No âmbito da visita ao Centro Intergeracional da Feteira, o Presidente do Governo dos Açores garantiu que a infraestrutura se apresenta como uma “resposta inovadora” no apoio a crianças e idosos.
Esta obra há muito ansiada pelos feteirenses vai acolher um conjunto de serviços públicos, desde a sede da Junta de Freguesia, o Posto da RIAC, a Divisão da Ação Social, o Posto de Saúde e a Casa do Povo, assim como um Centro de Atividades de Tempos Livres e um Centro de Convívio.
O Presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro presidiu, na tarde da passada segunda-feira à apresentação do projeto de construção do Centro Intergeracional da Feteira, na Sociedade Filarmónica Lira e Progresso Feteirense.
Na sua intervenção, Vasco Cordeiro considerou que o novo Centro Intergeracional constituirá uma “resposta inovadora a nível regional”, no âmbito das políticas de solidariedade social dirigidas ao apoio à infância e aos idosos da Região.
Segundo o governante “este é o terceiro Centro Intergeracional que será construído na nossa Região e é uma resposta, a nível regional, inovadora quanto à forma como podemos apoiar as nossas crianças e jovens na aquisição de competências sociais, mas também apoiar os nossos idosos numa fase da vida em que um dos principais riscos é a solidão”, afirmou.
O Presidente do Executivo Regional salientou ainda que esta obra, cuja primeira fase representará um investimento superior a meio milhão de euros, vai incluir um Centro de Atividades de Tempos Livres com capacidade para 20 crianças e um Centro de Convívio para 30 idosos.
A nova infraestrutura vai acolher ainda um conjunto de serviços públicos, como a sede da Junta de Freguesia, o Posto da RIAC, a Divisão da Ação Social, o Posto de Saúde e a Casa do Povo, entre outros.
Vasco Cordeiro lembrou que a concretização desta infraestrutura é “fruto de uma aliança de boas vontades”, que juntou a Casa do Povo da Feteira, a Câmara Municipal da Horta, que cedeu os terrenos, e o Governo dos Açores, que financia o investimento.
“Obviamente que podíamos pensar que nenhuma destas entidades precisaria das outras, porque, mais cedo ou mais tarde, faria este investimento, mas ter havido esta aliança de boas vontades torna a sua realização mais rápida, mais fluida e mais eficaz para estar ao serviço de quem se destina”, reforçou.
Depois de considerar que, na área da Solidariedade Social, a Região tem ainda grandes desafios a vencer, Vasco Cordeiro salientou que este tipo de investimento integra-se numa visão estratégica que visa melhorar as respostas sociais na área da infância e da terceira idade.
Neste contexto, o governante anunciou o objetivo de, até 2020, reforçar a taxa potencial de cobertura de creches na Região para valores que sejam melhores do que os rácios europeus definidos para esta área e decorre no âmbito do investimento público que o Governo dos Açores tem em curso ou planeado realizar no Faial”, nomeadamente a Escola do Mar, o novo matadouro, a creche 'O Castelinho', o novo edifício para as atividades marítimo-turísticas, a nova fase de intervenção no porto e o quartel dos bombeiros voluntários, entre outros.
A Ação de sensibilização sobre o tema “Investir nos Açores”, reuniu dezenas de empresários locais na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG).
De acordo com o diretor regional da DRAIC, Ricardo Medeiros, só âmbito do programa Competir +, já foram investidos cerca de 18 milhões de euros no Faial.
Na manhã de segunda-feira, decorreu no Auditório da BPARJJG uma ação de sensibilização destinada aos empresários locais que teve em vista a divulgação dos incentivos atualmente disponíveis.
A ação “Investir nos Açores” resulta de uma parceria entre o Governo dos Açores e a CRESAÇOR e contou com a presença de dezenas de comerciantes e empresários locais.
