O Comissariado dos Açores para a Infância promoveu a terceira e última edição da ação de formação “Crianças Vítimas de Abusos: A Intervenção em Saúde” dirigida aos profissionais de saúde que exercem funções em entidades com competência em matéria de infância e juventude.
A formação contou com a presença de 76 profissionais de saúde do Faial e do Pico e incidiu sobre a detenção precoce, o encaminhamento adequado e uma intervenção atempada das crianças vítimas de maus tratos.
Na passada semana, o Comissaria-do dos Açores para a Infância, promoveu, no Hospital da Horta, a última edição da ação de formação “Crianças Vítimas de Abusos: A Intervenção em Saúde” que vem qualificar os profissionais de saúde para uma melhor deteção e intervenção em situações de crianças e jovens vítimas de maus tratos.
“Estas sessões têm-nos permitido cumprir o nosso objetivo, não apenas de sensibilizar todos os profissionais para a questão dos direitos da criança, mas também de qualificar a intervenção dos profissionais de saúde nas diversas portas de entrada do sistema, observadores que são privilegiados de eventuais situações de perigo vivenciadas pelas nossas crianças”, sublinhou Isabel Rodrigues, Presidente do Comissariado, na sessão de abertura da formação.
Além da vertente diagnóstica, os 76 profissionais de saúde das ilhas do Faial e Pico, receberam formação sobre o enquadramento jurídico, em particular sobre situações sejam por eles identificadas e que possam corresponder à prática de crimes contra as crianças ou jovens observados ou acompanhados nos serviços de saúde da região.
Para Isabel Rodrigues “é muito importante que os profissionais que interagem ou que observam uma criança estejam preparados para atuar no sentido daquilo que nós consideramos serem três objetivos fundamentais da nossa ação: a detenção precoce, o encaminhamento adequado e uma intervenção atempada”.
Neste sentido, a representante do Comissariado realçou que as sessões que têm sido realizadas “enquadram-se na nossa responsabilidade de fomentar a sensibilização, a informação e formação sobre os direitos, necessidades e interesses da criança e por essa via também contribuir para a melhoria do funcionamento de todas as entidades do sistema de promoção e proteção”.
A finalizar a sua intervenção, Isabel Rodrigues lembrou que “se estivermos atentos e soubermos o que temos de fazer e como o fazer, a nossa ação pode ser determinante do futuro das crianças e dos jovens que se cruzam connosco”.
Presente esteve também, a Secretária Regional da Solidariedade Social, que começou por afirmar que “é sempre com enorme satisfação que vemos a vontade que as pessoas têm de se sentir melhor preparadas para o exercício das suas funções”, porque “para trabalhar com crianças e jovens, não chega a boa vontade”, defendendo que “a inabilidade ou mesmo o amadorismo são altamente penalizadores do desenvolvimento das crianças”.
Andreia Cardoso salientou ainda que são quase 300 os profissionais de saúde que após participarem nas três edições desta ação de formação, no Faial, Terceira e São Miguel, “estão melhor preparados, quer no domínio da deteção e do encaminhamento, quer no domínio da intervenção”.
Estes referidos profissionais de saúde são todos aqueles que exercem funções em entidades com competência em matéria de infância e juventude, na área da saúde, envolvidos nos cuidados e acompanhamento a crianças e jovens, nomeadamente médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas e outros profissionais daquelas equipas.
A governante aproveitou a ocasião para anunciar que o Comissariado vai avançar já no mês de novembro com uma formação dirigida a profissionais da área da Educação. “Entendemos que só assim vamos completando o leque das entidades ou dos profissionais que entendemos que exercem a sua profissão em áreas que são determinantes ao desenvolvimento das crianças”, disse.
Deste modo, Andreia Cardoso afirmou que estas ações vêm dar resposta à necessidade de formação e qualificação dos profissionais açorianos.
Foram formadores nesta ação, Teresa Magalhães, médica especialista em medicina legal e professora na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e no Instituto Universitário de Ciências da Saúde da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário, e Jorge Duarte, procurador da República na área jurídica.
No âmbito das comemorações do Mês de Outubro – Mês Rosa, o Hospital da Horta está a promover um conjunto de iniciativas que têm como principal objetivo chamar a atenção para a prevenção do cancro da mama.
A iniciativa resulta de uma parceria com o Movimento Viver e Vencer da Liga Portuguesa Contra o Cancro e envolve o Serviço de Hemato-oncologia, a Consulta de Enfermagem da Mama, a Consulta de Senologia e a Comissão de Humanização do Hospital.
