Sem grande turbulência, a Assembleia Municipal da Horta aprovou na tarde de ontem o Plano e Orçamento do Município para 2011. Resultado de negociações prévias entre a maioria socialista na Câmara Municipal da Horta e os vereadores do PSD, os documentos contemplaram as propostas laranja, o que garantiu que a bancada municipal do PSD optasse pela abstenção na hora de votar, viabilizando assim o Plano e o Orçamento. PS e CDU votaram favoravelmente.
Medidas como a elaboração de um estudo sobre a actual rede de creches e ATL’s no Faial e o aumento dos descontos nas tarifas de águas e resíduos sólidos aos beneficiários do Cartão Solidário do Município foram algumas das sugestões do PSD que incluíram este Plano.
Segundo o presidente da Câmara Municipal da Horta, trata-se de um Plano que segue uma “lógica de consolidação”, sendo simultaneamente “adequado aos tempos que atravessamos.
Para 2011, o orçamento do município é de cerca de 16.425 mil euros, o que representa uma diminuição em cerca de 535 mil euros em relação a 2010. Esta descida prende-se essencialmente com a redução das verbas transferidas do Orçamento do Estado para a autarquia faialense, redução essa que ultrapassa o meio milhão de euros.
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Leia a reportagem completa na edição do Tribuna das Ilhas de 17.12.2010
Na passada semana, foi apresentada na ilha do Faial a obra Açores – Ilhas de Sonho. Com texto da jornalista Carmo Rodeia e fantásticas fotografias de José António Rodrigues, a obra fala das nove ilhas do arquipélago dos Açores, com textos em português e em inglês, numa edição da Publiçor.
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A apresentação do livro esteve a cargo de Victor Rui Dores, que destacou a qualidade do texto e das fotografias, e também da impressão, da responsabilidade da Nova Gráfica que é, de resto, proprietária da Publiçor.
Para Rui Dores, este livro trata-se de “uma declaração de amor a cada uma das nove ilhas dos Açores”. Salientando a “dimensão humana” que a obra mostra das ilhas, o escritor vê este livro como uma autêntica “viagem” pelo arquipélago.
A acompanhar a obra está um cd com música tradicional açoriana, interpretada pelo grupo de cantares Bela Aurora. Para Rui Dores, a inclusão deste “mimo” no livro não poderia ser mais apropriada, uma vez que, como destacou, “os Açores são musicais”, já que estas ilhas são embaladas pelas cadências ritmadas das marés.
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Tendo nascido no Alentejo, a jornalista Carmo Rodeia está nos Açores há 17 anos, de tal modo que considera esta a sua “terra de adopção”. Destacando o desafio que foi escrever esta obra em apenas 3 semanas, mostrou-se satisfeita com o resultado desta sua parceria com o fotógrafo José António Rodrigues. “Este livro é a nossa impressão digital destas ilhas”, referiu.
A acompanhar os textos de sua autoria sobre as ilhas, Carmo escolheu alguns excertos de poetas açorianos. Para a jornalista, essa terá sido a parte mais fácil do trabalho uma vez que, como confessou, ler poesia açoriana é um prazer e um hobbie que a caracteriza.
O fotógrafo José António Rodrigues também foi “adoptado” pelas ilhas de bruma. Nascido no continente, casou com uma faialense, e vive dos Açores há 11 anos. “Os Açores mudaram a minha arte”, entende. Salientando não apenas a fantástica beleza natural das ilhas mas também a sua dimensão humana, ambas captadas pela sua objectiva para esta obra, José António salientou o bom trabalho dos açorianos na preservação deste património natural.

A apresentação da obra no Faial foi uma iniciativa da Câmara do Comércio e Indústria da Horta. Para Ângelo Duarte, presidente da instituição, esta obra pode ser uma importante ferramenta de trabalho para os empresários da área do turismo, na medida em que dá a conhecer as potencialidades das nove ilhas dos Açores.
Na passada sexta-feira, o Conselho Municipal de Segurança esteve reunido nos paços do Concelho. Os conselheiros fizeram um ponto da situação daquilo que se passa no Município relativamente às questões relacionadas com a segurança. Das várias preocupações que surgiram nesta reunião, o destaque vai para a problemática das dependências. De acordo com o presidente da Câmara Municipal da Horta, o último estudo disponível aponta para uma diminuição do consumo de substâncias ilícitas. No entanto, João Castro alerta para o facto da idade de início do consumo ser cada vez mais baixa, o que faz com que haja necessidade de “manter alguma preocupação e vigilância sobre esta matéria”.
Segundo o autarca, neste momento há uma preocupação em actualizar esta informação, recorrendo por um lado às informações disponibilizadas pelos técnicos que actuam no terreno e por outro à informação policial.
Ainda a respeito da questão das dependências, João Castro lembrou que se espera para breve a criação de um Centro de Aditologia para a ilha do Faial, previsto no plano de investimentos do Governo Regional para 2011. Para o autarca, esta valência será “uma infra-estrutura adequada, que possa dar resposta a este tipo de problemas, de forma mais especializada”.
Esta reunião permitiu, segundo o edil, fazer uma “análise positiva” daquilo que se passa no município em matéria de segurança. Referindo que os números da criminalidade no Faial assistem a uma estagnação, João Castro destacou ainda o trabalho no âmbito da protecção civil em relação às recentes intempéries que passaram pelo Faial. Segundo o autarca, e apesar de não terem existido razões para grandes alarmes, as forças de segurança têm garantido uma “resposta de grande eficácia” a este tipo de situações.
