Na sessão comemorativa da efeméride, Rute Duarte, do elenco da Junta de Freguesia, fez um balanço do último ano, frisando as “duas importantes prendas” que a Conceição recebeu: o Centro de Dia da 3.ª Idade e o novo terminal marítimo de passageiros.
Destacando a importância da delegação de competências do município nas juntas de freguesia, Rute Duarte destacou o trabalho feito no embelezamento da Conceição e no apoio às instituições da freguesia, anunciado para breve a reabilitação de alguns arruamentos.
Sobre o trabalho do órgão autárquico a que pertence, Rute Duarte referiu que “os autarcas de freguesia são os mais próximos da população, disponíveis 24 horas por dia”.
Num dia em que já se tornou tradição homenagear personalidades e instituições da Conceição, Rute Duarte lembrou “os principais valores da freguesia estão nas pessoas”.
Em representação da Câmara Municipal, Filipe Menezes chamou a atenção para a “coincidência feliz” que fez com que o 444.º aniversário da Conceição se comemorasse um dia após a entrada em funcionamento no novo terminal marítimo de passageiros naquela freguesia. Para o vereador, esta infra-estrutura permitirá dar “um passo em frente” na dinamização empresarial da Conceição. A este respeito, Filipe Menezes lembrou também que a reabilitação da frente de Mar da cidade já está a ser preparada, referindo que esta é “uma intervenção que merece a participação de todos”.
Presidindo à sessão em representação do Governo dos Açores, o secretário regional da Agricultura e Florestas aproveitou para chamar a atenção para a importância das Juntas de Freguesia, criticando o impacto negativo da reforma do mapa autárquico “na história das nossas comunidades”.
Noé Rodrigues lembrou que as juntas de freguesia são quem “abre primeiro a porta à resolução dos problemas das pessoas” e por isso não se pode “cortar a régua e a esquadro” nestes órgãos.
Sobre a Conceição, o governante destacou o facto de ser uma “freguesia com uma história feita de muito trabalho”, lembrando, entre outras coisas, que foi naquela localidade que se instalaram os primeiros serviços da vila da Horta, com destaque para a primeira empresa dos cabos submarinos.
Este ano, a Conceição homenageou o Império de Santo Amaro e também Manuel Fernando Furtado Moniz e Ernesto Paulino Jorge, ambos nascidos no Pico mas que adoptaram a freguesia como sua, tendo contribuído de várias formas para a sua dinamização.



No ano em que assinala o seu 80.º aniversário, o Castelo Branco Sport Clube (CBSC) corre o risco de deixar de existir. Em causa está a dificuldade em mobilizar os sócios para constituir novos órgãos sociais, como explicou Humberto Freitas, actual presidente da Assembleia Geral, numa conferência de imprensa realizada esta tarde.
Dos cerca de 250 sócios do clube albi-castrense, não enchem os dedos das mãos os que compareceram às duas Assembleias Gerais já realizadas para eleger novos dirigentes. A próxima realiza-se esta quarta-feira, dia 1 de Agosto, e os actuais responsáveis dizem que, caso não surja nenhuma lista disposta a tomar as rédeas da Sociedade por mais um ano, esta será dissolvida, ficando o seu património à responsabilidade da Assembleia de Freguesia de Castelo Branco, como indicam os Estatutos.
Humberto Freitas lembra aos sócios que “o futuro da instituição está em risco” e apela à sua presença na Assembleia. A dificuldade em constituir órgãos dirigentes já se tem vindo a manifestar, tendo no entanto sido sempre possível encontrar uma solução, situação que, de acordo com o responsável, não deverá acontecer este ano, pois os sócios que actualmente integram os órgãos sociais não estão disponíveis para mais um mandato.
O presidente da Assembleia Geral do CBSC diz que está “confuso” com esta situação, uma vez que o clube se apresenta estável e não apresenta passivo financeiro.