No âmbito das comemorações do Mês Rosa, Mês de Outubro, dedicado à sensibilização e prevenção do cancro de mama, o Hospital da Horta está a promover um conjunto de atividades destinadas à sensibilização.
As iniciativas arrancaram na passada sexta-feira, 19 de outubro, no átrio principal do Hospital com uma campanha de sensibilização para a problemática que consistiu na colocação de um placard com informação que privilegia sobretudo a prevenção.
Em simultâneo, foi organizado um mercadinho cujas verbas servirão para a aquisição de produtos que depois serão disponibilizados às pessoas que têm cancro da mama.
Ainda integrado nestas celebrações do Mês de Outubro – Mês Rosa, o Hospital da Horta tem previsto a realização de mais dois projetos, nomeadamente a recolha de lenços que depois serão entregues a quem necessitar e, uma outra relacionada com uma iniciativa de voluntárias, que inspiradas no projeto nacional Sewing Love, costuraram Almofadas de Coração que se destinam também a mulheres com cancro da mama e que passaram por uma cirurgia.
De salientar ainda, que no início deste mês de outubro, o Hospital da Horta realizou um rastreio à população que teve por objetivo alertar para a necessidade de prevenir e detetar precocemente o cancro da mama.
De acordo com informação disponibilizada pelo gabinete de Comunicação desta unidade hospitalar, “com estas iniciativas, o Hospital da Horta pretende alertar as pessoas para estas situações, aumentar o seu conhecimento sobre as problemáticas e contribuir para que depois de diagnosticado um cancro de mama os utentes sejam acompanhados com conforto e qualidade”.
A realização destas iniciativas, resultam de uma parceria com o Movimento Viver e Vencer da Liga Portuguesa Contra o Cancro e envolveu o Serviço de Hemato-oncologia, a Consulta de Enfermagem da Mama, a Consulta de Senologia e a Comissão de Humanização do Hospital.
O movimento de Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controlo do cancro da mama.
A data é celebrada anualmente, um pouco por todo o mundo com o objetivo de promover a consciencialização sobre a doença, partilhar informações sobre o cancro de mama e sensibilizar a população para a temática da prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama.
O Mês de Outubro é assinalado por duas efemérides: a 15 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Saúde da Mama e a 30 de outubro o Dia Nacional de Luta Contra o Cancro da Mama.
Já estão abertas as inscrições para a edição de 2018 da Missão Continente.
Podem concorrer entidades nacionais sem fins lucrativos, privadas ou públicas, cujos projetos se foquem em alimentação saudável, desperdício alimentar e inclusão social.
Já se encontra aberto o prazo de inscrição dos projetos para o Donativo Missão Continente 2018, que termina a 30 de novembro, de acordo com a nota de divulgação da iniciativa enviada às redações.
Segundo a mesma fonte, podem inscrever-se todas as entidades nacionais sem fins lucrativos, privadas ou públicas, cujos projetos se foquem num ou mais dos três temas abrangentes relacionados com o tema da alimentação: alimentação saudável, desperdício alimentar e inclusão social.
Na última edição desta iniciativa de cariz social, a Missão Continente distribuiu 330 mil euros por 22 projetos vencedores, escolhidos entre 333 candidaturas.
O júri será composto pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, a Asso-ciação Portuguesa para o Desenvol-vimento Hospitalar, a Direção-Geral da Saúde e o Continente para uma avaliação global dos projetos e contará, também, com entidades especialistas como o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o GRACE - Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial para a avaliação dos projetos respeitantes às áreas da alimentação saudável, do desperdício alimentar e da inclusão social.
Os projetos serão avaliados de acordo com a relevância, coerência e sustentabilidade do projeto, bem como a adequação ao público-alvo e respetivas estratégias de avaliação de resultados do mesmo. A avaliação resultará de uma ponderação entre 90% da avaliação do júri e 10% da votação do público online no site e os vencedores serão anunciados em março de 2019 e o respetivo donativo entregue às instituições até julho do mesmo ano.
O valor do apoio será angariado através da venda dos presentes solidários da Missão Continente disponíveis em todas as lojas Continente a partir de novembro.
Os trabalhadores da Administração Pública a nível nacional estão hoje, 26 de outubro, a exercer o seu direito à greve tendo como principal objetivo exigir a consagração no Orçamento de Estado para 2019 o aumento dos salários e das pensões em 4%.
Neste sentido, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA) realizou na passada quarta-feira uma conferência de imprensa para dar voz aos trabalhadores e defendê-los.
