Tribuna das Ilhas

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01
agosto

Faial continua a regista atividade sísmica

Escrito por SG
O Faial continua a registar atividade sísmica. Segundo o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) com base em informação avançada pelo Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), o Faial tem vindo a registar alguma atividade sísmica numa região epicentral localizada no mar, entre 20 a 30 quilómetros a oeste da ilha. “Até ao momento, foram registados 20 eventos, todos de baixa magnitude, tendo o mais forte ocorrido às 23h19 de sexta-feira, 29 de julho, com magnitude 3,0 ML na escala de Richter”, revela o SRPCBA num comunicado. Segundo a mesma fonte “não há informação que algum dos eventos tenha sido sentido pela população, mas o CIVISA solicita que qualquer notícia sobre a ocorrência de sismos sentidos pela população seja reportada através do formulário disponibilizado no seu portal público ou no sítio da internet de acesso restrito ao SRPCBA.
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01
agosto

Les Sables/Les Açores 2016 - Primeira embarcação já chegou ao Faial

Escrito por SG
O primeiro velejador da regata “Les Sables/Les Açores”Les Sables”, 2016 já chegou ao Faial. O skipper francês Ian Lipinski, a realizar a prova numa embarcação protótipo foi o primeiro a completar a primeira etapa, com o tempo de 5 dias, 21 horas, 50 minutos e 10 segundos de navegação. Segundo informação disponibilizada pela Horta Nautic, a “falta de vento, derivada do estacionamento do anticiclone dos Açores a Noroeste da ilha do Faial” atrasou a chegada dos restantes participantes. Apesar da falta de vento também o velejador italiano Alberto BONA, conseguiu completar esta primeira etapa. O velejador precisou de 6 dias, 16 horas, 42 minutos e 19 segundos para concluir travessia oceânica desde a costa atlântica de França até aos Açores. Esta clássica regata de vela da Classe Mini 6.50 “Les Sables/Les Açores/Les Sables” largou no passado domingo, 24 de julho, da costa atlântica de França é subdividida em dois segmentos, o dos protótipos e o dos iates de produção em série e agrupa, no total, 22 velejadores. A “Les Sables / Les Açores / Les Sables” é uma competição bienal para navegadores solitários, muitos dos quais profissionais e de grande exigência física que se apresenta com uma assinalável reputação desportiva internacional. Nesta sua sexta edição conta com a presença de skippers de seis nacionalidades diferentes, sendo 15 deles franceses, dois italianos, dois suíços, dois belgas e um irlandês. De acordo com a nota enviada à redação “a presente edição da regata “Les Sables/ Les Açores/Les Sables” tem sido muito competitiva, pelo tipo de embarcações em prova (veleiros minúsculos, de apenas 6,5 metros), pelo excelente leque de participantes e pelas extraordinárias condições de vento e mar, que proporcionaram navegações a velocidades relativamente elevadas, pelo menos até à aproximação da frota aos mares dos Açores”. Esta prova que liga a cidade francesa que é mundialmente conhecida por ser ponto de partida e chegada da maior aventura de circum-navegação em solitário, sem escalas e sem assistência que acontece já desde 2006, e integra o calendário oficial da Federação Francesa de Vela, bem como, pela segunda vez, o Campeonato de França para Regatas de Alto Mar em Solitário, na Classe Mini, revela a mesma fonte.
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01
agosto

