A igreja do Salão é uma das 13 paróquias da ouvidoria da Horta e foi uma das quatro igrejas totalmente danificada pelo sismo de 9 de julho de 1998 que abalou o Faial.
As freguesias dos Flamengos, Pedro Miguel, Ribeirinha e Salão viram os seus templos religiosos completamente destruídos por aquele abalo. Passados que estão cerca de 19 anos, Flamengos já tem a sua igreja reconstruída, sendo que agora é a vez da freguesia do Salão iniciar a construção da sua igreja.
A reconstrução destas igrejas só é possível devido a um contrato programa assinado entre o Governo Regional dos Açores e a Diocese de Angra, que estabelece o apoio de 8,6 milhões de euros para a conclusão da reconstrução das igrejas afetadas pelo sismo de 1998.
O apoio público corresponde aos encargos a assumir com empréstimos bancários, até ao limite de 8,65 milhões de euros, pelo prazo máximo de 20 anos, com um período de carência de 18 meses.
O contrato prevê que as igrejas dos Flamengos, Pedro Miguel, Salão e Ribeirinha, possam contrair um empréstimo junto da banca, no qual o Governo Regional é responsável por 75% do capital e 100% dos juros nos primeiros dois terços do tempo do empréstimo.
A priorização das reconstruções obedeceu a vários critérios discutidos e aprovados no Conselho Pastoral de Ilha, e as suas decisões foram “ratificadas” pelo Bispo de Angra.
A Diocese de Angra é ainda responsável por apresentar, em agosto de cada ano, o plano de pagamento do ano económico seguinte, de modo a que o Plano Regional Anual tenha a dotação financeira correspondente, comprometendo-se ainda a executar as obras de acordo com os projetos aprovados e segundo as orientações da Direção Regional da Cultura que acompanhará os trabalhos.
O dia 2 de fevereiro foi um dia marcante para a história da freguesia, com o lançamento da primeira pedra da igreja do Salão.
A construção da nova igreja do Salão, freguesia que tem como padroeira Nossa Senhora do Socorro, deverá arrancar até ao final do primeiro trimestre do ano. A obra da nova igreja, que se situará mais no centro da freguesia, junto à estrada regional, seguirá os mesmos trâmites da obra da Igreja dos Flamengos e está orçada em 1 milhão e 900 mil euros, sem IVA.
Foram consultadas empresas regionais, com garantias de estabilidade e de cumprimento de prazos e escolheu-se a melhor proposta, sendo que a obra ficou a cargo da empresa Marques,SA.
O projecto é da autoria do arquitecto continental Luís Jorge Santos, que o apresentou como uma “construção fora do comum” no que concerne aos templos religiosos, salientando, que é um projeto que pretende “praticar a igualdade de circunstâncias, sendo que todos estão à mesma distância do Padre” na plateia, que será em formato de meia-lua, em vez da usual disposição dos bancos.
A paróquia do Salão tem fundos próprios para pagar grande parte da obra, dinheiro que resulta de eventos que foram promovidos para angariação de fundos, quer pelos residentes, quer pelos emigrantes que tiveram também parte importante com uma festa realizada na Califórnia que permitiu juntar alguma verba significativa, a que se juntou depois um donativo em herança de um emigrante nos Estados Unidos da América. De destacar o esforço da Câmara Municipal da Horta na limpeza inicial do terreno onde agora será implantada a igreja, bem como os apoios ao nível dos processos de licenciamento.
O presidente da Junta de Freguesia do Salão, Luís Rodrigues, elogiou o esforço de todas as pessoas que “arregaçaram as mangas e começaram a pensar em angariar fundos, em obras, em eventos, sempre na tentativa de arranjar dinheiro, na esperança de ver a igreja construída”. Em declarações aos jornalistas o autarca revelou ainda “que a comunidade paroquial do Salão terá de desembolsar mais de 400 mil euros para garantir a sua quota-parte do investimento na construção do novo templo”, no entanto espera que não seja necessário recorrer à banca.
Depois dos Flamengos e do Salão, ficam por reconstruir ainda duas igrejas: Ribeirinha e Pedro Miguel.
Estas comunidades paroquiais há cerca de 19 anos que esperam por um novo lugar de culto e agora começam, finalmente, por ver todo o seu esforço recompensado.
