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03
junho

Em semana de aniversário, Marina da Horta já está sobrelotada

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Publicado em Reportagem


Hoje, dia 3 de Junho, a Marina da Horta celebra o seu 24.º aniversário. Em dia de soprar as velas, a menina dos olhos da cidade mar está a “rebentar pelas costuras”, tal a quantidade de iates que acolhe neste momento. Pequena no tamanho, esta Marina é grande no prestígio que lhe é reconhecido além fronteiras, sendo uma referência mundial no âmbito da náutica de recreio. Por esta altura, em plena época alta, chegam todos os dias vários barcos, que a baía da Horta recebe de braços abertos. Na manhã de ontem, estavam 475 barcos na Marina da Horta. O espaço escasseia, e a prometida ampliação revela-se uma necessidade cada vez mais urgente.

Armando Castro, chefe de Departamento da Marina da Horta, falou ao Tribuna das Ilhas sobre a sua importância, e sobre a gestão deste espaço “em dias de aperto”.

A caminho do edifício de controle da Marina da Horta, é impossível não reparar na quantidade de barcos ancorados, por vezes em filas de quatro e cinco. Apesar de ser ainda cedo, e da chuva teimar em cair, já se nota o frenesim dos velejadores, que circulam pela Marina e tratam da vida, a bordo dos seus veleiros, neste hotel flutuante.

Da janela do primeiro andar, Armando Castro conta 24 barcos fundeados no porto da Horta. Um dos sinais de que a época alta arrancou oficialmente, este ano ligeiramente mais tarde. As razões para o atraso são claras, como nos explica este homem do mar: “este ano fomos especialmente assolados pelo mau tempo. Isso retardou a saída dos barcos das Caraíbas, e por isso só agora começamos a ter o pico da época alta, que estava previsto para há cerca de três semanas”, refere o chefe de Departamento da Marina da Horta.

Se até há algum tempo o número de barcos na Marina era bem inferior ao ano passado, neste momento essa diferença está a diminuir a olhos vistos. Na manhã de terça-feira estavam 445 barcos na Marina, na sua maioria de origem francesa e inglesa. Na manhã de quarta-feira, esse número já tinha aumentado para 475. E continuam a chegar.

Se lembrarmos que a Marina tem capacidade para 300 iates, é fácil perceber que está já sobrelotada, e a época alta ainda agora começou. É altura da equipa da APTO liderada por Armando fazer o que faz melhor: gerir o espaço da melhor forma, numa missão quase impossível. “Meter a Igreja na sacristia”, diria o povo. E a metáfora cai aqui como uma luva.

Armando lembra que este ano o número de barcos a passar no Atlântico será menor que no ano passado. 2009 foi, de facto “um ano de excepção”, recorda, acrescentando que a crise internacional também pesará neste decréscimo.  Apesar disto, não há dúvidas de que nos próximos tempos a Marina da Horta será visitada por mais barcos do que aqueles que pode efectivamente albergar.

Prata da Casa

Para a grande ocupação da Marina contribui também o número crescente de faialenses que possui embarcações. “ Atrevo-me a dizer que temos na Horta actualmente a maior frota de embarcações de recreio à vela dos Açores”, diz Armando.

Os números são claros: Actualmente, cerca de 150 das embarcações que estão na Marina são de faialenses ou estrangeiros que cá residem. A estes acresce uma lista de espera de cerca de 70 barcos, que durante a época baixa podem estar na Marina, mas na época alta têm de ser varados pelos seus proprietários, para que o hotel flutuante possa estar disponível para os que nos visitam.

Marina Ecológica

Nos últimos anos, Armando nota “diferenças profundas” no que diz respeito às preocupações ambientais na Marina da Horta. “Neste momento os estrangeiros têm uma preocupação muito grande em seleccionar os seus lixos. Este ano triplicámos a nossa capacidade de recolha de lixos seleccionados, e continuamos a ter alguns períodos de saturação na recolha desses resíduos”, explica, acrescentando que “isto demonstra essa grande preocupação, e para nós, que vivemos numa ilha, isso é muito importante”.

Economia que respira mar

O contributo da Marina da Horta para a economia local é inegável, e não é preciso fazer grandes contas para entender a sua relevância. O número de iatistas que nos visitam por ano ronda os 4.500 a 5 mil. “Essas pessoas estão cá entre 3 e 4 dias, em média. Durante esse tempo, frequentam os restaurantes, os bares, recorrem às rent-a-car’s, aos táxis... E, principalmente, abastecem-se em média para 15 dias de viagem”, explica Armando. Esta equação torna evidente que uma porção significante da economia do Faial gira à volta da Marina.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 04.06.2010

 

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