O cabeça-de-lista da CDU pelo Faial às eleições de Outubro iniciou esta semana um périplo por todas as forças vivas da ilha do Faial. João Decq Motta explica que a ideia é “tomar conhecimento das dificuldades das instituições e da realidade das freguesias na perspectiva dos seus habitantes”.
Nesta primeira semana, Decq Motta visitou o Grupo Desportivo do Salão, o Grupo Folclórico do Salão, a Sociedade Filarmónica Lira Campesina Cedrense, o Grupo Desportivo Cedrense e as Casas do Povo de Capelo e Praia do Norte.
No balanço destas visitas, o candidato ficou impressionado com o trabalho desenvolvido pelos clubes na formação de jogadores. No que diz respeito às filarmónicas, Decq Motta está preocupado com a dificuldade que estas têm em recrutar jovens para as suas escolas de música. Por isso, defende que devem existir para estas escolas contratos programa de apoio governamental, à semelhança do que já existe para a formação desportiva.
O candidato mostrou-se também preocupado com o futuro das Casas do Povo, instituições que considera “fundamentais” na sociedade faialense. Decq Motta lembra que os funcionários das Casas do Povo são pagos pela Segurança Social e, quando se reformarem, não está assegurada a sua substituição.
Ainda sobre as preocupações das Casas do Povo, João Decq Motta mostrou-se indignado ao tomar conhecimento de que estas são, por vezes, ignoradas pelas entidades públicas e privadas a quem pedem apoios através de ofícios que nem sequer obtêm resposta. “Todos os ofícios devem ter uma resposta, seja ela negativa ou positiva”, entende.
Entre os vários anseios de que tomou conhecimento, João Decq Motta destaca a necessidade que o Capelo sente de uma caixa multibanco. Para o candidato, numa ilha que se pretende voltada para o turismo não faz sentido que esta freguesia não esteja dotada dessa valência.
Numa Região com a dimensão dos Açores, a gestão de resíduos deve assentar numa estratégia de minimização dos aterros, no sentido de caminhar para uma realidade “aterro tendencialmente zero”. A ideia foi deixada na tarde de terça-feira, no Jardim Botânico do Faial, durante uma sessão de esclarecimento sobre o novo diploma que aprova as normas que regulamentam a gestão de fluxos específicos de resíduos na região.
Segundo o governante, o esforço tem sido no sentido de criar em cada ilha um centro de processamento de resíduos, mantendo em aterro apenas aqueles que não têm outra solução possível, ou então os entulhos, que não oferecem grande perigo no que diz respeito à contaminação dos aquíferos das ilhas. Assim, a ideia é criar em todas ilhas um aterro e um centro de processamento que encaminhe os resíduos que possam ser exportados.
Os centros das Flores e da Graciosa já estão operacionais, enquanto que nas outras ilhas estão em diferentes fases de construção. O centro do Faial, na sua fase inicial de construção, deverá estar concluído dentro de um ano. De acordo com Álamo Meneses, nas próximas semanas deverá ser aberto concurso destinado a seleccionar um operador para gerir o centro faialense, localizado na Fajã.
Com base na densidade populacional, o Executivo escolheu as ilhas de São Miguel e da Terceira como destino final dos resíduos na Região. Aí foram preparados centros de valorização energética, onde os resíduos que não possam ser aproveitados são queimados para produção de energia eléctrica que abastecerá a rede.
Quanto à nova legislação sobre resíduos, esta consistiu na “transposição das Directivas comunitárias relevantes e a aplicação dos Regulamentos comunitários relevantes nesta matéria directamente, sem a intermediação da legislação nacional”, como explicou o secretário.
Nesta sessão esteve em destaque o diploma que regulamenta a gestão de fluxos específicos de resíduos nos Açores, em vigor desde Julho. Em causa está um conjunto de resíduos que, “pelas suas características, perigosidade, origem, destino final ou método de eliminação”, devem ser tratados de forma diferenciada, como é o caso dos pneus, dos óleos ou dos veículos.
Arranca na sexta-feira, dia 14, às 14h00, prolongando-se até à noite de sábado, a terceira edição da Horta Lan Party, evento promovido pela autarquia faialense, que junta jogadores de computar e consola, ligados em rede, a competir entre si.
Este ano, a Horta Lan Party acontece no Teatro Faialense, que foi preparado para o efeito. Neste espaço, para além da zona dos torneios, os visitantes poderão experimentar vários jogos nas consolas que serão disponibilizadas e haverá também um espaço de esplanada, que tem por objectivo incentivar pais e avós a marcarem presença com os filhos e netos, transforando este evento num encontro intergeracional.
Esta é a terceira edição da Horta Lan Party, e o quinto evento deste tipo no Faial, já que a ilha também já recebeu duas edições da Horta XL Party, que tinha uma abrangência nacional enquanto que a Lan Party tem foco na Região.
