A candidatura do BE à Câmara Municipal da Horta (CMH) visitou na segunda-feira a Cáritas do Faial. No final da visita, João Stattmiller confessou-se “chocado” com as informações que obteve do responsável local daquela associação sobre os flagelos sociais que existem na ilha. Para o primeiro candidato do BE, o facto de, no Faial, existirem 500 pessoas a receber ajuda alimentar com regularidade é “um indicador muito preocupante”. “O Estado tem obrigações sociais a que não pode fugir e a autarquia também faz parte do Estado e deve ter dentro da sua ação uma atenção especial a estas questões”, disse.
Stattmiller defende “uma série de intervenções ao nível da economia e do trabalho no sentido de gerar emprego, dar possibilidades às pessoas de retomarem a sua produtividade e o seu modo de vida”. Para tal, e tendo em conta que “o emprego público está cada vez menos disponível”, o candidato entende que o caminho passa forçosamente pelo apoio ao sector privado, com destaque para a agricultura.
Simultaneamente à criação de emprego, Stattmiller lembra que é preciso “dar a mão” às pessoas que se encontram neste momento em dificuldades, não no sentido da caridade mas ajudando-as “a retomar a sua vida normal, a trabalhar e a produzir”.
De entre as pessoas que necessitam de apoio, o candidato destaca as mais vulneráveis como as crianças e, principalmente os idosos. Tendo em conta o elevado envelhecimento da população faialense, Stattmiller avança propostas para um olhar mais atento do município em relação a esta franja da população. Uma dessas propostas é a criação de uma Comissão de Apoio e Proteção ao Idoso, à semelhança do que já existe com as crianças. “Não se pretende criar mais um nível de burocracia mas sim pôr a funcionar em rede todas as instituições do concelho para criar soluções personalizadas para os problemas que os idosos estão a enfrentar”, considera.
No passado fim de semana o Faial recebeu a 11.ª edição do Açores Clássicos. Nesta iniciativa participaram cerca de 40 automóveis, que se passearam pelas estradas da ilha e estiveram expostos junto ao Peter Café Sport e na Marina da Horta.
Este encontro passou também pelas ilhas São Miguel, Terceira e Pico. Na Horta, para além de quase três dezenas e viaturas da secção de Clássicos do Clube Automóvel do Faial, estiveram carros da Terceira, de São Jorge e de Santa Maria, bem como do continente, graças à participação do Clube Português de Automóveis Antigos.
O candidato do BE à Câmara Municipal da Horta (CMH) visitou no passado sábado o Jardim Botânico do Faial, onde esteve à conversa com João Melo, coordenador daquele espaço.
À margem desta visita, João Stattmiller congratulou-se com o trabalho ali desenvolvido, com especial destaque para o Banco Regional de Sementes. O candidato entende que o Jardim Botânico pode ser uma grande mais-valia para enfrentar um dos problemas que mais preocupa o BE em relação ao Faial: a sua falta de auto-sustentabilidade alimentar. Nesse sentido, equaciona “a possibilidade de se criarem bancos de sementes e pomares com espécies autóctones na ilha do Faial, de forma a promover a nossa produção local, com espécies locais, e não ficarmos reféns de algumas ameaças, que se afiguram reais num horizonte próximo, de ficarmos na mão de alguns monopólios mundiais de comercialização de sementes, nomeadamente de sementes geneticamente modificadas”.
Para o candidato, “a CMH tem toda a vantagem em ter relações próximas com instituições como estas”, não apenas para ajudar os empresários agrícolas a tirar partido do know-how do Jardim Botânico mas até para os próprios serviços municipais: “por que não termos, nos jardins municipais, apoio desta estrutura no sentido de podermos plantar ali espécies autóctones ou de termos uma catalogação das espécies que temos nos nossos jardins?”, sugere, acrescentando que “a CMH deve criar pontes e ligações para potenciar a nossa biodiversidade, associada à nossa economia e à criação de emprego”.
A candidatura da CDU â Câmara Municipal da Horta (CMH) organizou no passado sábado uma marcha pela mobilidade, com o objetivo de alertar os cidadãos para os obstáculos que o centro da cidade da Horta oferece aos peões.
À margem da iniciativa, a candidata da coligação democrática unitária explicou à comunicação social que é necessário transformar a Horta numa cidade “mais amiga das pessoas”. Maria do Céu Brito destacou as dificuldades que as mães com carrinhos de bebés, os deficientes motores e os invisuais sentem para se deslocar na cidade, entendendo que não é apenas a segurança destes cidadãos que está em causa, mas também a dos cidadãos de mobilidade normal, “que correm o risco de ser atropelados, tendo em conta a velocidade com que, por vezes, se circula aqui”.
Alargar passeios, reordenar o estacionamento e repensar a circulação de viaturas no centro da cidade são, para a candidata, prioridades, bem como valorizar o acesso ao comércio tradicional: “têm de ser criados espaços de fruição pública para que as pessoas tenham apetência a percorrer estas ruas tranquilamente e sejam convidadas ao consumo”, entende.
A CDU defende a criação de uma equipa para estudar estes problemas e apresentar propostas no sentido de “devolver a cidade às pessoas”. Isso só pode, no entanto, concretizar-se quando a segunda fase da Variante à cidade da Horta estiver concluída, razão que leva Maria do Céu Brito a reivindicar com especial urgência esta obra.
