Numa organização da Associação Portuguesa de Educação Ambiental – ASPEA vai decorrer no Faial e no Pico um EcoTour Geológico.
De 20 a 25 de setembro, a Associação Portuguesa de Educação Ambiental vai estar nos Açores para dar a conhecer aos seus sócios a riqueza geológica e florística da ilha Azul e Cinzenta.
A aventura deste ano na região Macaronésica desenrola-se nestas duas ilhas do Grupo Central e “mantém a ideologia com a realização de refeições em grupo, havendo necessidade de preparar a “bucha” nalgumas atividades”, revela a associação numa nota remetida às redações.
O programa tem a duração de cinco dias e inclui subida à montanha do Pico, passeios por diversos trilhos do Faial e do Pico, visita a museus e whale watching, opcional.
As inscrições decorrem até ao dia 15 de agosto e a atividade destina-se apenas a Sócios da ASPEA.
No próximo mês de setembro vai decorrer no Faial duas ações de formação contínua de Treinadores subordinadas ao tema “Ferramentas Teóricas e Práticas”,
A primeira Formação de Componente Geral acontece de 7 a 9 de setembro, tem uma duração de 13 horas e tem como intervenientes o Professor Nuno Corte Real, que abordará a Psicologia no Desporto.
Carlos Luz falará sobre o Treino de Força em jovens e Patrícia Melo terá a seu cargo o Desporto adaptado, nomeadamente “Enquadramento Nacional e Regional” e “Métodos Estratégias para Diferentes Deficiências em Clubes e nas Escolas”.
Já a segunda ação decorre nos dias 14,15 e 16 de setembro e conta com a coordenação de Carlos Neto que apresentará o tema “Aprendizagem e Desenvolvimento Motor”, de António Raposo que tratará o tema “Traumatologia e Lesões no Desporto” e Rui Santos encerra a formação com uma intervenção Pedagógica no Treino e na Competição dos escalões de Formação.
Esta ação dá aos treinadores 5.2 créditos após as 26horas de formação e é organizada pelo Serviço de Desporto do Faial com o apoio do Governo, através da Direção Regional do Desporto, do Instituto Português do Desporto e tem ainda a Marca Açores.
A formação é gratuita e as inscrições podem ser feitas até 2 de setembro no Serviço de Desporto do Faial.
A quarta edição da Aventura no Triângulo já está em contagem decrescente.
Marcada para a primeira semana de outubro a prova vai percorrer os trilhos das ilhas do Pico, São Jorge e Faial. São três dias, três ilhas, 100kms.
Já se encontra em contagem decrescente para a prova mais marcante do Triângulo. A quarta edição do 4.ª Edição Azores Triangle Adventure® decorre na primeira semana de outubro.
Integrada no calendário nacional, esta corrida única, concilia competição com o turismo, uma vez que dá a oportunidade aos amantes do trail conhecer a correr 3 das 5 ilhas que formam o Grupo Central do Arquipélago dos Açores, nomeadamente as ilhas do Pico, São Jorge e Faial, no total de 102Km acumulados.
O Azores Triangle Aventure é um evento desportivo de trail running organizado pelo Clube Independente de Atle-tismo Ilha Azul (CIAIA) com o apoio do Governo Regional, que permite aos atletas que não pretendem fazer as três ilhas, optar por correr apenas uma das etapas. Em cada ilha haverá uma prova/etapa, realizada em semi-autonomia, com a existência de pelo menos dois postos de abastecimento que também contará como prova individual.
A primeira, etapa denominada “Da Vinha à Montanha” decorre no dia 6 de outubro, sexta-feira, com a partida de barco do Faial em direção ao Pico. Na vila da Madalena os atletas têm de percorrer a distância de 30 Kms que vai desde o nível do mar até ao ponto mais alto de Portugal, a Montanha do Pico, com 2351m de altitude.
