Em 2012 a Quercus atribuiu a Bandeira de Ouro – galardão que destaca a qualidade das águas – a 295 zonas balneares portuguesas. Dessas, 44 são açorianas. No Faial, são cinco as zonas balneares contempladas com esta bandeira: Praia do Almoxarife, Porto Pim, Praia da Conceição, Fajã e Varadouro. E foi precisamente no Varadouro que, esta manhã, a autarquia comemorou a qualidade das águas faialenses, com o hastear da Bandeira de Ouro no local, numa cerimónia que contou com a presença das crianças das Férias Fixes do Capelo.
Em véspera de fazer 6 anos, coube ao José as honras de hastear a bandeira. Apesar de ainda não ter anos suficientes para encher os dedos das duas mãos, o José sabe bem que a água do Varadouro é de qualidade, e não se importa nada de “tirar a prova dos nove” nos dias quentes de férias de Verão que convidam aos mergulhos.
Como o José, a maioria dos faialenses tem noção da qualidade das nossas águas balneares, como explicou, na ocasião, o presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH). Nesse sentido, João Castro entende que a principal função das Bandeiras de Ouro é mostrar àqueles que nos visitam que estão em “zonas balneares de excelência”.
Para poderem hastear este galardão, as zonas balneares têm, entre outras exigências, de ter tido a classificação de “excelente” em todas as análises realizadas à água na época balnear anterior.
De acordo com a Quercus, esta avaliação “é mais limitada em comparação com a atribuição da Bandeira Azul, ao basear-se apenas na qualidade da água das praias, apesar de ser mais exigente neste aspecto em específico”.
No âmbito desta cerimónia, decorreu também uma acção ambiental junto das crianças, organizada pela CMH e pelo Observatório do Mar dos Açores, que consistiu na recolha e identificação de organismos costeiros e marinhos.

A terceira edição do Punkada!Fest decorreu no passado fim-de-semana, na Quinta de São Lourenço. Este ano, o destaque foi para as bandas de tributo a grandes nomes do rock e para as jovens bandas faialenses, com o público a comparecer em força. De acordo com Paula Lemos, da organização do festival, foram vendidas cerca de 1500 entradas, na sua maioria para os dois dias.
Na sexta-feira, tomaram conta do palco Faial Rock as bandas locais Carbono 14 e Black Square. No sábado foi a vez dos Kontrastes. As bandas faialenses aproveitaram a oportunidade de actuar num festival de rock e deram o seu melhor para mostrar o que valiam às pessoas que se deslocaram ao recinto.
No palco principal, reservado aos tributos, a noite inaugural foi dedicada aos Queen, com a actuação dos One Vision, que interpretaram os principais êxitos da banda britânica. No sábado foi a vez dos DÁ/CÁ, banda de tributo aos AC/DC, e dos PUNKADA!, banda faialense de tributo aos Ramstein cujo aniversário dá o mote à realização deste festival.
Passaram ainda pelo palco do Punkada!Fest os DJ’s Capotes e Versus, na sexta, e Double Gee, no sábado. Neste domínio o destaque foi, no entanto, para a actuação da DJ Yen Sung, residente na discoteca Lux.
A dança também esteve em destaque nesta edição do festival, com a actuação, na sexta-feira, do Grupo Desportivo Escolar. A par deste festival decorreu um workshop de Danças do Mundo, que se realizou no sábado, no Teatro Faialense, com os participantes a fazerem uma exibição no Punkada!Fest. Paula Lemos destaca a este respeito a parceria com a Hortaludus, que permitiu uma “troca de sinergias” importante para a realização deste evento.
No rescaldo do Punkada!Fest 2012, Paula Lemos faz um balanço “francamente positivo”. A responsável reconhece que a crise ditou dificuldades acrescidas na organização do evento, tornando difícil angariar patrocínios, mas está satisfeita com o resultado desta edição. “Melhorámos muitos aspectos em relação ao ano passado, no que diz respeito à logística e à organização, mas há ainda muito mais a melhorar”, refere. Paula Lemos recorda que as pessoas que trabalham para pôr de pé o festival o fazem “por carolice” e não têm qualquer formação em organização de eventos. No entanto, reforça, força de vontade não lhes falta.
Em relação a 2013, Paula garante que há vontade voltar a realizar o festival, por isso a organização já está a pensar no próximo Verão. “Temos recebido grande feedback e muitas sugestões para melhorar”, explica.