Aproveitando o momento, o sindicato tornou público o seu parecer sobre a proposta de Decreto Legislativo Regional (DLR) que regula a extinção da SPRHI, S.A e da SATA, SGPS, S.A.
Na passada quarta-feira, o STFPSSRA explicou, em conferência de imprensa, os motivos que levam os trabalhadores da Administração Pública a nível nacional a exercerem o seu direito à greve no dia de hoje.
“O STFPSSRA salienta que os trabalhadores da Administração Pública foram fustigados durante anos com severos ataques aos seus direitos, tendo sido através da sua luta que abriram caminho a um processo de reposição de direitos e rendimentos”, afirmou João Decq Motta, coordenador do Sindicato no Faial.
O sindicalista lembrou que os salários no sector estão congelados desde 2009 e que, desde então, aumentaram os descontos para a ADSE, para o IRS e que o custo de vida aumentou no último ano.
Neste sentido, o sindicato defende que se deve “romper com a política de congelamento salarial inscrita no “Plano Nacional de Reformas e no “Plano de Estabilidade para 2018-2022” onde está prevista “a redução das despesas com pessoal, que deverão diminuir cerca de 10% do Produto Interno Bruto, em 2022”.
Posto isto, o STFPSSRA referiu que existe um “vasto conjunto de problemas” ainda por resolver, nomeadamente, a desvalorização das carreiras e o facto de estas continuarem bloqueadas, a precariedade de trabalho, a suspensão do pagamento das indeminizações por acidente e/ou doença profissional e a não aplicação do horário semanal de 35 horas a centenas de trabalhadores.
Assim, o Sindicato apelou a todos os trabalhadores da Administração Pú-blica que se juntem à greve pelo aumento dos salários, pela valorização das carreiras, pela idade da reforma, pela melhoria dos serviços públicos, pelo aumento imediato da renumeração complementar na Região Autóno-ma dos Açores e contra a precariedade.
“As nossas reivindicações são justas e, por isso, reafirmamos a nossa inteira disponibilidade para lutar pelos nossos objetivos que são também na defesa dos direitos de todos os cidadãos”, frisou o coordenador.
Relativamente à proposta de DLR que regula a extinção da SPRHI, S.A e da SATA, SGPS, S.A, o STFPSSRA alertou que o “Governo Regional não deu cumprimento às normas legais e constitucionais em matérias de audição, participação e negociação coletiva, aquando da elaboração da referida proposta de diploma”, pelo facto de a Comissão de Política Geral ter elaborado e encerrado os trabalhos do relatório e parecer sobre a proposta antes de decorrido o prazo de parecer público.
No entender do Sindicato, a referida proposta “não tem em conta os direitos dos trabalhadores”, no que diz respeito à “manutenção a remuneração auferida pelos trabalhadores aquando da futura integração na Administração Regional, à data de abertura do procedimento concursal, à natureza e número de vagas a colocar a concurso e à contabilização de todo o tempo de serviço prestados pelos trabalhadores.
João Decq Motta avançou que o STFPSSRA considera que se as suas propostas de alteração não forem tidas em conta, “serão criadas desigualdades” salariais, da contagem do tempo de serviço e de avaliação entre os trabalhadores que vierem a ser integrados na Administração Pública e os atuais funcionários.
Para o Sindicato “o diploma em nada garante a integração atempada dos trabalhadores” por não estipular de forma clara o prazo para a abertura do concurso, o número de vagas a colocadas a concurso, nem a sua natureza.
Em conferência de imprensa, a Comissão Política do Partido Social Democrata (PSD) do Faial fez um balanço do trabalho realizado no primeiro ano de mandato na Câmara Municipal da Horta (CMH) e na Assembleia Municipal da Horta (AMH).
Os sociais democratas destacaram a importância dos valores democráticos, da equidade e da justiça que as juntas de freguesia, os membros da assembleia municipal e da vereação devem respeitar ao exercer as suas funções.
A Comissão Política do PSD/Faial, realizou, na passada quarta-feira, uma conferência de imprensa onde fez um balanço do primeiro ano de mandato, apresentando de uma forma muito resumida o trabalho realizado.
A abrir a sessão, Estevão Gomes salientou dois aspetos nos quais a Comissão Política tem insistido com os seus autarcas eleitos, sendo o primeiro “incentivar as juntas de freguesia, os membros da assembleia municipal e da vereação a exercer o seu cargo com respeito pelos valores democráticos e que façam uma gestão criteriosa, séria, equitativa e justa nos seus planos e nos seus orçamentos e nas ideias que apresentam”.
