Os Açores deverão continuar a beneficiar, até finais de 2019, de uma derrogação que permite à região expedir 3 mil toneladas anuais de açúcar para o resto da UE.
A proposta legislativa vai ser votada no Parlamento Europeu na terça-feira, com base num relatório do eurodeputado açoriano Luís Paulo Alves.
O ISPA – Instituto Universitário lançou uma nova licenciatura, agora em Biologia, já para o ano lectivo 2010/2011. A autorização foi dada por despacho do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o que traduz o reconhecimento da relevância e da qualidade do ensino e da investigação produzida nesta área científica.
O plano de estudos da nova licenciatura fornece um vasto enquadramento teórico nas principais áreas da Biologia, dando igualmente ênfase à importância da aplicação desses conhecimentos, apresentando desde o primeiro ano cadeiras de iniciação à investigação científica. O objectivo é permitir aos estudantes enveredar por uma via académica, bem como desenvolver competências utilizáveis em contextos empresariais e organizacionais.
O corpo docente é especializado em múltiplas áreas da Biologia e encontra-se integrado na Unidade de Investigação em Eco-Etologia do ISPA - IU, um núcleo de investigação das Ciências do Mar, que obteve a classificação máxima na mais recente avaliação da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Esta unidade destaca-se no panorama nacional pelos seus trabalhos em Biologia Marinha, Biologia da Conservação, Endocrinologia Comportamental, Genética Aplicada ao Estudo da Evolução e Comportamento Animal.
No âmbito desta nova licenciatura, o ISPA - IU proporciona aos seus estudantes a oportunidade de frequentarem programas de mobilidade e intercâmbio, ao abrigo de um vasto conjunto de protocolos de colaboração com universidades internacionais de referência, em particular no espaço europeu, na América do Norte e Brasil.
A Crioestaminal e a Associação Viver a Ciência (VAC) levam a cabo, pelo sexto ano consecutivo, o Prémio Crioestaminal em Investigação Biomédica, galardão que distingue com 20 mil euros o melhor projecto de investigação na área das Ciências Biomédicas. O período de candidaturas encerra no dia 10 de Maio, às 12h00.
Podem concorrer ao Prémio Crioestaminal 2010 todos os investigadores portugueses ou estrangeiros, com doutoramento realizado entre 2000 e 2007, que se proponham realizar um projecto de investigação autónomo numa instituição portuguesa. Cada candidato poderá submeter apenas um projecto de investigação, a ser desenvolvido em dois anos, que será posteriormente avaliado por um júri internacional, composto por especialistas de reconhecido valor em várias áreas da Biomedicina.
No ano passado, o Prémio Crioestaminal em Investigação Biomédica recebeu 54 candidaturas, em diversas áreas de Biomedicina, incluindo Cancro, Neurociências, Biologia do Desenvolvimento e Imunologia. Com esta sexta edição, a Crioestaminal cumpre um importante passo no apoio global à investigação científica nacional, ao totalizar uma verba de 120 mil euros distribuída por jovens cientistas que podem concretizar os seus projectos e contribuir para o avanço das Ciências Biomédicas.
A Crioestaminal tem vindo a estabelecer protocolos de colaboração com entidades de referência no sistema científico e tecnológico nacional, com experiência na área das células estaminais e da biotecnologia em geral: Centro de Neurociências de Coimbra, Biocant Park, Instituto Superior Técnico e Centro de Histocompatibilidade do Centro. A estratégia de investigação definida pela empresa tem como objectivo o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, direccionados para o mercado da saúde e Biotecnologia. A grande prioridade da investigação da Crioestaminal é alargar o leque de aplicações das células estaminais do sangue do cordão umbilical, nomeadamente a sua utilização futura em medicina regenerativa para reparação de tecidos danificados.
Para a presidente da Associação Viver a Ciência, Maria Mota, este prémio representa “um óptimo incentivo financeiro de base regular para os investigadores a exercerem a sua actividade no nosso país”.
Raul Santos, administrador e director-geral da Crioestaminal, considera que “o apoio dado à investigação científica em Portugal assume uma importância primordial”. O responsável tem consciência das dificuldades inerentes ao desenvolvimento de projectos de investigação sem o apoio de entidades privadas e, por isso, argumenta: “a Crioestaminal quer potenciar a investigação e trabalhar no sentido de apoiar a manutenção dos investigadores em Portugal. O nosso país dispõe de excelentes capacidades técnicas, que têm apenas que ser suportadas com investimento. É por este motivo que nos orgulhamos de, pelo sexto ano consecutivo, promovermos o Prémio Crioestaminal e criarmos, assim, mais uma oportunidade para distinguir os jovens investigadores”.