Na segunda etapa os atletas rumam até à ilha de São Jorge. O Trail das Fajãs, também com 30kms, inicia-se no complexo vulcânico mais antigo da ilha, na freguesia de São Tomé, percorrendo de seguida algumas fajãs da costa sul. O trail segue para o alto da colina para descer em direção às fajãs do norte. Aqui integra-se a Fajã da Caldeira de Santo Cristo, um dos destinos turísticos mais procurados, principalmente pelos amantes do surf. A Fajã dos Cubres onde termina esta 2.ª etapa é umas das 7 maravilhas de Portugal – Aldeias na categoria Aldeias de Mar, é composta por uma área plana que resultou de movimentos de massa de vertente, depositados na base de arribas abruptas. O “Cubre” deriva da planta com o mesmo nome, em grande abundância por ali.
A terceira etapa decorre na Ilha do Faial, com a Maratona dos dez Vulcões, com uma distância 42 km. Esta prova inicia-se no Vulcão dos Capelinhos, tendo como linha de partida o Porto do Comprido, atravessa os 10 vulcões adormecidos, entrando na Levada, a maior obra de engenharia hidráulica da década de 60 nos Açores. Sobe até à Caldeira e daqui desce, por caminhos antigos, até à cidade da Horta, umas das mais belas baías do mundo.
A Comissão Política do PSD/Faial (CPI Faial) defendeu que a Comissão Organizadora da Semana do Mar deveria ser presidida por um cidadão convidado, permitindo não só mais “inovação e dinamismo” como também mais “transparência” ao orçamento do maior evento da Ilha.
Numa conferência de imprensa, realizada na manhã da passada segunda-feira, dia 20 de agosto a CPI Faial, fez um balanço da 43.ª edição da Semana do Mar (SM) e apresentou um conjunto de medidas que gostaria de ver implementadas com vista a trazer mais “inovação e dinamismo” a este evento tornando-o numa “festividade ainda maior e melhor”.
Do conjunto de medidas apresentadas pelo PSD/Faial para a maior festa da Ilha, Estevão Gomes destacou o modelo de organização.
O presidente da CPI Faial, apesar de reconhecer “o papel e o esforço de todos os que ao longo destes anos deram o seu melhor na organização” deste evento, nomeadamente o Clube Naval da Horta, que no seu entender “organiza de forma exemplar o maior festival náutico do país” defendeu que a Comissão Organizadora deveria ser “presidida por um cidadão convidado” com vista a trazer “mais inovação e dinamismo” à organização do mesmo.
No entender do PSD/Faial o espaço da festa também deveria ser repensado e reorganizado. Segundo Estevão Gomes, era fundamental devolver a avenida às pessoas à noite e durante o dia à circulação rodoviária. Neste sentido defendem a alteração do Palco Principal para a Marina para que a feira gastronómica possa ser revitalizada assim como as tasquinhas possam ser “distribuídas pelo espaço onde atualmente funcionam e até à Rua Conselheiro Miguel da Silveira”.
Para esta estrutura partidária, também a Expomar necessita de ser revista. Apesar de considerarem como “uma boa ideia”, observam que esta “não tem conseguido atingir na plenitude os seus objetivos”. Segundo Estevão Gomes a Expomar deve “evoluir e dar origem a um novo e maior evento ligado ao mar”. Neste contexto propõem a realização da “Feira Internacional do Mar dos Açores”, com conferências e whorkshops que divulguem o conhecimento científico aqui produzido e com oportunidades de negócio nas diversas áreas da economia do mar”, salientou.
A este respeito propõe ainda a CPI Faial que “este novo evento se realize num calendário mais adequado às empresas ligadas ao mar”, como forma a “ajudar a dinamizar a nossa economia e a potenciar e a afirmar a Horta como Capital do Mar dos Açores”.
Entre as propostas apresentadas, consta ainda o Festival Náutico. Para o PSD/Faial “é imperioso aproximar as duas festas” e envolver mais as pessoas com o que se passa no mar e em terra, sugerindo que as cerimónias de entrega de prémios das provas sejam feitas nos diversos palcos da festa.
