O Dia da Fábrica 2014 foi a data escolhida para apresentação do projeto de reabilitação da Fábrica da Baleia de Porto Pim, infraestrutura que evoca a baleação no Faial. A execução do projecto está orçada em cerca de 800 mil euros, e deverá ser posta a concurso já em 2015. De acordo com o secretário regional da Agricultura e Ambiente, o projeto visa tornar aquele espaço "mais funcional". Luís Neto Viveiros falava no aniversário da Fábrica, que se celebrou no passado dia sábado dia 30 de agosto.
De acordo com o governante, a tutela pretende consolidar o edifício, dotando-o de uma faceta mais funcional, sem descaracterizar a sua “traça”, mas de forma a torná-lo mais atrativo a quem o visita.
Com este projeto o Governo Regional pretende preservar “um valor cultural muito importante, de uma época em que a atividade da baleação foi muito próspera, quer no Faial quer em toda a nossa Região”. De acordo com Neto Viveiros, este projeto integra-se na política que tem vindo a ser desenvolvida na Região, nas ilhas onde esta atividade foi marcante, através do aproveitamento destas estruturas, dinamizando-as para que se preservem raízes culturais nestas áreas da baleação.
Este projeto inclui o melhoramento das instalações do Observatório do Mar dos Açores (OMA), que passará a dispor de melhores condições para desenvolver o seu trabalho.
O projecto de reabilitação da Fábrica da Baleia do Porto Pim vem completar o investimento já realizado no Monte da Guia, que integra a Casa dos Dabney e o Aquário do Porto Pim.
Este projeto, da responsabilidade do arquiteto Carlos Garcia, melhora as condições de visitação da estrutura industrial, bem como as de acesso com a requalificação da zona da rampa, e contempla um acesso direto ao passeio de Porto Pim. A obra inclui ainda a criação de um pequeno auditório, com cerca de 80 lugares.
Luís Neto Viveiros ressalvou ainda o papel do Observatório do Mar dos Açores (OMA) na gestão e promoção da visitação da Fábrica da Baleia que registou, em 2013, mais de 10 mil visitantes.
As celebrações do Dia da Fábrica 2014 integraram ainda a inauguração da exposição (Re)Pensar a sorte das Baleias, de Rogério Silva, pintor faialense, que surge “como resposta atempada e sensível ao grito de alerta que ressoa um pouco por toda a parte do mundo civilizado: - travar a extinção das baleias”.

Os Açores são um dos locais do mundo onde a tradição e cultura baleeira ainda persiste com algum orgulho. Apesar, de não se caçarem baleias, grande parte do património baleeiro tem sido mantido e recuperado, para fins culturais, mas também desportivos, com a recuperação de botes baleeiros que são utilizados em regatas a remos e à vela.Nos últimos anos houve também um desenvolvimento da indústria do whale watching, uma atração turística que os Açores oferecem.