De acordo com o vice-presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), este é “um evento de grande relevância nos Açores”, que o município considera importante continuar a pôr de pé. Na apresentação da Horta Lan Party, que decorreu esta terça-feira, José Leonardo Silva chamou a atenção para o conhecimento que o gabinete de informática da CMH já tem nesta área, o que permite organizar o evento sem recorrer a grandes despesas.
José Leonardo faz um balanço muito positivo da edição de 2011, que contou com 400 participantes e cerca de 2 mil visitantes. Em 2012 a organização espera encher o Teatro, e conta já com 150 pré inscrições. Estas podem fazer-se na página do evento no Facebook ou na loja da Worten do Faial. Esta e a Zon são as principais patrocinadoras da Lan Party. Para além destas, a CMH conta com a parceria tecnológica da CISCO e com apoios de várias empresas e entidades da ilha.
Na ocasião, o vice-presidente da CMH aproveitou também para salientar a importância que a autarquia dá às novas tecnologias, evidenciada, na sua opinião, pela cobertura de rede wireless na ilha.
Coube ao vereador Filipe Menezes fazer uma apresentação mais detalhada desta Horta Lan Party, que se prolongará ao longo de 36 horas, e no âmbito da qual se realiza também o segundo campeonato regional de videojogos. No total, serão atribuídos 128 prémios, no valor total de 4 mil euros. Irão disputar-se 11 torneios, em jogos como CounterStrike, Call of Duty ou Pro Evolution Soccer. Aqui destaca-se o torneio de Virtual Skipper, um simulador de regatas, para o qual a organização conta com o apoio do Clube Naval da Horta.
As inscrições para participar na Horta Lan Party custam 2 euros e a entrada aos visitantes é livre. Os participantes terão direito a brindes surpresas e a um desconto de 20% na aquisição de equipamentos da área de entretenimento da Worten até ao final de Setembro. A empresa vai alargar o desconto a toda a ilha do Faial durante o fim-de-semana em que decorre o evento.
A Horta Lan Party termina na noite de sábado com a actuação de DJ’s junto ao Teatro Faialense.
A candidata do PSD/Açores à presidência do Governo Regional defendeu na passada sexta-feira, nos Cedros, a necessidade de se reavaliarem os apoios destinados à agricultura, reorientando-os, entre outras coisas, para o apoio à compra dos factores de produção. Berta Cabral falava no final de uma reunião com as associações agrícolas do Faial e com a Cooperativa Agrícola e de Lacticínios da ilha (CALF), onde um dos temas em análise foi, precisamente, a falta de leite para laboração na fábrica da CALF.
Para a candidata, a situação da CALF “tem de ser resolvida com o aumento da matéria-prima, e isso passa por um conjunto de estímulos que têm de ser dados à produção de leite”, entre os quais se inclui então a diminuição dos custos dos factores de produção, onde se incluem, por exemplo, o gasóleo, os adubos ou as rações. Berta Cabral lembra que estes têm assistido a uma escalada de preços nos últimos tempos, alguns com aumentos na ordem dos 100%, enquanto o preço do leite está estabilizado, o que faz com que os produtores vejam cair a rentabilidade. “Há que apoiar a importação dos factores de produção, ou a sua substituição a nível local, para dar maior margem ao produtor”, diz.
Berta Cabral reafirmou também a sua convicção de que é necessária “uma entidade reguladora que faça a supervisão do sector” do leite, distribuindo de forma equitativa “a riqueza gerada entre a produção, a transformação e a comercialização”.
A candidata referiu ainda a “necessidade de construir um novo matadouro e a respectiva sala de desmancha” no Faial, para valorizar a carne da ilha.
Lembrando que “a agricultura será sempre o grande pilar de sustentação da actividade económica nos Açores”, a líder laranja defende mais incentivos à diversificação do sector, com uma aposta nas áreas da horticultura, da fruticultura e da floricultura.
Berta Cabral quer também “que os técnicos dos serviços oficiais trabalhem em conjunto com as associações para apoiar a diversificação e todo o trabalho técnico e tecnológico que tem de ser desenvolvido” e defende ainda a colocação da Universidade dos Açores “ao serviço do desenvolvimento da nossa agricultura”.
“É preciso também estimular a entrada de novos agricultores”, diz, defendendo a criação de estágios e de apoios à contratação. “Todos os sectores têm apoios a estágios, com excepção da agricultura. Consideramos que é importante apoiar estágios no sector agrícola e agro-alimentar, assim como a contratação de jovens, porque o rejuvenescimento do sector ajuda a que haja maior empreendedorismo”, referiu.
Para Berta Cabral, a agricultura tem um papel importante na criação da “região económica” que defende para os Açores. Nesse sentido, entende que é necessário que “o mercado de cada ilha passe para uma escala regional”, ou seja, que as produções de cada ilha possam ser vendidas em todas as ilhas. “Uma coisa é vender para um mercado de 15 mil, outra para um de 250 mil pessoas”, refere.
