A estratégia do PSD/Faial para as eleições do próximo dia 14 passa por um contacto de proximidade com as populações. Nesse sentido, os social-democratas contam com um mandatário para cada uma das 13 freguesias do Faial. Os mandatários para as freguesias, assim, como os mandatários para a juventude, foram apresentados na passada sexta-feira.
Na ocasião coube a Manuel Sequeira, mandatário para a Matriz, falar aos presentes em nome de todos os mandatários de freguesia. Para Sequeira, a existência de um mandatário para cada freguesia é um sinal de “descentralização” que a lista do PSD/Faial dá, mostrando “igualdade de tratamento” para todas as localidades faialenses.
Sobre a lista pela qual dá a cara, o mandatário diz ser composta por “pessoas preparadas para o que o Faial precisa”, salientando o facto de todos os candidatos em lugares efectivos prestarem declarações à comunicação social sobre as várias áreas que dominam, numa atitude de “equipa” que Manuel Sequeira não encontra em mais nenhuma candidatura na ilha.
A Manuel Sequeira no leque de mandatários juntam-se Diane Luna (Angústias), Tatiana Amaral (Feteira), Hugo Goulart (Castelo Branco), José Cunha (Capelo), Tomás Correia (Praia do Norte), Maria Lígia Pacheco (Cedros), José Manuel Gomes (Salão), Ana Maria Anjos (Ribeirinha), Isabel Andrade (Pedro Miguel), Célia Fragata (Praia do Almoxarife), Mário Abreu (Flamengos) e Raquel Rosa (Conceição).
A candidatura social-democrata conta também com dois mandatários para a juventude. Bruna Costa e Mauro Ferreira são dois jovens empresários faialenses que aceitaram dar a cara pela causa laranja nestas eleições. Mauro Ferreira agradeceu a confiança de Jorge Costa Pereira, líder da candidatura do PSD, considerando que a geração que representa “tem neste projecto a opção de participar”. O jovem apela à mudança e pede aos eleitores que não façam a sua escolha a pensar no partido mas sim tendo em conta “a qualidade e a capacidade das pessoas”. Mauro Ferreira chamou a atenção para as dificuldades dos jovens empresários no Faial, que se vêem a braços com grandes obstáculos burocráticos, sendo que a burocracia é controlada “por quem beneficia sempre os mesmos”.
As primeiras palavras do cabeça-de-lista do PSD/Faial foram, precisamente, para os mandatários da juventude, “dois jovens que decidiram ficar aqui e são um exemplo de empreendedorismo”. Jorge Costa Pereira referiu-se aos mandatários de freguesia como um exemplo do compromisso que o PSD assume de “tratar todas as freguesias por igual”, acabando “com a censurável prática de filhos e enteados”. Sobre a realidade das freguesias dos Açores, Costa Pereira entende que há que contrariar a “política de desertificação” a que se tem assistido.
Apontando baterias ao candidato do PS à presidência do Governo, Costa Pereira critica o facto de Vasco Cordeiro prometer medidas como passagens mais baratas ou incentivo ao emprego jovem quando, nos últimos anos, passou pelo Executivo Regional sem o ter feito.
Costa Pereira lembrou que Vasco Cordeiro, enquanto secretário regional da Economia, “fez aprovar as plataformas logísticas”, “mandou avançar as outras termas e deixou as do Varadouro à espera de investimento privado” e “implementou a redução do porto da Horta”. Sobre este último, chamou a atenção para “o exemplo ridículo” visível durante o passado fim-de-semana, em que para que o navio de cruzeiro que escalou a Horta pudesse atracar no novo porto o Santorini teve de voltar ao cais comercial.
O candidato criticou também o modo de actuação do PS/Faial em campanha, acusando alguns directores de serviços de acompanharem as acções mesmo quando estas decorrem no seu horário de trabalho. “Sabemos que temos pela frente o poder instituído, que não olha a meios”, disse.
Para Costa Pereira, a líder do PSD/Açores representa a alternativa, oferecendo “oportunidades para todas as ilhas”. A terminar, o candidato citou Berta Cabral, quando esta afirmou que o adversário do PSD não era o PS mas sim o desemprego e a falta de dinheiro nas casas das famílias açorianas.
Está a decorrer desde hoje e até amanhã, na Sociedade Amor da Pátria, o primeiro Encontro de Imigrantes do Desporto Açoriano, organizado pela Direcção Regional das Comunidades.
