No passado domingo o despiste de um motociclo na freguesia do Salão causou um morto e um ferido grave.
De acordo com a PSP da Horta, o despiste ocorreu na Estrada Regional, por volta das 22h30, quando o motociclo, que seguida no sentido Horta/Cedros, se despistou e embateu na berma da estrada. A vítima mortal foi o condutor, um homem de 48 anos, sendo que a pessoa que seguia com ele na viatura, uma mulher de 36 anos, se encontra em estado grave.
O acidente será agora alvo de inquérito para apurar as causas que terão estado na sua origem.
O candidato da coligação “Pela Nossa Terra” à Câmara Municipal da Horta (CMH) quer fazer regressar o palco principal da Semana do Mar à Marina da Horta. De acordo com Luís Garcia, trata-se de uma localização “aprazível, da qual as pessoas gostam": “não temos conhecimento de nenhum impedimento legal" para que o palco regresse à Marina, referiu. A opinião foi expressa num encontro com a comunicação social esta manhã, que serviu para a coligação apresentar as suas ideias para a maior festa do Faial.
Destacando a importância da Semana do Mar para o concelho, tanto do ponto de vista económico como do ponto de vista social, Luís Garcia entende que “há coisas que precisam de ser alteradas para dar alguma inovação e dinamismo às festas”. Entre outras coisas, o candidato é contra o encerramento da Avenida Marginal para a Semana do Mar: “estamos em festa mas a vida não pára. A cidade não está preparada em termos de circulação viária para suportar este encerramento. Também temos de ter em conta as questões de segurança que devem estar presentes nestas decisões e não têm sido tidas em consideração”, referiu.
O candidato da coligação PSD/CDS/PPM entende também que “é preciso envolver a sociedade civil na própria Comissão Organizadora” da Semana do Mar, sem deixar de “envolver as instituições que hoje dão um contributo insubstituível à organização” da festa, com destaque para o Clube Naval que, entende, faz “um trabalho extraordinário”. Nesse sentido, propõe que a cada ano seja convidado um cidadão da sociedade civil para presidir à Comissão.
Luís Garcia entende também que é necessário aproximar a festa do mar àquela que se passa em terra. “Trazer para o local da festa muitas entregas de prémios que se fazem em espaços laterais e sítios fechados” e “envolver mais pessoas na atividade náutica”, nomeadamente através da recuperação dos Jogos de Água com a participação das freguesias da ilha, são algumas das medidas que propõe nesse sentido.
O candidato quer ainda perceber as razões pelas quais a Semana do Mar tem perdido atratividade entre os mais jovens: “o futuro disto depende dos jovens e queremos que eles se sintam bem e motivados”, referiu.
Luís Garcia lembra que a Semana do Mar serve também para dinamizar economicamente o concelho e criar oportunidades de negócio às empresas locais: “sempre que existam no concelho empresas com capacidade instalada para corresponder às exigências da festa em termos de som ou de luz, entre outras coisas, queremos que elas tenham a oportunidade de participar porque são merecedoras da nossa confiança”, considera.
Finalmente, o candidato entende que “o programa da Semana do Mar não pode ser conhecido tão tarde”. Para Luís Garcia, quanto mais cedo for divulgado o programa, melhor pode ser estruturada a sua promoção junto da Diáspora, das cidades irmãs e de outros locais com vocação náutica que possam estar interessados em estabelecer parcerias com o Faial nesta altura.
“Há também aspetos a melhorar em termos de imagem de algumas estruturas da festa. Muitas estão degradadas e já têm muitos anos por isso temos de fazer um esforço para dar qualidade a todas as estruturas e uniformizá-las, para que a nossa festa também tenha uma imagem moderna e bonita”, acrescentou.
O N.R.P. "Joäo Roby", da Marinha Portuguesa, está atracado Porto da Horta, para participar na Semana do Mar e hoje, quarta-feira, abre as suas portas a todos quantos a quiseram visitar. Esta tarde as visitas decrrem entre as 14h30 e as 17h30.
A corveta João Roby foi construída nos estaleiros da Factoria de Cartagena, sendo o segundo navio da classe Baptista de Andrade, que compreendia quatro unidades. Foi entregue à Marinha em 18 de março de 1975. Desempenha, principalmente, missões de interesse público no âmbito da segurança e autoridade do estado no mar.
O Núcleo Cultural da Horta (NCH) apresentou no passado domingo a obra Um Observador Observado. Trata-se da tradução e comentário de um texto de Silas Weston, viajante que esteve no Faial e no Pico no século XIX e documentou o que encontrou nas ilhas do Canal. Entre outras coisas, Weston conta como desceu a Caldeira e subiu a montanha do Pico.
Para além da tradução, a obra conta com três ensaios, da responsabilidade de Carlos Riley, Ricardo Madruga da Costa e Leonor Sampaio da Silva. Carlos Riley foi, de resto, quem descobriu o texto original, nos Estados Unidos, desencadeando desta forma este projeto, para o qual o Núcleo Cultural da Horta contou com o apoio da Fundação Luso-Americana.
De acordo com o presidente do NCH, a forma como este texto mostra a visão de um visitante sobre a Horta do século XIX foi o que despoletou o interesse da instituição em levá-lo à estampa. Guilherme Pinto destacou ainda a forma como os ensaios de Carlos Riley, Ricardo Madruga da Costa e Leonor Sampaio da Silva enriquecem o livro.
O sociólogo Álvaro Borralho esteve no Faial na passada sexta-feira, a apresentar a sua obra A Sagrada Aliança – Campo Religioso e Campo Político nos Açores, 1974-1996. O livro foi apresentado por Ricardo Madruga da Costa, na Biblioteca Pública da Horta.
A obra, com oito capítulos e 251 páginas, é o resultado da tese de doutoramento do sociólogo e aborda a relação entre a política e a religião nos Açores desde a chegada da democracia até 1996, altura em que a nível regional o PSD deixou o poder.
Ricardo Madruga da Costa destacou a metodologia e o suporte bibliográfico da obra, bem como a sua cuidada narrativa, considerando-a “leitura obrigatória” a quem deseja compreender a história açoriana no pós 25 de Abril.
Falando sobre este trabalho, o autor destacou o leque de entrevistados que reuniu. Álvaro Borralho conversou com 29 personalidades do campo político e religioso regional, entre as quais alguns faialenses como José Decq Mota ou Alberto Madruga da Costa.