Foi para a estrada no passado domingo a terceira edição do Troféu Antena 9, prova de ciclismo de estrada que liga o estúdio da rádio do Faial na cidade da Horta ao seu emissor principal, no Cabeço Gordo. Este troféu constituía também a quinta e última prova da Taça Ilha Azul.
Os 17 ciclistas participantes enfrentaram muito sol e humidade ao longo dos cerca de 32 quilómetros da prova, com passagens pela Lajinha, Variante, Feteira e Castelo Branco, antes da difícil subida na Ribeira do Cabo rumo ao ponto mais alto da ilha.

Ao quilómetro 12, no entanto, começou a adivinhar-se o desfecho da prova, quando João Cardoso, grande favorito à vitória, se distanciou do resto do pelotão. Com 47 anos, o veterano que veste as cores do Santa Clara mostrou que continua em forma e foi o primeiro a cortar a meta, com um tempo de cerca de 1h27.

Cerca de seis minutos depois foi a vez de António Dutra, da Ribeirinha Ativa, cruzar a meta. O atleta trazia a camisola amarela e tinha já garantida a vitória na Taça Ilha Azul, da qual venceu três provas. Com a vitória assegurada, o atleta sénior foi fundamental para ajudar o seu colega de equipa Leandro Escobar, cadete, a fazer um brilharete, apoiando-o durante a subida. O jovem atleta foi o terceiro ciclista a chegar, primeiro do seu escalão, e juntou a Taça Ilha Azul, em ciclismo de estrada, ao título de campeão regional de BTT. Com 14 anos, Leandro é uma das mais fortes promessas do ciclismo faialense.
No terceiro posto do pódio, em seniores ficou Nuno Carvalho, do Grupo Desportivo da Feteira. O atleta competia com Pedro Mendonça pelo segundo lugar da Taça Ilha Azul, que conquistou, contribuindo também a vitória da sua equipa.
Com a extinção da terceira divisão nacional, a próxima época desportiva ficará marcada pela primeira edição do Campeonato de Futebol dos Açores. O sorteio da prova decorreu esta manhã, na Horta.
O campeonato conta com equipas de São Miguel (Capelense, Rabo de Peixe e Santiago), Terceira (Angrense, Barreiro e Lusitânia), Graciosa (Marítimo e Guadalupe) e Pico (Prainha e Lajense). Na primeira jornada, a 29 de setembro, destaque para o encontro entre as duas equipas picoenses, com o Lajense a receber o Prainha. O Angrense recebe o Guadalupe, o Lusitânia joga em casa do Santiago, o Marítimo recebe o Barreiro e nas Capelas joga-se o Capelense/Rabo de Peixe.
Tal como acontecia com a Série Açores, o novo campeonato disputa-se em duas fases: a primeira fase termina a 16 de fevereiro e pressupõe duas voltas, com todas as equipas a defrontarem-se por duas vezes. Segue-se a fase final, onde os quatro primeiros classificados disputam o acesso ao Campeonato Nacional e os seis últimos lutam pela permanência no Regional. Descem os três últimos classificados, sendo substituídos pelos vencedores dos campeonatos de ilha das três associações de futebol açorianas.
Na sua primeira edição o Campeonato dos Açores terá como entidade administradora a Associação de Futebol de Angra do Heroísmo (AFAH). Depois será organizado rotativamente pelas associações.
A principal novidade nesta nova prova prende-se com a arbitragem, que passa a ser feita apenas por árbitros açorianos. De acordo com o presidente da AFAH, a Direção Regional do Desporto deverá, na próxima semana, informar as associações da verba a disponibilizar para assegurar as formações dos árbitros e as deslocações e alojamento dos trios de arbitragem durante a competição e dos observadores de jogo. Segundo Nuno Maciel, as verbas necessárias rondarão os 60 mil euros.
Confiante na qualidade dos árbitros açorianos, Nuno Maciel reconhece que a nova prova será “um imenso desafio” para a arbitragem regional e, em última instância, para o futebol açoriano. O responsável lembra que esta competição está “em fase experimental” e garante que “irá justificar o investimento financeiro e humano” nela realizado.
A par do sorteio, realizou-se também a cimeira das três associações, onde, como referiu Eduardo Pereira, foi feita uma opção estratégica no sentido de alterar os quadros competitivos dos escalões de formação para fazer face à diminuição dos apoios. O presidente da Associação de Futebol da Horta explicou que o apuramento do campeão em Juniores A, B e C passará a ser feito de forma concentrada, durante um fim de semana.
Depois de encontrada solução para a extinção da Série Açores no futebol de 11, as associações regionais enfrentarão um desafio semelhante no futsal, já que a época 2013/14 é a última para a terceira divisão nacional. Preparar a transição para um Campeonato Regional é uma das tarefas que as associações têm entre mãos durante a presente época desportiva.
A Atlantis Cup - Regata da autonomia zarpa de Santa Maria este domingo, tendo como destino final o Faial, onde deverá chegar no arranque da Semana do Mar. A mítica prova, que liga Santa Maria, São Miguel, Terceira e Faial, assinala em 2013 o seu 25.º aniversário.
