Os dois deputados do PSD/Açores eleitos pelo círculo eleitoral do Faial, Jorge Costa Pereira e Luís Garcia, deslocaram-se à junta de freguesia da Feteira para reunir com o executivo liderado por Eduardo Pereira e perceber quais as necessidades e que potencial tem a freguesia, em anos considerada o “celeiro do Faial”.
O prometido polivalente da Feteira voltou a estar em cima da mesa, aproveitando os autarcas a ocasião para explicar aos deputados o novo processo de construção do edifício que decorre no momento, e que exige “um empenho efetivo e transparente do Governo Regional e da Câmara Municipal” creem os sociais democratas.
Outras questões que na perspetiva de Costa Pereira e Luís Garcia necessitam de resolução são a intervenção na rede viária, tida como de má qualidade em muitos locais de jurisdição municipal, e a falta de equipamentos “que muito atrofia o desenvolvimento daquela freguesia e o normal funcionamento das suas instituições”.
“A localização e qualidade dos terrenos agrícolas conferem a esta freguesia um grande potencial agropecuário. Esta bem poderia ser uma área a desenvolver. Para tal exige-se planeamento estratégico, formação, extensão rural e melhores infraestruturas, desde logo, uma manutenção adequada dos caminhos agrícolas” sublinharam os deputados da bancada social democrata.
Erosão e proteção de orla costeira exigem resposta eficazes
Os socais democratas inteiraram-se de duas situações que causaram preocupação. A proteção da orla costeira, nas zonas do porto da Feteira e da Lajinha, e erosão dos terrenos adjacentes às ribeiras exigem, dizem os deputados faialenses, intervenções por parte da Câmara Municipal da Horta e do Governo Regional.
No caso da Lajinha, o troço que une a rotunda inicial da variante e o entroncamento com a rua das Candinhas situa-se sobre as furnas que são parte indissociável da paisagem da freguesia. Apesar da beleza a penetração subterrânea do mar está, “aparentemente”, cada vez mais próxima das habitações dos residentes, razão pela qual na opinião dos parlamentares é preciso garantir que a situação está a ser devidamente monitorizada por parte das entidades competentes.
Ao nível das ribeiras e erosão causada quando o caudal destas aumenta fez com que surgisse um novo problema relacionado com a sustentação das estradas nas localidades do Cimo da Granja e da rua da Granja, que estão agora em perigo de ruir. Para esta circunstância em concreto “esta situação para além da sinalização e da proibição de trânsito de pesados, já efetuadas, exige conjugação de esforços entre o Governo regional e a Câmara Municipal para uma intervenção que reponha a segurança pública” assim como devem ser atribuídos meios à junta de freguesia para que esta possa por si só resolver parte do problema, frisaram Costa Pereira e Luís Garcia.