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20
fevereiro

Caça ao coelho interdita no Faial

Escrito por  AG
Publicado em Regional

Surgiu ontem, 19 de fevereiro, a informação de que a secretaria regional da Agricultura e Ambiente, através da direção regional dos Recursos Florestais, alargou às ilhas do Faial e de Santa Maria a proibição da caça ao coelho por terem sido encontrados mamíferos desta espécie contaminados com a Doença Hemorrágica Viral (DHV) em ambas as ilhas.

De acordo com a informação, vão ser tomadas medidas preventivas à semelhança das utilizadas utilizados nas ilhas onde a caça ao coelho já está interdita há mais tempo.

Até ao momento foram recolhidos no Faial sete animais contagiados com a DHV e 144 na ilha de Santa Maria, números que levaram à tomada de precauções por parte do executivo como forma de controlar a disseminação do vírus.

As principais resoluções emanadas pela secretaria regional, com vista à redução da mortalidade do coelho-bravo devida a esta enfermidade, passam por controlar e fazer vistorias diárias, proceder à recolha e registo dos coelhos mortos, por parte dos Serviços Florestais, além “da recolha e eliminação dos cadáveres, como forma de eliminar potenciais focos infeciosos, a colocação de editais informativos em locais públicos, como portos e aeroportos, proibindo o trânsito de coelhos e seus derivados no interior do arquipélago e para o exterior”, lê-se em comunicado.

A ilhas das Flores Graciosa, São Jorge, São Miguel e Terceira, nas quais a implementação destas medidas têm “permitido, até à data, uma evolução positiva na contenção dos efeitos do surto da virose”, citando o informação chegada à nossa redação via GACS. Na ilha Graciosa não são encontrados coelhos infetados desde finais de dezembro, na ilha Terceira desde dia 11 de fevereiro que não se encontraram mais animais mortos por esta mazela, a mesma data em que se encontrou o último infetado na ilha das Flores,  sendo que em São Jorge não foram contabilizados coelhos com causa de morte na DHV em coelhos desde dia 2 de fevereiro. Em São Miguel ainda se aguardam resultados laboratoriais.

No total da Região Autónoma dos Açores, abarcando o número de coelhos contabilizados no Faial e Santa Maria, foram encontrados 10198 destes mamíferos mortos devido à epidemia.

Esta doença não é transmissível a humanos ou a outras espécies de animais apesar de ser muito contagiosa entre as diversas raças de coelhos, aconselhando-se a que, de qualquer forma, não se consumam coelhos até ao surto está estabilizado.


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