“Em segundo lugar, colocar os interesses do Faial, dos faialenses e das suas instituições acima de tudo e em primeiro lugar sempre”, afirmou o presidente da Comissão Política.
Teve depois a palavra o vereador municipal Carlos Ferreira que fez referência às propostas apresentadas pelos vereadores do PSD ao Executivo.
“Na vereação apresentámos uma proposta de estabelecimento de critérios para os acordos de colaboração e contratos interadministrativos de delegação de competências da Câmara Municipal (CM) com as juntas de freguesia”, lembrou o social-democrata, explicando que “a proposta teve por objetivo incutir maior justiça e maior transparência nas verbas transferidas pelo município para as juntas de freguesia, no sentido de compensar essas mesmas juntas pela realização de tarefas da competência do Município”.
Foram também apresentados votos de recomendação, “para o estabelecimento de uma estratégia municipal para a desratização”, para “se combater a nível municipal este verdadeiro problema de saúde pública”, que incluiu “a alteração e a alternância dos princípios ativos utilizados no rodenticida” e a aquisição de estações rateiras. Esta recomendação previa ainda que as ações desenvolvidas fossem executadas de forma articulada entre a CMH, as juntas de freguesia e o Governo Regional, salientou Carlos
A terminar a sua intervenção, Carlos Ferreira sublinhou que “em termos negativos da apreciação daquilo que são as reuniões do executivo”, o PSD/Faial continua a “discordar frontalmente do esvaziamento das reuniões de Câmara a que se assistiu ao longo dos últimos anos” que “não serve os interesses da democracia, não serve os interesses do concelho”, porque acreditam que “quanto maior for a participação democrática, quer do executivo que tem responsabilidade gerir a CM, quer dos vereadores da oposição, melhores serão as soluções para o concelho e para todos os faialenses”, defendeu.
Por sua vez, José Manuel Souto Gonçalves, Representante do Grupo Municipal, afirmou que o facto de o poder da maioria da AMH ser da oposição constitui um desafio para os deputados municipais, incluindo os presidentes das juntas de freguesia.
Deste modo, o deputado salientou que o trabalho da oposição ao longo deste ano “foi no sentido de dar a melhor resposta perante este desafio”.
De seguida, deu alguns exemplos dos feitos alcançados. “Levamos a AMH a tomar algumas posições com alguma força sobre temas que são fundamentais para o nosso desenvolvimento, como é o caso do porto, do aeroporto, o caso das acessibilidades em geral e particularmente relacionado com a SATA”.
“Também tomámos algumas posições protestando contra o facto do Governo Regional não responder às perguntas da AMH”, continuou, lembrando o momento em que a AMH fez com que a CMH “retirasse da ordem de trabalhos dois documentos sobre empréstimos que queria realizar”, que no entendimento do PSD “não cumpriam os objetivos para que estavam a ser apresentados”, realçando que após um novo processo a CMH ficou com um ganho de aproximadamente 80 mil euros.
Souto Gonçalves enalteceu ainda o facto de os deputados municipais do PSD levarem “à ordem de trabalhos alguns temas” que consideram fundamentais e não ficarem apenas pela discussão e de os presidentes das juntas de freguesia terem tido uma maior e melhor participação ativa e decisiva nas assembleias.
Em suma, “os faialenses pediram que a AMH fosse mais interventiva e que acentuasse o seu papel de fiscalização em relação à atividade da CMH”, frisou o social-democrata, entendendo que “neste primeiro ano conseguimos isso”, sendo o balanço “francamente positivo”, concluiu.
O Clube Naval da Horta (CNH) celebrou no passado dia 20 de outubro o seu 71.º aniversário com um jantar que reuniu dirigentes, sócios e famílias e muitos atletas do Clube, e onde foram entregues prémios aos atletas que se distinguiram ao serviço do Clube.
O Pavilhão das Angústias encheu por completo para receber dirigentes, sócios e famílias e muitos atletas para as comemorações do 71.º aniversário do CNH.
Nestas comemorações de mais um aniversário, o seu 71.º, o Presidente da Direção do CNH José Decq Mota usou da palavra para salientar o facto de “todos em conjunto sermos um clube que se dedica às atividades náuticas, mas que é um Clube que tem muita atividade diversificada”, procurando sempre inserir-se na sociedade, desenvolvendo uma atividade fundamental.
