Este sábado joga-se a 13.ª jornada do Campeonato Nacional de Andebol, com o Sporting da Horta a receber no Pavilhão da Horta, às 21h00, o Passos Manuel. Os faialenses vão querer a desforra do jogo da primeira volta, onde perderam por 25-20. Nos outros jogos da 13.ª jornada, o ISMSAI recebe o Avanca, o ABC recebe o Madeira e o Fafe joga em casa do Águas Santas. O jogo grande da jornada opõe Sporting e Porto, em casa dos Leões. Entretanto já se jogou o Benfica/Belenenses, com as águas a vencerem por 27-20
Nas contas da tabela, e estando Porto e Avanca com um jogo em atraso e Benfica e Belenenses com um jogo a mais, o Benfica lidera com 35 pontos, mais três que o Sporting. Seguem-se Porto (31 pontos), ABC (30) e Águas Santas (30). O Sporting da Horta é sexto, com 24 pontos. Na sétima posição da tabela está o Belenenses (21 pontos), seguido de Madeira SAD (19), Passos Manuel (18), Fafe (17), ISMAI (16) e Avanca (15).
Uma papeleira, uma cabina telefónica ou um mupi no passeio podem parecer apenas elementos que habitualmente se encontram na paisagem citadina. No entanto, para os cidadãos portadores de deficiências que impliquem, por exemplo, utilizar uma cadeira de rodas, esses elementos podem transformar-se em verdadeiras “minas terrestres” que transforam uma simples deslocação pelas ruas da Horta numa prova de fogo. Consciente de que este tipo de obstáculos prolifera por toda a cidade, a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF) tem dado uma ajuda na identificação das barreiras arquitectónicas, propondo até, em alguns casos, soluções para os problemas. O trabalho é feito há anos mas tarda em trazer resultados como explica o presidente da Associação, José Fialho.
A integração dos cidadãos portadores de deficiência na sociedade tem sido uma luta diária da APADIF desde a sua constituição. Os esforços desta associação têm dado frutos, no entanto em alguns domínios a batalha tem sido inglória. As barreiras simbólicas provocadas pela falta de informação e consciencialização da sociedade têm sido ultrapassadas, mas as barreiras físicas continuam a dificultar o dia-a-dia dos cidadãos invisuais ou portadores de deficiências motoras, e até dos idosos, faixa etária com a qual a APADIF também se tem preocupado nos últimos anos.
Desde 2006 que a legislação portuguesa define com clareza uma série de exigências para tornar os espaços e edifícios públicos acessíveis a todas as pessoas. Na prática, no entanto, continua a ser fácil encontrar espaços que não obedecem às regras.
Na cidade da Horta, não é preciso percorrer muitos metros para esbarrar com barreiras arquitectónicas que muitas vezes impossibilitam os cidadãos com deficiência de realizar as suas tarefas do dia a dia. Algumas são consequência da arquitectura da cidade, concebida numa altura em que estas preocupações não existiam, e por isso são difíceis de resolver: falamos, por exemplo, das ruas em calçada ou dos passeios deformados por ação das raízes das árvores. No entanto, existem outras que se resolveriam com pequenas intervenções, como árvores demasiado frondosas cuja copa é demasiado baixo (como acontece na rampa de São Francisco), mupis e vasos de flores colocados no meio dos passeios, passadeiras às quais é difícil aceder ou papeleiras “invisíveis” ao toque da bengala de um invisual.
Há cerca de dois anos, a APADIF e a PSP da Horta decidiram efetuar um levantamento das principais barreiras arquitectónicas da cidade. Foram identificadas 18, num dossier com registos fotográficos que foi encaminhado para a Câmara Municipal da Horta (CMH). Um ano depois, José Fialho ficou surpreendido quando, numa reunião na Urbhorta, soube que aquela entidade nunca tinha tido conhecimento desse trabalho, o que fez com que a APADIF decidisse voltar a remetê-lo, agora para a empresa municipal. “A partir daí, pouco ou nada se fez”, lamenta o responsável.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 22.11.2013 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário
A Câmara Municipal da Horta (CMH) dedicou a manhã de hoje à celebração, entre os mais jovens, do poder local. O presidente da autarquia esteve na Escola do Pasteleiro, acompanhado pela vereadora com o pelouro da Educação, Ester Pereira, e pelo presidente da Junta de Freguesia das Angústias, José Costa, para falar às crianças da importância do Poder Local, pela proximidade que este tem em relação aos cidadãos.
