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02
fevereiro

Queijos “Morro” a um passo do mercado americano

Escrito por  AG
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A queijaria “O Morro” prepara-se para exportar o seu produto para os Estados Unidos da América (EUA), faltando apenas a conclusão de procedimentos burocráticos, que se preveem resolvidos em duas semanas.

Contactado pelo Tribuna das Ilhas Rui Caldeira, um dos sócios gerentes da empresa, avançou que “nos próximos quinze dias vamos passar à ação”, faltando “terminar o processo de regularização”, como a elaboração de rótulos preparados para o mercado norte americano e os registos da marca pelas instâncias competentes, para que os dois importadores interessados possam pôr nas prateleiras dos EUA este queijo made in Açores.

Atualmente a queijaria vende não só para as ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e São Jorge mas também para vários pontos em Portugal Continental, desde o final de 2013, através de um distribuidor de Aguiar da Beira. Posteriormente começou a exportar para Espanha, num processo mediado por um sócio do distribuidor no continente português.

 “Não se vende mais para Portugal Continental porque é muito difícil fazê-lo lá chegar. Temos apoios à venda inter ilhas e para o estrangeiro mas não para a Madeira nem para Portugal Continental”, constatou Rui Caldeira.

Uma situação que intriga Rui Caldeira é a injeção de capital por parte do Governo dos Açores em empresas do setor em risco de falência. Apesar de afirmar que em outras legislaturas esta forma de resgate a empresas do setor era mais visível diz que esta  não deixou de acontecer, ocorre sim “de forma indireta”.

 “O mercado deveria se ajustar de forma autónoma e às vezes isso não acontece, há outras forças que se envolvem. Se há injeção de capital nos nossos concorrentes é o nosso lucro que está a ser utilizado para ajudá-los”, considerou o empresário.

No entender deste gerente o ano de 2015 apresenta-se “muito interessante” na medida em que se aproxima o final do regime de quotas leiteiras, criado em 1984 na então Comunidade Económica Europeia. Este facto “pode trazer alterações ao mercado de leite e derivados” realçou Rui Caldeira, que mostrou preocupação uma vez que a matéria prima por eles utilizada é escassa a nível local, podendo ocorrer modificações nos parâmetros que agora regem a aquisição de leite, como o preço.

Acresce-se ainda o embargo a laticínios por parte da Rússia, combinação que trará novas dificuldades e oportunidades a este setor.

O empresário assegurou que enquanto tiver lucro a empresa manter-se-á de portas abertas, situação que requer considerações variadas como a análise do custo de produção e do preço de venda do queijo. “À vezes é preciso ver se compensa a produção de certo produto”, e utilizou como exemplo de investimento com pouco interesse o queijo Flamengo, que tem “com pouco valor acrescentado” e para o qual são necessário oito litros de leite para produzir um quilo que será vendido a 4€.

Os dois sócios gerentes, os irmãos Nuno e Rui Caldeira,  começaram a idealizar esta empresa de âmbito familiar no ano de 2008, materializando-a em 2012, ano em que ocorreu a oficialização e inicio da produção de queijos.

Da linha de produção da queijaria “O Morro” constam três gamas de queijo distintas: fresco, curado e apimentado, a última ainda processo de aperfeiçoamento.

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