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10
dezembro

Nuno Moniz eleito para a Comissão Permanente do Bloco de Esquerda

Escrito por  Joana Pereira
Publicado em Local

Com apenas 27 anos, Nuno Miguel Pereira Moniz foi eleito pela Mesa Nacional do Bloco de Esquerda para integrar a Comissão Política e Comissão Permanente do partido, no passado dia 30 de novembro.

A Comissão Política é composta por 18 membros, de acordo com os estatutos aprovados na IX Convenção, com 8 membros da lista U, 8 da lista E, um da lista B e um da lista R. Já a Comissão Permanente conta apenas com 6 membros. Esta foi constituída com base na regra da paridade, igualmente proporcional às moções de orientação política, com dois indicados pela moção U, dois pela E, um pela R e um pela B.
 
Moniz era o número dois da Moção R, Reivindicar o Bloco, em que participou ativamente. Acerca desta eleição, afirmou ter sido “um processo bastante longo, entre 3 e 4 meses, mas que valeu a pena”.
 
O jovem faialense, natural da freguesia das Angústias, é Investigador Bolseiro e trabalha no Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão, que é uma unidade do INESC TEC Porto, cidade onde reside atualmente. É mestre em Engenharia Informática e encontra-se a tirar o Doutoramento em Ciência de Computadores na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
 
Ingressou no Bloco de Esquerda entre 2004 e 2005 e assegura que, o que o despertou para o ativismo político e suscitou interesse no Bloco foram as suas posições políticas sobre a guerra no Afeganistão e depois na do Iraque.
 
Acerca das funções que irá desempenhar com esta eleição, esclareceu que “a Mesa Nacional é o órgão máximo do Bloco de Esquerda entre Convenções, que ocorrem de dois em dois anos. A Comissão Política é eleita para dirigir o Bloco entre Mesas Nacionais. A Comissão Permanente é composta por membros indicados pela Comissão Política para coordenar politicamente o Bloco no seu quotidiano”.
 
Sendo o mais novo dos eleitos para esta Comissão garantiu que “no Bloco a idade não é um posto. Uma direção política que inclui várias gerações tem maior capacidade de resposta e de análise aos problemas concretos da vida das pessoas. Portanto, sinto-me à vontade, e sem qualquer problema dessa ordem”.
 
“Portugal sofreu um brutal ataque a todos os níveis com o objetivo de diminuir a dívida. Salários foram cortados, direitos diminuídos, a pobreza cresceu para níveis históricos, a par dos níveis de desemprego. No fim, estamos pior e a dívida está cada vez maior. Portanto, é seguro afirmar que a linha que começou nos PEC's do PS e que continua agora com Passos Coelho e Paulo Portas falhou redondamente. Bem, não falhou para toda gente, porque Portugal teve um aumento histórico no número de milionários nos últimos 2 anos”, salientou o recente eleito sobre a situação atual do nosso país.
 
Como perspetivas para as próximas eleições legislativas sublinhou ser “preciso todo o pragmatismo e nenhuma ambiguidade. Não há nenhum caminho fácil para Portugal e por isso é preciso haver força suficiente para podermos decidir sobre as nossas próprias vidas, e sobre o que queremos para o país. De Passos Coelho e Paulo Portas, já sabemos que depois de venderem os anéis, se for preciso venderão as mãos e os pés deste país para continuar neste caminho ruinoso. De António Costa não sabemos nada, porque não se compromete com nada a não ser umas frases soltas. Espero que estas legislativas sejam um momento de ruptura com o sistema que nos levou até aqui, à situação em que nos encontramos hoje”, concluiu.
 
Nuno Moniz encontra-se, neste momento, empenhado em exceder todas as expectativas com esta honrosa eleição e tem como perspetivas futuras acabar o seu doutoramento.
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