Parque Natural do Faial inaugura mais um trilho

Escrito por Susana Garcia
O Parque Natural do Faial abriu mais um trilho pedestre na Ilha do Faial. O trilho “Entre Montes” foi inaugurado na passada sexta feira e vem reforçar a rede de trilhos pedestres dos Açores, informou o Governo dos Açores. “Entre Montes”, desenrola-se ao longo de 3,3 quilómetros, localiza-se entre dois vulcões, o Monte da Guia, de formação submarina, e o Monte Queimado, de formação terrestre apresentando um baixo grau de dificuldade. Segundo nota do Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACs), com a inauguração do novo trilho o Faial passa a dispor de uma rede com mais de 100 quilómetros e contempla as antigas fortificações que circundam a baía, o Forte da Greta, o Forte de São Sebastião e as 'Portas' de Porto Pim, topónimo flamengo que significa Porto Seguro, um importante local de 'amarração' dos antigos cabos submarinos, altura em que a cidade da Horta desempenhava um papel fundamental na história das telecomunicações entre os continentes europeu e americano. “Em termos de fauna e flora, o novo percurso permite observar algumas espécies da avifauna marinha dos Açores, como o cagarro (Calonectris diomedea borealis) e o garajau-comum (Sterna hirundo), ou a flora natural dos Açores, caraterizada pela urze (Erica azorica), a faia (Myrica faya), o Bracel-da-Rocha (Festuca petraea) e o Junco (Juncus acutus)”, lê-se. Ainda de acordo com a mesma fonte, a rede de trilhos pedestres dos Açores é um dos produtos que “mais procura” tem por parte dos visitantes que buscam turismo de natureza. “Cerca de 60 a 70% dos visitantes, de acordo com um estudo realizado, procuram os nossos trilhos”, frisou o diretor regional do Turismo, na ocasião, salientando ainda “que a Região disponibiliza atualmente cerca de 80 trilhos homologados em todo o arquipélago, perfazendo um pouco mais de 800 quilómetros, do Corvo a Santa Maria”, revela o GACs. Também, segundo o GACs o diretor regional do Ambiente, destacou no decorrer da abertura que o novo percurso é “acessível à generalidade das pessoas”, podendo um maior número “desfrutar de um valioso património natural, quer geológico quer biológico, mas também de um enquadramento histórico-cultural extremamente relevante”.
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29
julho
28
julho

AFAMA – É URGENTE ajudar!

Escrito por Alexandra Figueiredo
Em 2014 o Tribuna das Ilhas esteve à conversa com a Associação Faialense dos Amigos dos Animais (AFAMA), uma associação sem fins lucrativos, de utilidade pública que foi constituída a 12 de março de 1999, com o intuito de colmatar uma lacuna existente na ilha do Faial: criar um “lar” para animais abandonados. Passados que estão quase dois anos voltamos a ouvir esta associação que, de momento se encontra em “apuros” e “grita” pela ajuda de toda a população faialense. A AFAMA, como foi revelado na última entrevista, tem por objetivo a “defesa e proteção dos animais com vista a melhorar por todas as formas ao seu alcance, as condições de vida destes”, no entanto as responsáveis pela gerência do canil contam que tem sido muito difícil manter e até cumprir este objetivo quando, por motivos de aumento do abandono de animais no Faial, têm de ter “ sete e oito cães no mesmo canil”. Desde 2014 o número de animais abandonados e/ou vadios na ilha do Faial cresceu, o que mostra que os faialenses não estão sensibilizados para os problemas inerentes a este tipo de atitude, nem têm responsabilidade para com os seus animais. Nesse sentido Maria Joana Cruz, presidente da AFAMA, revela que as pessoas têm plena consciência do ato que estão a cometer e mesmo assim fazem-no, visto que quando um animal é entregue ao Canil Municipal o seu destino, caso não seja adotado, que na maioria dos casos não o é, é o abate. A triste realidade da causa animal pede ação, é urgente fazer mais! Maria Joana revelou ao nosso semanário que “os pedidos de ajuda são diários, existem ninhadas deitadas no lixo todos os dias, pedido de resgates… chegou a hora de fazer ainda mais pelos animais abandonados, as boxes no canil encontram-se sobrelotadas e o canil municipal pede nos ajuda para irmos buscar os patudos mais novos e que não podem ficar num espaço destes com apenas 2 /3 meses de vida, mas infelizmente não conseguimos e esses animais seguem para abate” revelou com tristeza. Sedeada na Canada dos Arrendamentos, em Santa Bárbara, a associação alberga neste momento 124 animais, 91 cães adultos, 23 cachorros, nove gatos pequenos e um adulto. Entram no canil cerca de 14 animais por mês, e segundo a presidente, o padrão de abandono alterou, para pior, visto que agora é mais frequente “deixarem à porta” não só as ninhadas bem como a fêmea. A AFAMA é um grupo de pessoas que adora e que se preocupa com o bem estar dos animais e que luta diariamente contra este flagelo do abandono animal, tentando acudir ao máximo de casos e dar a mão aos apelos urgentes que infelizmente se multiplicam de dia para dia. Trabalham com pouquíssimos recursos e tentam ajudar ao máximo os animais com os quais se cruzam, contudo, não têm capacidade financeira nem logística para dar a mão a todos os casos que aparecem. Ao longo dos últimos anos, participou em campanhas e em causas animais tais como, o dia do animal, cãominhadas, campanhas de adoção, campanhas de esterilização, etc. As despesas dos animais que recuperam, das mais diversas situações, abandono, maus tratos, canil municipal, já são muitas, por isso a associação apela: “toda a ajuda que chegar é de facto uma ajuda preciosa para conseguirmos fazer face a todas as despesas urgentes”. Segundo as responsáveis “os cães parecem não perder a esperança de que os humanos sejam tão fiéis quanto eles foram no passado, apesar do trauma do abandono e maus tratos, aquando das visitas, abanam-se como que pedindo para serem adotados. O problema é que por mais que sobre amor, falta dinheiro e faltam sobretudo voluntários responsáveis e conscientes para dar conta de tudo e a sua ajuda pode fazer toda a diferença na vida destes animais”. A associação revela que sem o auxílio de voluntários a tarefa fica mais complicada, e pede aos faialenses “que ajudem, que doem uma hora do seu dia àqueles animais que com um passeio de 30 minutos ficam muito mais felizes”.
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26
julho

