Nos dois últimos fins de semana a Cáritas do Faial levou a cabo uma campanha de recolha de alimentos no hipermercado Continente. De acordo com o responsável pela Cáritas na ilha, esta campanha foi fundamental para dotar a instituição de recursos que lhe permitam apoiar as famílias carenciadas da ilha. Luís Paulo Garcia explicou ao Tribuna das Ilhas que tem sido difícil responder ao aumento dos pedidos de ajuda. Em 2013, estes cresceram cerca de 20% em relação ao ano anterior, com a Cáritas a apoiar mas de 300 famílias faialenses.
Em 2014 o responsável acredita que as dificuldades serão ainda maiores, por isso está apostado em mobilizar voluntários que ajudem a instituição a encontrar mais soluções para a emergência social.
A acompanhar o espírito natalício que por esta altura já contagiou toda a gente vem, normalmente, o espírito solidário. Por isso, as associações que trabalham no âmbito da solidariedade social aproveitam muitas vezes esta quadra para realizar os seus peditórios. Nessa lógica, a Cáritas do Faial desenvolveu, nos dois últimos fins de semana, uma campanha de recolha de alimentos à qual a população teve uma resposta positiva, como explica o responsável pela instituição na ilha.
Segundo Luís Paulo Garcia, o sucesso da iniciativa foi deveras importante, já que a Cáritas se debatia com a falta de alimentos para elaborar cabazes com produtos alimentares de primeira necessidade para auxiliar as famílias em situação de carência. O responsável entende que o sucesso desta recolha só foi possível “porque os voluntários se disponibilizaram de forma responsável e prestável, souberam explicar às pessoas o motivo do peditório e isso é extremamente importante”.
Apesar da quantidade de alimentos angariada não estar ainda quantificada, Luís Paulo Garcia entende que deverá ser suficiente para cobrir as necessidades dos próximos meses. No entanto, frisa, a ajuda não pode chegar apenas no Natal, já que as famílias em dificuldades precisam de apoio durante todo o ano. Para a Cáritas, é cada vez mais difícil assegurar esse apoio. “Os pedidos de ajuda têm aumentado. As pessoas têm cada vez menos dinheiro disponível para fazer face às despesas mensais. Houve um corte nos apoios sociais e muitas pessoas estão desempregadas, ou são trabalhadores subsidiados. Isso faz com que o rendimento das famílias diminua”, alerta, chamando a atenção para algumas situações preocupantes: “temos pessoas idosas, com pensões pequenas que também sofreram cortes, que precisam de um determinado tipo de alimentação e tomam medicação regular. Além disso muitas vezes fazem um esforço suplementar para ajudar filhos e netos. Neste momento temos muitos avós a sustentar os netos porque os pais têm dificuldades”, diz.
Com as famílias a verem cair os seus rendimentos enquanto as despesas mensais se mantêm, a verba disponível para a alimentação tem diminuído e em muitos casos, garante Luís, é mesmo insuficiente para fazer face às necessidades: “no Faial há pessoas a passar fome”, alerta.
Até à data, em 2013 a Cáritas atribuiu roupa a mais de 350 pessoas e doou produtos alimentares a mais de 310 famílias, o que representa um aumento das solicitações na ordem dos 20%. Aos apoios atribuídos diretamente pela Cáritas juntam-se os do programa comunitário de ajuda alimentar a carenciados, no âmbito do qual a Cárita recebe indicações, na sequência de um atendimento pelo Instituto de Desenvolvimento Social dos Açores, para atribuir alimentos. Ao abrigo deste programa, foram apoiadas mais de 200 famílias este ano.
As incertezas em relação ao futuro deste programa comunitário deixam Luís preocupado, já que a Cáritas, sozinha, terá uma missão impossível pela frente caso este deixe de existir.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 13.12.2013 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário
A tradição do Dia das Montras voltou a cumprir-se ontem, 8 de dezembro, na cidade da Horta. Durante a tarde a chuva ainda ameaçou estragar o negócio aos comerciantes, mas as condições meteorológicas melhoraram e a noite acabou por atrair muitas pessoas à cidade, onde as ruas interiores foram, como é habitual, encerradas ao trânsito, transformando a baixa citadina num grande centro comercial.
Para além da música e da animação um pouco por toda a cidade, o destaque da noite foi para as montras do comércio tradicional. Este ano foram 15 os participantes no concurso de montras organizado pela Câmara do Comércio e Indústria da Horta. A Pecúlio Decor foi a vencedora da noite, com as suas duas montras a serem premiadas (primeiro e terceiro prémios). No segundo lugar ficou a montra da boutique 4 Estações.






