Para dar resposta ao que diz ser um “eixo de ação prioritário” da sua candidatura, que se prende com o desenvolvimento equilibrado das 13 freguesias do Faial, o candidato da coligação “Pela Nossa Terra” à Câmara Municipal da Horta (CMH) quer baixar o IMI nas localidades em risco de desertificação. À margem de uma visita à freguesia dos Cedros, esta terça-feira, Luís Garcia explicou que pretende usar uma faculdade dada pela Lei do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI): “em zonas que estão a desertificar o município pode baixar as taxas de IMI até 30% e é isso que vamos fazer nas freguesias desde a Ribeirinha até ao Capelo, excluindo a zona do Varadouro”, referiu.
Para o candidato existem “sinais preocupantes de desequilíbrios que importa contrariar e atenuar”, sendo que um desses sinais são os números dos censos de 2011, quando se verificou que determinadas freguesias rurais do Faial estão a perder população: “só nos Cedros tivemos cerca de 150 pessoas a menos nos censos de 2011”, referiu.
Garcia entende que esta situação é também consequência de “algumas medidas excessivamente concentracionistas”: “a política habitacional no Faial tem sido no sentido de atrair as pessoas para a cidade e para as freguesias limítrofes, esvaziando as freguesias mais distantes, principalmente no lado norte”, exemplificou.
Para lutar contra a desertificação, o candidato da coligação PSD/CDS/PPM deixou um compromisso: “esta candidatura é contra o encerramento das escolas de primeiro ciclo nas freguesias. Isso mata as nossas freguesias e destrói a nossa identidade. Somos contra as mega escolas. Sabemos que está a ser construída uma escola grande na cidade, não sabemos de onde virão os alunos para essa escola mas se a estratégia é encerrar as outras escolas da ilha para lá concentrar os alunos somos frontalmente contra e assumimos esse compromisso, desafiando também as outras candidaturas a fazê-lo, para que as pessoas saibam com o que é que contam depois das eleições”, disse.
Luís Garcia lembra que as creches do Faial também se concentram na cidade e arredores e diz ser sua intenção trabalhar para uma rede de creches e ATL’s “mais equilibradamente distribuída”.
Nesta passagem pelos Cedros, a candidatura visitou um investimento que está a ser feito na freguesia na área do apoio aos idosos. A HP – Apoio Domiciliário é uma empresa de prestação de cuidados personalizados ao domicílio para idosos ou pessoas que, por qualquer motivo, não possam assegurar a satisfação das suas necessidades básicas. Para Luís Garcia, este é “um bom exemplo” das respostas sociais de proximidade que a sua candidatura pretende fomentar na ilha. O candidato defende que este tipo de iniciativas “permite fixar as pessoas na sua freguesia, criar postos de trabalho e dinamizar a economia local”. Quanto a este projeto em concreto, Garcia destaca o facto de retardar o internamento dos idosos, mantendo-os integrados nas suas comunidades o maior tempo possível”.
O candidato lamenta que a resposta no apoio aos idosos esteja concentrada na cidade e lembra que “há 4 anos o PS prometeu construir um lar de idosos na freguesia dos Cedros”.
O candidato da coligação “Pela Nossa Terra” à Câmara Municipal da Horta (CMH) visitou esta quarta-feira o Clube Naval da Horta (CNH) e reuniu com o seu presidente, José Decq Mota.
À margem deste encontro, Luís Garcia falou à comunicação social de um projeto da sua candidatura, que pretende envolver o CNH como parceiro, que visa criar uma Escola de Verão para alunos do secundário, de modo a dar-lhes perspetivas sobre as atividades profissionais ligadas ao mar. O candidato lembra que estes jovens “estão à beira de fazer opções formativas decisivas na sua vida”. “Queremos com este projeto proporcionar-lhes uma experiência que lhes mostre as potencialidades que o mar tem. Acreditamos que esta aposta no mar de que tanto se fala só terá sucesso se os jovens aderirem a ela e temos de sensibilizá-los para essa realidade”, explicou, acrescentando que, para além do CNH, pretende trabalhar com outros parceiros, como o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores e as empresas marítimo-turísticas e da pesca.
Luís Garcia destacou a importância do CNH para a ilha, entendendo que o clube “faz mais pela projeção do Faial, do nosso porto, da nossa marina e do nosso mar do que muitas entidades que têm milhões para o fazer e não o fazem com tanta eficácia”. Por isso, entende que as novas instalações do CNH representam “uma reivindicação justa, muito necessária e merecida” e, caso seja eleito, promete liderar a defesa dessa obra, “integrada ou não na segunda fase do reordenamento do porto”. Sobre esta segunda fase, Garcia entende ser um investimento prioritário pela repercussão a nível económico que trará para o Faial. O candidato da coligação PSD/CDS/PPM entende que, neste âmbito, devem ser criadas condições para galvanizar outras atividades ligadas à náutica, como a reparação naval: “esta área pode marcar o nosso futuro nas atividades do mar”, entende.
