O Vice-presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Félix Rodrigues, considerou como “brutal” o corte feito pelo Secretário Regional da Saúde na deslocação de médicos especialistas às ilhas sem hospital”, referindo-se em particular às ilhas do Pico e das Flores.
“Este brutal corte na saúde dos Açorianos representa um acto de verdadeira violência praticado sobre milhares de doentes que foram remetidos para o sofrimento”, disse Félix Rodrigues, em comunicado distribuído pelos órgãos de comunicação social.
Para Félix Rodrigues “a decisão do Dr. Luís Cabral, com o chocante e preocupante beneplácito do restante elenco governativo e do PS/Açores, foi tomada a coberto do alegado plano de reestruturação do Serviço Regional de Saúde, documento concebido visando uma suposta reforma dos serviços de saúde que, para além de merecer o repúdio das populações, persegue objectivos de concentração do maior número possível de consultas, exames, cirurgias ou tratamentos num hospital central (no caso o Hospital de Ponta Delgada) ”.
Assim, acrescenta, “a medida adoptada pelo Secretário Regional da Saúde começa a revelar-se e de forma colossal: de fins de 2012 até ao final de 2014 registou-se uma diminuição drástica e dramática do número de consultas de especialidade nas ilhas sem hospital – foram menos 80,5% de consultas realizadas, isto é, cortaram-se 17.288 consultas e menos 367 deslocações de especialistas àquelas ilhas” (no total das seis ilhas sem hospital).
Mais grave do que os cortes nas deslocações dos médicos, Félix Rodrigues aponta que “o cenário é tão mais violento quando se verifica que nem os médicos especialistas se deslocaram às ilhas sem hospital, nem os doentes foram deslocados às ilhas com hospital para realização das consultas”.
“Para quem, como o PS/Açores, defende afincadamente um Serviço Regional de Saúde universal e tendencialmente gratuito, este brutal corte na saúde dos Açorianos representa um acto de verdadeira violência praticado sobre dezenas de milhares de doentes que foram remetidos para o sofrimento”, termina o Deputado do CDS, apelando “ao responsável máximo pela Governação nos Açores para que ponha cobro imediato a este colossal ataque que está a ser desferido ao Serviço Regional de Saúde, com particular incidência nas ilhas sem hospital”, caso contrário continuaremos a assistir “a um autêntico retrocesso civilizacional nos Açores e um ataque ao sofrimento dos doentes”.