Para Decq Mota no ano passado e em 2018 o Clube Naval desenvolveu muita atividade, realçando a reativação da seção de motonáutica, o trabalho de todas as outras seções, a co-organização de regatas internacionais, o apoio ao projeto olímpico do Rui Silveira e o projeto rumo ao mundial, o festival náutico da Semana do Mar 2018.
O Presidente lembrou também que, de acordo com os estatutos, em princípio as eleições para os órgãos sociais ocorrerão no mês de dezembro, pelo que “os sócios do Clube Naval têm a obrigação de se mobilizarem no sentido de serem encontradas soluções diretivas adequadas”.
Lançou, então, um apelo à mobilização dos sócios, para “que se organizem, pois o Clube precisa de gente para novos mandatos”.
Agradeceu, de seguida, à Portos dos Açores, parceiro quotidiano do clube, pela postura que tem tido com o CNH em especial, ao Eng. Fernando Nascimento pela forma como se relacionou sempre com o Clube, à Câmara Municipal da Horta, à APADIF, à Associação Regional de Vela, as Juntas de Freguesia que têm património baleeiro, à Direção Regional da Cultura entre outras entidades públicas e privadas.
Posteriormente, discursou o Presidente da Câmara Municipal da Horta José Leonardo Silva que considerou o Clube Naval como aquele que “nos projeta mais a nível nacional e internacional”, lembrando aos presentes a parceria existente, muito forte, entre o CNH e o Município da Horta, “uma pareceria pela nossa baía, pela nossa cidade” e o facto deste Clube também pertencer à Comissão Náutica Municipal.
Deixou ainda uma palavra de apreço aos elementos da direção do Clube Naval e a muitos voluntários que ajudam o Clube em todos os eventos a realizar.
Por fim, usou da palavra o Secre-tário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia que, em representação do Presidente do Governo, lembrou a importância “não só do CNH, um dos Clubes mais emblemáticos da Região, mas também de todos os outros clubes açorianos para a promoção da prática do desporto náutico nas nossas ilhas”.
Segundo Gui Menezes “existem hoje mais de uma dezena de clubes navais espalhados pelo arquipélago, frequentados por um elevado número de atletas que refletem e potenciam a cultura marítima dos Açores que continua a ser apoiada pelo Governo dos Açores”.
De seguida, o Secretário do Mar destacou as atividades do CNH apoiadas pelo Governo Regional, tais como as escolinhas do desporto ou a participação em competições de alto rendimento do desporto adaptado e a necessidade de sensibilização dos jovens para os assuntos do mar, numa altura em que se pretende valorizar cada vez mais o nosso mar enquanto importante ativo económico.
Menezes lembrou ainda as diversas modalidades desportivas que o Clube Naval consegue oferecer, desde a vela ligeira à vela de cruzeiro, os miniveleiros, o jet-sky, os botes baleeiros, bem como a organização da Atlantis Cup, do festival náutico da Semana do Mar e as regatas internacionais de vela de cruzeiro, “as quais contribuem para a promoção das potencialidades do nosso arquipélago e para o desenvolvimento do nosso turismo náutico”.
Refira-se que ao longo de todo o jantar foram entregues vários prémios aos atletas que mais se distinguiram ao longo do ano, nas diversas modalidades, ao serviço do CNH.
A Associação de Futebol da Horta (AFH) comemorou no passado dia 21 de outubro o seu 88.º aniversário, o qual, contando com a presença de vários dirigentes, quer associativos, quer dos clubes da sua área de circunscrição e de alguns jogadores, serviu para prestar várias homenagens mediante a entrega de diplomas a Sócios Beneméritos, Sócios Ordinários e os diplomas de Mérito Escolar aos jovens jogadores com melhor aproveitamento académico.
A sessão solene do 88.º aniversário da AFH juntou no mesmo espaço dirigentes associativos, dirigentes dos clubes da sua área de circunscrição e alguns jogadores, tendo-se procedido à entrega, nessa sessão, de diplomas a Sócios Beneméritos, Sócios Ordinários e os diplomas de Mérito Escolar aos jovens jogadores com melhor aproveitamento académico.
A abertura da sessão solene esteve a cargo de Eduardo Pereira, Presidente da Direção da AFH que deixou preocupações, anseios e pedidos que vão de encontro às necessidades dos clubes de futebol da AFH e da própria AFH.
Desde logo, salientando a “enorme crise de valores, falta de compromisso de muitos jogadores, agentes desportivos, pais encarregados de educação” e o “menor empenho e dedicação de todos os envolvidos neste fenómeno”, lembrou que todos juntos temos a “obrigação de ultrapassar estas dificuldades que são transversais a toda à nossa sociedade açoriana”.
