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09
março

Jogadores de futebol aprendem sobre suporte básico de vida dentro das quatro linhas

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Local

Os jogadores de futebol do escalão de benjamins de cinco equipas da Associação de Futebol da Horta (AFH) participaram na manhã de sábado numa ação sobre suporte básico de vida (SBV), no campo da Alagoa.

Esta iniciativa da AFH contou com a colaboração do Grupo de Formação do Hospital da Horta e foi direccionada  não apenas aos jogadores mas também às suas famílias e a agentes desportivos presentes.

Foi uma manhã bastante diferente para estes jovens, que adquiriram alguns conceitos sobre o SBV e conhecimentos do que são situações de risco e como se devem comportar quando se deparam com elas. Um simples telefonema bem feito é o suficiente para salvar uma vida, porque se pede ajuda diferenciada.

A ação foi ministrada por seis elementos do Grupo de Formação do Hospital da Horta, que proporcionaram às crianças contacto direto com simuladores de SBV e lhes permitiram realizar manobras de compressão e de ventilação.

Na qualidade de representante da AFH, Luís Garcia explicou ao Tribuna das Ilhas que esta ação começou a ser pensada para os adultos, mas depois decidiu-se começar pelos mais novos. Assim, a associação mobilizou duas equipas do Fayal Sport, duas do Flamengos e uma do Atlético. "Convidámos alguns pais e assim começamos a chamá-los para o acompanhamento da vida desportiva dos seus filhos”, explicou.

Luis Garcia anunciou também ser intenção da AFH alargar esta atividade a outros escalões de formação, aos jogadores mais adultos, bem como aos dirigentes desportivos, treinadores, massagistas e diretores. Levar a iniciativa às outras ilhas de abrangência da AFH é outros dos objetivos.

“Temos um longo caminho pela frente, nesta e noutras áreas, porque o nosso lema é educar pelo futebol. Pretendemos dar contributo através destas áreas para a formação destes jovens que são os adultos de amanhã”, revelou.

"SBV deve ser transversal a toda a população"

Quem o diz é Aida São João, médica anestesista do Hospital da Horta, e representante do Grupo de Formação daquela unidade hospitalar. Este grupo é composto por oito elementos e existe desde 1999, embora só em 2003 tenha obtido o certificado do Conselho Português de Ressuscitação.

No entender da médica, até os mais novos podem contribuir para salvar vidas, nomeadamente se forem capazes de reconhecer a gravidade da situação e pedir ajuda. “O SBV é fundamental para a população em geral, na medida em que é a forma de garantir que, quando houver uma situação grave, a pessoa pode ser socorrida”. Neste contexto defende que o SBV “não é só para profissionais de saúde. Quanto mais perto de nós tivermos uma pessoa que o saiba fazer, mais garantimos a nossa sobrevivência".

Quanto à possibilidade de levar ações destas à comunidade escolar, Aida defende que é importante, até porque, se a nível hospitalar o SBV está garantido, a verdade é que fora do contexto hospitalar isso já não acontece.

Da experiência retirada desta ação a médica revela que “as crianças são recetivas".  Aida São João explicou que a ação realizada foi um “mast training”, ou seja, um alerta para que as crianças saibam como agir em situações de emergência.

 

 

 

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