Em termos desportivos, o CBSC movimenta 144 atletas nas modalidades de atletismo e voleibol. No vólei, por exemplo, arrecadou dois segundos lugares na Série Açores, em Iniciados e Seniores femininos.
José Almeida, presidente da Direcção cessante, recorda que, para além da componente desportiva, o CBSC se destaca na vida da freguesia pela componente social e cultural, sendo disso exemplo os Bailes e Matinés de Carnaval ali organizados, que deixarão de se realizar se a instituição for extinta.
Com a dificuldade em reunir sócios em torno do clube, os seus responsáveis têm de multiplicar-se para assegurar todo o trabalho associado à actividade desportiva. O transporte dos atletas para os treinos e competições, por exemplo, toma muito tempo e energia. No entanto, assegura José Almeida, trata-se de um trabalho “gratificante”.
Os responsáveis lembram ainda que a freguesia foi muito recentemente dotada de um novo Pavilhão, pelo que estão reunidas todas as condições para continuar a dinamizar a actividade desportiva do CBSC.
A tudo isto acresce o facto do CBSC possuir sede própria, que, como lembra o presidente cessante, é o resultado de “muito trabalho” de anteriores sócios.
Com o intuito de mostrar que a situação é séria, fortalecendo o apelo para que compareçam na reunião de quarta-feira, a Mesa da Assembleia Geral vai fazer chegar aos sócios uma carta onde explica a situação e alerta para a séria possibilidade de desaparecimento do clube.
Foi inaugurada esta manhã a primeira fase da obra de requalificação e reordenamento da frente marítima da cidade da Horta, que compreendeu as intervenções a norte na baía.
Num investimento de cerca de 40 milhões de euros, esta obra demorou três e quatro meses a ser executada e compreende um cais acostável de cerca de 280 metros de comprimento acostável, um cais interior com 80 metros de comprimento acostável e um novo terminal de passageiros, para além de um parque de estacionamento para cerca de 130 viaturas.
Destaque para o facto do novo porto permitir a operação de mercadorias e viaturas através de rampas roll-on rol-off.
Na ocasião, o presidente do Governo Regional classificou este empreendimento como um “ponto de viragem” nas ligações marítimas do Triângulo. Referindo-se à Horta como a “capital do Mar nos Açores”, Carlos César disse esperar que esta obra traga “reflexos muito positivos e duráveis para a economia” da ilha bem como para o fortalecimento da oferta de terminais para o turismo de cruzeiros nos Açores, “sector que se estima em franca expansão”, com uma centena de navios a escalar anualmente a Região, movimentando cerca de 100 mil turistas.
O processo de modernização do transporte marítimo no Triângulo prosseguirá com a aquisição de dois novos navios, que se previa entrarem em funcionamento no final de 2013, data avançada aquando da assinatura do contrato de adjudicação da sua construção. Esta manhã, todavia, Carlos César apontou o ano de 2014 para a chegada dos navios.
O governante destacou a evolução do transporte marítimo no Triângulo, referindo que, há 16 anos, eram transportados 290 mil passageiros anualmente, número que hoje ultrapassa os 400 mil.
Também o transporte de mercadorias mereceu a atenção do presidente do Executivo, que salientou a importância da “diminuição dos custos dos fretes”. “Recentemente procedeu-se à reorganização dos itinerários marítimos da cabotagem nos Açores, o que, sem prejudicar a capacidade de escoamento dos volumes de contentores movimentados na Região, irá permitir uma movimentação mais célere de mercadorias entre o grupo central” e o continente.
Carlos César chamou a atenção para a necessidade de grandes investimentos na recuperação dos portos da Região, frequentemente fustigados por tempestades de mar, o que implicou, segundo o governante “centenas de milhões de euros” investidos “apenas para reconstruir o existente”.
Na cerimónia de inauguração do novo molhe norte do porto da Horta marcaram presença as filarmónicas Artista Faialense e Unânime Praiense, bem como o Grupo Folclórico e Etnográfico de Pedro Miguel. A secção de vela ligeira do Clube Naval da Horta foi a responsável por trazer colorido à baía.
