A Junta Regional dos Açores – Corpo Nacional de Escutas- Escutismo Católico Português, em colaboração com a Junta de Núcleo e Agrupamentos da ilha do Faial, organizou o XIV Jamboree Açoriano, na Ilha do Faial, entre os dias 14 e 19 de julho, no espaço da Quinta de São Lourenço, Flamengos.
O PSD e CDS-PP apresentaram na passada segunda-feira, no Bairro das Angústias, na cidade da Horta, o acordo de coligação válido para a elaboração de listas para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e para as 13 Assembleias de Freguesia da ilha do Faial, com o objetivo de ganhar as eleições autárquicas de dia 01 de outubro
Já chegaram ao Porto da Horta todos os veleiros da Classe 40 que participaram na primeira etapa da regata de vela oceânica Les Sables/Horta/Les Sables 2017.
A etapa, com 1270 milhas náuticas, foi dominada e ganha pelos navegadores espanhóis Pablo Santurdedel Arco/Gonzalo Botin a bordo do Talles II que gastaram 5 dias, 23 horas, 05 minutos e 42 segundos. Esta competição largou no passado dia 02 de julho, de Sables d’Olonne, na costa oeste francesa, estando a partida de regresso aprazada para o dia de hoje, 14 de julho.
A dupla de navegadores espanhóis Pablo Santurdedel Arco / Gonzalo Botin venceu na Baía da Horta, às 10h07 locais, com o tempo de 5 dias, 23 horas, 05 minutos e 42 segundos, a primeira etapa da regata de vela oceânica Les Sables / Horta / Les Sables 2017, para veleiros da Classe 40.
Os velejadores completaram as 1270 milhas náuticas a bordo do Talles II, com menos 43 minutos que a dupla britânico-gaulesa Phil Sharp / CorentinDouguet, a bordo do Imerys, que conclui esta fase inicial da prova em 5 dias, 23 horas, 49 minutos e 22 segundos.
Dos 18 veleiros ainda em prova na 6ª edição da Les Sables > Horta >Les Sables, regata de vela oceânica, com a chancela oficial da Federação Francesa de Vela, para a Classe 40, apenas oito conseguiram concluir a primeira etapa durante o dia de sábado, 8 de julho, nos Açores.
Destaque para as duas primeiras duplas, que chegaram no limite abaixo da marca dos 6 dias de navegação, enquanto os terceiros e quartos classificados, respetivamente, o Stella Nova, do Skipper alemão Alexander Krause e do navegador francês Antoine Carpentier, e o Colombre XL, dos italianos Massimo Juris e Pietro Luciani, arribaram a porto seguro com uma diferença de 5h e 6h, ao início da tarde.
Já os restantes quatro que completaram o lote inicial de oito melhor posicionados, apenas ao final do dia concluíram a primeira etapa desta prova, situando-se entre eles a primeira equipa totalmente francesa em 5º lugar (SerenisConsulting, de Jean Galfioni e de Jean Christophe Caso) e a representação do Sultanato do Oman (Oman Sail, de Sidney Gavignet, três vezes participante da Volvo OceanRace, e de Fahad Al Hasni), que ficou em 6º.
Em 7º lugar na Les Sables > Horta >Les Sables, encontram-se, para já, HalvardMabire, skipper presidente da classe 40, que faz equipa com a mulher, Miranda Merron, única velejadora que completará a prova (a outra representante do sexo feminino à largada desistiu a norte da Corunha, Galiza).
Na manhã de domingo, 9 de julho, deram entrada, na Baía da Horta, duas outras embarcações, em 9º da geral e primeiro do segmento vintage (ou seja, o leque de embarcações mais antigas da classe 40 ainda em competição), o TransportHesnault – Cabinet Z, da dupla francesa Cédric de Kervenoael e Robin Marais; e a fechar o quadro dos 10 primeiros, a embarcação Yoda, da equipa gaulesa Franz Bouvet e Thomas Guichard.
