Os resultados negativos apresentados em comunicado divulgado no passado fim-de-semana pelo Grupo SATA motivou uma reacção do PSD/Açores.
Na sequência do anúncio de que a companhia terá registado prejuízos de cerca de 15 milhões de euros em 2013, o PSD/Açores convocou a Comunicação Social para informar que o partido solicitou uma audição com caracter de urgência, na comissão de Economia, do secretário regional do Turismo e Transportes e do presidente do conselho de administração da SATA.
À margem dos trabalhos da sessão plenária que está a decorrer desde ontem na Horta, o deputado do PSD/Açores, Jorge Macedo justificou o pedido com “a preocupação que se gerou nos últimos dias, à qual não foi alheia a profunda opacidade e silêncio, por parte do Governo Regional, em torno do anúncio desses resultados financeiros”, salientou.
Jorge Macedo disse ainda que esta audição fundamenta-se “com o rol de explicações de duvidosa credibilidade” apresentadas pela SATA para justificar os maus resultados considerando, ser obrigatória “uma explicação da parte da tutela da companhia”.
O PSD/Açores, para além da audição do secretário do Turismo e Transportes e do presidente do conselho de administração do grupo SATA, solicitou também, ao Governo Regional “cópia do Relatórios e Contas referente ao exercício de 2013, informações sobre os montantes em dívida ao grupo SATA, a título de indemnizações compensatórias ou outros, por parte do Governo da Regional, à data de 31 de Dezembro de 2012, de 31 de Dezembro de 2013 e 31 de Maio de 2014” e ainda, “sobre os montantes em dívida ao grupo SATA, a título de indemnizações compensatórias ou outros, por parte do Governo da República, à data de 31 de Dezembro de 2012, de 31 de Dezembro de 2013 e 31 de Maio de 2014”, adiantou o deputado.
No comunicado o Grupo SATA justificou os resultados com a “retração da atividade económica a nível nacional e internacional e o seu consequente impacto direto na procura de transporte aéreo”.
A Transportadora Aérea esclareceu ainda que o prejuízo teve “especial origem nas perdas da empresa SATA Internacional", de 12,87 milhões de euros", adiantando que o desempenho de 2013 foi “negativamente impactado por factores de diversas origens e que pela sua própria natureza são irrepetíveis”.
O aumento dos custos previstos com o pessoal, por força das decisões do Tribunal Constitucional, perdas de contratos já celebrados, custos com irregularidades e quebra significativa de vendas, nomeadamente em períodos que correspondem a picos de operação, todas elas decorrentes da instabilidade laboral que afetou a empresa no primeiro semestre e reparações em aviões que não se encontravam previstas, são ainda alguns dos argumentos utilizados pelo Grupo SATA para justificar os prejuízos
Os relatórios e contas relativos ao exercício de 2013 foram apresentados e “aprovados por unanimidade” nas assembleia-gerais das diversas sociedades que integram o Grupo SATA, que decorreram na passada semana.