Na sessão de abertura do encontro, que decorreu esta manhã, a directora regional das Comunidades deu as boas vindas aos participantes, na sua maioria atletas de outras nacionalidades que estão neste momento na Região a praticar desporto.
Graça Castanho explicou que este encontro tem por objectivo motivar a troca de experiências e informação, bem como mostrar que a comunidade açoriana se sente agradecida com o contributo destes imigrantes para o desenvolvimento do desporto regional. Frisando que qualquer terra desenvolvida “é multicultural”, a directora regional destacou o contributo destes imigrantes para a inserção dos Açores no “mundo global”.
Hoje passou por este encontro o antigo futebolista faialense Mário Lino, que falou aos jovens da sua experiência, ao sair do Faial para o Lusitânia, na Terceira, e depois para Lisboa, com destino ao Sporting Clube de Portugal. Também António Raposo marcou presença para falar de medicina desportiva, e a tarde foi dedicada ao contributo da imigração para os clubes açorianos, numa comunicação da responsabilidade de Rui Santos.
Também o director regional do Desporto, António Gomes, marcou presença para falar da igualdade de participação promovida no desporto açoriano. Ainda para hoje estava prevista a apresentação do livro A Escola e o Jogo – Uma Viagem pelo Património Lúdico Açoriano, de Nelson Reis e uma palestra a cargo de Genuíno Madruga.
Para amanhã está prevista uma palestra do treinador de voleibol do Ribeirense, Paulo Barreto Oliveira, bem como uma comunicação sobre nutrição e exercício, a cargo de Bruna Pereira. Haverá ainda uma palestra sobre a Associação de Imigrantes dos Açores, por Leoter Viegas, e a dissertação de mestrado de Ana Silva sobre migrantes desportistas.
Dois meses depois da sua inauguração, o novo terminal marítimo de passageiros da Horta recebeu na noite de ontem, dia 27 de Setembro, o seu primeiro navio de cruzeiros. O Delphin – assim se chama este navio – pertence à operadora alemã Passat Kreuzfahrten, e antes da Horta já tinha escalado o porto da Praia da Vitória. Do Faial, zarpa domingo com destino a Ponta Delgada.
Esta viagem do Delphin iniciou-se em Hamburgo, a 19 de Setembro, e termina em São Miguel. Par além dos Açores, o navio passou também por Falmouth, na Inglaterra, e em Leixões. No dia 2 de Outubro inicia novo itinerário pelo arquipélago, de onde partirá com destino às Canárias.
De acordo com nota enviada às redacções, o navio tem 307 passageiros a bordo. Com 156 metros de comprimento, 22 metros de largura e 6,2 metros de calado, possui 16,331 toneladas de arqueação bruta e tem capacidade máxima para 474 turistas e 234 tripulantes. O navio comporta sete decks para passageiros, com um total de 237 cabines.
Inaugurado em Janeiro de 1975, o Delphin foi construído na Finlândia pelos estaleiros Wartsila, então com o nome Byelorussiya. Era então um navio ferry para serviço doméstico, operado pela companhia estatal soviética Baltic Shipping Company. Em 1986 foi convertido em navio de cruzeiros, o que implicou a adaptação da zona destinada aos automóveis em áreas públicas e camarotes. Entre 1987 e 1992 esteve ao serviço da CTC Cruises, fazendo viagens na Europa e na Oceânia.
Em 1998 foi adquirido pela Dolphin Maritime e baptizado com o actual nome. Passou a operar ao serviço da companhia Hansa Kreuzfahrten até esta declarar falência, em 2010. No ano seguinte foi adquirido pela recém-criada Passat Kreuzfahrten, operadora alemã associada a capitais indianos.
Em 2013 o Delphin tem previstas mais quatro escalas nos Açores, durante o mês de Abril.
O primeiro candidato da CDU às eleições de Outubro pelo Faial continuou, durante esta semana, o seu périplo pelas várias instituições da ilha. Nos últimos dias, João Decq Motta visitou o Fayal Sport Clube a Filarmónica Artista Faialense, na Conceição, nos Flamengos esteve na Casa do Povo, no Futebol Clube dos Flamengos, na Nova Artista Flamenguense e no grupo folclórico da freguesia e visitou também a Casa do Povo da Praia do Almoxarife e a Unânime Praiense.
