Tribuna das Ilhas

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01
junho

ERSARA - Entrega “Selos da qualidade da água para consumo humano”

Escrito por João Paulo Pereira

No passado dia 15 de maio, numa cerimónia pública que decorreu no Teatro Faialense, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores (ERSARA) entregou a nove entidades da Região o Selo da qualidade da água para consumo humano.

A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores (ERSARA) entregou a nove entidades da Região Autónoma dos Açores o Selo da qualidade da água para consumo humano. numa cerimónia pública que decorreu no Teatro Faialense.
Nessa cerimónia, o Presidente do Conselho de Administração da ERSARA, Hugo Pacheco, considerou que a água dos Açores “é, não de boa qualidade, mas de excelente qualidade”, a qual é atestada pelos mais recentes resultados que se encontram publicados “no relatório anual da qualidade da água dos Açores”.
Segundo o Presidente do CA “pela primeira vez em Portugal, uma água da torneira atingiu um valor por Região de 98,97%, quase 99% de qualidade da água”, que não é um objetivo fácil de atingir, mas “os Açores atingem esse marco de qualidade da água”, que não é recente.
Efetivamente, desde há três anos a esta parte, a qualidade da água dos Açores tem estado acima dos 99%, o “que é motivo para termos uma confiança na água que temos na torneira nas nove ilhas dos Açores, dos dezanove concelhos dos Açores”, salientou Hugo Pacheco numa conversa moderada por Roberto Morais nesta cerimónia oficial.
De acordo com o Presidente da ERSARA “qualidade” significa “a água que se encontra sujeita a um controlo rigorosíssimo”, feito por laboratórios independentes e estes também acreditados por entidades independentes”. No caso dos Açores, em toda a Região foram realizadas cerca de 22 mil análises durante todo o ano de 2017, que cobre um leque muito abrangente de parâmetros, microbiológicos, físicos e químicos, e que permitiram chegar à conclusão de uma enorme confiança na água dos Açores.
Para Hugo Pacheco, a ERSARA tem a preocupação de que “haja bons dados, dados com grande fiabilidade”, de modo a que olhando para os mesmos se consiga fazer uma “análise real, sincera da situação existente”.
O Comissário de Portugal no VIII Fórum Mundial da Água, presente nesta cerimónia, começou por destacar o facto de “a água é hoje uma prioridade para as Nações Unidas”, sendo este um tema que une todos na convicção da sua importância, mas “que também divide sociedades quando a água é escassa e têm que a partilhar”.
Por isso, afirmou o Comissário “a partilha da água ganha uma grande dimensão no sentido de evitar conflitos”, alguns deles já existentes à volta da água e da sua escassez. “Pode dizer-se que em relação ao objetivo seis, que é a água, Portugal encontra-se numa situação confortável”, disse.
Trata-se de um objetivo muito importante pois incorpora diversas metas ligadas à água recurso, à água serviços e aos ecossistemas da água, tendo uma caraterística fundamental, pois cruza com todos os outros objetivos. Isto porque “não se pode falar do objetivo pobreza sem falar da água, não se pode falar do objetivo saúde ou desenvolvimento sem falar de água”, pelo que a água tem importância em si e pela transversalidade que tem.
Após esta conversa onde foram abordados temas relacionados com a água, procedeu-se à cerimónia de entrega dos prémios daqueles que mais se distinguiram ao longo de 2017 nos seus municípios na qualidade da água que levaram às suas populações.
O Selo da qualidade da água para consumo humano, que visa contribuir para um melhor desempenho das entidades gestoras, bem como para o incremento da confiança da qualidade da água da torneira por parte dos consumidores, e premeia o mérito dessas entidades gestoras, foram atribuídas às seguintes entidades: Câmara Municipal da Horta, Serviços Municipalizados de Angra do Heroísmo, Câmara Municipal do Corvo, Câmara Municipal da Lagoa, SMAS de Ponta Delgada, Câmara Municipal das Lajes das Flores, Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, Nordeste Ativo, Câmara Municipal da Povoação.