Na abertura da sessão, o diretor regional da DRAIC, Ricardo Medeiros considerou o programa desta ação “bastante rico”, uma vez que, visa esclarecer sobre “diversas situações do programa Capitalizar +” que foi recentemente apresentado pelo Vice-Presidente do Governo.
Ricardo Medeiros lembrou também que o “Competir + já leva três anos de existência”. Segundo o diretor nestes anos em que se encontra em funcionamento o programa “tem sido bastante concorrido”, divulgando que no âmbito deste programa “já foram apresentadas 860 candidaturas”, representando um investimento “potencial de mais de 367 milhões de euros. No seu entender, “numa Região dispersa e pequena como a nossa significa um valor bastante assinalável”.
Em relação ao Faial, o diretor avançou que também “tem registado uma forte procura do Competir +”.
“Neste momento posso indicar que os números apresentados nos últimos três anos já totalizam um investimento próximo dos 18 milhões euros o que face ao tecido empresarial local é de facto um valor bastante elevado”, considerou.
A este respeito, o diretor referiu ainda que à semelhança do que acontece nas outras ilhas “o sistema de fomento de apoio à exportação no Faial é também o mais concorrido, uma vez que maior parte das candidaturas se direcionam para este subsistema”, divulgou.
Ricardo Medeiros, garantiu que a Direção Regional desde a primeira hora está a acompanhar os projetos a implementar nível local e regional e tem disponível todo apoio necessário à apresentação das candidaturas.
“Temos um gabinete de informações, temos aqui também a delegação da Vice-presidência, que estão disponíveis para ajudar em matérias de preenchimento de formulários ou de duvidas relacionadas com a candidatura, nomeadamente em relação ao enquadramento”, disse.
Na ocasião, o Tribuna das Ilhas ouviu o Presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH) sobre a importância desta iniciativa.
Para Davide Marcos “estas iniciativas são sempre muito interessantes, tendo em conta que as empresas locais ainda vivem um período difícil apesar da retoma da economia”.
De acordo com o representante dos empresários, “há muitos sectores de atividade, que na ótica da CCIH precisam de apoio na área do investimento e do financiamento”.
Para Davide Marcos, “tudo o sejam políticas do Governo de apoio ao sector privado como são estas que foram aqui apresentadas são interessantes e fazem falta do ponto de vista dos empresários”, defendeu.
Relativamente a este assunto, o presidente da CCIH lamentou que estas iniciativas não se realizem tantas vezes nas ilhas de abrangência da CCIH como em outras ilhas da Região. “Pena é que em outras llhas vão acontecendo muitas mais iniciativas para o sector privado, mas nem sempre acontecem com a mesma regularidade nas ilhas de abrangência da CCIH-Faial, Pico, Flores e Corvo”, mostrando-se, no entanto esperançoso que a situação altere com a eleição do novo presidente do Conselho de Administração da SDEA. “Vamos acreditar que este paradigma seja alterado num futuro próximo”, reforçou.
Apesar de considerar que esta iniciativa foi positiva, Davide Marcos, entende que “se falou pouco do financiamento à economia e do novo produto Capitalizar + lançado recentemente pelo Executivo açoriano, que apenas tem por fim financiar as despesas não elegíveis para efeito das candidaturas Competir + e como tal só ajudará a resolver alguns problemas, mantendo a questão base, ou seja, uma vez que continuam haver muitas dificuldades no acesso ao credito bancário e à renovação das próprias linhas de credito para muitas empresas, especialmente aquelas que trabalham com os ditos grandes bancos que operam na RAA”, esclareceu.
O empresário garantiu que também a CCIH está disponível para ajudar os empresários e os comerciantes e que a sua prioridade é voltar a trazer os empresários para a instituição.
A este respeito o presidente da CCIH salientou que “no caso da CCIH infelizmente devido ao momento que viveu no passado recente, agora estamos numa fase de adaptação e de chamar os empresários para dentro em todos os sectores da CCHI e tudo o que for possível fazer vamos para dar seguimento às ideias e às iniciativas de cada empresário”.