A operação do transporte marítimo de passageiros é transferida para o novo porto já amanhã.




De acordo com nota enviada às redacções pelo Parque Natural do Faial (PNF), durante os últimos dias tem-se "verificado alguma instabilidade nas vertentes do Vulcão dos Capelinhos, com queda de blocos". Esta instabilidade "diz respeito a um conjunto de fenómenos que implicam o deslocamento em massa de solos e rochas de zonas mais elevadas para zonas mais baixas, motivadas pela cedência progressiva destes materiais".
Tendo isto em conta, o PNF recomenda "a todos aqueles que pretendam fazer o Trilho do Vulcão dos Capelinhos, que o façam com especial cuidado não se aproximando das áreas de vertente ao longo do trilho e mantendo-se afastados de zonas propícias à queda de blocos".
Amanhã, dia 28 de Julho, a partir das 11h00, será inaugurado, pelo presidente do Governo Regional dos Açores, o novo terminal marítimo de passageiros do porto da Horta.
Esta inauguração marca a conclusão da intervenção na zona norte da baía, que constituía a primeira fase da empreitada de requalificação e reordenamento da frente marítima da cidade da Horta.
A obra, que custou mais de 33 milhões de euros, foi executada por um consórcio externo constituído pelas empresas Somague, Engenharia, SA; Somague/Ediçor, Engenharia SA; Tecnovia Açores – Sociedade de Empreitadas, SA; Construtora do Tâmega, SA (que depois passou a AFA Açores) e Conduril – Construtora Duriense, SA. Com um prazo de execução de 36 meses, a primeira pedra da obra foi lançada a 30 de Março de 2009, logo a sua conclusão estava inicialmente prevista para Março deste ano.
Esta fase da empreitada de requalificação da frente marítima da cidade contemplou a construção de um novo molhe, com 393 metros de comprimento, do cais aderente para ferries, com 267 metros de comprimento acostável, e de uma ponte cais com 80 metros de comprimento, com duas rampas ro-ro aderentes, que constitui o cais de passageiros do Triângulo. Foi também construído um terrapleno com cerca 20 000 m2 de área, um esporão de guiamento e protecção da foz da ribeira da Conceição, com 130 m de comprimento, e uma gare marítima de passageiros.
A obra consistiu também na dragagem das bacias de manobra e estacionamento das embarcações, de modo a que a cota de serviço ficasse a -6,00 ZH, o que permite, de acordo com a Portos dos Açores, a operação de todos os barcos de transporte de passageiros que normalmente operam na Horta.
Nesta fase foi ainda executado o arranjo do espaço público envolvente, incluindo uma nova rotunda, acessos rodoviários ao terrapleno, parques de estacionamento, pavimentações e áreas ajardinadas, bem como novas redes de iluminação pública, abastecimento de água, drenagem de águas pluviais e residuais, telefones e combustíveis.
Aguarda-se agora a segunda fase, referente às intervenções a realizar a sul da baía, que deverá contemplar a ampliação da Marina da Horta.
Entretanto, a Transmaçor anunciou que já a partir de domingo, dia 29, toda a operação de embarque e desembarque de passageiros passa a ser efectuada no novo terminal. A deslocalização da operação implica novos procedimentos por parte da transportadora marítima, que estipula agora como hora limite para o embarque 5 minutos antes da hora da partida. Os passageiros com bagagem de porão devem depositá-la nos balcões de check-in, mediante a apresentação do seu bilhete, até 10 minutos antes da hora da partida.
Quanto às cargas não acompanhadas, a sua entrada nas embarcações só será permitida até 30 minutos antes da hora de partida.
De acordo com a Transmaçor, os bilhetes continuam a poder ser adquiridos na bilheteira, sendo a novidade a existência, em simultâneo, de postos de venda automática.