Carlos Ferreira, encabeça listas do PSD Faial às Regionais de outubro

Escrito por Nuno Avelar
Carlos Ferreira, comandante da Polícia de Segurança Pública da Horta, é o cabeça de lista pelo Partido Social Democrata (PSD) Faial às eleições legislativas regionais de outubro próximo. Em segundo lugar surge Luís Garcia e Cristina Abrantes surge na terceira posição. Eduardo Pereira, presidente da CPI, surge na quarta posição da lista. Seguem-se-lhe Ilídia Quadrado, Raquel Gomes, Estevão Gomes, Cláudia Esteves, Dário Silveira, Catarina Rosa e Vitor Vargas. A divulgação das listas aconteceu na sequência de um ciclo de debate interno que o PSD Açores levou a cabo com o propósito de escolher os candidatos às eleições legislativas regionais, “num processo em que os órgãos do partido em todas as ilhas participaram de forma livre e democrática”, pode ler-se em comunicado enviado às redações. A Comissão Política Regional aprovou as nove listas de ilha e a do círculo de compensação com apenas um voto contra em duas delas, finalizando o processo de definição das candidaturas do PSD/Açores às próximas eleições legislativas regionais de 16 de outubro. O PSD/Açores é assim o primeiro partido a concluir a aprovação das listas de candidatos às próximas eleições. “As listas do PSD/Açores para as eleições de 16 de outubro representam um ato de clara renovação, dado que 82 por cento dos candidatos o são pela primeira vez. Também ao nível dos candidatos escolhidos para encabeçar a listas a renovação é bem patente: o PSD/Açores apresenta sete novos cabeças de lista”, refere o comunicado. A abertura do partido à sociedade açoriana foi outro dos objetivos alcançados com as listas de candidatos, que incluem 25 por cento de independentes e 43 por cento de mulheres. O PSD/Açores está convicto que apresenta aos açorianos de todas as ilhas listas de candidatos a deputados compostas por pessoas competentes, conhecedoras da realidade da nossa Região e que farão da proximidade aos cidadãos a génese da sua ação política. A Comissão Política Regional decidiu ainda designar Francisco Guedes como diretor de campanha e Pedro Furtado como mandatário financeiro.
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25
julho

Governo dos Açores promove apresentação de livro sobre as danças nas ilhas do Grupo Central

Escrito por Nuno Avelar
O Governo dos Açores promoveu quarta-feira, 27 de julho, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta, o lançamento do livro “Vertentes das Danças Açorianas – Tradição do Grupo Central de Ilhas”, de Flávio Azeredo, que identifica os rituais que levaram os habitantes das ilhas do Grupo Central dos Açores a cultivar as suas tradições coreográficas. Nesta obra, apoiada pelo Governo dos Açores, através da Direção Regional das Comunidades, que será também apresentada a 2 de agosto, na sede do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense, em Angra do Heroísmo, o autor também destaca as influências que as danças receberam e a forma como foram particularizadas, dando origem a novas coreografias. Flávio Azeredo, também autor da obra “Herança Açoriana nas Danças Tradicionais do Rio Grande do Sul”, é descendente de açorianos, tendo nascido na cidade de Montenegro, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul, sendo atualmente docente e coordenador do curso de Educação Física e Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul, bem como investigador e estudioso do folclore açoriano e da sua expressão no sul do Brasil. Ao longo da sua carreira, recebeu várias distinções, entre as quais o prémio Fernando Pessoa, do Instituto Cultural Português (2007), o primeiro lugar no concurso de Valsa Clássica – OKTOBERFEST (2007) e a designação de “Profissional do Ano”, pelo Jornal Ibia, nos anos de 2016, 2015, 2014, 2013 e 2010. Com esta iniciativa, o Governo dos Açores pretende promover e divulgar na Região os estudos e investigações desenvolvidos sobre a cultura e as tradições açorianas por autores da Região e açordescendentes residentes na diáspora.
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25
julho