As bodas de prata serão comemoradas em grande, com a participação de barcos do cruzeiro do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada aos Açores. Com 40 embarcações já inscritas, envolvendo cerca de 170 velejadores, esta promete ser uma das mais memoráveis regatas dos últimos anos nos Açores.
A largada este domingo da vila do Porto, em Santa Maria, marca o início de uma aventura de 273 milhas náuticas para as embarcações inscritas na 25.ª edição da Atlantis Cup. A Regata da Autonomia passará por São Miguel e Terceira antes de terminar a viagem no Faial, para abrir em beleza a Semana do Mar, contribuindo para que esta se afirme uma vez mais como o maior festival náutico do país.
Em 2012 o Xcape, do skipper Luís Quintino, sagrou-se vencedor da prova na classe ORC, enquanto que o Soraya, de Frederico Rodrigues, venceu na classe Cruzeiro. Este ano as embarcações faialenses estão de volta à prova para tentar revalidar a vitória, no entanto têm pela frente o que se prevê ser uma das mais competitivas regatas de sempre.
Para o Clube Naval da Horta (CNH), a celebração do 25.º aniversário da Atlantis Cup é talvez o ponto mais alto de toda a actividade náutica prevista para 2013. “A Atlantis Cup foi a primeira (e durante muitos anos única) iniciativa organizada que tinha por objetivo primeiro juntar os barcos de cruzeiro dos vários portos dos Açores, tendo também a participação de barcos nacionais e internacionais”, lembra José Decq Mota, presidente da Direção do CNH.
Na altura de comemorar os 25 anos da regata que actualmente liga quatro ilhas açorianas, a agremiação náutica faialense quis apostar na sua revitalização e na angariação do maior número possível de participantes. Para tal, é esperada a participação de barcos que integram um cruzeiro da Associação Nacional de Cruzeiros e do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada aos Açores, e foi também feito um esforço para mobilizar os participantes nas primeiras edições da prova.
O resultado deste esforço foi a mobilização de uma frota de dimensões pouco comuns nos anos mais recentes, com barcos do Faial, da Terceira e de São Miguel mas também do Continente, da Madeira, da Holanda, da Inglaterra, da França e dos Estados Unidos. Está confirmada a presença de 40 embarcações na prova.
José Decq Mota confessa que o CNH se “atirou de cabeça” para esta Atlantis Cup. No entanto, isso só aconteceu porque foi possível reunir as condições económicas para tal. Ainda antes do final de 2012 foram assegurados os patrocínios da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e da Liberty Seguros, bem como uma série de outros apoios, de instituições como a Portos dos Açores, a SATA, a Direção Regional do Turismo ou a Associação Regional de Vela dos Açores.
Com os apoios estabelecidos, foi possível começar cedo a mobilizar participantes para a prova, bem como a promovê-la. Neste último aspecto, a presença na Bolsa de Turismo de Lisboa (que também comemorou 25 anos em 2013) foi, para Decq Mota, muito importante.
Em grande na Atlantis Cup 2013 espera-se que esteja a frota faialense que, de acordo com o presidente do CNH, está em ascensão, com quase 20 barcos matriculados, dos quais nove irão participar nesta Atlantis Cup: “as pessoas têm feito um esforço para adquirir barcos, melhorá-los e melhorar os equipamentos”, explica, apresentando um factor que contribui para a existência de uma frota de vela de cruzeiro muito significativa numa ilha como o Faial, com cerca de 15 mil habitantes: “há aqui uma situação especial que motiva a aquisição de barcos, pois gera-se na ilha uma espécie de mercado de ocasião, motivado pelo elevado número de escalas que temos. Surgem aqui oportunidades de negócio, para barcos em segunda mão, que não se encontram noutros locais. É relativamente fácil encontrar aqui navegadores dispostos a fazer negócio”, explica. O apego especial dos faialenses ao mar é outra das justificativas para a elevada quantidade de barcos na ilha.
Maurício e Cristina Souto, 31 e 28 anos, casados desde 2005. Vera e Carlos Escobar, 27 e 35 anos, casados desde 2009. Nuno e Vânia Fialho, 30 e 27 anos, casados desde 2006. Mónica e Vasco Medeiros, ambos de 28 anos, casados desde 2007. Amigos há vários anos, estes quatro casais tiveram Carlos Pinheiro a fotografar-lhes os casamentos. No dia 7 de julho de 2013 juntaram mais um momento inesquecível às suas vidas, novamente retratados pela objetiva do fotógrafo: rumaram à ponta do Pico com os vestidos de noiva nas mochilas e fizeram o primeiro “trash the dress” no ponto mais alto de Portugal. O resultado foi um conjunto de fotografias únicas e originais que tem feito sucesso no Facebook. Ao Tribuna das Ilhas, modelos e fotógrafo contaram os pormenores da aventura.