A candidata entende ainda que o turismo tem um papel importante nesta equação, porque pode transformar um mercado de 250 mil pessoas num mercado de um milhão, “se conseguirmos atrair 750 mil turistas por ano”. “É preciso trabalhar nesse sentido, de aumentar o consumo, porque só assim se pode aumentar a produção”, referiu.
A desistência do Madalena da Série Açores abriu caminho a que o Futebol Clube dos Flamengos, vice-campeão da Associação de Futebol da Horta, pudesse contar com um inesperado lugar na III Divisão. Em vésperas de apresentação do plantel e com o arranque da competição à porta, Tribuna das Ilhas conversou com Luís Paulo Pacheco, treinador da equipa do Vale, sobre as ambições para a temporada.
Quando surgiu a hipótese de, por via da desistência do Madalena, participar na II Divisão, o Flamengos não teve tempo para grandes ponderações. Como explica Luís Paulo Pacheco, a resposta à Federação Portuguesa de Futebol tinha de ser célere, e o clube não hesitou em aceitar o desafio. No entanto, esta oportunidade tardia trouxe dores de cabeça ao técnico e à Direcção do clube, que não tinha preparado um plantel para actuar na Série Açores: “se no final de Maio soubéssemos que íamos subir tínhamos feito uma abordagem diferente, mais atempada, ao mercado local. Tivemos de decidir muitas coisas em pouco tempo. Mas o clube já tem experiência de estar na III Divisão e rapidamente se organizou. Claro que há coisas a melhorar ao longo da época”, refere o treinador.
Com o arranque da Série Açores previsto para 23 de Setembro, o Flamengos está ainda a ultimar a contratação de alguns jogadores. Este sábado, por ocasião das festas de freguesia, o clube tenciona poder já apresentar o plantel aos sócios e simpatizantes, num evento agendado para as 15h00. Certa é, para já, a aposta exclusiva em atletas locais. Luís Paulo Pacheco tem consciência de que os gastos excessivos em planteis, procurando uma boa prestação na competição sem olhar aos meios necessários para tal, hipotecaram a saúde de vários clubes na Região e não quer que isso aconteça ao Flamengos. Presidente do clube até há bem pouco tempo, o actual treinador lembra que o Flamengos saiu recentemente de uma situação financeira menos boa: “agora que estamos mais desafogados não queremos voltar a afundar”, garante.
A preferência por jogadores locais é, no entanto, mais que uma imposição económica. Para o treinador, trata-se de cumprir o objectivo inicial da Série Açores que, entende, deve ser a valorização dos atletas açorianos.
Como atleta, então a actuar no Sporting da Horta, Luís Paulo Pacheco assistiu e participou no surgimento da Série Açores e considera que ela não cumpriu os objectivos para que foi criada: “a Série Açores foi formada para tentar valorizar o jogador açoriano e o que vejo é o contrário. Grande parte das equipas deixou de fazer formação, olhando apenas para a competição, esqueceu-se dos jogadores açorianos e começou a trazer muitos jogadores de fora. Devia haver uma limitação aos jogadores que vêm de fora, porque senão os jogadores açorianos não têm o seu espaço. Estamos a falar de jogadores que vêm de outros campeonatos, muito mais competitivos, com um ritmo totalmente diferente, e ganham a titularidade. Desta forma os jogadores locais não têm espaço para aprender ou para se afirmar”, entende.
Para o treinador, as equipas faialenses têm sido um bom exemplo neste aspecto: “as equipas do Faial se calhar têm sido as mais responsáveis e as que mais têm trabalhado para o verdadeiro objectivo da Série Açores. Infelizmente não têm conseguido ter uma continuidade de vários anos na competição”, lamenta.
Quanto a objectivos, Luís Paulo explica que o que lhe foi pedido foi a formação “de um plantel que dignifique a camisola do Flamengos, a freguesia e a ilha do Faial”. “Vamos tentar fazer isso”, assegura, apontando a manutenção na Série Açores como o grande objectivo da época. “Sabemos que é extremamente difícil, até pela constituição do próprio plantel, que não foi formado no tempo devido. Mas estamos a tentar criar uma equipa competitiva para conseguir o nosso objectivo”, garante.
Criar um futuro desportivo sólido para o clube está mais fácil, entende Luís Paulo, desde que a formação começou a ser recuperada. Esta época, pela primeira vez, o Flamengos terá equipas em todos os escalões. “Na época passada não tínhamos juniores, por isso não é possível ter este ano jogadores nessa transição de juniores para seniores”, explica o técnico, que espera que na próxima época isso já possa acontecer.
Uma das limitações que a equipa enfrenta neste regresso à Série Açores é o facto de não poder jogar no seu campo, que não tem as medidas oficiais exigidas. O técnico reconhece que o facto dos jogadores jogarem num piso diferente daquele em que treinam pode ser prejudicial, para além de que o factor casa é sempre importante na disposição dos atletas. No entanto, lembra que o Estádio da Alagoa, onde serão realizados os jogos, fica a poucos quilómetros da freguesia, por isso espera contar com boas assistências nos jogos.