Reforçar a internacionalização da SM e dignifica-la é também outras das ideias apresentadas pela CPI Faial, a par de mais transparência das contas. “Exige-se que todos os faialenses conheçam, com rigor, as contas da SM”, consideram.
De acordo com Estevão Gomes, a SM constitui “o principal evento social, cultural e económico da ilha, que todos queremos cada vez mais apelativo para residentes e visitantes”, afirmou.
Na conferência de imprensa que contou ainda com a presença dos deputados regionais faialenses do partido, dos vereadores e a bancada na Assembleia Municipal do PSD na Câmara da Horta, o presidente da CPI dos social democratas referiu que muitas das sugestões apresentadas “fizeram parte do manifesto da Coligação Acreditar no Faial, nas últimas autárquicas, e muitas delas estão refletidas nas conclusões das tertúlias sobre a SM promovidas em 2014 pela sociedade civil”.
“São soluções há muito reclamadas, debatidas e ambicionadas pelos Faialenses, pelo que não entendemos a renitência e a teimosia da Câmara Municipal da Horta em não as experimentar”, afirmou Estevão Gomes.
No que se refere ao balanço da 43.ª edição da SM, a CPI Faial considera que teve “aspetos positivos e negativos, alguns deles há muito identificados. Como positivos destacou “o programa náutico que singulariza e caracteriza a festa no contexto regional, nacional e internacional”, assim como a preocupação ambiental, considerando a eliminação dos copos de plástico como uma boa medida, mas que no seu entender “devem ser aprimorados e reforçados os cuidados higiénicos e sanitários que lhe devem estar subjacentes”, defendeu.
PSD/Açores questiona Governo sobre perímetro de ordenamento agrário Cedros/Salão
Os deputados faialenses eleitos pelo PSD/Açores num requerimento entregue na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores na passada semana, questionaram o Governo sobre as operações de emparcelamento rural e instalação de infraestruturas físicas, como caminhos agrícolas, abastecimento de água e eletrificação agrícola, no âmbito da portaria que criou o Perímetro de Ordenamento Agrário (POA) Cedros/Salão, no Faial.
Carlos Ferreira e Luís Garcia, avançam que a portaria que cria o POA Cedros/Salão, com uma área de 1.600 hectares, data de 2016, mas “até agora pouco ou nada se viu da implementação de um diploma que procurava resolver os constrangimentos diários e custos acrescidos para os agricultores”.
“A necessidade e a urgência deste investimento justifica-se com os constrangimentos diários e os custos acrescidos que afetam os agricultores naquela zona, resultantes, entre outros, dos maus acessos às explorações, do necessário transporte de água e também devido à pequenez das parcelas que caraterizam aquela área”, referem no documento.
Os parlamentares lembram que o executivo açoriano se comprometeu, através do IROA, a promover um “estudo definitivo e a elaboração de projetos” para a implementação do POA Cedros/Salão e questionam o Governo, além do montante e do calendário do investimento público, sobre “quantas explorações agrícolas e de que fileiras serão abrangidas por este POA”.
O PCP Açores requereu ao Governo dos Açores informações sobre qualquer plano que tenha estruturado para intervir na rede viária da ilha do Faial.
O partido está preocupado com o estado de degradação das vias de circulação da ilha.
O grupo parlamentar do PCP Açores mostrou-se preocupado com o estado de degradação da maioria das vias de circulação da ilha do Faial, que no seu entender colocam “em causa a segurança de quem por elas circula”.
“A Ilha do Faial possui mais de 200 quilómetros de vias de circulação, entre estradas regionais, municipais e caminhos agrícolas, sendo que mais de 70% são asfaltadas, constituindo uma vasta rede de serviço às populações e às atividades económicas”, explicou a representação do PCP no requerimento entregue ao Governo Regional.
No documento o PCP/Açores observa que “a grande maioria destas vias de circulação da Ilha do Faial estão num avançado estado de degradação, em especial em relação ao estado dos pavimentos, com evidentes incómodos e prejuízos nas viaturas, bem como colocando sérios perigos para a segurança de quem tem de circular por essas estradas”.
