O atual presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco, Luís Botelho, será o número dois da lista socialista à Câmara Municipal da Horta, liderada por José Leonardo Silva. A informação foi avançada na tarde de segunda-feira, em comunicado enviado às redações pela candidatura do PS.
O nome do socialista era, aliás, o mais esperado para acompanhar José Leonardo Silva na lista. Luís Botelho está a cumprir o seu terceiro mandato na presidência da Junta de Freguesia de Castelo Branco, pelo que não se pode recandidatar a esse cargo em setembro. Além disso, assumiu recentemente a liderança do secretariado de ilha do PS/Faial.
Licenciado em Turismo pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Viana do Castelo, Luís Botelho é delegado dos serviços da ilha do Faial da Vice-Presidência do Governo, Emprego e Competitividade Empresarial, onde coordena o Gabinete do Empreendedor.
Na freguesia de Castelo Branco, para além de liderar nestes 12 anos o Executivo, já foi presidente das Assembleias-Gerais da Euterpe de Castelo Branco, do Coral de Santa Catarina, do Clube Recreio e Fraternidade e do Castelo Branco Sport Clube. Botelho já integrou também a direção do Sporting Clube da Horta e da Câmara do Comércio e Indústria da Horta.
A Câmara Municipal da Horta (CMH) assinou esta manhã o terceiro protocolo de cooperação financeira com a Junta de Freguesia de Pedro Miguel destinado à obra de ampliação e remodelação do polivalente da freguesia. O referido protocolo, no valor de 56.500 euros, destina-se ao acabamento do salão de festas, acessos internos e instalações sanitárias, com o objectivo de tornar aquele espaço comum operacional e pronto a ser usado pela freguesia.
Para o presidente da Junta de Freguesia, este protocolo é de grande importância, uma vez que o polivalente é uma infra-estrutura essencial ao desenvolvimento da vida cultural e social de Pedro Miguel. Norberto Carlos reconheceu por isso o esforço do município, principalmente na altura de crise que hoje se atravessa. No entanto, lembrou que há ainda um caminho a percorrer até que a obra esteja concluída.
De acordo com o vice-presidente da CMH, o município já investiu 402.500 euros no polivalente de Pedro Miguel até ao momento, altura em que se executa a terceira fase da obra. José Leonardo Silva garantiu um “grande esforço” da CMH para concluir a obra, não adiantando, no entanto, datas para que tal aconteça. O autarca adiantou a este respeito que o assunto foi discutido numa reunião entre a autarquia e o Governo Regional, tendo este último se comprometido a assinar um protocolo no sentido de atribuir 30 mil euros para a execução da obra.
José Leonardo Silva reconhece que as instituições de Pedro Miguel necessitam deste espaço para as suas actividades, reforçando a sua importância não apenas para a freguesia mas também para a rede de equipamentos públicos da ilha.
A freguesia de Pedro Miguel foi a primeira da ilha a ser dotada de um edifício polivalente. No entanto ao longo do tempo o mesmo foi-se deteriorando e as suas dimensões foram deixando de ser suficientes para responder às necessidades da população. Foi então necessário criar um projeto de ampliação e remodelação cuja execução está em curso há quatro anos.
A Conceição inaugurou no passado sábado a sua cozinha comunitária. A nova valência fica junto ao Centro de Dia da Conceição, num espaço outrora ocupado pelos escuteiros da freguesia, cedido à autarquia local pela Câmara Municipal da Horta (CMH).
Para além do espaço, o município contribuiu para a criação desta cozinha comunitária com apoio financeiro, ao abrigo dos protocolos de delegação de competências na Junta de Freguesia da Conceição dos anos 2011 e 2012.

A criação desta valência na Conceição representa um sonho antigo do presidente da Junta de Freguesia, João Bettencourt, cujos problemas de saúde dificultaram o seguimento do processo, mas não impediram a sua concretização. De acordo com Gilberto Alvernaz, membro do Executivo da Junta de Freguesia, só foi possível pôr de pé este projeto com um árduo trabalho de equipa de todos os intervenientes.
Agora, esta cozinha fica à disposição de todas as instituições do concelho. Com um forno e um espaço amplo para servir refeições, a cozinha comunitária já começou a ser solicitada.
Num cenário de dificuldades como o que hoje se atravessa, Gilberto Alvernaz explicou que esta cozinha pretende também ser um auxílio nas respostas sociais necessárias no concelho.
Neste âmbito, o autarca referiu que a freguesia dispõe de um terreno, neste momento já cultivado, para fornecer géneros alimentícios às pessoas mais necessitadas.