Na terceira jornada do torneio de King 2017, que decorreu no passado dia 31 de janeiro, Eugénio Botelho dominou por completo o encontro e ascendeu ao primeiro lugar da classificação geral.
Desde a primeira jornada que o jogador vem subindo na tabela e neste encontro terminou em primeiro com 17,5 pontos no total de mesa, empurrando para segundo Nelson Pimentel, que não foi além da sexta posição, com 13,1 pontos no total de mesa.
Luís Cardoso ocupou a segunda posição e Paulo Peixoto fechou o pódio desta partida, que contou com 17 participantes.
Nesta terceira jornada António Sousa, foi o quarto classificado e Mário Serpa baixou para quinto.
Para a quarta jornada que decorre no próximo dia 7 de fevereiro, no Grémio Artista Faialense, Eugénio Botelho segue na frente, seguido de perto por Nelson Pimentel. Luís Cardoso, ocupa agora a terceira posição, enquanto Domenico Bettani e Ivan Leitão, ocupam o quarto e o quinto lugar respetivamente, separados por uma diferença mínima.
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A Vice-presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Graça Silveira, diz que “está atenta ao cumprimento da palavra dada pelo Governo Regional” relativamente à abertura de uma nova fase de candidaturas às medidas agroambientais para a agricultura, considerando “dramático” para ilhas como Pico, São Jorge, Flores ou Santa Maria a não disponibilização futura deste tipo de apoio comunitário.
Após reunir com a direção da Associação de Jovens Agricultores Picoenses, no âmbito das Jornadas Parlamentares dos populares, que se realizam na ilha do Pico, Graça Silveira achou “estranha” esta tentativa do Governo socialista de não abrir mais fases de candidatura às medidas agroambientais e frisou também “não perceber” como é que o executivo vai conseguir arranjar o dinheiro para as pagar.
“Uma preocupação dos agricultores das ilhas mais pequenas são as medidas agroambientais. Há duas semanas, o Governo disse que não abria mais estas medidas em 2017. Depois, perante uma grande contestação do setor, o Governo acabou por recuar nesta decisão e disse que ia tentar arranjar verbas a
de outras medidas que não tivessem uma taxa de execução a 100%, mas, não percebemos onde é que se podem ir buscar estas verbas, até porque todas as outras medidas estão com taxas de execução acima dos 80 ou 90%. A realidade é que não há dinheiro, para além de que todo este processo demora imenso tempo até chegar a Bruxelas e conseguir uma autorização comunitária e as candidaturas a este apoio começam já na próxima semana”, denunciou.
Neste sentido, salientou, “obviamente que o CDS está atento ao cumprimento da palavra que o Governo deu relativamente à abertura das candidaturas a estes apoios, para ver se as ilhas mais pequenas vão ou não ficar prejudicadas com esta indefinição do Governo Regional”.
Outras matérias que preocupam os agricultores, especialmente no Pico, onde existe a maior percentagem de produtores de carne IGP (Indicação Geográfica Protegida) prendem-se com a valorização do produto, nomeadamente através da melhoria da rede de frio e congelação existente na ilha e com a rede de transportes. Os Deputados do CDS-PP assumiram o compromisso de defender “um investimento rápido e eficaz na construção de uma boa rede de frio e congelação na ilha”, de modo “a que os produtores possam abater os animais e conservar a carne quando for melhor para eles e não quando o mercado precisar”, bem como, lembraram, que “há muito que defendem a alteração do atual modelo de transporte marítimo de carga entre os Açores e o Continente”, como forma de “permitir aos nossos produtores que possam exportar os seus produtores com mais valias e a melhores preços”. Graça Silveira acentuou ainda que o CDS continua a defender, “porque faz falta”, a aquisição de um avião mini cargueiro para facilitar a exportação e as trocas comerciais entre as ilhas, mas principalmente entre os Açores e o exterior da Região.
Foram assinados na manhã de segunda feira, nos Paços do Município, protocolos de cooperação com as escolas do Faial para a organização do desfile de Carnaval dos estabelecimentos de ensino do concelho.
O desfile está agendado para o próximo dia 23 de Fevereiro e são esperadas mais de 1700 crianças nas ruas da cidade a partir das 10h30.