A ideia de fazer um “trash the dress” na ponta do Pico partiu de Carlos Escobar, que contagiou imediatamente o amigo de longa data, fotógrafo e adepto de desafios, Carlos Pinheiro: “estávamos a ver uns álbuns e a ideia de fazer um ‘trash the dress’ veio à baila. Mas queríamos fazer algo diferente, mais além. Já tínhamos subido o Pico juntos uma vez, era eu ainda solteiro, e lembrámo-nos que seria único fazer o ‘trash the dress’ no topo da montanha. A ideia inicial era passar lá à noite, fazer fotos ao anoitecer e ao nascer do sol, mas isso implicava carregar mais ‘tralha’ para subir”, conta.
“Sempre quisemos voltar a dar uso aos vestidos. Foram muito caros e ficaram para lá, muito lindos, no armário… Até pensámos usá-los uma vez no Carnaval, todos juntos. Quando esta ideia surgiu fiquei toda entusiasmada”, conta Cristina.
Chegado o dia, com a bênção da meteorologia, rumaram ao Pico. Os maridos, verdadeiros cavalheiros, carregaram o material, com destaque para os quatro vestidos de noiva, peça chave para este projeto, que contou com o apoio das empresas Casa d’Ávilas e Terauto, que cederam carros ao grupo para que este se deslocasse no Pico.
Do grupo, apenas Mónica e Vânia nunca tinham subido a montanha. Esta última confessa que nem sempre esteve certa de conseguir: “quando cheguei à cratera e vi o piquinho disse logo ao Carlos que não subia ali. Mas ele disse que eu subia em segurança e lá fui”, conta.

No topo do Pico, as esposas tiveram de fazer algo que, confessam, nunca tinham imaginado antes desta aventura começar: vestir o vestido de noiva no ponto mais alto do país. “Estava quente, havia muitos mosquitos… Quando lá chegámos não estava mais ninguém, trocámos de roupa rapidamente. Depois apareceram uns franceses que ajudaram à festa”, conta Cristina.
Os turistas não perderam tempo e filmaram e fotografaram, verdadeiros “penetras” nesta recriação de festa de casamento bastante invulgar onde não faltou o champanhe, que chegou até para os convidados inesperados.
O resultado foi um conjunto de fotografias onde sobressaem em equilíbrio uma paisagem fabulosa e protagonistas cuja cumplicidade e alegria passam através da objetiva e da visão do fotógrafo e contagiam quem observa as imagens.
Carlos Pinheiro fotografa há mais de 10 anos e já perdeu a conta ao número de noivos que, como diz em tom de brincadeira, “casou”. Adepto da aventura e dos desportos radicais, também não se lembra do número de vezes em que subiu o Pico. Mas o dia em que subiu o Pico com oito amigos para fazer o segundo “trash de dress” da sua carreira de fotógrafo, foi inesquecível: “é um feito juntar esta gente toda na ponta do Pico para fazer uma coisa destas. Assim que o Carlos teve a ideia eu fiquei apaixonado por ela e voluntariei-me logo”, conta o fotógrafo, para quem a qualidade do resultado se deve, principalmente à espontaneidade com que a sessão foi acontecendo.

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Inaugurado a 17 de agosto de 2008, o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos recebeu esta quarta-feira o seu visitante número 100.000. O turista alemão, que já tinha passado pelos Açores noutras ocasiões, foi recebido pelo diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge, antes de prosseguir a visita ao espaço.
Para Hernâni Jorge, o atingir desta fasquia em menos de cinco anos “dá bem nota da importância desta infra-estrutura e da dinâmica que tem no contexto da ilha e da Região, evidenciando a importância dos Centros de Interpretação não só na preservação e valorização do nosso património natural mas também enquanto elemento dinamizador da atividade económica e da promoção e animação turística dos Açores”.
Com 12 centros de interpretação e funcionar e outras três infra-estruturas em fase de conclusão, a rede regional está praticamente concluída. Agora, importa manter a dinâmica destes espaços para que continuem a captar visitantes: “essa dinâmica tem existido e a evolução do número de visitantes – que tem aumentando substancialmente na generalidade dos centros de interpretação da Região – dá bem nota disso mesmo”, considera o diretor regional, que lembra, a título de exemplo, que “as subidas à montanha do Pico cresceram 78% entre o ano passado e este ano e a visitação à Casa da Montanha aumentou cerca de 60%”. O próprio Centro de Interpretação dos Capelinhos, com uma média de 20.000 visitantes por ano, tem assistido a um aumento do número de visitas nos últimos tempos.
De acordo com Hernâni Jorge, o objetivo da Região é conseguir em 2013 que as receitas dos centros de interpretação permitam fazer face às suas despesas de funcionamento: “existem uns centros que são deficitários mas outros, como é o caso do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, são geradores de uma valia acrescida que permite colmatar o défice de outros espaços de interpretação, também eles importantes”, disse.
Da autoria do arquitecto Nuno Ribeiro Lopes, o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos foi concebido de forma a preservar a paisagem daquela zona. Já recebeu várias distinções, tendo sido um dos finalistas do prémio para melhor museu europeu do ano 2012.