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01
junho

AFAMA - Assinado protocolo entre a associação e a CMH

Escrito por Flávia Taibo

A Associação Faialense dos Amigos dos Animais (AFAMA) e a Câmara Municipal da Horta (CMH) assinaram um protocolo no valor de 10 mil euros que visa o bem-estar, a alimentação e a assistência veterinária aos animais alojados pela associação.

A AFAMA e CMH assinaram, na passada sexta-feira, um protocolo de cooperação financeira, no valor de 10 mil euros.
Segundo José Leonardo Silva, o objetivo deste protocolo é assegurar “o alojamento de gatos vadios ou errantes de todo o concelho, mediante o espaço que a AFAMA tiver disponível” à legalização do Centro de Recolha Oficial de Animais.
Com este apoio, a AFAMA vai poder esterilizar, alimentar e prestar cuidados de higiene e saúde aos animais alojados nas suas instalações até à sua adoção.
Este protocolo visa ainda a realização de ações de informação, juntamente com as Juntas de Freguesia, “sobre o novo sistema de registo dos animais domésticos, nomeadamente sobre a chipagem dos mesmos”, revelou o presidente da CMH.
O edil avançou ainda que o Município irá iniciar “uma campanha de bem-estar animal e de combate ao abandono, em parceria com a AFAMA, a GNR e a PSP, que passará também pela distribuição de informação aos munícipes sobre a esterilização dos animais de companhia e sobre o combate ao abandono animal”.
José Leonardo avançou ainda que a empreitada do Centro de Recolha Animal já está em “andamento e prevê-se que até ao final do ano, mais tardar, início do ano que vem já esteja a funcionar”.
Por sua vez, Victor Reis, presidente da direção da AFAMA, sublinhou a importância deste protocolo para a associação, para os animais e para o seu bem-estar.
A AFAMA mostrou-se ainda disponível em colaborar com a CMH em tudo o que for necessário.

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01
junho

Associativismo - CMH assina protocolos de cooperação social com Impérios do Faial

Escrito por Susana Garcia

Na passada segunda-feira, a Câmara Municipal da Horta (CMH), procedeu à assinatura de protocolos de cooperação social no valor de 200 euros, com 29 impérios da Ilha do Faial.
No entender da autarquia faialense as “entidades do associativismo canónico desenvolvem atividades de mérito que contribuem para as causas humanitárias, culturais e religiosas do concelho” e são ainda “um pólo de preservação e dinamização” do património cultural e religioso.
Para a CMH é também de “extrema importância continuar a apoiar a realização das celebrações em honra do Divino Espírito Santo com o pagamento da licença dos bombeiros e da Sociedade Portuguesa de Autores”.
Segundo o presidente, “a isenção de taxas que a CMH leva a efeito, por altura das festividades do Espírito Santo, representam cerca de 5000 euros de apoio aos impérios”.
“Somos a única autarquia dos Açores que celebra protocolos com os impérios, o que é demonstrativo da importância que a CMH dá à sua cultura”, salientou José Leonardo Silva na ocasião.

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01
junho

Trybio - Associação promove workshops biológicos

Escrito por Flávia Taibo

No âmbito do Encontro do Mundo Rural, que decorre de 1 a 3 de junho, na Quinta de São Lourenço, a Trybio – Associação de Produtores e Consumidores de Agricultura Biológica vai promover dois workshops, que terão lugar no Jardim Botânico do Faial, com o engenheiro César Medeiros, coordenador do projeto “As Nossas Quintas” da Cáritas na ilha Terceira.
O primeiro workshop intitulado “Hortas e Jardins BIO”, realizou-se no dia 31 de maio, com uma componente teórica das 9h30 às 12h30 e uma componente prática das 14h às 17h, nos Serviços Desenvolvimento Agrário do Faial.
O segundo workshop dedicado aos “Sistemas de Produção de Saladas BIO” irá realizar-se hoje com uma componente teórica das 9h30 às 12h30 e uma componente prática das 14h às 17h, nos Serviços Desenvolvimento Agrário do Faial.