Durante esta semana o Mercado Municipal da Horta recebe as “Provas no Mercado”. A iniciativa, da responsabilidade da Adeliaçor, decorre na loja da Cooperativa Agrícola da Ilha do Faial e permite a todos os que queiram passar por aquele espaço provar produtos regionais, fornecidos por algumas das lojas do mercado.
Assim, esta manhã foi possível provar bolo de figo e de frutas. Na quarta-feira, entre as 10h00 e as 12h00, os queijos são o produto em destaque e na sexta-feira, entre as 17h00 e as 19h00, é a vez do ananás.
De acordo com o presidente da Adeliaçor, esta é mais uma iniciativa da associação com o intuito de “promover os produtos locais”. Salientando a qualidade destes produtos, José Leonardo Silva lembrou que, no atual momento de crise, é ainda mais importante “valorizar a produção local”.

Esta iniciativa visa também trazer mais dinamismo ao mercado municipal, que continua a atravessar uma grave crise, marcada pela falta de clientes. Na apresentação pública das “Provas no Mercado” marcaram presença alguns clientes daquele espaço que aproveitaram para transmitir a José Leonardo, que preside também à Câmara Municipal da Horta, as suas preocupações face à desertificação do mercado, incitando a autarquia faialense a atuar para contrariar esta situação.
Numa organização da Adeliaçor, o Mercado Municipal da Horta recebeu no passado sábado a terceira edição do festival de sopas.
Desta feita o evento contou com cinco participações: os Pais do Jardim de Infância da Praia do Almoxarife, com sopa de nabo; o Jardim de Infância da Praia do Almoxarife. Com sopa de funcho; a Helpo, com caldo verde; o Clube de Pesca da Ilha do Faial, com sopa de peixe; e a creche O Castelinho, com sopa de feijão.
O festival de sopas, que aconteceu em simultâneo com a Feira e o Palco das Boas Vontades, contou, também, com uma componente solidária, já que as receitas angariadas reverterão para o Centro de Recursos e Apoio à Emergência Social da Horta.
No passado fim de semana a Praça da República recebeu a terceira edição da Feira das Boas Vontades. O evento, organizado pela autarquia e integrado no programa “Natal com Tradição”, contou com a participação de 11 instituições da ilha, que puderam assim angariar verbas para as suas atividades, e também de nove artesãos faialenses. Além disso, parte dos lucros desta feira reverterá para o Centro de Recursos e Apoio à Emergência Social.

À Feira juntou-se o Palco das Boas Vontades, que funcionou no sábado e no domingo, junto ao Mercado Municipal, e por onde passaram vários grupos da ilha.

Na abertura da Feira e do Palco das Boas Vontades, na tarde de sábado, o presidente da Câmara Municipal da Horta destacou a importância desta iniciativa para fortalecer a componente solidária desta quadra natalícia. José Leonardo Silva reconheceu que os tempos são difíceis e prometeu um reforço dos apoios sociais no Plano e no Orçamento da autarquia para o próximo ano.
“Os tempos são de dificuldades mas devemos arregaçar mangas e trabalhar”, referiu o autarca, apontando as parcerias entre a Câmara Municipal e as instituições do concelho como o caminho a seguir para garantir apoio a todos os faialenses que dele necessitem.