José Leonardo Silva distribuiu autocolantes com o brasão do município às mais de 80 crianças presentes e assistiu depois a uma apresentação, por uma técnica do município, sobre o Poder Local, destinada às crianças mais velhas.
À margem desta atividade, o edil disse aos órgãos de comunicação social que “não há melhor local para promover o Poder Local do que as escolas, onde estão as mulheres e os homens de amanhã, que vão ter atividade na sociedade, nas nossas associações, na política…”.
José Leonardo defende que é responsabilidade da autarquia promover um maior envolvimento dos jovens na sociedade e na política e por isso pretende implementar, no próximo ano, o projeto “Autarca por um dia”, no âmbito do qual a CMH vai receber alunos das escolas, desde o primeiro ciclo ao ensino secundário, passando pelo ensino profissional. O presidente da CMH quer também promover encontros entre alunos e vereação para que os mais jovens possam colocar as suas questões. Além disso, a município quer também receber propostas concretas das escolas, para que os jovens faialenses possam participar mais ativamente nas decisões que são tomadas no concelho.
“Queremos estimular a cidadania dos jovens e valorizar a causa pública, o que é necessário nos tempos que atravessamos, em que há grande desconfiança em relação aos políticos”, explicou o presidente da CMH, considerando que, para que a política continue a ser “atividade nobre”, é importante apelar “à participação cívica e social” dos cidadãos desde crianças.
Ao início da tarde de hoje, pelas 13h25, um autocarro e um veículo ligeiro colidiram na zona da Espalamaca. Do sinistro resultou um ferido, o condutor do ligeiro, que foi encaminhado para o Hospital da Horta.
De acordo com a PSP da Horta, o ligeiro seguia na direção da cidade da Horta quando entrou em sentido contrário e foi colidir com o autocarro, que seguia na direção da Praia do Almoxarife. O condutor do veículo ligeiro ficou ferido e foi encaminhado para o hospital, não inspirando, no entanto, cuidados de maior.
Segundo fonte policial, não é possível ainda apurar a causa que levou o veículo a entrar em contramão, sendo que as condições atmosféricas que se fazem sentir hoje, nomeadamente a elevada pluviosidade, podem ter estado na origem do sinistro.
No autocarro seguiam várias crianças e jovens, uma vez que a viatura efetuava transporte escolar, no entanto nenhum deles ficou ferido.
No passado sábado o Observatório do Mar dos Açores (OMA) e a Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA) voltaram a pôr de pé a campanha Limpa(a)Fundo, que decorreu na baía da Horta, desta vez junto ao edifício da Marina.

A iniciativa envolveu mais de 120 voluntários, entre mergulhadores com escafandro, apneistas, caiaquistas, voluntários em terra e no apoio aos mergulhadores com embarcações.
Inicialmente, havia a ideia de que, naquela zona, não existiriam tantos resíduos como junto ao porto comercial e à zona onde estão os barcos de pesca, onde se fizeram limpezas em anos anteriores. No entanto, assim que os mergulhadores entraram na água foi possível concluir que esta ideia estava errada, já que a quantidade de lixo recolhida foi idêntica à de anos anteriores. De acordo com Carla Dâmaso, do OMA, foi possível recolher 120 quilos de vidro, 130 quilos de metal, 62 pneus e 233 quilos de lixo indiferenciado.

Em 2013 a grande novidade da campanha foi o esforço para enviar vidro para reciclagem. Quando saem da água, as garrafas vêm cheias de areia e sujidade, o que faz com que não possam ser valorizadas pela reciclagem. Este ano, no entanto, a organização preparou uma zona onde os voluntários estiveram a lavar o vidro recolhido, e graças a esse trabalho foi possível enviar 102 quilos de vidro para reciclar. Quanto ao plástico que é recolhido, a sua grande maioria não está em condições de ser enviada para reciclagem (apenas dois quilos de plástico puderam ser reciclados).
Nesta iniciativa, destaque para a grande quantidade de crianças e jovens a participar, já que a recolha de lixo é apenas um dos objetivos desta iniciativa, que visa, sobretudo, sensibilizar a população para a importância de manter a baía limpa.
A campanha Limpa(a)fundo realizou-se no Dia Nacional do Mar, integrada na iniciativa global Clean Up the World e, pela primeira vez este ano, na Semana dos Resíduos dos Açores, que em 2013 contou com a sua quarta edição.