Um estudo recentemente publicado na revista Cythoterapy1 demonstra que as células estaminais do sangue do cordão umbilical apresentam um elevado potencial na regeneração de tecidos afectados por isquémia (paragem ou insuficiência do fornecimento de sangue a um tecido ou a um órgão).
Esta pesquisa, conduzida por um grupo de investigadores norte-americanos, foi desenvolvida para testar a capacidade das células do sangue do cordão umbilical na promoção da vasculogénese (formação de novos vasos sanguíneos) em resposta à isquémia, quando comparada com a de células mononucleadas da medula óssea.
Para o efeito, as células foram aplicadas em ratinhos após lhe ter sido induzida a isquémia num membro inferior. Os estudos in vitro mostram que as células do sangue do cordão umbilical migram para os sinais emitidos pelo tecido isquémico e produzem as substâncias necessárias à promoção da formação de novos vasos sanguíneos nas áreas afectadas pela isquémia.
As células do sangue do cordão umbilical demonstraram ainda serem superiores às células mononucleadas não seleccionadas da medula óssea na promoção da vascularização in vivo. Vinte e oito dias após o acidente isquémico e a aplicação das células, a vascularização das áreas afectadas era maior nos ratinhos tratados com células do sangue do cordão umbilical.
Carla Cardoso, doutorada em farmácia e investigadora do departamento de Investigação e Desenvolvimento da Crioestaminal, considera que “estes resultados vêm mostrar que as células estaminais do sangue do cordão umbilical poderão vir a ser usadas no tratamento e recuperação de tecidos após lesões isquémicas, na medida em que são capazes de induzir a formação de novos vasos sanguíneos quer a partir de vasos pré-existentes quer em locais onde não há vasos sanguíneos, permitindo desse modo reduzir o tamanho das lesões isquémicas e aumentar a funcionalidades dos órgãos afectados.”
A especialista acrescenta que “isto pode ser particularmente interessante quando, por exemplo, devido a um acidente isquémico um membro fica afectado, como é o caso deste estudo em que foi possível aumentar a vascularização num membro inferior dos ratinhos após lhes ter sido induzida uma lesão isquémica. Para além disso, pode ainda ajudar a recuperar um órgão como o coração após uma situação de isquémia, como é o caso dos enfartes do miocárdio, permitindo recuperar o músculo cardíaco e portanto a função cardíaca”.
Actualmente estão em curso vários ensaios clínicos para avaliar o efeito terapêutico de células estaminais isoladas do sangue periférico, da medula óssea, do sangue do cordão umbilical, entre outras, para o tratamento das doenças que provocam isquémia, nomeadamente doenças cardíacas (pós-enfarte do miocárdio), feridas crónicas e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
“Agarra o sonho” é o nome de um passatempo promovido pela Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino (APDI), em parceria com o Abbott Laboratórios, que desafia os jovens portadores de Doença de Crohn e Colite Ulcerosa a “ilustrar” o seu dia-a-dia com a patologia.
O concurso, dirigido a jovens entre os 18 e os 25 anos, compreende a realização de um trabalho original que represente pictograficamente (por ilustração, pintura, fotografia ou colagens) o que é viver com a Doença Inflamatória do Intestino.
O júri vai avaliar os trabalhos tendo em conta a criatividade da apresentação e a melhor frase associada ao slogan do passatempo “Agarra o sonho”.
O vencedor do passatempo acompanhará a APDI no Encontro Europeu de Jovens com DII, organizado pelo grupo de jovens da Federação Europeia das Associações de Doentes de Crohn e Colite Ulcerosa (EFFCA), que decorre de 26 a 29 de Agosto, em Apeldoorn, na Holanda. Os resultados serão divulgados até 20 de Maio, no site da Associação – www.apdi.org.pt.
A DII pode surgir em jovens de qualquer idade, sobretudo a partir dos 10 anos. As crianças e jovens que sofrem desta patologia do foro intestinal – Doença de Crohn e Colite Ulcerosa – têm de lidar com surtos de dor abdominal e diarreia, sendo o seu principal problema na escola a necessidade de usar, de forma inesperada e frequente, a casa de banho. É uma doença que, pela sua natureza, desencadeia bastante desconforto físico e emocional, levando ao isolamento e à perda de actividade.
Segundo Ana Sampaio, presidente da APDI, este passatempo pretende “aproximar os jovens do trabalho da associação e desmistificar algumas ideias através da partilha de experiências com outros jovens europeus com DII”.
Os trabalhos devem ser enviados até 15 de Maio, para a sede da APDI (Rua Nova das Icas, n.º 42, 1.º traseiras, 4450-703 Leça da Palmeira) ou para o e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..