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23
julho

Novo estudo revela que Jamantas aquecem ao sol antes de mergulhar até às profundezas do oceano

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Publicado em Local

Um estudo publicado no início do mês na revista Nature Communications revela que as jamantas mergulham regularmente a profundidades batiais, ao contrário do que se pensava. 

De acordo com informação disponibilizada no site do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, até hoje considerava-se a jamanta como um habitante de águas superficiais, todavia, esse dado foi contrariado na sequência de uma investigação resultante de uma colaboração entre investigadores do grupo de biotelemetria do IMAR – Universidade dos Açores e do Woods Hole Oceanographic Institution (EUA).         

A equipa usou marcas de satélite para documentar as migrações de 15 jamantas entre o arquipélago dos Açores e a zona oceânica subtropical ao largo da costa noroeste de Africa, durante vários meses. 

Os dados revelaram mergulhos frequentes até profundidades de quase 2 km – entre os maiores alguma vez medidos para um animal marinho - onde as temperaturas da água atingem os 3°C. Durante o dia, as jamantas passam mais tempo à superfície exactamente antes e logo após os mergulhos profundos, presumivelmente para aquecerem ao sol, o que lhes permite efectuar mergulhos mais longos.

Para além de oferecer uma explicação para a existência do elaborado sistema de conservação de calor nas jamantas, este comportamento vertical revela um elo importante entre as camadas superficiais e as mais profundas do oceano. 

 
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