Peça de teatro "Idade Ingrata"

Escrito por Nuno Avelar
No próximo dia 26 de julho, 3ª feira, às 21h00, no Auditório da Biblioteca Pública da cidade da Horta, a Oficina Experimental bitTeatro levará a cena a peça de teatro "Idade Ingrata", da autoria da escritora Regina Guimarães e encenação de Alexandre Braga e Joana Melo. A peça conta a história de Joana uma jovem que enfrenta o dilema de ter de realizar ou não uma prova académica, ou seja, de ter de dar um relevante passo que marcará a sua vida de adulta. Durante a resolução deste dilema, fazer ou não a prova, Joana é interpelada por personagens muito distintas que, na realidade, são o seu alter ego, invadem o seu subconsciente e transformam, em cena, a sua decisão num verdadeiro conflito. A entrada é gratuita!
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22
julho

Leitura de Verão - Jardim de Alfazema

Escrito por Nuno Avelar
Pela primeira vez li um romance de Jude Deveraux e, diga-se em abono da verdade a autora tem o dom de contar histórias e utiliza uma narrativa deveras cativante que desperta toda a nossa atenção, da primeira à última página. Uma edição da Quinta Essência. Jardim de Alfazema conta a história de uma jovem – Jocelyn – órfã de mãe que vive no seu mundo. Seu pai refez a sua vida e do novo casamento nasceram duas meias-irmãs com quem Joce não se identifica. Joce tinha apenas cinco anos quando a mãe morreu e, quando o pai volta a casar, a criança sente-se mais só do que nunca - até que conhece Edilean Harcourt que, apesar de já não ser uma jovem, compreende Joce melhor que ninguém. Jocely herda uma mansão histórica e as chaves para decifrar um mistério. Será que o amor também faz parte de tão surpreendente legado? Um livro repleto de emoções onde os nossos sentidos estão à espreita e são postos à prova com um delicioso cheiro a alfazema. Jardim de Alfazema fala ainda de Miss Edi, uma senhora que ajuda uma adolescente solitária crescer, proporcionando-lhe uma vida de afecto e cultura. Quando Miss Edi morre deixa a Jocelyn todos os seus bens, incluindo uma mansão histórica na cidade onde nasceu e uma carta com pistas para a jovem decifrar um mistério que remonta a 1941. Na carta, Miss Edi também revela que encontrou o homem perfeito para Joce, um jovem advogado. Jocelyn deixa a sua vida e muda para Edilean pronta a dar novo rumo à sua vida. Mas quando se vê com uma mansão que precisa de manutenção urgente e ela não tem dinheiro para a sua reparação, sente-se perdida. Em Edilean, todos conhecem a história da jovem e já delinearam o seu futuro, incluindo o homem com quem se deverá casar. Acontece, porém, que Joce tem as suas próprias ideias acerca do homem que terá de conquistar o seu coração e o que fazer aos segredos que ninguém quer ver divulgados. Mas, quando estes lhe revelam parte da sua história, o certo é que a vida parece ganhar uma nova cor… Em Jardim de Alfazema, Jude Deveraux retrata as paixões, as intrigas e os segredos de uma pequena cidade, as cartas de Miss Edi são uma verdadeira viagem no tempo até à história da Guerra das Rosas e da II Guerra Mundial.
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22
julho

28 propostas, “28 projetos de qualidade” apresentados no âmbito do Orçamento Participativo

