano é uma ave migratória da família das galinhas-d’água. Nidifica no sul dos Estados-Unidos, na América Central, nas Caraíbas e no norte da América do Sul que apresenta uma plumagem azul e verde, sendo o azul predominante nas partes inferiores e o verde o tom dominante no dorso e nas asas. As patas são amarelas e, na ave adulta, o bico é vermelho com a ponta amarela. A maioria das aves que nidifica na América do norte é migradora e podem efetuar as suas migrações até à Argentina.

O papa-ratos, de bico azul, pertence à família das garças e nidifica na Europa Meridional, Sudoeste da Ásia, Norte e Centro de África, sendo uma espécie difícil de observar pois confunde-se com o emaranhado da vegetação.

O pica-pau-mosqueado, da América do Norte, que não tem nenhum registo em território nacional do continente, só tinha sido observado uma única vez nos Açores, na ilha do Corvo, em 2010. O Colaptes auratus é um membro de médio porte da família dos pica-paus, nativa da maior parte da América do Norte e partes da América Central, Cuba e Ilhas Cayman, é uma das poucas espécies de pica-pau que migram e faz parte do género Colaptes que engloba 12 pica-paus do Novo Mundo.

Os registos destas espécies vão ser submetidos ao Comité Português de Raridades que tem por tarefa homologar as observações de aves consideradas de ocorrência rara ou acidental no espaço geográfico português (no território continental, Açores, Madeira e Selvagens, bem como nas respetivas zonas económicas exclusivas).

 

 

 

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