O próximo ano pode trazer novidades ao Punkada!Fest, mas Paula entende que há duas vertentes às quais este festival tem de se manter fiel: por um lado, é preciso não esquecer que o Punkada!Fest é o festival de rock do Faial, que surgiu para colmatar uma lacuna na ilha. Por outro, deve ser sempre um evento de promoção dos artistas e bandas faialenses.
No âmbito do seu trabalho de acção social, o município da Horta formalizou esta manhã os processos de cooperação com a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF) e com o Lar das Criancinhas. No âmbito desta cooperação, a Câmara Municipal da Horta (CMH) vai ceder um terreno para a construção da sede do projecto Trilhos Saudáveis, gerido pela APADIF, bem como apoiar o funcionamento da mini-creche do Lar das Criancinhas.
No que diz respeito à APADIF, o município celebrou com esta instituição um contrato de comodato, no âmbito do qual lhe cede uma parcela do terreno junto à Escola do Bairro das Angústias, onde será construída a sede do projecto Trilhos Saudáveis.
Esta iniciativa insere-se no Plano Municipal da Prevenção das Dependências e, de acordo com José Leonardo Silva, é mais uma das várias parcerias que a autarquia tem desenvolvido com a APADIF na procura de dar resposta à faixa etária dos mais jovens no que à componente social diz respeito. O vice-presidente da CMH destaca o trabalho feito no Faial na prevenção das dependências, dando como exemplo o projecto “Pinta o teu futuro”, que este ano reuniu 77 alunos faialenses, com o intuito de incutir desde cedo nos jovens a consciencialização desta problemática.

Quanto ao Lar das Criancinhas, a autarquia estabeleceu com esta instituição um protocolo de cooperação de acordo com o qual disponibilizará 3600 euros por ano para apoiar o funcionamento da mini-creche, que conta actualmente com 25 crianças.
José Leonardo salientou a carência que a ilha tem deste tipo de valências, no entanto lembrou que a construção da Creche dos Flamengos será um importante investimento para colmatar essa lacuna.
O autarca destacou o contributo das várias instituições faialenses que trabalham na área da solidariedade social para o trabalho da CMH, salientando que, “numa altura em que o dinheiro é pouco, temos de investir nas pessoas”.
Na passada semana, o secretário-geral do PCP esteve de passagem pelos Açores, visitando as ilhas de São Miguel e Faial. No sábado, Jerónimo de Sousa esteve na Horta, onde visitou o Mercado Municipal e ouviu as queixas dos comerciantes. Ao final da tarde, o líder nacional dos comunistas participou num convívio, no porto da freguesia de Pedro Miguel, e falou aos militantes e simpatizantes com as eleições regionais de Outubro em vista. Jerónimo pediu o voto na CDU lembrando que o partido está do lado dos trabalhadores.
O encerramento desta passagem de Jerónimo de Sousa pelos Açores aconteceu no porto da freguesia de Pedro Miguel, com um convívio com militantes e simpatizantes que contou com um jantar de caldo de peixe.
O secretário-geral do PCP inspirou-se num dos locais com melhor vista do Faial para o Pico para fazer uma analogia entre as nuvens que, na tarde de sábado, tapavam a montanha e algumas promessas eleitorais: para Jerónimo, da mesma maneira que as nuvens encobrem a montanha, também essas promessas tentam esconder o “pico de dificuldades” que o país atravessa. No entanto, deixa o aviso: tal como sabem que quando as nuvens não deixam ver o Pico ele continua lá, os açorianos também estão conscientes da real situação da Região e do país.
Jerónimo de Sousa chamou a atenção para o que considera ser o agravamento da situação na Região nos últimos tempos, com cerca de 12 mil desempregados com menos de 25 anos. O impacto das políticas de austeridade nos Açores não se resume ao aumento do desemprego. O líder do PCP pede aos açorianos que pensem no impacto que poderão vir a ter medidas como a privatização da ANA, que, entende, irá prejudicar grandemente a acessibilidade de algumas ilhas.
O secretário-geral do PCP condena que o combate à crise se faça “indo sempre ao bolso dos do costume”, lembrando que a ajuda externa foi canalisada para apoiar o sector financeiro.