Neste sentido, Eduardo Pereira destacou o papel da Federação Portuguesa de Futebol (FPF)que através do “projeto 22, do processo de certificação de clubes e da criação da Football School University” encontrou ferramentas que ajudará muito o nosso futebol e a nossa sociedade com a formação de mais melhores agentes para o nosso futebol e melhoria da organização dos nossos clubes.
Dirigindo-se ao representante do Diretor Regional do Desporto, Eduardo Pereira disse que “as Associações de Futebol dos Açores, quer a FPF discordam da falta de apoio dos Açores às suas equipas vencedoras das taças associativas, sendo as únicas no país que não participam por direito próprio”.
“Os nossos clubes que passam por enormes dificuldades na sua globalidade a nível Açores pretendem ver algumas correções ao modelo de apoio à atividade de treino e competição. Esta legislação desportiva que regula os apoios financeiros tem tido diversas e boas alterações ao longo dos anos, mas na verdade requer uma atualização urgente face a novas exigências e cenários”, acrescentou o Presidente da AFH, a propósito do modelo de apoio existente na Região.
Eduardo Pereira alertou ainda os responsáveis para o facto de a Associação de Futebol necessita de mais espaço na sua sede para desenvolver melhor a sua atividade, aguardando a resposta “do Governo Regional dos Açores (GRA) na cedência do edifício”.
Dando uma palavra de apreço à arbitragem pelo enorme esforço que está a fazer na melhoria da qualidade destes agentes, lembrou aos presentes a dificuldade que existe na captação de novos elementos, dificultando a atividade desportiva.
Dirigindo-se ao Diretor da FPF solicitou que a Federação tenha em atenção as “dificuldades que os nossos clubes estão a sentir com a falta de Treinadores de nível 2 e ainda com a renovação das cédulas de treinador por falta de créditos” e “o não cumprimento de uma promessa da FPF da realização de um jogo por época de seleções nacionais na área de jurisdição da AFH”.
Por último, o Presidente da AFH pediu ao Vice-Presidente do Município da Horta que, quer este, quer os restantes municípios da sua área de abrangência, continuem a manter o apoio aos clubes e que se invista, em parceria com o GRA, nos campos de futebol.
Para Bruno Leonardo, Diretor de Serviços do Desporto da Ilha do Faial, em representação do Diretor Regional dos Desporto, o Governo Regional irá continuar “a desenvolver um trabalho em prol daquilo que são as necessidades quer dos clubes, quer das associações, e ir de encontro aos seus anseios sempre do possível”.
De acordo com este responsável trata-se de 88 anos de um trabalho meritório que tem feito com que muitos jogos de muitos atletas têm tido a possibilidade de praticar o futebol, não só na ilha do Faial, mas também na ilha do Pico, Flores e agora também na ilha do Corvo”, sendo de congratular o facto de esta ilha ter passado a ter um quadro competitivo ainda que adaptado.
“Continuaremos, como sempre, nesta parceria e a fazer todos os possíveis, tudo o que estiver ao nosso alcance, quer para dar as condições na sede da Associação de Futebol, como tendo vindo a dar ao longo destes anos, quer para apoiar ao nível das instalações desportivas, na cedência destas aos clubes da Associação, para os próprios treinos dos árbitros e das competições”, salientou Bruno Leonardo.
Usou, de seguida, da palavra o Diretor da FPF Rui Manhoso que começou por lembrar que já vem à ilha há muitos anos, pois “para lutar pelos vossos problemas, para conhecer uma realidade é preciso vir aos próprios locais, não é estarmos sentados numa secretaria da FPF que se conhece o que é esta realidade”.
Chamou, depois, a atenção para o facto de ter assistido a um jogo do distrital e ter constatado que aquele “campo era tudo menos campo, não era relvado, não era pelado, era ervado”, os quais já deixaram de existir, acrescentou.
Rui Manhoso lembrou que há pouco tempo houve a oportunidade de trazer à ilha um jogo da seleção A de futebol feminina, mas que infelizmente não se pode concretizar porque não havia campo em condições para jogos internacionais.
Na sua intervenção o Diretor da FPF alertou para a lei que está em vigor por causa das cédulas dos treinadores e que dificilmente pode ser cumprida pelos clubes, pois olha-se para todos os intervenientes no futebol menos para os próprios clubes, os seus dirigentes e para as suas realidades.