Na ocasião José Leonardo Silva, presidente da Câmara Municipal da Horta frisou que “sem as sinergias com as nossas instituições não é possível promover um evento deste tipo.”
O tema do desfile deste ano está relacionado com os Territórios Sustentáveis, tema que tem sido debatido e discutido por todo o mundo.
A garantia foi deixada pela delegada de saúde pública da ilha do Faial, Paula Bettencourt. A médica confirmou ao Tribuna das Ilhas que “realmente houve, um caso mas já está controlado”.
“Existiu um caso explícito no Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) da Santa Casa da Misericórdia. Já me pus em contacto com médico responsável pela Santa Casa, que garantiu que neste momento está tudo controlado”, esclareceu Paula Bettencourt.
Segundo a médica a escabiose foi detetada, no outro fim de semana, na instituição e foram logo tomadas todas as “medidas de forma a que não tomasse proporções maiores”, disse.
“Todas as pessoas em que foi diagnosticada a escabiose já efetuaram a primeira toma de medicação e repetiram o tratamento passado uma semana como forma de prevenção”, revelou a delegada acrescentando que “inclusive algumas assistentes operacionais também fizeram o tratamento e teve-se o cuidado de que os assistentes que trabalham quer no CAO quer no Lar, também fizessem o tratamentopara não haver possíveis contágios”, frisou.
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Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial
Em declarações aos jornalistas, após o encontro que decorreu na manhã da passada sexta feira, dia 3 de fevereiro, Carlos Ferreira, explicou que esta a reunião se enquadra“num conjunto de diligências”iniciadas em novembro, “relativas ao procedimento da segunda fase de reordenamento do Porto da Horta”.
A este respeito o deputado justificou que apesar de todas “as diligências realizadas”, as “dúvidas” em relação ao projeto “não diminuíram”, e até pelo contrário, “aumentaram significativamente as nossas preocupações”, daí a necessidade de“chamar à Comissão Parlamentar competente”, Vítor Fraga para prestar “os esclarecimentos que se impõem sobre o projeto”, sustentou.
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Já há alguns dias que a rua por detrás do Cemitério do Carmo (Rua Manuel Joaquim Dias), está condicionada.
Um problema com um aqueduto obrigou a CMH a uma intervenção que, com o mau tempo que se verificou a seguir, fez com que ocorresse uma deslocação de areias e consequente abatimento da estrada.
A irregularidade do piso tem provocado desagrado por parte da população. Tribuna das Ilhas conversou com o vice-presidente da autarquia no sentido de saber o que estava planeado acontecer naquela artéria citadina. Luís Botelho adiantou-nos que neste momento a CMH está a aguardar disponibilidade por parte da Tecnovia para corrigir as irregularidades da estrada.
A Associação Cultural Fazendo está a preparar uma sessão em memória de João Carlos Fraga, que acontecerá na próxima sexta-feira dia 10, na Fábrica da Baleia de Porto Pim às 18h.
Este evento pretende relembrar e prestar calorosa homenagem a um amigo que nos deixou há poucas semanas. Desde a vela, ao surf, à literatura e às ciências naturais, João Carlos Fraga cultivou variados interesses e actividades, contribuindo abertamente para a nossa realidade cultural. Estão convidados para a sessão todos os familiares e amigos, mas também os curiosos pela história local ou por qualquer um destes temas.
Através de testemunhos, dos seus livros, das fotografias e filmes recordamos um homem que aprofundou muitas e estreitas relações com a sociedade e o mundo em que viveu.
O músico Alexandre Gualdino e os ritmos mornos de cabo-verde trarão ao encontro o mesmo reconforto que nos trazem as boas memórias.
De acordo com o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) e segundo o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), foi registado às 08H45 de hoje um evento com magnitude 3,1 na escala de Richter e epicentro a cerca de 38 quilómetros a oeste/noroeste do Capelo, na ilha do Faial.
De acordo com a informação disponível até ao momento, o sismo foi sentido com intensidade máxima II/III na escala de Mercalli Modificada no Capelo e no Castelo Branco, concelho da Horta.
Como decidiu enveredar pela vida política?