Escrito por Nuno Avelar
Pela primeira vez a Câmara Municipal da Horta implementou o Orçamento Participativo depois de, em 2015, ter levado a cabo o Orçamento Participativo Jovem. Esta iniciativa, conforme referiu em junho passado o presidente da Câmara Municipal da Horta, aquando a apresentação pública, visa “acima de tudo, pôr os faialenses a participar na vida do seu concelho.” Sob o lema “Faial Participa”, a autarquia lançou o desafio aos munícipes de apresentarem propostas nas mais variadas áreas com o propósito de ver melhorada a qualidade de vida no concelho. Trata-se de um instrumento de democracia participativa e voluntária através do qual os faialenses, maiores de 18 anos, foram chamados a “participar na vida do concelho com a apresentação de propostas até ao dia 15 de julho de 2016”, afirmou o autarca. A Câmara Municipal reserva 150 mil euros para apoiar o projeto vencedor ou, caso esse mesmo projeto não perfaça esse total, o número de projetos possível até perfazer o valor fixado. Após apreciação de uma comissão técnica, as propostas estarão abertas a votação no período entre 3 de outubro e 3 de novembro, concluindo-se o processo com o anúncio do vencedor a 7 de novembro. A execução do projeto ou projetos vencedores do Orçamento Participativo da ilha do Faial acontecerá já em 2017. Terminado que está o prazo de entrega de propostas, Tribuna das Ilhas conversou do José Leonardo Silva que nos referiu que “a adesão das pessoas foi interessante e temos intenção de aumentar o número de projetos apresentados no próximo ano. Foram apresentados 27 projetos interessantes que a comissão de avaliação vai avaliar e que serão posteriormente postos a votação.” “A implementação do Orçamento Participativo da ilha do Faial pretende contribuir para um modelo de governação mais dinâmico, garantindo uma política de proximidade que incentiva a participação cívica dos cidadãos do concelho da Horta. O Orçamento Participativo é um mecanismo de democracia participativa, voluntária, através do qual os munícipes podem dar o seu contributo para a definição das políticas da Câmara Municipal da Horta. Cada cidadão envolve-se no processo de decisão sobre o investimento municipal, de modo a que todo o processo possa corresponder às expectativas próprias e às manifestadas pela população, “ – referiu. O presidente da autarquia revelou a este semanário ter ficado surpreendido com a qualidade dos projetos apresentados. “Fiquei satisfeito com a qualidade do que foi apresentado, acho que estamos no bom caminho para que sejam apresentados mais e mais projetos ao longo dos anos”. A verba destinada a estes projetos é, conforme já referimos de 150 mil euros, o que corresponde a 2.5% das receitas de capital inseridas no Plano da autarquia, “se aumentar a receita de capital aumentamos a verba destinada ao orçamento participativo”. Sob a égide de que podia ser apresentado tudo o que for exequível e que esteja de acordo com as normas de participação, dentro das seguintes áreas temáticas: Ação Social; Cultura; Desporto; Educação e Juventude; Espaço Público e Espaço Verde; Infraestruturas Viárias, Trânsito e Mobilidade; Modernização Administrativa e Cidadania; Proteção Ambiental, Energia e Sustentabilidade; Proteção Civil; Saúde; Turismo, Comércio e Empreendedorismo; Urbanismo e Requalificação Urbana, foram então apresentados 27 projetos. A proposta número 1 visa a Recuperação de moinho de vento na freguesia das Angústias e tem um orçamento estimado de 150 mil euros. “O projeto destina-se no geral a toda a população com efeitos na paisagem, na cultura local e no turismo. Trata-se da recuperação de um moinho de vento tradicional que se encontra em estado de degradação com efeito pernicioso na paisagem. Este moinho dá nome à rua onde se situa e constitui um elemento muito importante na memória coletiva dos habitantes ao redor do local. Envolve a recuperação do moinho de vento e do espaço envolvente constituído por um pequeno terreno” – lê-se. A segunda proposta estende-se a todas as freguesias e insere-se na área dos espaços públicos e espaços verdes e, de acordo com o seu proponente “destina-se a todos os munícipes e a todos os que nos visitam e usufruem dos nossos espaços públicos. Destina-se a vários espaços públicos na cidade podendo eventualmente ser desenvolvido em outros espaços aprazíveis e preferencialmente com vista para o mar e canal. A manutenção e cuidado com o equipamento será da responsabilidade da CMH. Este