Será que os clubes têm condições para suportar estes custos tão elevados que são pedidos? questionou Manhoso, incentivando os clubes a manifestarem-se no local próprio que é a Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol.
Para Rui Manhoso, nos Açores está-se perante associações que defendem os interesses dos seus associados pois “não são associações que vergam à primeira”, na medida em que “só conseguindo os objetivos que pretendem é que eles ficam satisfeitos, conclui o diretor da FPF que se deslocou ao Faial para participar neste aniversário.
Por último, discursou o Vice-Presidente do Município da Horta que pretendeu deixar apenas várias ideias importantes a ter em conta. Desde logo, a felicitação pela manutenção desta estrutura ao longo de 88 anos que tem vindo “a representar estas quatro ilhas e a representar os clubes de futebol, a pugnar para que as suas condições de atividade sejam melhores”, bem como a desenvolver esforços para que os jovens tenham capacidade de ter espaços alternativos onde possam aprender o que é trabalho de equipa, de grupo.
De seguida, Luís Botelho deixou uma palavra aos clubes pelo trabalho que conseguem fazer nesta ilha e nas restantes ilhas, informando que o Município está sempre ao dispor de os ajudar naquilo que são as necessidades.
Lembrou que o Município tem “vindo a melhorar os apoios no que diz respeito à formação e esse compromisso mantêm-se também para o ano de 2019 e que está espelhado no orçamento apresentado, procurando-se que até final do mandato estejam assumidas por parte do Município todas as despesas com a formação das modalidades”.
No âmbito desta sessão solene realizaram-se ainda diversas homenagens mediante a entrega de diplomas a Sócios Beneméritos, Sócios Ordinários e os diplomas de Mérito Escolar aos jovens jogadores com melhor aproveitamento académico.
Arrancou como habitualmente no início deste mês de outubro, mais uma Campanha de salvamento da ave marinha mais emblemática dos Açores, o cagarro.
Este ano, a Campanha SOS cagarro apresenta-se com duas novidades: o ‘SOS Cagarro Móvel’, e a atribuição do galardão ‘Cagarro D’Ouro’.
À margem de uma tertúlia sobre a campanha SOS Cagarro, que decorreu na passada quinta-feira, dia 18 de outubro na cidade da Horta, Filipe Porteiro, destacou, as "novidades” da edição deste ano da campanha, nomeadamente o ‘SOS Cagarro Móvel’, uma versão ‘beta’ de um formulário que pode ser acedido num smartphone, e a atribuição do galardão ‘Cagarro D’Ouro’.
O diretor regional dos Assuntos do Mar, adiantou que em parceria com os serviços informáticos da administração regional, foi desenvolvido “um formulário online que permite registar, em tempo real, o local onde os cagarros são encontrados”, garantindo que esta forma de “fazer o registo” de cagarros encontrados “é mais sistemática e objetiva”.
De acordo com o governante o “objetivo desta nova ferramenta é facilitar a recolha de dados durante os salvamentos, em particular o registo automatizado das coordenadas GPS”, uma vez que é “possível aceder ao formulário através de um código QR, autorizar os registos de localização no smartphone e submeter o salvamento, registando automaticamente onde e quando o cagarro caiu”, salientou.
Outra das novidades apontadas por Filipe Porteiro é a atribuição do galardão 'Cagarro D’Ouro', que pretende “valorizar as pessoas que participam de forma mais ativa e regular nesta campanha”, disse.
No decorrer desta tertúlia, organizada pela Direção Regional dos Assuntos do Mar e pelo Observatório do Mar dos Açores, foram também apresentados números relativos à campanha SOS Cagarro 2017, ano em que foram salvas no arquipélago 2.840 aves.
Para além da realização de um ‘quiz’ sobre esta emblemática ave marinha dos Açores, que gerou um debate entre os participantes, a tertúlia permitiu também promover as brigadas científicas, que se realizam desde o ano de 2016.
Porteiro adiantou ainda, que com a realização deste evento, pretendeu-se “sensibilizar as pessoas a participarem nas brigadas científicas, que são atividades noturnas que servem para recolher informação que pode ser analisada por cientistas que trabalham nesta área”.
A campanha SOS Cagarro, que decorre até 15 de novembro, período em que os cagarros juvenis deixam os ninhos para o primeiro voo transoceânico, é coordenada e dinamizada pelo Governo dos Açores, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar, e operacionalizada pela Direção Regional do Ambiente, através dos Parques Naturais de Ilha, contando com o apoio de diversas entidades.
