A adesão à greve dos enfermeiros no Faial foi, em média, de 80% nos dois dias da paralisação, revelou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).
A adesão no Hospital da Horta e na Unidade de Saúde da Ilha do Faial situou-se, ao longo de todos os turnos dos dois dias de greve, nos 80%, relevam os dados, do SEP disponibilizados ao Tribuna das Ilhas por Francisco Branco, da delegação açoriana deste sindicato.
Na Unidade de Saúde da Ilha do Faial, a adesão situou-se nos 35% enquanto no hospital esse valor fixou-se nos 90%.
Francisco Branco, mostrou-se satisfeito com estes níveis de adesão à paralisação na Região Autónoma dos Açores, referindo-se à percentagem de 75% dos enfermeiros que nos Açores aderiram à greve, salientando que "mais de dois terços" dos enfermeiros do SRS se identificam com as reivindicações que levaram à convocatória da greve.
Em declarações ao Tribuna das Ilhas Branco aponta a questão do regresso às 35 horas, como uma das principais reivindicações. A falta de enfermeiros no SRS é também uma exigência do SEP.
O delegado considera haver nos Açores um "sentimento de desrespeito pela classe" e de "discriminação", uma vez que, ao contrário de todos os restantes funcionários da administração regional e local, os enfermeiros continuam a fazer 40 horas de horário semanal.
Por outro lado, os enfermeiros do SRS continuam a reivindicar retroativos referentes ao período entre 2009 e 2011 por causa da alteração do tempo de serviço.
Os enfermeiros portugueses a cumpriram dois dias de greve nacional contra a “grave carência” de profissionais nas unidades públicas de saúde e pela dignificação da profissão e da carreira de enfermagem.