projeto não tem tempo limite e pode ser executado muito facilmente”. A proposta 3 destina-se à implementação de quiosques no Porto Novo e tem um orçamento estimado de 110 mil euros. Subentende a instalação de pequenos quiosques no acesso ao Terminal permitiria às empresas do Faial, o seu aluguer diário, semanal ou mensal, para promover e vender os seus produtos e serviços aos turistas nacionais e estrangeiros que nos visitam e que chegam/partem através do Terminal e em especial os que nos visitam nos múltiplos navios de cruzeiro que tem aportado à Horta. A proposta 4 sugere a Abertura da Torre do Relógio aos Turistas e tem um custo de 3000 euros. Esta proposta é fundamentada pelo facto de serem inúmeros os turistas que seguindo as indicações dos mapas e guias turísticos da cidade, sobem a Ladeira do Relógio, “e o ar de deceção quando lá chegam entristece-me. Essa deceção poderia ser minimizada, com a possibilidade de subiram à Torre de Relógio e assim poderem tirar umas fotos da cidade.” Outra das propostas visa a implementação de um Varandim para o molhe do Porto, com um custo de 75 mil euros. O seu apresentante diz “tendo em conta o avultado investimento público, na construção do molhe do novo porto, penso que deveria ser potenciada a sua utilização pelos contribuintes, através da utilização deste espaço de forma segura, para a prática de atividades físicas de manutenção e melhoria da condição física dos cidadãos do Faial, como a marcha, andar de bicicleta e de patins por exemplo.” A implementação de uma Ciclovia na Avenida é a proposta número seis. E surge assente no pressuposto de que “a avenida é relativamente perigosa para a circulação em bicicleta, seria interessante delimitar no passeio da desta, uma faixa para circulação de bicicletas e outros meios de locomoção não pedonais.” O descongestionamento do trânsito na freguesia da Matriz, faz parte da proposta número 8 que visa a “utilização intensa deste pequeno troço de estrada e que o descongestionamento do trânsito na mesma pode ser facilmente resolvido. Com o estacionamento autorizado nesta rua, a resolução passa facilmente pelo estreitamento do passeio em cerca de 40 cm em frente à enfermaria do quartel, onde existe um passeio bastante largo. Esta pequena alteração permitiria a fluidez do trânsito, que por vezes fica bastante congestionado nas horas de ponta. Com a mão de obra existente na CMH, apenas haveria trabalhos de calceteiro, pelo que o orçamento seria bastante baixo, senão mesmo gratuito”, pode ler-se. A proposta número 9 visa a Cobertura do Campo da Escola da Praça na freguesia dos Cedros e permitiria “Dotar o recinto do campo de futebol da escola primária com cobertura para realização da atividade desportiva durante o período escolar e recreio.” Também para a freguesia dos Cedros se destina a proposta 10: Reabilitação do Porto dos Cedros e engloba a criação de Parque Infantil e aparelhos de fitness, criação de parque de campismo. Reabilitação de campo de futebol de praia. Criação de zona de grelhadores e vedação do recinto. A proposta 11 está relacionada com uma Escola de Artes. O projeto consiste numa escola de artes onde serão lecionadas variadas disciplinas artísticas, tais como: cinema, teatro. fotografia, animação de rua, música (bateria, guitarra, baixo e voz para a formação de bandas jovens), pintura e dança. Também serão feitas oficinas com artistas convidados das varias disciplinas artísticas acima mencionadas. O objetivo final é criar espetáculos, exposições e concertos para o público em geral. O público alvo serão crianças/jovens dos 10 os 20 anos. O local seria a combinar tendo em conta todas as freguesias do Faial. O orçamento seria de Setenta mil euros para cobrir as despesas de Recursos Humanos e materiais a precisar. As aulas decorreriam no período letivo de 2017/2018, de setembro a junho e julho e agosto seria reservado para apresentações, exposições e concertos. Acho que este projeto seria uma mais valia para ilha, porque além de formar crianças e jovens na componente artística, permitiria a realização de eventos, inseridos na programação cultural da ilha, para deleite dos locais e turistas. A Proposta 12 é sobre um Passeio Pedonal de Porto Pim que vem oferecer à Baía de Porto Pim um passeio pedonal para que tanto os habitantes da ilha do Faial como os turistas possam desfrutar do seu esplendor sem a presença constante de veículos automóveis. “Não sendo esta uma zona de passagem, é possível vedar o