Esta campanha realiza-se na Região desde 1995, tem como principal objetivo alertar a população açoriana para a necessidade de preservação desta espécie protegida que nidifica nos Açores e está organizada em 2 vertentes: a de Educação Ambiental e a de Conservação da Natureza.
Maria Goretti Silva Lino Tavares, 61 anos, frequentou a Casa de Infância de Santo António nos últimos dois anos do regime de internato da instituição.
A antiga aluna recorda a sua adolescência nos anos que frequentou a CISA, afirmando que a sua passagem pela referida instituição contribui de forma positiva para a sua formação pessoal e académica.
Esta reportagem dá seguimento à parceria iniciada, em fevereiro, com a CISA no âmbito dos seus 160 anos.
Natural da Ribeirinha do Pico, Maria Goretti Silva Lino Tavares, 61 anos, reside atualmente na Rua 5 de Outubro, na freguesia da Conceição, é doméstica e frequentou a CISA durante os anos letivos, de 1971 e 1973, que corresponderam aos últimos dois períodos do regime de internato no Colégio.
A antiga aluna revelou ao Tribuna das Ilhas que ingressou nesta instituição “pelas limitações do ensino” que existiam na ilha do Pico na altura e pela vontade dos seus pais de lhe proporcionarem uma melhor formação.
A picoense contou que “numa fase inicial e num regime de internato, com uma disciplina feita por religiosas” estranhou aquele ambiente que era “muito diferente do meio a que estava habituada, para além de estar longe da família e dos meus amigos”.
“Como sou filha única os primeiros tempos foram um pouco difíceis, mas a integração com novas companheiras e amizades acabou por ser fácil”, sublinhou.
Segundo Maria Goretti Tavares, “a qualidade do ensino no Colégio era efetivamente boa, na altura distinguia-se do público, e o internato proporcionava naturalmente uma dedicação maior ao estudo o que também tinha efeito prático no aproveitamento final”.
Goretti avançou ainda que a sua geração tinha muitos “espartilhos”, resultantes de hábitos e de cultura, que eram ainda mais acentuados com o facto de ter nascido e vivido num meio muito pequeno. “Sempre fui um pouco rebelde e de vez em quando quebrava algumas regras, particularmente na forma de vestir (com o uso da minissaia e saltos altos) e, claro, isso dava que falar”, lembrou.
Sobre este aspeto, Maria Tavares salientou que a sua “infância e juventude foi um bom tempo”, mas que a família tinha uma grande influência na tomada de decisões, realçando que “os jovens de hoje têm uma abertura de conhecimento, de pensamento, de liberdade e de independência muito mais largo”.
A ex-aluna, realça que “os anos em que estive no Colégio de Santo António, como interna, marcaram a minha adolescência e contribuíram positivamente para minha formação pessoal e académica”, acrescentado que guarda desse percurso “vários ensinamentos, que ficaram para a vida, e gratas recordações”.
A picoense afirmou ainda que, para além da sua formação na área do ensino, a CISA também lhe proporcionou sentido “de disciplina, de respeito, de autonomia, de companheirismo, de amizades e de cumplicidades”.
A concluir a entrevista, Maria Goretti Tavares referiu que “falar da CISA é para mim sinónimo de um tempo diferente da minha juventude, de bons ensinamentos e de boas recordações”.
O III Festival de Curtas Metragens C(h)orta decorre este fim de semana no Teatro Faialense.
Organizado pela AJIFA, a primeira sessão especial foi dirigida à comunidade escolar, e realizou-se na Escola Manuel de Arriaga.
A segunda sessão especial do evento decorreu na quinta-feira, dia 25 de outubro, no Teatro Faialense e consistiu na exibição dos vídeos vencedores do “Entre Mares 2018” e inclui ainda a apresentação do filme “O Pecado de quem nos ama” e uma conversa no final com a diretora de arte do filme, Inês Lebreaud.
Hoje dia 26 terá lugar pelas 21h00 a sessão de competição desta edição. A sessão de encerramento, com cerimónia de entrega de prémios decorre amanhã, sábado, dia 27 de outubro, pelas 21h00, a que se segue um concerto acústico com Sara Cruz.
Na realização deste evento da 7 arte a AJIFA conta com o apoio do Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Educação e Cultura, da Direção Regional da Juventude, da Câmara Municipal da Horta, da Urbhorta, da Escola Secundária Manuel de Arriaga. Geoparque Açores, Cineclube o Faial, Entre Mares, Veja mais Filmes e Antena1.