Em primeiro lugar, não acredito numa vida política. Está-se na política, mas não se é político. Deve-se ser sempre outra coisa qualquer. Ter uma profissão, um talento, uma experiência, um contributo, algo que possa enriquecer os nossos pares e que possa ser potenciado e devolvido à população que nos escolhe para um serviço que deve sempre ser encarado como temporário.
No meu caso, despertei cedo para as "coisas da política" por culpa do meu pai, que, ao nível do poder local, esteve envolvido em alguns projectos que me contagiaram e lançaram a semente. Depois, entendi que devia estar disponível para a comunidade onde vivo, dando o meu contributo através do partido político com cuja ideologia melhor me identifico.
Quando acabar este percurso público, voltarei à Medicina Veterinária e à clínica de bovinos de leite, à minha profissão que me deu todas as oportunidades e abriu portas, e onde me sinto muito bem e julgo ser competente.
Quais são os objetivos que traçou para esta legislatura?
Os objectivos são os mesmos da legislatura anterior: dar o meu melhor no mandato que o povo decidiu que eu deveria ter, que é o de fazer oposição. Acredito que essa boa oposição se faz em primeiro lugar pela apresentação de alternativas, mas também pela denúncia das irregularidades e dos problemas, bem como pela fiscalização da governação. Tudo isso deve ser feito sem medo, com convicções fortes e trabalhando muito.
Que análise faz aos Açores?
Continuo a acreditar que os Açores são o melhor lugar do mundo. Estão cheios de problemas, é certo, mas são um lugar muito especial. No entanto, acho que é mais do que tempo de mudar a forma como se interpretam e se abordam as dificuldades de cada uma das 9 ilhas e também do todo da Região. Há que encontrar um novo modelo de desenvolvimento baseado, em primeiro lugar, na criação de riqueza, para depois se poder redistribuir de acordo com as necessidades do todo e das 9 parcelas e da cada um dos seus habitantes. A Região nunca conseguiu juntar à Autonomia Administrativa, uma "Autonomia Financeira" que liberte as ilhas e a população dos vícios da subsidiação e da dependência, do exterior ou dos "governos". Ou seja, gostava que deixássemos de ter uns Açores que "precisam" e passássemos a ser uns Açores que "criam e têm".
As sessões plenárias são o auge de todo um trabalho diário desenvolvido ao longo do mês. Como as encara?
Encaro-as com um grande sentido de responsabilidade e de dever, tendo em conta que é nelas que o debate e o confronto de ideias, e propostas, se jogam ao serviço da população. Entendo que se devia rever o Regimento de modo a adequar os trabalhos às realidades e necessidades de hoje. Há um conjunto de matérias que podem e devem ser tratadas em comissão, valorizando ainda mais o trabalho dos deputados nas comissões parlamentares; de modo a que os tempos do Plenário possam ser ainda melhor aproveitados para o tratamento de mais assuntos, nomeadamente as questões "de ilha", que demasiadas vezes são "abafadas" pelos temas de âmbito regional. A forma como decorrem os debates, tal como os tempos dos mesmos, também deve ser revista, de modo a valorizar o trabalho, evitando os "fait-divers" e algumas quezílias que, apesar de serem normais em todos os parlamentos, não deixam de ser de evitar.
O que gostava de ver acontecer nestes quatro anos?
Gostava que se desse um grande salto em termos do desenvolvimento da nossa Região. Que houvesse mais e melhor emprego, mais riqueza e menos dificuldades para as pessoas. Sei que isto é quase uma "verdade de La Palice", mas é este o espírito que deve sempre nortear, no meu entender, o trabalho de um deputado. Se assim não for, não estaria a fazer nada no Parlamento.
Curiosidades
NOME: Luís Rendeiro
Idade: 39 anos;
Naturalidade: Angra do Heroísmo (Freguesia de Nossa Senhora da Conceição);
Estado civil: casado
Filhos: 2 filhos (Ana Isabel, de 4 anos de idade e Álvaro José, de 19 meses);
Formação académica: Licenciatura em Medicina Veterinária;
O que faz nos tempos livres? Os meus hobbies são o Judo, os passeios de todo-o-terreno em moto, as caminhadas em trilhos pedestres, os banhos de mar, a pesca submarina e os cães (tenho 4 Leões da Rodésia);