Dos contactos com as Casas do Povo, João Decq Motta destaca as preocupações que lhe foram transmitidas relacionadas com a manutenção dos caminhos agrícolas. Para o candidato, o Governo Regional não se pode desresponsabilizar dessa manutenção e tem de agir no sentido de melhorar as condições de acesso dos agricultores às suas pastagens.
João Decq Motta está também preocupado com os cortes de que as Casas do Povo têm sido alvo. Estas estão sob a tutela do Governo da República, e por isso têm sentido com mais vigor as medidas de austeridade que assolam o país. A este respeito, Decq Motta lembra uma das 11 medidas de emergência regional propostas pela CDU, das quais conta um “compromisso autonómico” na relação da Região com o Governo da República e com a União Europeia. Tendo isto em conta, o candidato entende que o Governo dos Açores deve usar a autonomia para salvaguardar as Casas do Povo, instituições importantes no tecido social da Região.
O périplo pelas filarmónicas da ilha tem permitido a João Decq Motta desenvolver algumas ideias, com base nas sugestões dos responsáveis por aquelas instituições. Para além da necessidade de apoios às escolas de música, o candidato entende que é necessário criar condições para uma maior colaboração entre as bandas e os conservatórios regionais. Também o funcionamento da orquestra regional Lira Açoriana, com músicos de toda a região, carece, segundo Decq Motta, de revisão, uma vez que, e apesar de ser uma valência muito valiosa para a música regional, é muito onerosa de manter.
A União de Sindicatos da Horta (USH) mobilizou para a próxima sexta-feira, 28 de Setembro, um plenário de dirigentes e delegados sindicais aberto à população, que terá lugar no Largo do Infante, a partir das 17h00. A iniciativa foi apresentada esta manhã à comunicação social pelo coordenador da USH, João Decq Motta, que lembrou que oplenário decorrerá na véspera da jornada de luta da CGTP agendada para Lisboa.
O objectivo deste plenário é debater publicamente as medidas propostas pela CGTP para aumentar a receita fiscal, em alternativa às que têm vindo a ser apresentadas pelo Governo, que, segundo Decq Motta, prejudicam sempre as mesmas pessoas: trabalhadores, reformados e pensionistas.
Assim, as medidas que a CGTP propõe visam consagrar o princípio da equidade, ao mesmo tempo que pretendem a obtenção de receitas fiscais de forma a conciliar a redução do défice e da dívida pública com o crescimento económico e a justiça social. João Decq Motta refere que as medidas propostas não são novas, tendo mesmo já sido adoptadas noutros países, como a França e a Bélgica. O sindicalista faz eco das palavras do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, quando referiu que esta organização sindical “não aceita qualquer medida que vise a redução dos salários, das pensões e das reformas, num cêntimo que seja”, seja essa medida por via do aumento da Taxa Social Única para os trabalhadores, seja através de qualquer outro corte sobre os rendimentos do trabalho.
A CGTP propõe, ao invés, a criação de uma taxa de 0,25% sobre as transacções financeiras, à semelhança do que já foi feito na França, que permitiria encaixar mais de 2038 milhões de euros nos cofres do Estado.
A par desta medida, a CGTP propõe a criação de um novo escalão na taxa de IRC, para empresas com volume de negócios superior a 12,5 milhões de euros (o que representa uma incidência em menos de 1% das empresas portuguesas). Esta medida representa, de acordo com a CGTP, uma receita adicional de quase 1100 milhões de euros.
Outra das medidas propostas é a criação de uma sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos, que iria incidir sobre os grandes accionistas, permitindo ao Estado um encaixe financeiro de quase 1665 milhões de euros.
Finalmente, a CGTP sugere a fixação de metas anuais para a redução da economia não registada, no sentido de tornar mais eficaz o combate à fraude e à evasão fiscal, através de um aumento dos meios humanos (inspectores e serviços técnicos especializados) e materiais, da dinamização da inspecção fiscal de forma a identificar o planeamento fiscal abusivo, da alteração do quadro penal de forma a penalizar a fraude e a evasão dos grandes contribuintes, da adopção da factura obrigatória, entre outras. Desta forma a CGTP entende que será possível arrecadar mais cerca de 1162 milhões de euros.
No total, são quase 6000 milhões de euros que a CGTP acredita que podem entrar nos cofres do Estado, “montante superior ao obtido com a brutal redução do poder de compra das famílias”.