acesso automóvel, permitindo apenas cargas, descargas e deslocações de emergência como os bombeiros e a polícia. Será assim possível percorrer a pé a distância entre a Praia e o Portão de Porto Pim de forma a que todas as crianças, seus pais, avós e demais transeuntes frequentem esta zona balnear em segurança, sem serem sujeitos aos constrangimentos de atravessar vias automóveis. O orçamento de 87 000 euros permite que toda a área presentemente alcatroada passe a calçada portuguesa utilizando o basalto negro para motivos decorativos (ver imagens em anexo). Permite ainda criar uma zona de estacionamento para 10 automóveis e uma zona de lixos e de reciclagem tão agradável como as já existentes noutros pontos da cidade. Esta intervenção, que dota a Baía de Porto Pim de um Passeio Marítimo (como é o caso da Avenida Marginal da Horta e de muitas outras em cidades como Lisboa, Porto, Coimbra, Angra ou Ponta Delgada) contribuirá positivamente para o atual renascimento de atividades comerciais nesta zona da freguesia das Angústias.” Já a proposta número 13 visa uma Sala de ensaio/gravação para projetos musicais Faialenses. “Pretende-se criar uma sala de ensaios que permita o encontro de músicos, o surgimento de novos projetos e permitir-lhes gravar os seus sucessos por forma a dá-los a conhecer ao público em geral. Destina-se a todos os músicos desta ilha, amadores, profissionais ou em vias disso, que tenham banda formada, ou que pretendam apenas ensaiar a solo num estúdio profissional. O local ideal será a caixa forte do antigo Banco de Portugal, agora Banco de Artistas.” A requalificação do Miradouro do sítio do Piolho na freguesia dos Cedros, com um orçamento de 65 mil euros é outra das propostas. Pretende o seu apresentante ampliar o parque de estacionamento; colocar mesas e bancos em pedra e uma plataforma elevatória com vista para a freguesia; criar uma zona de merendas com casas de banho. Para a freguesia da Praia do Norte foram apresentadas duas propostas: construção da piscina na Fajã (proposta 15) que pretende ser uma estrutura turística que fomente o desenvolvimento da freguesia, geradora de riqueza e de valorização do património edificado e não edificado além de promover o desenvolvimento de outras atividades económicas como os alojamentos turísticos, restauração, o comércio e outros serviços, assim como outras atividades económicas indiretamente, como a agricultura no consumo de produtos locais. Foi também apresentada uma ideia para o “Fajã Rural Camping” (proposta 16) que pretende recuperar uma área antiga de produção vitivinícola rural típica da localidade da Fajã, que se encontra abandonada e que a freguesia da Praia do Norte adquiriu em conjunto com o Município da Horta. Este projeto permitirá a recuperação e beneficiação de currais de vinha antigos para a construção de uma zona de campismo junto à zona balnear e de lazer da baía da Ribeira das Cabras. Tenciona-se recuperar as paredes antigas que circunscreviam o terreno bem como as internas que dividiam o terreno fazendo a divisão dos currais tradicionais de vinhas, num total de extensão aproximada de 550 metros lineares. Planeia-se construir e disponibilizar duas mesas para refeições dos campistas, uma zona de estacionamento de bicicletas, uma zona de ecoponto e a colocação de um painel informativo com as informações sobre o parque e a zona envolvente. A Proposta 17 visa a Instalação de equipamentos lúdicos para crianças nas praças da cidade para combater a "desertificação" dos jardins e praças públicas da cidade, nomeadamente o Largo do Infante e Praça da República, estimulando o convívio e a interação entre crianças, pais e avós. Neste sentido, propõe-se a instalação de equipamentos lúdicos atrativos para as crianças, que potenciem a utilização destas praças públicas de uma forma divertida e descontraída. Já a Proposta 18 - Rede Anti-Águas Vivas na Praia da Porto Pim diz que “com apenas 3500€ resolve-se o problema de águas vivas na Praia de Porto Pim. Existem no mercado Redes Anti-Águas Vivas que podem ser adquiridas para o efeito, totalmente preparadas e equipadas, que apenas necessitam, posteriormente, o seu transporte até ao local e implantação. São facilmente colocadas e transportadas, podendo ser retiradas no Inverno para maior longevidade das mesmas, prolongando no tempo a sua utilização e rentabilizando o orçamento.” 