Investigadores do IMAR/ Universidade dos Açores, num esforço conjunto com a Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI), estão a estudar o comportamento e a biologia de uma espécie de lula – Loligo forbesi – conhecida como “flying squids”, que nos Açores atinge os maiores tamanhos conhecidos e é um elemento muito importante da cadeia alimentar que habita os nossos mares.
Nos anos oitenta, uma equipa pioneira das duas instituições reuniu-se nos Açores para ser a primeira, a nível mundial, a conseguir marcar estas lulas com marcas acústicas.
Agora, o Grupo de Biotelemetria do IMAR/UAc tem estado a desenvolver, em conjunto com o WHOI uma marca multi-sensor para estudar em detalhe o comportamento destes cefalópodes.
O objetivo é desenvolver uma marca capaz de fornecer dados detalhados sobre os seus movimentos e ambiente que as rodeia.
Para tal, a equipa uniu esforços com a empresa Flying Sharks e com o Parque Natural do Faial e as lulas são capturadas e trazidas para o Aquário do Porto Pim, onde o grande tanque central proporciona as condições necessárias à manutenção e marcação experimental destes animais, posteriormente, ambicionam fazer estas marcações em mar alto.