Terá lugar no próximo dia 27 de setembro, a partir das 10h00, uma limpeza à ribeira da freguesia de Pedro Miguel cujo ponto de encontro será em frente à igreja da freguesia. Esta é uma ação promovida pelo grupo “No More Plastic Bags for the Azores”. O grupo “No More Plastic Bags for the Azores” surgiu a partir de um grupo de pessoas motivadas pelas preocupações ambientais e que procura soluções alternativas e sustentáveis em relação ao problemático e excessivo uso dos plásticos e, consequentemente, à sua presença desmesurada nas costas das nossas ilhas e no oceano Atlântico. O plástico, e em particular os micro-plásticos, são altamente destrutivos para os microrganismos oceânicos. Estes poluentes têm consequências drásticas na exaustão dos mananciais ou na acidificação dos oceanos. Além disso são responsáveis pela morte precoce de várias espécies marinhas, como por exemplo as tartarugas que se alimentam de caravelas e águas vivas e confundem os plásticos com essas espécies. Pretende-se com esta iniciativa trabalhar em conjunto com as entidades locais e regionais, empresariais e governamentais, para tomar ações concretas que visam a sensibilização da população para o problema, desafiando para a adotação de medidas ecológicas: Reduzir, Reutilizar e Reciclar o plástico. Todos produzem lixo e a ideia é que todos colaborem nesta iniciativa evitando que este vá parar ao mar, para a costa, ou para as ribeiras. De referir que este grupo ambientalista, organizou a 5 de maio passado, a Limpeza Atlântica da costa do Faial e a limpeza de todas as ribeiras do Faial é o seu grande objetivo. A maioria do lixo encontrado nestas ribeiras e que têm fim no mar é plástico, principalmente sacos. Em média, os sacos plásticos são usados por 25 minutos apenas e podem demorar mais de 100 anos para degradar, dependendo do tipo de plástico. Mais de 80% do lixo marinho é de plástico, não só polui o meio ambiente como prejudica diretamente organismos vivos. Nesse sentido, surgiu a ideia da taxação dos sacos de plástico, a oito cêntimos cada. O objetivo principal é penalizar ou incentivar comportamentos ambientais, através de impostos ou taxas.