85 euros é o montante requerido pela proposta 19 que visa um Curso de iniciação à fotografia à semelhança do que se realizou na ilha das Flores. A proposta 20 é mais ambiciosa. Trata-se da conversão do Quartel do Carmo em Pousada da Juventude. Esta proposta destina-se a travar a degradação continuada do Quartel do Carmo, com o aproveitamento do edifício para instalação da futura Pousada da Juventude do Faial. O público alvo serão todos aqueles que nos visitam, que passariam a usufruir de um alojamento económico num local central da cidade, com espaço para estacionamento e boa vista para a baía da Horta e para o Pico. A população local beneficiaria da criação de postos de trabalho. Possivelmente os 150000 € são insuficientes para concretizar todo o investimento, mas em parceria com o Governo Regional e/ou beneficiando de quadros comunitários de apoio, poderá ser uma realidade. Para a ilha do Faial seria uma oportunidade de requalificar e preservar património e ao mesmo tempo ficar dotada duma Pousada da Juventude, dado que o Faial é a única ilha com cidade que não tem um alojamento assim, e a par da Graciosa são as duas ilhas do Grupo Central sem Pousadas da Juventude. 65 mil euros é quanto custaria um Centro Pedagógico de Artes, Terapias e Ecologia (Proposta 21). De acordo com o seu autor, este centro conseguiria criar um local de desenvolvimento de atividades educacionais, sociais e ambientais através de dinâmicas artísticas, culturais e de terapias holísticas. A proposta 22 é um Centro de Artes da Ilha do Faial que tem como principal missão a criação, produção e difusão das artes visuais e do espetáculo do ponto de vista de uma política cultural virada para os recursos humanos, criativos e materiais da ilha do Faial. Queremos colocar a “ilha da Ventura” no mapa cultural açoriano e nacional. Para Castelo Branco surge a Proposta 23 de requalificação da zona balnear de Castelo Branco e criação de trilho pedestre entre a zona balnear e o Morro de Castelo Branco. O projeto em causa vem no sentido de requalificar a zona balnear de Castelo Branco, através da criação e melhoramento de algumas das infraestruturas já existentes naquela zona e dotar a ilha do Faial com um trilho pedestre que ligue o Porto de Castelo Branco ao Morro de Castelo Branco, dois dos sítios mais visitados da nossa ilha. A Proposta 24 implica a construção de Balneários nos Capelinhos com acesso a pessoas com mobilidade reduzida, no Porto do Comprido. Este balneário irá servir de apoio aos cidadãos que visitem esta importante zona turística. Este projeto destina-se a todos os locais e aos visitantes. A Proposta 25 é sobre Vela para adultos, competição para séniores que “nasce de uma carência a nível desportivo, e do facto de um recurso não ser tão aproveitado quanto poderia e deveria ser, o mar dos Açores. Sendo a Horta a "Cidade Mar", tendo a Horta uma das mais belas baías do mundo, tendo a Horta a marina mais movimentada do país, porque não temos mais faialenses ligados e interessados pelo mar? No Faial, o Clube Naval da Horta desempenha um papel fundamental, contribuindo para que a ligação ao mar esteja presente nas nossas crianças. Mas o que acontece a essa ligação quando as crianças se tornam adultos? E como podemos cativar o interesse de mais adultos para o mar, sem as infraestruturas e sem os equipamentos necessários? É difícil, sem dúvida! Neste sentido, apresento uma proposta com o intuito de colmatar esta lacuna. Objeto da proposta: Aquisição de 4 embarcações à vela Laser SB20. Barcos monocasco de de 6m de comprimento totalmente equipados para aprendizagem e competição”. A antepenúltima proposta (26) intitula-se ”A Cidade sai à Rua” e está integrada numa lógica de requalificação e dinamização dos seus centros históricos, bem como da promoção do espaço urbano mais vivido e saudável, existem cada vez mais cidades que optam por reduzir ou eliminar o trânsito automóvel em importantes ruas comerciais, ainda que muitas vezes recorrendo apenas a eventos temporários. Esta proposta visa a implementação de um evento deste género na cidade da Horta, com carácter temporário, de periodicidade a definir. A penúltima proposta visa a implementação de um espaço público e espaços verdes. O projeto abrange uma zona de requalificação urbanística e ambiental, importante para a ilha do Faial e para a freguesia da Feteira, mais concretamente na Rua da Igreja, num terreno contiguo à igreja paroquial. Por fim, e para o Capelo, está a proposta 28. Trata-se de um Campo Multiusos de Areia.
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