A AMI-Núcleo da Horta, na pessoa da sua coordenadora, Renée Amaral, esteve a convite da Escola Profissional da Horta, a proferir uma palestra destinada aos formadores dos cursos de Saúde, Eletricidade Naval, Marketing, Turismo e curso de Reativar, no âmbito das Comemorações do Dia Internacional do Voluntariado, que se comemorou no dia 5 de Dezembro.
Renée Amaral, falou na importância do voluntariado e o perfil a ter para o efeito, deixando o desafio a estes jovens para procurarem a Instituição que representa na ilha do Faial e se associarem nas campanhas, minimizando vulnerabilidades existentes e detetadas.
A Coordenadora da AMI, falou ainda no papel e objetivos do Núcleo que representa, informando que todos os jovens presentes, junto da Fundação AMI, poderão ser potenciais voluntários não só nacionais, mas mesmo internacionais, em missões de desenvolvimento ou de emergência.
Por fim, em forma de reflexão deixou o seguinte pensamento “Do outro lado do mundo ou bem perto de si há sempre alguém que necessita da sua ajuda”.
Está patente ao público, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, uma exposição de pintura de Jorge Falcato, intitulada “Tropicália”.
Jorge Falcato, licenciado em Turismo, exerce desde 1987 a profissão de guia-intérprete, acompanhando desde há vários anos grupos com especial interesse pela botânica.
A mostra estará disponível até 4 de março, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h e ao sábado das 14h às 19h00.
Foi na noite de sexta-feira que, pelas 20h38 os Bombeiros do Faial foram chamados a intervir no sentido de combater as chamas que assolaram uma habitação degradada na Rua de São João.
De acordo com Nuno Henriques, Comandante dos Bombeiros faialenses, as causas do incêndio ainda estão por apurar e estão em sede de investigação por parte da Polícia de Segurança Pública da Horta.
Como nos relatou o responsável dos Bombeiros, foram mobilizados 23 elementos operacionais da corporação faialense e um total de cinco viaturas, a saber, um pronto-socorro, dois auto tanques e duas viaturas de apoio.
O incêndio foi dado como extinto às 00:16 e, durante a noite, foi montado um piquete de vigilância que fez rondas frequentes na rua a fim de detetar e prevenir um reacendimento do incendio.
O Comandante dos Bombeiros foi perentório em afirmar que a população foi cooperante neste assunto, uma vez que deu o alerta e prontificou-se a retirar as viaturas automóveis da rua por forma a facilitar o trabalho dos Soldados da Paz.
Entretanto, “a nossa maior preocupação foi, a par de extinguir o fogo, evitar a sua propagação às residências adjacentes”.
Não houve quaisquer vítimas resultantes deste incêndio, no entanto a habitação ficou destruída e necessitará de uma intervenção de raiz.
Na sua edição de sábado, o Correio dos Açores, jornal de São Miguel, traz a lume uma notícia em que os pescadores daquela ilha e da Terceira, se manifestam contra a construção da Escola do Mar no Faial.
“Erro” é assim que chamam à nossa escola, apelando inclusivamente a uma descentralização da formação porque “não faz sentido um pescador de São Miguel ir tirar a carta de arrasto para o Faial”.
Ora bem, agora pergunto eu: faz sentido um pescador do Faial ir tirar a carta para São Miguel?
Não consigo conceber estes bairrismos. Toda a vida, faialenses e picoenses entre outros açorianos, tiveram que sair das suas casas para ir estudar fora. Fosse em Lisboa, Ponta Delgada ou Terceira. Porque será que, nem ao menos uma vez na vida, o Faial não pode ser o anfitrião? Somos menos do que os micaelenses?
Ora, parece-me que estes bairrismos só têm um propósito: deitar por terra toda e qualquer massa crítica do Faial.
Erro? Não será erro o sem número de museus/escolas/institutos e afins que se criaram em São Miguel?
Pelo Amor da Santa, não sejam como os burros que por causa da pala nos olhos não conseguem ver senão para a frente.
Somos tanto ou mais capazes de ter uma Escola do Mar. “Faiais” não se deixem levar em contos do vigário.
O Faial é a Ilha do Mar. Faz todo o sentido que se implementem infraestruturas deste género na nossa ilha. Aliás, temos potencial para ir ainda mais longe.
A Escola do Mar dos Açores será um estabelecimento de ensino profissional a funcionar em regime de paralelismo pedagógico integrado no sistema educativo regional, nos termos do estatuto do ensino particular cooperativo e solidário, e é um projeto que resulta de uma parceria que envolve também a Câmara Municipal da Horta, a Universidade dos Açores (através do seu Departamento de Oceanografia e Pescas, igualmente instalado no Faial) e a Escola Náutica Infante D. Henrique.
Outro assunto, desta vez um pedido de desculpas aos nossos leitores, uma vez que na nossa edição da passada semana o editorial saiu, como se percebeu, truncado.
Os primeiros dois parágrafos do texto não pertenciam ao texto da coluna que, ao invés de eleições, se debruçava sobre a questão dos resíduos.
Maria José Silva
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Os deputados do PSD eleitos pelo Faial estão extremamente preocupados com a falta de magistrados no Tribunal da Horta.
Com essa preocupação, Carlos Ferreira e Luís Garcia dirigiram um ofício à S Ministra da Justiça e do mesmo deram conhecimento aos Senhores Deputados à Assembleia da República eleitos pelos Açores.
No documento, que também foi remetido à Comunicação Social, os deputados referem que “o Tribunal da Horta encontra-se numa situação extremamente preocupante, face à ausência de magistrados. No final do ano judicial, em julho de 2016, os dois juízes que exerciam funções na Horta (um magistrado responsável prioritariamente pelos processos de natureza cível, e outro com primazia pelos assuntos de natureza criminal), que estavam a resolver progressivamente o enorme problema de pendência processual, foram colocados a seu pedido noutras instâncias, sendo colocada em setembro de 2016 uma nova magistrada judicial, que se encontra ausente por motivos de saúde, não sendo previsível que venha a exercer funções até ao final do atual ano judicial, que está ainda em fase inicial.”
“Assim, apenas o magistrado judicial da ilha do Pico se desloca ao Faial para despachar processos urgentes. Todos os outros processos, que já se encontravam num quadro de atraso significativo, são adiados sem data definida, conforme despachos exarados habitualmente: “adia-se sine die””, referem os deputados que continuam explicando que “no que concerne aos serviços do Ministério Público, também por motivo de doença, a magistrada designada para a Procuradoria de Instância Local da Horta, não se encontra a exercer funções, motivo pelo qual o representante do Ministério Público em Santa Cruz das Flores está a acumular os serviços da Horta, instância de maior dimensão, com uma larga tradição de presença de magistrado em permanência, justificada pelo volume processual.”
Perante tudo isto, e por considerarem que “a Justiça constitui pedra basilar do funcionamento do Estado de Direito Democrático, (…) o panorama atual é grave, porquanto as deficiências de funcionamento da Instância Local da Horta da Comarca dos Açores inviabilizam a concretização de uma justiça célere e oportuna, descredibilizam a Autoridade do Estado, e são suscetíveis de potenciar sentimentos de insegurança, não apenas nos públicos mais vulneráveis, mas na também na generalidade da população.”
Com estes argumentos pretendem os deputados do PSD Faial que sejam adotadas medidas urgentes para colocar magistrados na Instância Local da Horta da Comarca dos Açores.