A Direção Geral das Autarquias Locais publicou na passada semana a lista dos municípios portugueses que, no final do segundo trimestre de 2013, apresentavam prazo médio de pagamento superior a 90 dias.
De um total de 303 municípios analisados, 123 apresentaram prazos médios de pagamento superiores a 90 dias, entre os quais a Horta, que se apresenta na posição 120 da lista, com um prazo médio de pagamento de 97 dias. Ainda assim, a autarquia faialense conseguiu melhorar o seu prazo de pagamento em relação ao primeiro trimestre, altura em que este se fixava nos 99 dias.
Estes números confirmam uma tendência decrescente no prazo médio de pagamento, já que no final de 2011 a Câmara Municipal da Horta demorava em média 137 dias a pagar. Em dezembro de 2012 o município já tinha reduzido para 101 dias.
No topo desta lista encontra-se o município de Porto Santo, que demora em média mais de 5 anos a pagar aos seus fornecedores, logo seguido do município açoriano do Nordeste, em São Miguel, com prazo médio de pagamento de cerca de quatro anos.
No passado dia 5 de outubro, quando se assinalou o 103.º aniversário da República Portuguesa, a Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta (AAALH) e a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) apresentaram ao público a reedição do livro Na Primeira Presidência da República Portuguesa – Um rápido relatório, da autoria de Manuel de Arriaga.
Este foi o último livro publicado pelo primeiro presidente da República, e é agora reeditado, num esforço conjunto da AAALH e da ALRAA, com estudo introdutória e notas de Joana Gaspar de Freitas e Luís Bigotte Chorão.
À margem da apresentação da obra, a presidente da ALRAA congratulou-se com este lançamento, que representa o fechar de um ciclo de 12 anos, ao longo dos quais foram editados sete livros relacionados com Manuel de Arriaga. Segundo Ana Luís, a reedição desta obra é mais uma oportunidade de “levar um pouco da nossa história aos nossos cidadãos, à juventude, e de perceber a importância do que foi Manuel de Arriaga, do legado que nos deixou e da atualidade que ainda tem, apesar de já terem passado mais de cem anos”.
Iniciativas como esta são um reflexo da maior abertura à sociedade com que Ana Luís quer marcar a sua presidência. Nesse sentido, garante que a ALRAA irá desenvolver mais iniciativas, não apenas de índole política mas também cultural, para “estar mais próxima” dos açorianos.
A apresentação do livro decorreu na Casa Manuel de Arriaga, inaugurada e novembro de 2011. O espaço, construído a partir das ruínas da casa onde nasceu o primeiro presidente da República Portuguesa, só se tornou realidade graças aos muitos esforços da AAALH. Antes desta luta, no entanto, a associação tinha já travado outra, quando se mobilizou para a transladação dos restos mortais de Arriaga do Cemitério dos Prazeres para o Panteão Nacional, em 2004.
Nesta apresentação, Henrique Barreiros, da AAALH, referiu-se precisamente às “inércias” que foram encontrando pelo caminho em todos os projetos relacionados com Manuel de Arriaga. O professor lembra que o primeiro presidente da República portuguesa é, apesar da importância da sua personalidade, uma figura ainda muito esquecida no panorama nacional.
Sobre o livro, Henrique Barreiros destaca, para além das memórias políticas que apresenta, o facto de “abrir perspectivas” para a compreensão do pensamento de Arriaga, particularmente da sua heterodoxia, isto é, da forma como o seu pensamento era, em certos aspectos, divergente da maioria das mentes da sua época.
O presidente da AAALH lembrou também que o 5 de Outubro foi um dos feriados civis que o Governo da República decidiu cortar. Recordando que Manuel de Arriaga “foi um dos grandes lutadores que permitiu o 5 de Outubro”, Henrique Barreiros salientou a importância de mais este livro relacionado com o estudo de Arriaga ser apresentado nesta data, contrabalançando a perda da importância política que ela sofreu com esta decisão.
Na passada quarta-feira foi detetado um incumprimento nas análises à água de um dos pontos de recolha de amostras da rede pública. As análises detetaram um índice anormal da presença de bactérias coliformes e assim sendo a água em questão não deve ser consumida sem ser previamente fervida, de acordo com indicações do delegado de Saúde.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal da Horta, este problema está a afetar a rede pública que é abastecida pelos tanques de abastecimento do Paiol: toda a freguesia da Matriz e a freguesia da Conceição, com exceção da zona de Cima da Lomba.
Ao Tribuna das Ilhas João Castro adiantou que a autarquia está já a trabalhar na resolução do problema e, no fecho desta edição (ao início da tarde de quinta-feira), já se procediam às contra-análises. Enquanto isso, a água nas zonas acima referidas pode ser utilizada para as tarefas domésticas e para cozinhar, no entanto deve ser fervida antes de ser consumida.
A Biblioteca Nacional e a Casa dos Açores em Lisboa organizaram no passado dia 1 de outubro uma homenagem ao poeta Pedro da Silveira, que foi presidida pela presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Ana Luís. Antes da cerimónia de homenagem esteve patente uma exposição da Biblioteca Nacional sobre a marca cultural deste açoriano.
Eduíno de Jesus, João Soares e Ana Maria Almeida Martins, em representação de Onésimo Teotónio Almeida, foram os oradores da noite, que terminou com um recital de poesia.
Nascido na ilha das Flores, em 1922, Pedro da Silveira destacou-se enquanto autor, poeta, investigador histórico e literário, tradutor e etnógrafo. Falecido em Lisboa, há cerca de dez anos, é considerado um dos grandes poetas açorianos do século XX.
É dele a autoria de um dos poemas mais emblemáticos sobre a cidade da Horta, Horta: quase réquiem.
O Sporting Clube da Horta jogou ontem em casa dos campeões nacionais. O Porto revelou a sua superioridade desde cedo causando muitas dificuldades aos insulares que ao intervalo já perdiam por 17-10. No final da partida o marcador assinalava 31-18 a favor da equipa da casa.
Neste momento o Porto alcançou já o topo da tabela, com 13 pontos em cinco jogos, em igualdade com Sporting e Águas Santas. O Sporting da Horta é sétimo, com 7 pontos em três jogos.
O ABC Braga é quarto (12 pontos), seguido do Benfica (11). No entanto o Águas tem um jogo a menos que as águias, que somam já cinco encontros. O Madeira SAD é sexto, com 8 pontos em quatro jogos, e o Fafe ocupa a oitava posição, com os mesmos pontos que o SCH mas com um jogo a mais.
Passos Manuel e ISMAI ocupam a nona e décima posições, ambos com 6 pontos em quatro jogos. No fim da tabela, Belenenses e Avanca, com 4 pontos em quatro jogos.
O calendário não foi gentil com a equipa de Filipe Duque, para quem o início de outubro não podia ser mais infernal: depois de enfrentar os campeões em título, o SCH tem este sábado outro encontro que promete dificuldades, com uma deslocação a casa do Sporting de Portugal. O jogo está agendado para as 16h30 (hora dos Açores), no pavilhão António Feliciano Bastos, em Loures.
Com menos de uma semana de descanso, os insulares têm pela frente o Benfica, com jogo na Luz marcado para terça-feira, 8 de outubro, às 19h30 (hora dos Açores).