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01
junho

Azores Trail Run® - Cerca de 800 atletas participaram nas sete provas

Escrito por Flávia Taibo

Cerca de 800 participantes, de 30 nacionalidades, participaram nas sete provas que compuseram a 5.ª edição do Azores Trail Run®, que decorreu de 24 a 26 de maio, no Faial e no Pico.
No entanto, os grandes vencedores da prova mais longa do Azores Trail Run®, a Grande Rota dos Baleeiros com 125 Km, foram Bruno Coelho Sousa e Sofia Roquete, atletas da seleção nacional de trail running.

O Azores Tail Run®, que teve lugar no passado fim de semana é composto pelo Kids Trail de caracter não competitivo, o Mini Family Trail com 10 km, o “Trilho dos 10 Vulcões” de 25km que parte do Parque florestal do Cabouco com destino ao Vulcão dos Capelinhos, o “Faial Costa a Costa”, com 42 km, o “Ultra Ilha Azul”, prova de 65 km, a Grande Rota dos Baleeiros com 125 Km, na ilha do Faial e o Km Vertical da Ilha do Pico.

Este evento, que estreou a sua prova mais longa o ano passado, vai na sua quinta edição, tendo contado com cerca de 800 participantes de 30 nacionalidades.
Segundo Mário Leal, diretor da prova, “o sucesso da edição deste ano comprova que os atletas querem descobrir o Faial e os Açores. O arquipélago foi marcado durante mais de um século pela atividade baleeira, e foi nesta tradição que a prova se inspirou. É uma homenagem que fazemos aos baleeiros e ao património cultural que nos deixaram. As nossas provas não percorrem apenas trilhos, contam histórias e permitem reviver essas histórias. São uma experiência que une desporto, com turismo e tradição”.
Com mais de 100km, a Grande Rota dos Baleeiros® atravessa toda a ilha do Faial com a missão de redescobrir e dar a conhecer a história baleeira aos 61 atletas que nela participaram e que tiveram a oportunidade de navegar num antigo bote baleeiro.
Apesar de terem saído da partida no porto do Salão os 61 atletas desta prova, nem todos conseguiram chegaram ao fim localizado no Vulcão dos Capelinhos, tendo-se sagrado vencedor o português Bruno Coelho Sousa que levou 13 horas, 6 minutos e 29 segundos a percorrer os 125 km.
Nesta prova na categoria masculina, ficou em segundo lugar Paulo Lopes (13:42:06), seguido por Mathieu Blanchard (14:05:02).
Na categoria feminina, a grande vencedora foi a também portuguesa Sofia Roquete que completou a prova em 15 horas, 18 minutos e 5 segundos. No segundo lugar do pódio ficou Tuxa Negri (20:43:22) e em terceiro Sónia Túbal (22:08:50).
O “Ultra Ilha Azul”, no pódio masculino ficaram Tòfol Castanyer (06:03:11), Hélio Fumo (06:48:46) e Fabrice Daletto (07:06:32) em primeiro, segundo e terceiro lugar, respetivamente.
Na classe feminina, os três primeiros lugares foram entregues, por ordem descendente, a Paula Barbosa (08:06:32), Cláudia Batalha (09:02:45) e Filipa Castela (09:36:02).
Na prova do Faial Costa a Costa, o faialense do CIAIA, Dário Moitoso (03:40:07) ocupou o primeiro lugar dos masculinos, seguido por Guilherme Lourenço (04:02:05) e por João Pereira (04:32:00).
Nos femininos, Susana Echeverría (05:09:47) chegou em primeiro lugar à meta, seguida por Andrea Mota (05:54:40) em segundo e Rovana Lampert (06:03:29) em terceiro.
Américo Caldeira (02:10:41) foi o vencedor da prova do Trilho dos Dez Vulcões nos masculinos, ficando em segundo lugar Ricardo Ávila (02:12:41) e em terceiro Marcelo Salgueiro (02:18:16).
Nos femininos Cátia Fiqueli (02:58:31) foi a vencedora ficando em segundo e terceiro lugar, respetivamente, Filomena Sabino (03:00:38) e Jamie Brillhart (3:13:15).
Na prova do Km Vertical subiram ao pódio masculino Guilherme Lourenço (00:43:28), Américo Caldeira (00:47:26) e Ricardo Ávila, do CIAIA, (00:47:41) e ao pódio feminino Emily Hawgood (00:58:16), Cátia Fiqueli (01:05:04) e Joana Sousa (01:17:16). 