A última dupla a entrar na Baía da Horta foi a equipa gaulesa StéphaneBry / Rodolphe Sepho, a bordo do SPM Gwada, já na madrugada desta terça-feira, à 1h38 min, quase três dias após a chegada do primeiro iate, que, recorde-se, foi a embarcação Tales II da dupla “cantábrica” (Santander, Espanha) Pablo Santurdedel Arco e Gonzalo Botin.
Do último lote de velejadores a arribar aos Açores, destaque para a 12ª posição da representação nipónica HiroshiKitada / ShotaShiga, a bordo do Kiho, e também para o 16º lugar, da equipa mais descontraída de toda a frota, os finalendeses Ari Kansakoski e Jan Paukkunen, do iate Fuji.
Assim, estão já na Marina da Horta todas as 18 embarcações que participam na primeira etapa da 6ª edição da Les Sables > Horta >Les Sables, que está a envolver um total de 45 velejadores de oito nacionalidades diferentes.
Destaque para a situação inédita, nos últimos dez anos desde que há regatas internacionais de alta competição para a Horta, de não ter chegado qualquer iate durante a primeira noite de receção à frota, o que beneficiou o trabalho dos voluntários locais, dos jornalistas e sobretudo dos fotógrafos, que preferem sempre cenários de sol, céu limpo e dos contornos das ilhas do Faial e do Pico perfeitamente visíveis.
A Les Sables / Horta / Les Sables é uma competição destinada, em primeira linha, a velejadores profissionais, que se desenvolve com periodicidade bienal, entre França e os Açores desde 2009 e que na edição presente congrega a segunda maior frota de embarcações inscritas, com dezanove iates e um total de oito nacionalidades representadas: França, Reino Unido, Finlândia, Alemanha, Itália, Espanha, Omã e Japão.
Esta competição largou no passado dia 2 de julho, de Sables d’Olonne, na costa oeste francesa, uma cidade mundialmente conhecida por ser palco, de quatro em quatro anos, da famosa VendéeGlobe, a mais exigente regata offshore a nível mundial, estando a partida de regresso a Sables d’Olonne, aprazada para hoje, 14 de julho.
A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) promoveu, no final da tarde da passada segunda-feira, 10 de julho, o Dabney Day, uma reconstituição histórica das vivências de jardim na mítica Cedars House, que atualmente funciona como residência oficial da Senhora Presidente da ALRAA.
O Dabney Day, aberto a toda a comunidade, decorreu nos jardins da CedarsHouse, onde os visitantes puderam integrar as visitas guiadas aos jardins da residência, com diversas encenações e reproduções históricas da vivência palaciana do século XIX ao ar livre: sete quadros vivos, com encenação de Aline Despres e Anabela Morais, guiados por Vítor Rui Dores, e que contou com a participação de dezenas de figurantes vestidos a rigor para a época.
Durante as visitas foi possível admirar uma lição de piano, as hortícolas e a botânica dos jardins, o lazer dos adultos e a educação das crianças e ainda conhecer as três gerações dos Cônsules dos EUA nos Açores (John Bass Dabney, Charles William Dabney e a Samuel Willys Dabney).
O evento enquadra-se no projeto Parlamento Presente, com o intuito de aproximar o Parlamento e os cidadãos, contando com a colaboração da Associação Música Vadia e a parceria de várias entidades detentoras e proprietárias do legado da família Dabney com o objetivo de criar sinergias culturais para divulgar a história e o património imóvel da nossa cidade, tais como o Parque Natural do Faial, a ALRAA, a CMH, António Mota - presidente da Mota-Engil, o Castelinho, a Casa do Povo do Capelo, a Portos dos Açores, S.A., a Alfândega da Horta e a empresa Oceanic e SGPS, S.A.
Neste dia foi ainda lançado o Roteiro dos Dabney, que conta com o alto contributo de Hester Anna Howland e Judith Forbes Howland, netas de Rose Dabney Forbes (filha de Samuel W. Dabney) e que pretende divulgar a história da Família Dabney, assim como transportar-nos para uma época de desenvolvimento económico e social da ilha do Faial e dos Açores durante os 86 anos em que a família cá residiu. O evento Dabney Day foi uma das várias iniciativas que se irão desenvolver neste âmbito, a que se irão juntar também o lançamento de um álbum fotográfico e um teatro itinerante para os alunos do 1º ciclo.