Dois exemplos apresentados no requerimento são os troços da Estrada Regional entre o Aeroporto e a variante da Feteira ou na zona da freguesia de Pedro Miguel.
O PCP Açores considera “urgente a definição de prioridades para a recuperação da rede viária do Faial, a rede regional e agrícola”, e ainda ser necessário e também vantajosa “a existência de cooperação do Governo Regional com a Câmara Municipal da Horta, para a reabilitação das vias que são da sua responsabilidade”.
Neste sentido, a representação parlamentar do PCP questionou o Governo Regional sobre a existência de algum plano estruturado e calendarizado, de curto e médio prazo, para uma intervenção global nas vias regionais da Ilha do Faial, qual o valor já executado e que vias já foram intervencionadas, tendo em conta o valor orçamentado para recuperação das estradas do Faial definido para o ano corrente e, por fim, que medidas pretende implementar para a reabilitação da rede viária da Ilha.
O Governo dos Açores irá assinar um contrato, num valor superior a 20 mil euros, com a empresa Accenture Portugal que visa a realização de uma auditoria externa às estruturas que compõem a Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados.
O Governo Regional anunciou, na passada terça-feira, que irá realizar uma auditoria externa às estruturas que compõem a Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados (RRCCI), designadamente equipas de Coordenação Regional, de Coordena-ção Local e de Gestão de Altas.
Com esta iniciativa, o Governo pretende garantir a igualdade no acesso ao internamento nas unidades de cuidados continuados integrados da Região e tornar os processos de admissão mais rápidos.
Neste sentido, os principais objetivos da auditoria passam por analisar a eficácia dos instrumentos de gestão/suporte às diferentes equipas da RRCCI, assim como avaliar os relatórios de monitorização e indicadores de desempenho adotados enquanto instrumentos de avaliação do funcionamento da rede.
Accenture Portugal é a empresa escolhida para assinar o contrato com um valor superior a 20 mil euros que deverá iniciar os trabalhos no final de agosto e que se prevê que decorram durante 30 dias.
A Sociedade Filarmónica Unânime Praiense (SFUP) levou a cabo mais um estágio de verão que reuniu cerca de 80 músicos de várias bandas da ilha do Faial, sob a orientação de seis formadores.
O II Estágio de verão terminou com um concerto integrado nas festas em honra de Nossa Senhora da Graça que contou com a participação especial da cantora nacional Carla Ribeiro.
No fim do estágio Tribuna das Ilhas falou com a direção da Unânime Praiense que fez um balanço positivo do evento, revelando que a qualidade dos formadores permitiu garantir aos participantes formação com qualidade.
De 13 a 18 de agosto, 80 músicos de diversas bandas filarmónicas da ilha estiveram reunidos naquele que foi o II Estágio de Verão da SFUP.
Ao longo de cinco dias os participantes, estiveram em intensa formação, supervisionados por seis formadores, num ambiente musical único e descontraído que teve como objetivo permitir o desenvolvimento da aprendizagem individual e o aperfeiçoamento na execução instrumental, promovendo o trabalho coletivo com outros músicos.
O evento terminou no sábado com um concerto no âmbito das festas em hora da padroeira da freguesia da Praia do Almoxarife, Nossa Senhora da Graça, que contou com a participação especial da cantora continental Carla Ribeiro, que permitiu à filarmónica demonstrar os conhecimentos adquiridos durante este estágio.
Tribuna das Ilhas esteve à conversa com a direção da SFUP que se mostrou bastante satisfeita com o sucesso do evento salientando a este respeito que “foram cumpridos a grande maioria dos objetivos estabelecidos inicialmente”.
De acordo com o presidente a “qualidade dos formadores” que conseguiram reunir, garantiram aos participantes “formação com uma qualidade a que não temos facilmente acesso na ilha do Faial”, permitindo que no “final conseguimos apresentar um espetáculo diferente e exigente”, afirmou Daniel Silva.