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01
junho

Santa Casa da Misericórdia da Horta - Participa no Torneio Regional de futsal adaptado

Escrito por João Paulo Pereira

O núcleo de futsal adaptado do CAO (centro de atividades ocupacionais) da Santa da Casa da Misericórdia da Horta participou nos dias 12 e 13 de maio no torneio Regional da modalidade, que decorreu na ilha de São Miguel, sob a organização da APACDAA (Associação de País e Amigos das Crianças Deficientes do Arquipélago dos Açores).
Este evento desportivo reuniu os núcleos de futsal que praticam a modalidade na região, nomeadamente quatro equipas de São Miguel – Laranjeiras/APACDAA, Seara de Trigo, Aurora Social e CAO da Povoação, uma do CAO da Madalena do Pico, uma do CAO da Calheta e o núcleo de prática desportiva da Horta.
A equipa do CAO da Santa Casa é atualmente composta por 10 atletas e fez-se representar neste evento com 8, nomeadamente Melissa Bettencourt, João Faria, João Garcia, Pedro Dutra, António Botelho, Bruno Amaral, José Ilidio Salgueiro e Carlos Silva, acompanhados pelo treinador Wilson Sousa e pela colaboradora Lara Rosa.
Este evento teve como objetivo principal promover a inclusão pelo desporto, dando a conhecer à comunidade local as reais capacidades de cada atleta e o nível competitivo de cada núcleo.
Apesar de se tratar de uma competição regional, a participação, a envolvência, o convívio e a alegria partilhada são as premissas mais importantes para cada participante, destacando a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia da Horta o comportamento responsável e assertivo com que todos os atletas se apresentaram no evento.

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01
junho

Protocolo de Cooperação Financeira - CMH e CNH têm linha de colaboração próxima

Escrito por Flávia Taibo

A Câmara Municipal da Horta e o Clube Naval da Horta assinaram um protocolo que visa a promoção de atividades náuticas.
Em declaração à comunicação social, José Decq Mota salientou a importância da linha de colaboração que o Clube tem com o Município.

A Câmara Municipal da Horta e o Clube Naval da Horta assinaram, na passada segunda-feira, um protocolo de cooperação financeiro, no valor de 37.838,35 euros destinados à realização de atividades náuticas que promovam o Faial e a baía da Horta.
Para o presidente do CNH, José Decq Mota, “a existência deste protocolo com os montantes definidos e com as regras nele definidas, significa que a CMH e o CNH têm uma linha de colaboração multidisciplinar e intensa”. Esta colaboração “vem de encontro àquilo que são as capacidades deste clube em promover desportos náuticos e em ajudar a promover esta terra, este porto, esta baía que é uma das mais bonitas baías do mundo”, afirmou.
Decq Mota salientou ainda que “este clube tem uma capacidade de realização bastante alta”, mas que “ainda não é aproveitada de forma integral porque os apoios múltiplos que temos tido não vão ainda de encontro ao aproveitamento integral desses recursos”.
Por sua vez, José Leonardo Silva salientou o esforço que o Município faz para apoiar as instituições do concelho que “são essenciais para o nosso desenvolvimento”, não só social como económico.
Para o presidente da CMH, o Clube Naval é fundamental e tem a capacidade de colocar o Faial “num patamar diferenciador a nível da náutica internacional”.

