Andamos pelo mundoexperimentando a mortedos brancos cabelos das palavrasatravessamos a vida com o nome do medoe o consolo dalgum vinho que nos sustéma urgência de escrevernão se sabe para quem
o fogo a seiva das plantas eivada de astrosa vida policopiada e distribuída assimatravés da língua... gratuitamenteo amargo sabor deste país contaminadoas manchas de tinta na boca ferida dos tigres de papel
enquanto durmo à velocidade dos pipelinesesboço cromos para uma colecção de sonhos lunarese ao acordar... a incoerente cidade odeiaquem deveria amar
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Após a primeira reunião plenária da Comissão Interdepartamental para os Assuntos do Mar (CIAMA), o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia adiantou que o Plano do Ordenamento do Espaço Marítimo dos Açores (POEMA) terá de estar concluído até 2021.
A Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, que falava à margem da primeira reunião plenária da CIAMA, que teve lugar esta segunda-feira, na Horta, afirmou que o ordenamento do espaço marítimo “coloca muitos desafios” e que as políticas do mar têm um caráter “transversal...
Cerejeiras em flor ao cair da tarde também este hojese tornou ontem
Kobayashi Issa*
Para minha avó Maria Ângela...
Sou como o cão de Pavlovquando sonho contigode noite, no regresso,o copo de leite, dois papo-secos com doce de nêspera,três palavras sussurradas do quarto ao lado: "Deus te abençoe".
Desperto para o real,o silêncio volta,reveste as coisas.Nada encontrofora do sonho,nada que se beije,que se cheire ou mastigue.Nem um fio de cabelo branco,tudo aqui é passado,memória de um tempo que já não é.Ainda assim o tal cão, como eu,não acredita...
Como és sedutora, fascinante e misteriosa Oh minha querida cidadezinha de mar! Trazes no rosto maquilhado um arzinho cosmopolitaE fazes olhinhos bonitos(por detrás das tuas respeitáveis gelosias)Aos navegadores loiros e trigueirosQue vagueiam pelas tuas ruasE bebem “gin” no Peter”!
Oh Minha Horta, recatada e feminina,Inchadinha desse insustentável orgulho flamengo!...O mundo inteiro cabe na tua Marina!Mas ficas-te pela gloriazinhaDo teu passado mercantil e marítimo!E sonhas com os paquetes iluminados de outros tempos!E recordas ainda os escandalozinhos...