Neste II Estágio o dirigente lamentou a pouca participação de músicos em relação ao primeiro ano. “Não posso deixar de frisar aquilo que correu menos bem que teve a ver com a participação”, disse, adiantando que “tivemos menos participantes do que na edição anterior o que efetivamente não desejávamos”.
“É um aspeto negativo, mas que também não nos faz parar e os que participaram, jovens e menos jovens, fizeram-no com um empenho extraordinário que não posso deixar de salientar”, afirmou com satisfação o presidente da SFUP.
Questionado quanto à continuidade destes Estágios o músico salientou que “enquanto organização, considero que é importante para a Unânime Praiense apostar nestas formações”, uma vez que “é uma forma da banda poder evoluir”.
“Acabamos por estabelecer contatos e amizades com pessoas que na área da música, fora do período de estágio, nos ajudam e são pontos de contacto que temos”, registou.
O presidente entende ainda que “para os participantes, muitas vezes como se tratam de jovens, este género de workshop é o primeiro contacto que têm com músicos profissionais. A par disso é sem dúvida uma oportunidade de adquirir novos conhecimentos e experiências”, observou.
A este respeito, Daniel Silva, garantiu que estas formações são para continuar explicando que “este foi II Estágio de Verão, mas na história da Unânime Praiense este género de formação já é feita há vários anos. Seja com a atual designação ou com outra diferente, esta será uma aposta para continuar”, frisou.
Numa observação à música no Faial nomeadamente em relação à formação e continuidade das bandas filarmónicas e recrutamento de músicos na ilha, o presidente da SUFP avança que “as filarmónicas do Faial têm feito um esforço e fazem um trabalho meritório ao nível das escolas de música. Claro que algumas com mais sucesso do que outras, mas a verdade é que eu penso que há noção da importância desta componente formativa”.
De acordo com o dirigente “como em outras áreas da sociedade, também nas bandas notamos que as pessoas estão um pouco mais comodistas o que não facilita o recrutamento a par da grande diversidade de atividade em que as crianças e os jovens estão inseridos. Atualmente as filarmónicas já não são o escape que em tempos passados foram”, lamentou.
“Em conclusão, penso que há formação de base nas nossas filarmónicas e nota-se que há vontade de ir um pouco mais além, nomeadamente com o exemplo do estágio que organizamos e em que participaram músicos de outras três bandas do Faial. Não estamos numa época fácil para recrutar músicos, mas não podemos nem devemos desanimar pois as filarmónicas são elementos fundamentais da nossa cultura açoriana e tudo devemos fazer para que assim continuem”, considerou.
Já foi publicado em Jornal Oficial a resolução que aprova o I Plano de Ação de Combate à Pobreza e Exclusão Social que prevê um conjunto de 83 ações implementar para diminuir a pobreza e a exclusão social na Região.
No passado dia 22 de agosto, foi publicada em Jornal Oficial a Resolução n.º 95/2018 que aprova o I Plano de Ação para o biénio 2018-2019 no âmbito da Estratégia Regional de Combate à Pobreza e à Exclusão Social delineada pelo Governo dos Açores.
Este plano foi aprovado no Conselho de Governo a 12 de julho e abrange um conjunto de 83 ações a implementar que levam à concretização das prioridades identificadas naquela estratégia para o combate aos fenómenos da pobreza e exclusão social na Região.
Segundo o Gabinete de Apoio à Comunicação Social, entre estas medidas “constam ações de cariz mais experimental, outras novas, de abrangência generalizada, e outras ainda que pretendem melhorar medidas já em curso na Região, mas cujos processos serão revistos com vista a elevar os resultados até aqui alcançados”, não esquecendo as “ações mais direcionadas a territórios onde as questões da pobreza e exclusão social se colocam com mais preponderância”.
Neste sentido, destaca-se na área da juventude medidas como o aumento do número de crianças acompanhadas nas consultas de Saúde Infantojuvenil, que visa a vigilância reforçada e a deteção precoce de eventuais problemas de saúde e o reforço dos programas de Educação Parental, estimando-se abranger 470 pais ou outras figuras parentais no decurso do biénio.