A cerca de três meses das legislativas regionais, Jerónimo de Sousa chamou a atenção para a importância destas eleições. O líder do PCP entende que PSD e CDS “não podem ter duas caras”, prometendo nos Açores o que sabem que não podem cumprir por causa da política dos seus partidos na República. Tendo isto e conta, Jerónimo apela a uma “nova consciência” dos açorianos, que premeiem aqueles que “falam a verdade” e têm estado ao lado dos trabalhadores.
Também o coordenador regional do PCP, e primeiro candidato do partido às eleições de Outubro, pede aos açorianos que reforcem a votação do partido. Aníbal Pires quer eleger mais do que um deputado e destaca a importância do regresso da CDU ao Parlamento Regional na legislatura que está a terminar, depois da ausência na legislatura anterior. Para Pires, a CDU foi “a voz que faltava” na Assembleia Regional, voz essa que, entende, esteve sempre do lado dos trabalhadores.
O primeiro candidato da CDU entende que o reforço de uma votação no partido é importante para evitar o crescimento do CDS-PP nos Açores e, consequentemente, do fortalecimento de políticas de Direita mais extremistas. Todavia, para Aníbal Pires, o mais importante é evitar uma maioria absoluta. A esse respeito, o candidato recordou a legislatura 1996/2000, em que não houve maioria absoluta, e foram alcançadas algumas conquistas como a diferenciação fiscal na Região ou o complemento regional de pensão.
No Mercado Municipal da Horta, Jerónimo de Sousa ouviu as queixas dos comerciantes sobre a concorrência das grandes superfícies. De acordo com o secretário-geral do PCP, estas ”são como um eucalipto, secando tudo o que está à volta”, recebendo enormes benefícios e isenções, pressionado o preço pago aos produtores, o que lhes permite esmagar o pequeno comércio. Para o PCP, o Estado deve ter um papel mais activo, com mais regulação e fiscalização sobre as práticas comerciais dessas empresas.
“O emprego gerado pelas grandes superfícies nunca é o suficiente para compensar o desemprego que geram no pequeno comércio”, alerta, defendendo a grande necessidade de proteger as pequenas empresas, dinamizar o mercado interno e criar emprego.

Na próxima quarta-feira, dia 18 de Julho, o Grupo de Amigos da Horta dos Cabos Submarinos inaugura, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta, uma exposição biográfica sobre o Nobel da Física Guglielmo Marconi, para assinalar os 90 anos da sua passagem pela Horta. Na ocasião, será apresentada a conferência “Ciência no Atlântico, Marconi nos Açores”, da responsabilidade da investigadora Inês Queiroz.
No dia 18 de Julho de 1922 o Prémio Nobel da Física Guglielmo Marconi chegava ao Faial, no seu iate Electra, onde haveria de receber o título de cidadão honorário da cidade da Horta.
Agora, 90 anos depois, o Grupo de Amigos da Horta dos Cabos Submarinos recorda a passagem daquele que é considerado o pai da rádio pela ilha, com uma exposição biográfica que, a partir de quarta-feira, estará patente ao público na Biblioteca Pública da Horta.
Trata-se de uma exposição bilingue (em português e italiano), da responsabilidade do Instituto Italiano da Cultura em Lisboa, da Fundação Marconi, de Bolonha, e do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, que esteve patente ao público na capital portuguesa por ocasião da passagem dos 100 anos da atribuição do Nobel da Física a Marconi, e que passa pelo Faial, resultado de uma parceria entre o Grupo de Amigos da Horta dos Cabos Submarinos e a autarquia local.
A sessão inaugural da exposição terá lugar no dia 18 de Julho, próxima quarta-feira, a partir das 21h00, no auditório da Biblioteca Pública da Horta, e será presidida pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos. Na ocasião será proferida a conferência “Ciência no Atlântico, Marconi nos Açores”, a cargo da investigadora Inês Queiroz, do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.
Após a conferência, a Câmara Municipal da Horta fará uma evocação da concessão do título de cidadão honorário da cidade faialense a Marconi.
A exposição estará patente ao público até ao dia 22 de Julho, podendo ser visitada entre as 09h00 e as 18h00, nos dias úteis, e aos sábados entre as 10h00 e as 12h00.
Esta iniciativa do Grupo de Amigos da Horta dos Cabos Submarinos é apoiada pelo Clube de Radioamadores dos Açores e conta com o patrocínio da Fundação PT, dos CTT, da ANACOM e da Fundação Portuguesa das Comunicações.