Davide Marcos, mostrou-se ainda satisfeito com o número de empresários presentes e congratulou-se ainda com o facto de a sua maioria representar uma camada ainda jovem. “Tivemos uma sala cheia o que é muito positivo. Vejo aqui muita gente jovem o que é muito importante para a área empresarial e a CCIH está disponível para apoiá-los todos dentro das suas possibilidades”, concluiu.
O Sistema de Incentivos para a Competitividade Empresarial Compe-tir+, o Regime de Apoio ao Microcrédito Bancário, o Programa de Apoio à Revitalização das Lojas nos Centros Urbanos, os programas dirigidos a desempregados e os apoios à contratação foram os temas que estiveram nesta ação de sensibilização.
A iniciativa “Investir nos Açores”, para além da divulgação do Sistema de Incentivos ao Desenvolvimento do Artesanato dos Açores e da apresentação da Rede de Incubadoras de Empresas dos Açores, envolveu também a apresentação de casos de negócio de sucesso na Região.
O deputado do PPM eleito pelo Corvo Paulo Estevão não está satisfeito com a forma como foi conduzido o processo de atribuição das insígnias no Dia da Região este ano.
Numa conferência de imprensa realizada esta semana na Horta o deputado anunciou que irá votar contra a lista de condecorados e que não irá participar nas celebrações do Dia dos Açores em sinal de “protesto”.
O deputado do Corvo Paulo Estevão numa conferência de imprensa realizada na manhã de terça-feira, na Horta, anunciou que não irá participar na cerimónia do Dia da Região deste ano por não concordar com a forma como foi conduzido o processo de atribuição das insígnias honoríficas açorianas de 2018.
Paulo Estevão entende que o líder do Partido Socialista, André Bradford “arrastou o processo” e não deu a conhecer a lista dos homenageados de forma a que os restantes líderes partidários se pudessem pronunciar.
Segundo o deputado do Corvo, só no dia 12 de maio é que o Partido Socialista (PS) divulgou a lista final dos agraciados e após os mesmos já terem sido convidados pelo parlamento açoriano.
“Eu e todos os outros partidos fomos confrontados com uma lista final, sem que tenha sido negociada ou debatida”, referiu.
O deputado revelou que ainda propôs que a lista fosse debatida na Conferência de Líderes, agendada para segunda-feira, mas foi informado que o processo já se encontrava finalizado.
“Quando chegámos à reunião fomos alertados pela senhora presidente que não havia nada a discutir porque as pessoas já tinham sido contactadas e convidadas e que o processo já estava a decorrer, portanto era um processo já finalizado”, avançou.
Paulo Estevão afirma-se surpreendido com o facto “dos restantes partidos serem confrontados com uma situação em que não tiveram a oportunidade de votar ou de apreciar as personalidades e o seu curriculum e de apresentar as objecções”, lamentou.
A Representação Parlamentar do PPM tinha proposto a Associação Humanitária de Bombeiros do Corvo para a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico, mas o único nome apresentado pelo monárquico foi recusado, ficou fora da lista final dos homenageados.
Em sua defesa, o líder da bancada do PS, em declarações aos jornalistas, desvalorizou as acusações de Paulo Estevão, e garantiu que o processo decorreu como nos anos anteriores, esclarecendo a este respeito que “o processo nunca passou por uma reunião final de Conferência de Líderes” e isso só aconteceu “porque o deputado Paulo Estêvão assim entendeu, mas isso não quer dizer que o processo fique suspenso”.
De salientar que o PPM já por duas vezes votou contra a lista de nomes propostos para a atribuição das insígnias.
As cerimónias do Dia da Região vão decorrer, este ano, no dia 21 de maio, feriado regional, na vila da Madalena, ilha do Pico.
No âmbito do aniversário da Escola Manuel Arriaga que se assinalou na passada terça-feira, foi inaugurado o novo Espaço TIC, resultado de uma parceria entre a CMH e este estabelecimento de ensino.