A integração em creche crianças de famílias mais pobres também será assegurada de forma a diminuir as desigualdades com um aumento de 130 novas vagas disponíveis até 2019.
A Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social foi desenvolvida com um horizonte temporal de 10 anos e tem quatro prioridades estratégicas de intervenção: garantir um processo de desenvolvimento integral e inclusivo a todas as crianças e jovens desde o início de vida, reforçar a coesão social, promover uma intervenção territorial e assegurar o conhecimento adequado sobre o fenómeno da pobreza na Região.
Este Plano propões melhorar as políticas públicas, potenciando um conjunto de mecanismos que conduzam à elevação da qualidade de vida dos Açorianos.
O Plano para o biénio 2018-2019 será divulgado junto das populações através de sessões que serão realizadas até ao final de 2018 em todos os concelhos da Região, apelando assim ao envolvimento de todos na sua concretização.
Também será divulgado junto da administração regional e dos vários departamentos a fim de garantir a articulação necessária entre estes no desenvolvimento concertado das ações previstas neste Plano.
Já abriu na Horta um dos espaços mais originais do ramo automóvel.
A Azores Hot Rod promete, a par da transformação de viaturas antigas, ser uma referência no mundo “motard” com a venda de acessórios de estilo mais vintage.
A gift shop do casal Ricardo e Sandra Freitas pretende ainda ser uma marca de referência na ilha através da criação de uma linha de artigos da loja.
Como forma de diversificar a oferta e adaptar o negócio ao mercado local, o casal resolveu ainda apostar na venda de artesanato, souvenirs e lembranças sobre os Açores, disponibilizando aos turistas alguma da tradição faialense.
O casal abriu as portas do novo estabelecimento ao Tribuna das Ilhas e revelou como a Azores Hot Rod se tornou num sonho tornado realidade.
Ricardo Freitas jornalista de profissão, fora da informação, das notícias e da escrita é um “amante” dos veículos “clássicos” e das motas.
Ricardo Freitas revela a este semanário que esta sua “paixão” vem desde jovem quando tirou carta de condução, e tem crescido por influência dos “programas de transformação automóvel dos canais de televisão, como o Discovery ou o História, com origem no mercado norte-americano, onde existe uma grande cultura “hot rod”.
Embora não se considere um “colecionador”, o jornalista tem na sua garagem duas relíquias, que lhe custaram “muitas noites sem dormir”.
Com a modéstia de quem gostaria de se tornar num colecionador de carros, o empresário avança que tem “apenas duas viaturas clássicas. Uma carrinha Ford Y de 1932 e um Toyota Carina de 1971”, para além de “uma mota, que já se pode considerar antiga, uma Harley Davidson Sportster, de 1992, com um sidecar acoplado”, conta.
A este respeito o proprietário conta que foi na internet que descobriu a carrinha com um visual que “tanto gostava” e decidiu adquiri-la. “Na altura, ela tinha apenas a cabine, o chassi e as rodas. Mas pior do que isso, não tinha documentos”, conta.
Esta situação obrigou-o a contratar um engenheiro mecânico, “para fazer um projeto de transformação e entregá-lo na Direção de Viação, para que a carrinha pudesse circular legalmente”.
Foi exatamente o resultado final deste projeto de transformação da carrinha Ford Y, e também da construção do um sidecar para a sua mota, que o levaram a ponderar a hipótese de abrir um espaço comercial ligado a esta área.
“Julgo que ambos os projetos ficaram espetaculares, e como este tipo de transformação automóvel não é comum por estas bandas, decidi arriscar”, avança à nossa reportagem.
A Azores Hot Rod abriu as suas portas na Praça da República, junto ao mercado no passado dia 15 de agosto, com inúmeros convidados amantes dos clássicos e das motas.