Para a CDU, um factor essencial na mudança que é preciso operar no centro da cidade é o envolvimento dos cidadãos.
O ponto alto do Dia da Freguesia dos Flamengos, que se assinalou quinta-feira, dia 6, foi a inauguração da sede da Tuna e Grupo Folclórico Juvenil dos Flamengos. De acordo com Carlos Rita, presidente da Junta de Freguesia local, o investimento teve um custo de 130 mil euros e resultou da união de esforços da Junta, da Câmara Municipal da Horta (CMH) e do Governo dos Açores.
A Junta de Freguesia ampliou o edifício polivalente, passando a dotar o Grupo Folclórico de um espaço que, entre outras coisas, lhe permite ter uma sala de ensaios própria. Esta é a segunda instituição da freguesia a beneficiar das obras no polivalente este ano, já que recentemente foi também inaugurada a sede do Futebol Clube dos Flamengos, no mesmo local.
Na sessão solene comemorativa do Dia da Freguesia, o presidente da Junta apelou à participação de todos nas festas da freguesia, que decorrem este fim de semana, lembrando que as mesmas resultam do esforço conjunto de todas as instituições flamenguenses.
Em final de mandato, Carlos Rita fez um balanço dos últimos quatro anos, frisando as “dificuldades financeiras” que obrigaram a uma gestão cuidada dos recursos disponíveis. Ainda assim, destacou as intervenções levadas a cabo. A limpeza da freguesia, especialmente da ribeira e a triplicação dos ecopontos são, para Rita, motivo de regozijo, bem como a inauguração de novas placas toponímicas e o projeto “Idoso Feliz”, no âmbito do qual a junta realizou pequenos arranjos em casa dos cidadãos seniores da freguesia.
As sedes do Grupo Folclórico e do Futebol Clube dos Flamengos também mereceram o destaque do autarca, que destacou a intervenção na área social, com a recuperação de um espaço para ser cedido à Cáritas e a entrada em funcionamento do Centro de Noite do Centro Comunitário do Divino Espírito Santo. Ainda nesse domínio, destacou a creche da freguesia, atualmente em construção.
Com eleições à porta, Carlos Rita, que se recandidata à Junta dos Flamengos, aproveitou para dar um tom comicieiro ao discurso, falando dos projetos que gostaria de pôr em prática na freguesia: a adaptação do campo de jogos a pavilhão polidesportivo e a criação de um centro Interpretativo nas Bicas são alguns desses projetos.
Rita mostrou-se também preocupado com a situação da igreja da freguesia, dizendo que é urgente encontrar uma solução, e agradeceu o esforço de todas as instituições que têm colaborado com a Junta de Freguesia dos Flamengos, com destaque para a CMH e o Governo Regional.
A colaboração entre a CMH e as juntas também mereceu destaque do vice-presidente da autarquia faialense. José Leonardo Silva referiu sentir “orgulho” nos Flamengos e nas suas gentes, que conseguiram “levantar a freguesia” depois do sismo de 1998, que a deixou arrasada. O antigo presidente da Junta de Freguesia dos Flamengos referiu ainda que esta é “uma freguesia que sabe conjugar a sua ruralidade com o pensar urbano”, tendo essa atitude contribuído para a construção de vários equipamentos sociais, desportivos e culturais na localidade.
Chamando a atenção para a importância da proximidade com que os autarcas se relacionam com os habitantes, José Leonardo condenou “o ataque cada vez mais feroz ao Poder Local”, do qual a Lei das Finanças Locais é exemplo.
O presidente do Governo Regional marcou presença nesta sessão, saudando “o dinamismo e a vitalidade” dos flamenguenses. Vasco Cordeiro lembrou que “é nas freguesias que o Poder Local tem o seu alicerce mais profundo”, elogiando o trabalho dos autarcas açorianos: “é também com o seu trabalho, a sua abnegação e o seu amor à terra que se constroem diariamente os nossos Açores. São, por isso, uma das peças fundamentais e insubstituíveis da nossa organização territorial e uma das faces mais visíveis do serviço público”, disse. O presidente do Governo dirigiu também “uma palavra de apreço aos milhares de açorianos, independentemente dos partidos, que, num ato de participação na vida pública, integram as listas de candidatos às próximas eleições".
Em dia de festa, Vasco Cordeiro garantiu aos flamenguenses que o Governo Regional vai avançar para a fase seguinte da obra da creche, que implica os arranjos exteriores e os equipamentos, e deixou o compromisso em relação ao Centro de Dia, investimento que custará cerca de um milhão de euros.
Como é habitual, a Junta de Freguesia escolheu este dia para homenagear pessoas que se destacaram ao serviço dos Flamengos. Este ano os homenageados foram Gilberto Vieira da Silva, dirigente desportivo e autarca na freguesia, e Maria da Conceição Ávila Faria do Amaral, professora na escola dos Flamengos que trabalho também com jovens com necessidades especiais e na alfabetização de adultos.
Na sessão solene o momento musical esteve a cargo do Coral de Santa Catarina, numa cerimónia antecedida pelo hastear das bandeiras, ato onde participou a filarmónica da freguesia.