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01
junho

Motocross - Campeão de Motocross da ilha do Faial decidido este fim de semana

Escrito por Susana Garcia

No próximo domingo, dia 3 de junho, na Pista do Cedros realiza-se a 3.ª e última prova do Campeonato da Ilha do Faial 2018.
A competição, tem início pelas 14h30 e irá também apurar o Campeão de Motocross da ilha do Faial 2018.
O evento é organizado pelo Clube Amigo das Motas, com o apoio do Governo Regional, através da Direção Regional do Desporto, da Câmara Municipal da Horta, da Junta de Freguesia dos Cedros, da Federação de Motociclismo de Portugal, Direção dos Recursos Florestais e de algumas empresas locais, como o Ginásio Corpuseven, a Negaludi e o Espaço X.
De salientar após a realização da segunda prova desta competição que decorreu em abril e que contou com a presença de 12 pilotos locais que Eusébio Silveira é o líder do campeonato com 50 pontos na classe MX Elite, seguido de Nelson Escobar e Dinis Faria ambos com 42 pontos. Bruno Azevedo é terceiro com 36 pontos e Carlos Martins soma 32.
Aos comandos de uma Kawasaky, Duarte Rodrigues conta com 30 pontos e Sérgio Branco, com a sua Honda CRF 45 soma 28 pontos.
Nelson Gaspar, em Yamaha YZ 250, segue no campeonato em 8.º com 26 pontos e Vítor Sousa, em Yamaha YZ 125 é 9.º com 24 pontos.

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01
junho

XXIX Rali Ilha Azul – Além Mar - Prova conta com a participação de 23 pilotos

Escrito por Flávia Taibo

A 29.ª edição do Rali Ilha Azul – Além Mar, que vai decorrer nos dias 1 e 2 de junho no Faial, contará com a presença de 23 pilotos de renome do Campeonato dos Açores e de pilotos faialenses.
Em nota de imprensa, a direção do Clube Automóvel do Faial (CAF) , organizadora da prova, destacou da lista de inscritos os pilotos Luís Miguel Rego, em Ford Fiesta R5, atual líder do Campeonato dos Açores de Ralis, Rúben Rodrigues, em Peugeot 208 R2, e Bernardo Sousa, em Citroen DS3, segundo e quarto classificados, respetivamente.
O CAF destacou ainda os eternos rivais na luta entre as viaturas com duas rodas motrizes: Rafael Botelho, em Citroen DS3, João Faria, em Peugeot 206 RC, e Marco Soares, em Citroen Saxo.
Entre os pilotos faialenses estão inscritos Carlos Oliveira, em Citroen Saxo, campeão de Ralis do Canal da época passada, e Marco Silva, que volta à competição, também aos comandos de um Citroen Saxo.
Relembre-se que o Rali Ilha Azul – Além Mar é a terceira prova pontuável para o Campeonato dos Açores de Ralis e para o Troféu de Ralis do Canal e arranca hoje, pelas 19h30, com a super-especial da Praia do Almoxarife.
A prova continua no sábado de manhã, com duas passagens pelos troços Caldeira/Canada Larga e Caminho do Goulart/Trupes. À tarde, serão realizadas mais duas passagens pelos troços Jaime de Melo/Ribeira do Cabo e Vulcão dos Capelinhos/Varadouro.

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01
junho

Livres e Iguais - Projeto promove o interculturalismo

Escrito por Flávia Taibo

O projeto “Livres e Iguais”, desenvolvido pela empresa Betweien em colaboração com o músico Carlão, promove o interculturalismo e luta contra o racismo, a discriminação étnica e a xenofobia.
Numa parceira com a Câmara Municipal da Horta, serão distribuídos pelas bibliotecas e escolas do concelho exemplares dos livros para que os alunos reflitam deste cedo sobre a aceitação das diferenças dos outros.

