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04
novembro

APADIF testa acessibilidade dos novos ferries

Escrito por  Joana Pereira
Publicado em Local

No passado dia 3 de novembro, integrado no programa do 21º Aniversário da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF), decorreu uma ação de sensibilização para a inclusão e acessibilidade a bordo do ferrie “Mestre Simão”, em parceria com a Transmaçor.

O objetivo desta ação foi perceber as condições de acessibilidade existentes a bordo dos novos barcos, principalmente para os cidadãos de mobilidade reduzida, de modo a perceber se é necessário corrigir ou melhorar nalgum aspeto.

Esta iniciativa contou com a participação de cerca de meia centena de utentes das várias valências da APADIF, nomeadamente do Centro de Dia da Conceição, do projeto Moviment’Arte, do Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil e do Projeto Vela para Todos – Faial Sem Limites.

Os utentes da APADIF rumaram com destino à Madalena na viagem das 13h15, onde desembarcaram no novo Terminal Marítimo João Quaresma para voltar a embarcar de imediato de regresso à Horta, na viagem das 14h00.

Em declarações, o Gerente da Transmaçor, Luís Paulo Morais, afirmou ter havido “um grande salto nas acessibilidades” com a introdução dos novos barcos, sublinhando ser uma preocupação da Transmaçor “melhorar a qualidade e o conforto para as pessoas com dificuldades de acessibilidade”.

Acerca das rampas roll-on/roll-off, o responsável pela Transmaçor frisou ser “uma mais-valia muito grande em termos de acessibilidade” e recordou como o embarque era feito nos cruzeiros, pela lateral e sem qualquer rampa.

Luís Paulo Morais sublinhou estar “extremamente satisfeito”, mas identificou pequenas situações que ainda podem vir a ser melhoradas com alguns investimentos, como a colocação de rampas amovíveis no piso 2 dos ferries, para que as pessoas em cadeiras de rodas possam usufruir do espaço exterior durante a viagem.

João Duarte, representante da APADIF, num banlanço desta iniciativa, considerou esta ação como essencial para “dar treino à tripulação no manuseamento do equipamento adaptado” e para “sensibilizar a comunidade para a necessidade de se acabar com as barreiras arquitetónicas” e deste modo “promover cada vez mais a acessibilidade”.

“E bom seria que este exemplo que acontecu aqui nesta embarcação se pudesse multiplicar por outros serviços, quer públicos ou privados, para que a acessibilidade fosse uma realidade para todos”, sublinhou João Duarte.

O representante da APDIF  afirmou ainda que é com este tipo de iniciativas que se sensibiliza a comunidade para esta problemática, visto que “sem acessibilidade as pessoas deixam de ter o direito para poder participar na sua comunidade e ser cidadãos ativos e participativos na sociedade”, frisando a este respeito que “temos aqui uma embarcação que nos oferece todas as garantias”.

O Tribuna das Ilhas ouviu alguns dos participantes e todos revelaram haver uma maior facilidade no embarque nestes navios em comparação com os antigos cruzeiros, afirmado também, ter gostado muito desta experiência.

 
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