O jornalista Carlos Tomé apresentou na cidade da Horta o seu mais recente livro intitulado “Um Perigoso Leitor de Jornais”. Este romance,ocorrido antes do eclodir da Segunda Guerra Mundial, retrata a vida de um carteiro ávido de conhecimento, incansável
consumidor de tudo quanto se
publicava na imprensa, e de ter sido preso e degredado sem nunca ter feito mais do que ler jornais. Autor do livro de contos “A Noite dos Prodígios e outras histórias”, em 2002, e do romance “Morreremos Amanhã”, em 2006, esta obra marca o reencontro de Carlos Tomé
com a escrita.
Decorreu no dia 12 de julho, na Casa Manuel de Arriaga, o lançamento do livro de Carlos Tomé “Um “Perigoso Leitor de Jornais”, com a chancela da Artes e Letras.
A obra romanceia um acontecimento que abalou Ponta Delgada, num tempo de grande complexidade política e social como foi aquele que precedeu o eclodir da Segunda Guerra Mundial, e em que a vida de um pacato carteiro começou a mudar num dia frio e chuvoso de 1937 no exato momento em que notou algo de estranho na correspondência que entregava numa casa da Rua d´Água, em Ponta Delgada.
Nos três anos seguintes, o carteiro acabou por ver-se progressivamente envolvido por uma teia de acontecimentos tecida quer pelo desenrolar desse incidente, quer pela sua insaciável curiosidade em saber o que o rodeava, na ilha, no país e no mundo.
Esse é o pano de fundo do mais recente livro de Carlos Tomé, neto do carteiro à volta do qual o escritor romanceia um acontecimento que abalou Ponta Delgada, mas a que os jornais locais não dedicaram uma linha sequer, amordaçados que estavam pela censura do Estado Novo salazarista.
“Um Perigoso Leitor de Jornais” é o título do romance, numa alusão irónica ao facto de a principal personagem, o carteiro sempre ávido de conhecimento e, por isso, incansável consumidor de tudo quanto se publicava na imprensa, ter sido preso e degredado sem nunca ter feito mais do que, exatamente, ler jornais.
Depois do livro de contos “A Noite dos Prodígios e outras histórias”, em 2002, e do romance “Morreremos Amanhã”, em 2006, esta obra marca o reencontro de Carlos Tomé com a escrita.
O escritor nasceu em Ponta Delgada, em 26 de outubro de 1951, tendo iniciado a sua carreira profissional de jornalista em 1969, no jornal “Diário dos Açores”, transitando, em 1976, para a RTP-Açores, que abandonou em 2007, após ter sido Chefe de Serviço Adjunto de Programas e Diretor de Informação. Foi Chefe de Redação do semanário “Jornal de Ponta Delgada” e repórter-correspondente nos Açores dos jornais “A Capital” e “Expresso”.
Foi dirigente nacional do Sindicato dos Jornalistas e assessor para a Comunicação Social do Presidente do Governo dos Açores, Carlos César, entre 2007 e 2012, e do Vice-Presidente, Sérgio Ávila, entre 2012 e 2016. Ganhou, em 1989, a primeira edição do “Prémio Açores”, com A Geração Esquecida, uma grande reportagem sobre a importância dos açorianos no povoamento do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, tornando-se, desde essa data, admirador confesso da História, das gentes e da cultura do estado gaúcho.
Foi ainda agraciado, em 2011, com a Medalha da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e é Cidadão Honorário de Porto Alegre desde 4 de agosto de 2011. Publicou, em 2002, “A Noite dos Prodígios e outras histórias” (livro de contos, editora Salamandra) e, em 2007, “Morreremos Amanhã” (um romance que tem como pano de fundo a guerra colonial portuguesa, editora Artes e Letras). Participou, em 2007, na antologia “Contos de Algibeira” (editora Casa Verde, Porto Alegre, Brasil) e, em 2008, na coletânea “MAGMA”.