A Escola Secundária Manuel de Arriaga recebeu, no passado dia 23 de maio, a sessão de apresentação do projeto “Livres e Iguais”, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e para o Desenvolvimento, que se celebra no dia 21 de maio. Um projeto pedagógico de promoção do interculturalismo desenvolvido pela empresa Betweien em parceria com o músico Carlão.
Esta sessão de apresentação contou com quatro momentos: uma conversa informal com o artista Carlão, uma pequena viagem pelo livro e pelas três histórias que o compõem, uma atuação teatral de uma das histórias do livro, e, por fim, os alunos poderam autografar o seu livro e tirar uma fotografia com o Carlão.
Na ocasião, Pedro Medeiros, Presidente do Conselho Executivo da escola, relembrou os alunos de que é importante no dia-a-dia escolar aprendermos a nos relacionarmos com os outros, respeitando a diferença e aceitando-a como uma vantagem.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH) afirmou que o Município se associou às comemorações deste dia para cultivar a compreensão e o respeito pela diferença, pelos vários países e culturas e pelas religiões.
Desde modo, “a CMH vai oferecer este livro às bibliotecas e a todas as escolas do primeiro ciclo para que os professores comecem a introduzir esta temática”, revelou José Leonardo.
O edil avançou ainda que a CMH propôs em Reunião de Câmara instituir o Dia Municipal do Emi-grante e do Diálogo Intercultural no dia 21 de maio, de forma a integrar a comunidade emigrante que vive no Faial.
Numa pequena apresentação do livro, Helena Cunha, representante da empresa Betweien, revelou que para além das três histórias escritas por Helena Costa, a letra das três músicas compostas pelo Carlão, uma cada uma das histórias, o livro contém dados informativos e dinâmicas de reflexão sobre a postura do indivíduo na sociedade, bem como folhas em branco onde o leitor poderá tirar anotações e refletir sobre aquilo que possa sentir que precisam de melhorar no seu dia-a-dia enquanto cidadão e sobre o interculturalismo e do respeito pelo outro.
Durante a conversa informal, Carlão explicou aos alunos e professores presentes que a ideia deste projeto surgiu da empresa Betweien que ao longo do tempo “se tem especializado na edição de livros com cariz educacional ou lúdico, sendo que o alvo é sempre as primeiras fases da educação, seja o ensino básico, seja secundário”, acrescentando que estes livros juntam muitas vezes músicos “com assuntos de extrema importância”. Neste caso, o racismo, a discriminação étnica e a xenofobia.
Para o artista, “a música foi importante para descobrir e entrar em contacto com realidades que ou não eram as minhas ou então que eram minhas, mas estavam ali ao lado e eu de outra forma nem chegava a elas”.
Por isso, decidiu participar neste projeto com a esperança que a sua música ajude os jovens de hoje a enfrentar as dificuldades que possam sentir durante a adolescência, uma parte da vida em que não “rejeitam quase tudo aquilo que é dito pelas autoridades” como os pais ou professores.
O músico passou então a explicar cada uma das músicas que acompanham os temas das histórias do livro. A primeira música, “Clara”, baseia-se numa rapariga negra que tem o sonho de um dia poder apresentar um programa de grande entrevista na televisão generalista. Esta é uma rapariga trabalhadora estudiosa, de uma família carenciada que apesar de ter boas notas e se esforçar vai perceber que isso não é o suficiente para alcançar o seu sonho. Alcançar o seu sonho não vai ser assim tão simples porque “há coisas que são aparentemente inofensivas e que não deviam valer nada como a cor da sua pele que são um entrave e que barram o caminho”, disse.
O segundo tema, “Pediram-me uma música”, sobre a etnia cigana foi para o cantor o mais difícil de criar pois deparou-se com algum preconceito. Ao tentar escrever este tema Carlão sentiu certa dificuldade e apercebeu-se que sentia algum preconceito em relação à etnia cigana. “Olhei para mim e descobri que com 40 anos de idade pensando que era a pessoa mais aberta a estes assuntos e por razões diversas, óbvias e indiretas percebi que eu próprio tinha alguns assuntos por resolver”, admitiu.
Por isso, “agarrou o boi pelos cornos” e refletiu sobre o porquê do seu desconforto em falar da etnia cigana, apercebendo-se que não conhecia nada da cultura cigana, das suas aspirações e das suas vivências.
Por fim, a terceira música, “Fado do Acossado”, fala de um refugiado que teve de fugir com a sua família do seu país devido à guerra, gastando todo o seu dinheiro para comprar um bilhete e fazer uma travessia, à qual não sabe se vai sobreviver, até a um país estranho que não está preparado para o receber, nem em termos de estruturas, nem em termos de mentalidade.
A Betwien trouxe este projeto ao Faial por iniciativa da CMH, em parceira com a CPCJ, CDIJ da APADIF e Direção Regional das Comunidades.

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