O novo espaço conta com o apoio da Direção Regional de Ciência e Tecnologia, no âmbito do programa de incentivos PRO-SCIENTIA, para aquisição de equipamentos informáticos.
Trata-se de uma deslocalização do Espaço TIC da autarquia para aquele estabelecimento de ensino, visando uma maior aproximação aos jovens.
De acordo com José Leonardo Silva, o objetivo é despertar o interesse por áreas como a robótica e a programação.
“Este espaço, que resulta de uma parceria entre a CMH e a ESMA, pretende dar mais respostas ao nível das novas tecnologias no nosso concelho”, afirmou o autarca considerando que “é fundamental apostar nestas áreas”.
A este respeito José Leonardo Silva avançou que a “CMH está atenta” e para além deste espaço realizou “uma grande aposta nas áreas da robótica, sendo que os nossos robots estão a ser utilizados pelo clube de mecatrónica da Escola cujos alunos participaram no festival nacional de robótica que decorreu em abril em Torres Vedras”, divulgo.
O Presidente do Município, referiu-se ainda à HLP Tech Fest, outra da aposta ao nível das tecnologias do Município da Horta que tem atraído centenas de jovens à nossa ilha, já com resultados muito positivos entre os jovens.
“Isso é um claro sinal da Horta Cidade Educadora, que se constrói de várias formas, também através da promoção das novas tecnologias junto das várias faixas etárias”, frisou o autarca anunciando que “contamos, também este ano, criar condições para que as escolas do pri-meiro ciclo da rede escolar pública fiquem dotadas de computadores e de meios técnicos e tecnológicos adequados a um ensino virado para o sucesso.”
Sobre este assunto adiantou que “ainda hoje foi lançada a formação em Office Online, que decorrerá de 11 a 22 de junho, das 19h00 às 21h00 e que é aberta a toda a comunidade que queiram desenvolver as suas competências digitais”.
O presidente aproveitou ainda a ocasião para apresentar o workshop de robótica, destinado a crianças dos 6 aos 10 anos e dos 11 aos 14 anos. Este workshop decorrerá de 25 a 29 de junho.
O XII Colóquio – O Faial e a Periferia Açoriana nos Séculos XV a XX realizou-se esta semana na Horta e na vila das Velas e juntou cerca de quatro dezenas de investigadores de instituições nacionais e estrangeiras sobre o tema “Assistência e Caridade nos 475 anos da Misericórdia das Velas”.
Na sessão de abertura, o Presidente do Núcleo Cultural da Horta manifestou o seu orgulho e satisfação com esta sétima edição do colóquio e por todo o trabalho desenvolvido nestes 25 anos de existência.
Terminou ontem, na vila das Velas, o XII Colóquio – O Faial e a Periferia Açoriana nos Séculos XV a XX, organizado pelo Núcleo Cultural da Horta (NCH), pela Câmara Municipal da Horta (CMH), pela Misericórdia das Velas e pelo CHAM – Centro de Humanidades das Universidades Nova de Lisboa e dos Açores, que se iniciou segunda-feira no Teatro Faialense.
Sob o tema “Assistência e Caridade nos 475 anos da Misericórdia das Velas”, que celebra os 475 anos da Misericórdia das Velas, a edição de deste ano teve lugar nas ilhas do Faial e de São Jorge.
Na sessão de abertura, que teve lugar no dia 13 de maio, pelas 9h30, no Teatro Faialense, Guilherme Pinto, presidente do NCH expressou o seu orgulho e satisfação por mais esta edição do colóquio e por “25 anos de organização ininterrupta e regular deste evento dedicado à investigação, ao estudo, ao debate e à divulgação de temas dedicados às ilhas do Corvo, Faial, Flores, Pico, Santa Maria, Graciosa e São Jorge”.