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Os lapsos no Conselho de Ilha (CI) do Faial continuam a suceder-se. Após o polémico engano no envio do parecer do Conselho sobre o PROTA à Assembleia Regional, a Mesa voltou a “meter o pé na argola”, desta feita em relação ao parecer daquele órgão sobre a ante-proposta do Plano da Região para 2011. Há menos de um mês, os conselheiros reuniram-se para decidir o teor do referido parecer, tendo nessa altura sido acordado que o mesmo seria redigido e enviado a todos os elementos do CI antes de ser remetido à Assembleia Regional, o que não aconteceu.
Esta situação terá levado à marcação de uma reunião extraordinária, na tarde de ontem, e por iniciativa não do presidente do Conselho, mas sim dos restantes membros da Mesa. Com Ângelo Duarte ausente da ilha, foi o vice-presidente do CI do Faial, António Ávila, a convocar a reunião e a presidir à mesma. Aos jornalistas, Ávila reconheceu existirem “pontos de vista diferentes” entre o presidente e os restantes elementos da Mesa.
A marcação desta reunião extraordinária para que os conselheiros pudessem redigir um novo parecer surge assim como uma tentativa de “emenda” a um “soneto” que tarda
De todos os conselheiros, o mais inconformado com a machadada que esta sucessão de lapsos representa na credibilidade do CI foi precisamente Costa Pereira. O deputado regional do PSD não duvida de que “são muitos lapsos seguidos”, considerando que o Conselho “está a perder dignidade”.
Na última reunião, tinha ficado decidido por unanimidade que o parecer do CI do Faial deveria ser acompanhado de uma nota introdutória que frisasse a posição daquele órgão, e que reivindicasse igualdade de critérios do Governo Regional para todas as ilhas na hora de distribuir os investimentos. Na ocasião, ficou decidido que seria o também deputado regional social-democrata Luís Garcia a redigir essa introdução. Ora, da página e meia que Garcia enviou à Mesa do Conselho, foram incluídos apenas três parágrafos, e, segundo Costa Pereira, o texto onde era marcada uma “posição mais frontal” do CI foi ignorado. “Se é para apenas uma ou duas pessoas fazerem os pareceres nós não vimos aqui fazer nada”, desabafou, dizendo-se “triste e desapontado” com a forma com o CI do Faial está a funcionar.
Intervindo em defesa da Mesa, como é seu apanágio, o presidente da Câmara Municipal da Horta acusou os restantes conselheiros de não fazerem o seu “trabalho de casa”: “O único conselheiro que fez o seu trabalho de casa fui eu”, considerou João Castro, referindo-se às propostas com que contribuiu na última reunião para a elaboração do parecer.
Estas declarações não foram fáceis de digerir para alguns conselheiros, e a primeira resposta veio do representante comunista. Luís Bruno reconheceu o bom trabalho apresentado por João Castro na última reunião, no entanto lembrou-lhe que, na sua qualidade de presidente da CMH, dispõe de uma equipa de apoio para a análise do Plano e de reuniões com os elementos do Governo, vantagens de que os outros conselheiros não dispõem.
Costa Pereira, por sua vez, condenou vivamente o que considerou ter sido um juízo de valor errado e indevido do edil.
Picardias à parte, os conselheiros acabaram por em conjunto esboçar um novo parecer, onde já tiveram em conta algumas alterações introduzidas pelo executivo da ante-proposta para a proposta de plano, e deixaram marcadas algumas preocupações que não estariam suficientemente vincadas no anterior parecer, como é o caso da importância do aumento da pista do aeroporto da Horta, e ainda da necessidade de serem concluídas as obras do polivalente de Pedro Miguel, sob pena de que, caso as mesmas não prossigam, o mau tempo do Inverno possa destruir algum do trabalho já feito.
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Foi libertada na tarde de ontem, na freguesia de Pedro Miguel, a primeira ave a passar pelo Centro de Recuperação de Aves dos Açores, recentemente inaugurado na ilha do Corvo. Tratou-se de um milhafre recentemente apreendido a um particular naquela freguesia, que foi enviado para o Centro de modo a ser “educado” para recuperar os seus instintos, como a caça, de forma a garantir a sua sobrevivência em estado selvagem. À libertação assistiu o director regional do Ambiente, João Bettencourt, acompanhado pelo comandante da GNR.
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A ave foi libertada em Pedro Miguel, uma vez que, segundo explicou ao Tribuna das Ilhas o Vigilante da Natureza Dejalme Vargas, era esse o seu habitat natural, o que deverá facilitar o seu regresso à vida selvagem. Além disso, esta espécie não ocorre na ilha do Corvo.
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O milhafre foi recuperado pela GNR após uma denúncia. De acordo com Dejalme, existe uma cada vez maior consciencialização dos cidadãos em relação às espécies protegidas na Região, daí que seja comum este tipo de denúncias.
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Inicialmente desconfiado, o milhafre precisou de alguns minutos para se ambientar, tendo até tido a delicadeza de posar para os fotógrafos. Pouco tempo depois, no entanto, esticou as asas e, num ápice, levantou voo. Depois de fazer uma espécie de reconhecimento do território, depressa arranjou companhia, com dois outros milhafres a juntarem-se a ele, o que deixou os responsáveis mais descansados, e confiantes de que a adaptação a esta nova vida será fácil. .jpg)