Em representação da CMH marcou presença nesta inauguração o seu vice-presidente. José Leonardo Silva entende que a forma como decorreu a concretização deste projeto é a receita para combater a crise: “nos tempos que atravessamos temos de criar sinergias entre pessoas e instituições”, disse, apelando às pessoas para que usufruam deste novo espaço “com sentido de responsabilidade e partilha”.
Também o vice-presidente da CMH destacou a importância que esta cozinha comunitária pode ter do ponto de vista social. José Leonardo Silva salientou ainda as virtudes dos protocolos de delegação de competências nas juntas de freguesia do concelho. De acordo com o autarca, no atual mandato, que termina este ano, a CMH apoiou a freguesia da Conceição em 200 mil euros ao abrigo destes protocolos.
Foram conhecidas ontem as notas das provas finais nacionais do 4.º ano do Ensino Básico. No Faial, o Colégio de Santo António e a Escola Básica e Integrada (EBI) da Horta tiveram resultados acima da média da Região. A comparação entre os Açores e o resto do país é, no entanto, menos animadora, já que a média regional é inferior à média nacional tanto no exame de Português como no de Matemática.
No que diz respeito à prova de Matemática, a média nacional foi de 56,9%. Nos Açores, a média cai cerca de 10 pontos percentuais para 46,58%, o que significa que a maioria dos 2872 alunos que realizaram o exame na Região não atingiu um nível positivo.
Nesta prova, o Colégio de Santo António, onde 13 alunos realizaram o exame, foi a quinta melhor escola da Região, com uma média de 63,77%, que supera a nacional. Também a EBI da Horta se posicionou na parte superior do ranking, sendo a 13.ª melhor de entre as 38 escolas açorianas, com uma média de 52,13%.
Na prova de Português, a média do país foi negativa (48,7%), sendo que na Região os resultados foram ainda piores. A maioria dos 2868 alunos que realizou o exame teve resultados negativos, com a média regional a fixar-se nos 41,43%.
O Colégio de Santo António chegou ao pódio do ranking regional neste exame, classificando-se em 3.º lugar, com os 13 alunos que realizaram a prova a obterem uma média de 60,08%, novamente acima da média nacional. A EBI da Horta classificou-se em 14.º lugar, com os 121 alunos que realizaram a prova a obterem uma média de 45,05%.
Em ambas as provas as primeiras posições do ranking regional são ocupadas pelas instituições de ensino privado, com a Cooperativa de Ensino A Colmeia, em São Miguel, a liderar tanto em Português como em Matemática.
Na prova de Matemática o estabelecimento de ensino público mais bem posicionado no ranking é a EBI das Velas, São Jorge, na sétima posição. Já em Português, a melhor escola pública foi a Escola Básica e Secundária de São Roque do Pico, em 8.º lugar.
Na corrida à Câmara Municipal da Horta (CMH), o candidato do PSD/Faial, Luís Garcia, decidiu unir esforços ao CDS-PP e ao PPM. O acordo autárquico “Pela Nossa Terra” é o rosto de uma estratégia que Garcia classifica de “aberta, mobilizadora e agregadora” e segue na linha do que os social-democratas já apresentaram para outras autarquias da Região, nomeadamente Angra do Heroísmo, onde PSD e CDS-PP surgem coligados.
Garcia concorre com o CDS e com o PPM mas sem Jorge Costa Pereira. O social-democrata que há quatro anos conseguiu conquistar a presidência da Assembleia Municipal fica de fora, devendo ser substituído por um independente.

O acordo autárquico entre PSD, CDS e PPM foi apresentado pelo líder da candidatura à CMH, Luís Garcia, esta manhã. A abertura dos social-democratas a outras forças políticas para as eleições de outubro não é novidade, já que em Angra do Heroísmo, na Terceira, já era conhecida a união entre PSD e CDS, com a candidatura do social-democrata António Ventura à Câmara e do popular Artur Lima à Assembleia Municipal.
Luís Garcia justifica esta decisão com um intuito de oferecer “uma alternativa abrangente e inclusiva” a 24 anos de governação socialista na CMH: “liderar para mim também significa saber incluir. E a tarefa gigantesca que temos pela frente para revitalizar o Faial é por demais importante e difícil para que nos possamos dar ao luxo de excluir alguém. Pela nossa terra, pelo Faial, todos somos poucos e todos somos necessários”, disse.
Em comum PSD, CDS e PPM têm o diagnóstico que fazem à situação autárquica da ilha. Um poder autárquico esgotado e submisso aos interesses partidários é o que as três forças políticas encontram na Horta, por isso, diz Garcia, neste combate o partidarismo fica para segundo plano: “não estou minimamente preocupado com o PSD, ou com qualquer partido. Estou preocupado com a nossa terra”, referiu.
A coligação entre os três partidos abrange as candidaturas à Câmara, à Assembleia Municipal e às Assembleias de Freguesia. À semelhança do que aconteceu há quatro anos, também nestas autárquicas o PSD quer abrir-se aos cidadãos independentes. Neste cenário, o líder da candidatura laranja adiantou que o candidato à presidência da Assembleia Municipal será um independente, indicado pelo PSD. Desta forma, está descartada a recandidatura de Jorge Costa Pereira, social-democrata que há quatro anos derrotou o socialista Renato Leal e garantiu a presidência da Assembleia Municipal para o PSD. Instado a pronunciar-se sobre as razões que terão levado o PSD a fazer outra escolha apesar dos bons resultados em 2009, Luís Garcia justifica a decisão com a vontade de “dar outra abrangência” e renovação à candidatura.
Recorde-se que há quatro anos, na Horta, o PSD, então liderado pelo independente Paulo Oliveira, somou 3447 votos, menos 389 que o PS de João Castro, que ganhou as eleições por maioria absoluta. Nesse ano, a candidatura do CDS-PP foi liderada por Alexandre Martins Carvalho e conseguiu 105 votos, ao passo que o PPM não apresentou candidato.