Segundo o empresário, a loja pretende divulgar, para já, “os projetos de transformação, mostrando que há conhecimentos e capacidade instalada na ilha para concretizar projetos desta natureza. Aliás, há outros que já surgiram depois dos meus”, salienta.
Quanto ao conceito Gift Shop, o proprietário reconhece que “a vertente de transformação automóvel e “hot rod” é, naturalmente, um nicho de mercado, que se torna ainda mais reduzido numa terra pequena como o Faial”, por isso, quando com a sua esposa Sandra decidiu abrir o espaço optaram por complementar o negócio com um conjunto de soluções variadas e de qualidade que permitisse vincar no mercado local.
“Optámos por associar outras vertentes a este negócio, nomeadamente a vertente turística, com a venda de souvenirs e lembranças sobre os Açores, para quem visita a ilha, apostando no artesanato local e não só, e também numa vertente ligada ao mundo motard (no qual também me incluo), para venda de alguns acessórios (capacetes, coletes, casacos e luvas), tudo num estilo mais vintage”, afirma.
Mas a Azores Hot Rod, não se fica só por aqui, Ricardo revela que pretende ainda ser uma marca de referência na ilha, por isso decidiram “apostar também numa linha de artigos com o nome e imagem da loja”, nomeadamente t-shirts, bonés, canecas, canetas, blocos de notas, postais e quadros.
A par de todos estes serviços, Azores Hot Rod”, dispõe ainda de um serviço de aluguer de bicicletas, “também elas de estilo vintage, mais destinadas ao turista que pretende passear pela cidade, com comodidade”, revela.
Apesar de a loja agora ser uma realidade, de acordo com Ricardo Freitas, não foi um sonho fácil de concretizar.
“Infelizmente, levámos tempo de mais!”, lamenta reforçando que “inicialmente, tínhamos apontado abrir a 1 de junho, no início do verão, mas a burocracia que este tipo de investimentos implica, obrigou-nos a adiar um mês e meio a sua abertura”.
No entanto, e apesar do atraso na inauguração, o empresário está otimista com o sucesso do negócio. “O verão já vai a caminho do fim, mas o público alvo do nosso espaço não é apenas o turista que vem ao Faial nesta altura do ano. Pretendemos apostar no turismo de cruzeiro, que tem vindo a crescer substancialmente nos últimos anos. Em setembro são esperados mais cinco navios de cruzeiro no Faial e isso é bom!”, sustenta com entusiamo.
“As coisas estão feitas, neste país, não para ajudar e incentivar ao investimento, mas exatamente em sentido contrário. Fomos alertados, várias vezes, ao longo deste percurso, para o facto de não podermos avançar com nada, enquanto não tivéssemos as respetivas autorizações. Muitas vezes, elas levam uma eternidade a chegar e quem quer investir é obrigado a cruzar os braços e aguardar. Talvez por isso, há muito boa gente que desiste ou nem se atreve a começar”, desabafa.
De acordo com o empresário, para abrir este espaço contaram com o apoio do programa CPE-Premium, através da Segurança Social, destinado à criação do posto de trabalho para quem se encontra desempregado. “Naturalmente que o dinheiro não deu para tudo, por isso, recorremos também a um programa de micro-crédito”, revela Ricardo Freitas.
Numa análise ao mercado local o empresário considera que “a fase mais complicada da crise financeira já passou. Houve uma altura em que batemos, literalmente, no fundo, mas agora já se nota alguma retoma”.
Para Ricardo Freitas “há mais espaços comerciais a abrir na cidade, menos lojas fechadas, e o aumento do turismo tem levado muita gente a investir nesta área”.
Por outro lado, o empresário observa “que é necessário que surja mais investimento privado nesta ilha. Há o hábito de se dizer que o Faial parou no tempo, mas poucos parecem dispostos a mudar o cenário”, entende.
Neste contexto, Ricardo Freitas refere ainda, que “nota-se mais movimento nas ruas, sobretudo nesta altura do ano e as pessoas já não se retraem tanto, em termos de consumo”.
