Imprimir esta página
15
julho

Anatomia Palpatória permite um tratamento mais célere na área da fisioterapia

Escrito por 
Publicado em Reportagem

Numa iniciativa da Click Saúde & Bem-Estar, na sua valência de Centro de Fisioterapia, decorreu na passada semana na cidade da Horta um Curso de Anatomia Palpatória, destinado a profissionais do sector.

Participaram nesta formação, que teve como monitor Nuno Matos, 8 fisioterapeutas de várias ilhas dos Açores.

Partindo do principio que a anatomia humana é um dos pilares mais importantes para os profissionais de saúde, uma vez que permite conhecer todas as estruturas que compõem o corpo humano e as relações existentes entre elas, Nuno Matos entende que esta abordagem tem inúmeros benefícios para o utente, “a grande vantagem é que permite ter um conhecimento muito maior dos princípios anatómicos do ser humano e com isso identificar quais são as estruturas lesadas e trata-las de imediato, ou seja, a ferramenta que é a palpação passa a ser também um elemento de tratamento imediato, para além de permitir uma reavaliação constante”.

De acordo com o formador os resultados da aplicação destas novas técnicas são muito mais céleres do que quando se adoptam os métodos convencionais.

“A anatomia palpatória também conhecida como de superfície é um dos diversos ramos da anatomia humana, que se prende com o estudo macroscópico e eminentemente prático das estruturas subcutâneas, mas também do conhecimento das projecções de outras estruturas anatómicas que passam por determinada região. O domínio do corpo de saberes desta vertente da anatomia humana é essencial para aqueles que incidam a sua prática clínica em abordagens clínicas ou actividades prementemente práticas, ou baseadas em técnicas de terapia manual” – explica Nuno Santos que esclarece que “a ideia é pegar na anatomia, não do ponto descritivo como se aprender na faculdade, mas sim integrar os conceitos e os princípios da anatomia humana na relação que essas estruturas têm e os condicionamentos que podem ter na abordagem clinica de um doente”.

Em suma, um bom conhecimento de anatomia palpatória assegura uma mais-valia no conhecimento da anatomia humana que irá traduzir-se em diagnósticos mais precisos, bem como facilitar os diagnósticos diferenciais, sem o auxílio de exames complementares, sendo desta forma determinante para a implementação de um plano de tratamento.

Sobre a receptividade da classe a este tipo de formações e abordagens, Nuno Matos refere que “ao principio são um pouco céticos uma vez que os fisioterapeutas gostam muito de técnicas e esta abordagem não se baseia nisso, mas como rapidamente os resultados são visíveis, ao longo dos últimos anos os cursos têm tido uma grande aceitação e um sucesso muito grande, ao ponto de termos começado a ministrar já um segundo nível, com um grau de dificuldade maior”.

Está prevista a realização do Curso de Anatomia Palpatória nível II na Horta em 2015. A grande diferença entre estes dois níveis está relacionada com as estruturas que atinge. O nível I aborda essencialmente as estruturas inertes do corpo humano enquanto o nível II “dará mais atenção à parte visceral. Normalmente não é dada uma atenção muito relevante às cavidades anatómicas onde estão as vísceras (abdominal, torácica, etc) e as vísceras tem uma relação muito próxima com o sistema músculo-esquelético. Por outro lado, incidimos muito na vertente fascial do corpo humano. A fáscia é um componente inerte que temos que envolve todos os outros”, esclarece.

 

 

Lido 1108 vezes
Classifique este item
(0 votos)
Login para post comentários