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24
novembro

1.ª Sessão do Projeto Mare Nostrum debate Mar: Inovação e Empreendedorismo - José Leonardo defende que Plataformas logísticas não beneficiam empresários do Triângulo

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Local

Decorreu na passada quinta feira, no Banco de Artistas (antigo Banco de Portugal), a 1.ª Sessão do Projeto Mare Nostrum, da Câmara Municipal da Horta (CMH), subordinado ao tema Mar: Inovação e Empreendedorismo.

No discurso de abertura desta 1.ª sessão José Leonardo Silva, considerou  que estes encontros servem para refletir sobre todos os assuntos do Mar e a este respeito lembrou que as plataformas logísticas, também se inserem nas questões do mar.

Neste contexto o presidente da CMH, salientou que é “em espaços de reflexão como este que devemos reforçar a reflexão sobre o próprio modelo de transporte marítimo de mercadorias”, revelando  que “não está demonstrado que a criação de plataformas logísticas nas ilhas de São Miguel e da Terceira, possa na verdade trazer mais-valias para a maioria dos empresários, em especial os do Triângulo”, disse o presidente.

Mare Nostrum é um programa municipal que tem por objetivo promover a discussão entre vários intervenientes das áreas do Mar, desde a Inovação, ao Empreendedorismo, do Desporto, ao Turismo, passando pela Gastronomia, entre outras áreas, abordando estratégias, instrumentos, projetos e potencialidades ligados à Economia do Mar.

Assim, foram convidados a participar nesta 1.ª sessão várias personalidades que estão diariamente ligadas ao mar, nomeadamente Hélder Silva diretor do Departamento de Oceanografia e Pescas e do Imar- Instituto do Mar, Raúl Bettencourt, CEO da SEAZYME, Eduardo Isidro, responsável pelo laboratório experimental de Aquicultura – Aqualab, Gui Menezes, CEO da FishMetrics, Paulo Carreiro, diretor do Departamento do Desenvolvimento Empresarial, SDEA e Carlos Morais representante da Câmara do Comércio e Indústria da Horta.

José Leonardo Silva, considerou esta 1.ª sessão como “o ponto de partida para a criação de um pensamento comum, em torno da política municipal para o Mar”, na medida em que, no seu entender, “qualquer intervenção nesta área, deverá necessariamente envolver agentes públicos e privados”, no sentido de em conjunto fazer uma reflexão “em torno das preocupações e objetivos para uma área, de si tão vasta, mas com um potencial enorme, ainda por descobrir”, disse.

Para o autarca o Mare Nostrum, enquanto espaço de promoção, partilha e reflexão, deverá contribuir para o reforço e aprofundamento do conceito que é atribuído à Horta Cidade-Mar.

“Uma coisa é certa, os faialenses têm demonstrado claramente que desejam uma cidade revitalizada razão pela qual temos trabalhado, de forma empenhada, no projeto de requalificação da frente mar”, afirmou o presidente.

No entender do edil, “uma Cidade-Mar não deverá ser apenas uma cidade que promove e vende o Turismo Náutico”, lembrando a este respeito que “a cidade da Horta é já uma referência na área da investigação marinha, graças ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo DOP”.

Sobre este assunto, José Leonardo, defendeu a tripolaridade da Universidade dos Açores e a importância de criar uma licenciatura nas Ciências do Mar. Neste contexto, reforçou o edil que “faz todo o sentido que aqui se promova uma licenciatura nas Ciências do Mar, numa perspetiva, também do surgimento de novas profissões nesta área”.

Segundo o presidente a Cidade-Mar dos Açores deve preocupar-se em projetar um pensamento estratégico futuro, de forma a partilhar e divulgar, novas áreas de intervenção pública e privada, nomeadamente no que aos transportes, pesca, recursos da pesca, indústria de pescado, energia e biotecnologia, diz respeito.

No entender do autarca, “todas estas áreas sintetizam o conceito de economia do mar que, a partir desta sessão e, ao longo do presente mandato, pretendemos incutir no projeto Mare Nostrum, por acreditarmos que esta área é uma área de futuro para a ilha do Faial e para os Açores, e o Município”, revelou.

O Mare Nostrum, foi apresentado, no passado dia 3 de setembro e é desenvolvido pelo pelouro municipal “Mar, Empreendedorismo e Inovação”.

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