A este respeito acrescenta que “há dois anos atrás, por exemplo, existiam mais lojas fechadas na nossa cidade, mas agora é cada vez mais difícil encontrar um espaço com valores de renda acessíveis”.
O empresário alega também que “não surgem mais investimentos, porque os proprietários dos espaços comerciais pedem muito dinheiro pelas rendas. E muitas vezes, esse custo fixo, inviabiliza o negócio!”.
Para o sucesso do seu negócio o proprietário avança que já tem uma estratégia bem definida que passa acima de tudo pela divulgação da loja nos principais pontos turísticos.
“Para já, temos de apostar na publicidade. Distribuir panfletos com informação da loja pelos principais pontos de interesse turístico e pelos operadores turísticos”.
Para além da distribuição de panfletos, Ricardo Freitas diz querer aproveitar o investimento feito nas suas viaturas clássicas para promover a Azores Hot Rod.
“Vou estacionar as minhas viaturas estrategicamente ao longo da cidade, para captar a atenção das pessoas para o negócio. Temos de levar o cliente a procurar o nosso estabelecimento, em vez de aguardar apenas que ele entre pela porta dentro”, conclui.


O Vice-Campeão Nacional de Trail Dário Moitoso do Clube Independente de Atletismo Ilha Azul - CIAIA e Mário Leal, o pai do trail no Faial e diretor de prova do Azores Trail Run, vão participar no Ultra Trail du Mont Blanc - UTMB, considerado como o principal evento mundial de trail da atualidade.
Os atletas faialenses estão entre os 192 portugueses que vão participar na edição de 2018 desta prova que decorre de 31 de agosto a 2 de setembro nos Alpes franceses e que reúne mais de 7000 participantes.
A prova principal deste evento é o UTMB com uma distância de 170 kms à volta do Monte Branco, que apresenta um desnível positivo acumulado de 10.000 metros e que vai contar com a presença de 64 portugueses.
Na CCC, prova de 101 kms com 6.100 metros de desnível positivo, estarão presentes 45 corredores nacionais da modalidade, entre os quais se destaca o nome do atleta faialense do CIAIA, Mário Leal.
Dário Moitoso vai competir na prova mais jovem do evento, o OCC com uma distância de 55 kms e 3.500 metros de desnível positivo.
Em vésperas da sua partida para o evento mais mediático do trail mundial o Tribuna das Ilhas falou com o atleta faialense. O vice-campeão nacional, revelou, que o seu objetivo é chegar ao fim e “disfrutar ao máximo do evento e das suas paisagens”.
O atleta faialense, revelou que tem “feito alguns treinos” por isso a nível físico diz estar a “sentir-se bastante bem” pelo que pretende dar o seu máximo. Nesta corrida vão participar apenas 42 atletas portugueses.
Na TDS, um percurso com 119 Kms e 7.250 metros de desnível positivo, estarão presentes 33 portugueses.
De destacar ainda a participação de um atleta do Pico, Carlos André que vai disputar pela primeira vez a prova raínha, os 170kms. Esta é a segunda vez que o desportista é selecionado para participar neste evento, tendo no ano passado disputado a distância 119 kms, o TDS.
Esta é uma competição que põe à prova as capacidades dos atletas, uma vez que apresenta uma das mais elevadas taxas de insucesso em que a participação dos atletas é feita por sorteio. Dos 450 portugueses (ou residentes em Portugal) que se candidataram, apenas a 192 calhou a oportunidade de percorrer os trilhos dos alpes franceses, italianos e suíços.
Também nesta altura os Alpes Franceses recebem mais de 50.000 visitantes, incluindo expositores que aproveitam para apresentar as suas provas e divulgar os seus produtos.
Em Chamonix, entre os expositores da principal feira direcionada para o turismo ativo e trail running em particular, encontra-se uma representação do Azores Trail Run, que à semelhança dos anos anteriores aproveita este grande certame para promover a Região Autónoma dos Açores e mais concretamente as suas provas e principalmente o Azores Triangle Adventure, que decorre já na primeira semana de outubro.