Envolver mais a autarquia no projeto de Vela Adaptado do CNH é outros dos objetivos de Luís Garcia, que entende também que o município deve apoiar as crianças com menos possibilidades para que estas possa frequentar as férias desportivas daquela instituição, e desta forma ter, desde cedo, um contacto com os desportos náuticos.
O candidato do PS à Câmara Municipal da Horta (CMH) reuniu esta terça-feira com a Associação de Agricultores da Ilha do Faial (AAIF) e deixou algumas das suas propostas para o setor primário. José Leonardo Silva quer incentivar a produção local, por isso propõe a isenção do pagamento de rendas aos comerciantes que vendam este tipo do produtos no Mercado Municipal. O candidato reconhece que esta infra-estrutura da autarquia está a atravessar uma grave crise e entende que esta medida permite alavancar a sua revitalização, atraindo mais pessoas àquele espaço, ao mesmo tempo que incentiva a produção local.
José Leonardo Silva é da opinião de que o Mercado Municipal precisa de obras e informou que a CMH, da qual é actualmente vice-presidente, está já a elaborar um projeto de requalificação que deverá ser candidatado ao próximo quadro comunitário de apoio. No entanto, o candidato entende que obras só não chegam: “isso não vai devolver as pessoas ao Mercado”, considera, entendendo que a aposta na venda de produtos locais e biológicos será o grande catalisador do espaço.
O socialista lembrou ainda que o município é parceiro da AAIF no projeto da criação da Central Hortofrutícola e Florícola, ao lado da sede da associação. A CMH contribuiu para a aquisição dos terrenos, no entanto José Leonardo promete mais apoios, considerando que a central será “fundamental para a economia da ilha”: “além de ser uma central de distribuição é uma central de planificação”, lembrou.
No sector da carne, o candidato disse estar preocupado com o novo Matadouro do Faial, muitas vezes prometido mas nunca concretizado: “é necessário que se construa o novo matadouro da Horta e iremos empenhar-nos numa exigência clara ao Governo Regional no sentido desta infra-estrutura ser criada”, prometeu.
Faleceu ontem, dia 12 de agosto, a pintora Tereza Arriaga, neta do faialense Manuel de Arriaga, primeiro presidente eleito da República Portuguesa.
Com 96 anos, Tereza era a única neta ainda viva de Manuel de Arriaga. Filha de Roque de Arriaga, que era também secretário de Manuel de Arriaga, Tereza nasceu no Palácio de Belém e frequentou a escola Superior de Belas Artes.
Reaccionária, lutou contra o ditadura e esteve detida em Caxias pela PIDE durante 110 dias.
Há três anos, quando se celebrou o 170.º aniversário do nascimento de Manuel de Arriaga, Tereza veio ao Faial e foi entrevistada pelo Tribuna das Ilhas. Na ocasião falou do orgulho pelo carácter do avô, que pagava renda das instalações que ocupava no Palácio de Belém e conduzia um carro pago por si. Destacando os ideais que dele herdou, disse-nos já ter nascido republicana.
O corpo da pintora encontra-se em câmara ardente no seu atelier, em Caxias.
A Câmara Municipal da Horta (CMH) assinou esta segunda-feira o auto de consignação de mais uma empreitada de reabilitação da rede viária e remodelação de rede de abastecimento de água no concelho da Horta. A atual empreitada, adjudicada à Tecnovia, está orçada em cerca de 1.098 mil euros e contempla intervenções na Conceição (Farrobo e ligação entre a Volta e a 5 de Outubro), nos Flamengos (Farrobo) e na Feteira (Farrobins e Farrobim do Sul).
De acordo com o vice-presidente da CMH, esta empreitada contempla a intervenção na rede de área e recuperação do pavimento viário numa extensão de cerca de três quilómetros e tem um prazo de execução de 180 dias, prevendo-se portanto que esteja concluída antes do final de fevereiro de 2014.
Na ocasião, José Leonardo Silva lembrou que decorrem neste momento decorre uma empreitada que contempla intervenções na Ribeirinha e nos Cedros, já em curso, e também na freguesia do Salão, onde a autarquia prevê para breve o arranque das obras na Canada do Barão.
Decorre também o processo administrativo relacionado com as empreitadas do bairro Mouzinho de Albuquerque e da Cônsul Dabney, na cidade da Horta. Quanto ao primeiro, a autarquia conta adjudicá-lo antes do final de agosto. Já o processo da Cônsul Dabney encontra-se numa fase mais embrionária mas, de acordo com o vice-presidente, o objetivo da autarquia é que o mesmo dê entrada no Proconvergência antes do final do ano, para que possa ser incluindo no plafond de verbas de que a Horta ainda dispõe no atual quadro comunitário, que termina em dezembro.
À comunicação social, José Leonardo Silva explicou que os processos administrativos neste tipo de empreitadas têm sido mais morosos nos últimos tempos devido a alterações aos procedimentos burocráticos envolvidos, uma vez que actualmente os mesmos devem ser primeiramente aprovados pelo Proconvergência e só depois seguem para aprovação do Tribunal de Contas.