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28
novembro

Restaurante Salgueirinha reabre com novo conceito - Workshops de culinária e jantares temáticos uma aposta para o próximo ano

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Publicado em Reportagem

Workshops de culinária e  jantares temáticos vão ser uma novidade no Restaurante Salgueirinha. 

Luís Moisão surge com um novo conceito na reabertura. A aposta recai na cozinha tradicional portuguesa, com destaque para algumasespecialidades, como o Grão de Bico à Alentejana com carne de vaca e de porco e vários enchidos como principais ingredientes. Outra especialidade é o Lombinho de porco com bacon no forno e também a Carne de Porco com migas, o puré de castanhas e as batatas fritas. 

Sabores do Alentejo que o proprietário pretende variar de 15 em 15 dias

O restaurante Salgueirinha, na Feteira, que abriu portas no passado mês de fevereiro do corrente. Após encerramento para férias durante o mês de outubro, reabriu na passada semana, com uma nova filosofia nomeadamente ao nível da carta.
Em conversa com o chef deste restaurante em dia reabertura, Luis Moisão explicou que esta mudança de conceito surgiu do feedback que obtiveram dos clientes nestes meses de funcionamento. O cozinheiro explicou que a decisão de abrir um restaurante no Faial surgiu da necessidade que sentiram de que na Ilha havia a falta de um bom restaurante. “Nós quando começamos sentimos que havia a falta de um restaurante no Faial, muito bom, de qualidade, com coisas diferentes, coisas novas”, disse. 
“Foi o que fizémos quer ao nível dos equipamentos e materiais que temos aqui, quer na sala, no sentido de ser o melhor”, no entanto, nestes seis meses de funcionamento revela o proprietário “verificamos que foi excessivo e foi isso que nos levou a mudar o conceito”.
Segundo Moisão, o problema principal do restaurante prendia-se com a carta. “Um dos problemas que sentimos, foi que não tínhamos capacidade para mudar a carta porque faltava a matéria prima. Estávamos constantemente dependentes de Lisboa, de transitários, barcos, avião, transporte e era muito caro e chegamos à conclusão que não fazia sentido”. 
A este respeito Moisão revela que o problema não foi a falta de clientes nem de faturação mas sim o facto de concluírem que a “estrutura era demasiado pesada para aquilo que o mercado exige ou pede”, assim “decidimos continuara a apostar na cozinha tradicional portuguesa, com ingredientes daqui, não são locais, mas são os abastecedores locais que a vão fornecer o que nos liberta mais tempo para a cozinha”, esclareceu.
Consciente da realidade do mercado local, o chef referiu ainda, que, no que diz respeito ao funcionamento da sala, também verificou que o serviço era excessivo. “Verificamos que tínhamos um serviço de sala excelente mas que também acabou por se revelar excessivo”. “Nós tínhamos consciência que estávamos a correr um risco mas decidimos arriscar e ver como o mercado respondia. O mercado revelou que o serviço era excessivo e nós resolvemos adaptar às exigências do mercado”, disse.
Na sua reabertura também a equipa inicial sofreu alteração, contando agora com menos um elemento, que no entender de Moisão, “faz parte do ajuste ao novo conceito”. 
Nesta nova concepção do serviço, a intenção é mudar a carta pelo menos uma vez por mês. “No fundo é o mercado que vai ditar quantas vezes vai rodar a carta”, afirma Luís Moisão salientando que “a base desta nova carta será a cozinha tradicional portuguesa. A essência é a mesma, os fundos, os caldos, a concepção é toda feita de raiz, não há enlatados mas o prato final é diferente, com sabores do Alentejo, Algarve, Ribatejo”.
Uma das apostas no novo cardápio vão ser as “noites temáticas”, a acontecer pelo menos uma vez por mês, revela o chef. “Vamos ter cozinha do mundo, desde a cozinha japonesa, onde vai entrar o sushi e tudo o que está à volta da cozinha japonesa. Cozinha Espanhola, cozinha Francesa, cozinha Italiana”. “Estamos a pensar fazer um dia por mês. O mercado mais uma vez é que vai ditar o que vamos fazer”, reforça. 
 
Leia esta reportagem completa na Edição Impressa do Tribuna das Ilhas de 28 de novembro de 2014
 
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