Guilherme Pinto agradeceu à CMH, ao CHAM e à Misericórdia das Velas “por integrarem de forma empenhada este projeto” e às instituições que apoiam e que contribuem de forma inestimável na concretização do evento: a ALRAA, o Governo dos Açores através das Direções Regionais da Culturas, das Comunidades e do Turismo e ainda a Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça”.
Para o presidente do NCH, “o êxito e o sucesso deste colóquio devem-se também ao trabalho e competência da sua comissão científica desde a primeira hora presidida pelo senhor professor doutor Artur Teodoro Matos a quem agradecemos o empenho, a orientação e a capacidade mobilizadora que foram e são atributos essenciais para a credibilidade científica conquistada por este evento”.
O mesmo sublinhou que “a verdade é que se este colóquio atingiu já a sua sétima edição e ganhou por direito próprio o espaço assinalável no contexto das iniciativas congéneres isto deve-se sobretudo ao trabalho, ao estudo e à investigação os seus participantes cujas comunicações são o verdadeiro amago do colóquio e que se constitui muitas delas em verdadeiras referências para o estudo destas ilhas”.
A terminar o seu discurso, Guilherme Pinto revelou que apesar de ainda se estar a realizar o sétimo colóquio, o “NCL já está a trabalhar para conseguir mobilizar as indispensáveis parcerias e vontades que nos possibilitem em tempo útil, de preferência já no decurso de 2019 publicar em livro as atas das comunicações deste colóquio”.
Por sua vez, José Leonardo Silva afirmou que “a CMH incentiva e apoia iniciativas desta natureza desde a primeira hora porque considera que estas são úteis, necessárias e fundamentais para a promoção da história e da cultura do nosso concelho e ainda essenciais para a criação de futuras dinâmicas sobretudo na área da investigação”.
Segundo o presidente da CMH, a “experiência de anteriores edições tem-nos demonstrado que os colóquios e os seus boletins que são mais tarde editados servem de base para outros trabalhos de caracter histórico que vão depois surgindo fruto do cruzamento de muitos dos ensaios aqui apresentados”.
“Outra mais valia do colóquio reside no facto de ele deve ser dos poucos espaços dedicados à partilha de conhecimento que dá efetivamente voz às periferias que deixa perceber e entender o dia a dia das nossas comunidades nas suas mais variadas dimensões”, sublinhou o edil.
De acordo com José Leonardo, “não há dúvidas do que a ilha do Faial e os Açores são ricos do ponto de vista da sua história e da sua cultura e que em tantas vertentes se cruza com a história das relações europeias e transatlânticas nas mais variadas áreas”, pelo que “é fundamental que os acontecimentos históricos não sirvam apenas para serem comemorados, mas que sejam encarados enquanto oportunidades de promoção e de divulgação das entidades locais”.
Neste sentido, o Executivo anunciou que a CMH “criou uma comissão para promover em 2019 os 100 anos da primeira travessia aérea transatlântica pelo NC4 de Albert Read que amarou no aeroporto marítimo da Horta a 17 de maio de 1919”.
Com esta iniciativa o Município quer que “os mais novos se envolvam e percebam a importância daqueles acontecimentos, que estes acontecimentos cheguem enquanto informação a quem nos visita e ainda que perdurem e fiquem sempre associados a uma ilha e a uma região que preza honrar a usa memória e projetar o seu futuro”.
O presidente aproveitou a ocasião para anunciar também a edição de “um levantamento histórico que conta com as origens associadas ao voto municipal de Santo Cristo com 300 anos de existência da autoria do doutor Carlos Lobão que será certamente mais um contributo para contar a já distinta e intrigada história desta memorial cidade da Horta”.
Também o Secretário Regional da Educação e Cultura salientou “a realização de seis colóquios e a publicação de seis boletins de atas com mais de 4 mil páginas, quase 90 comunicações e cerca de uma dezena de conferências” nos últimos 25 anos.
“Ao longo de 25 anos através de colóquios e de publicações, o Núcleo Cultural da Horta quase permanentemente assessorado pelo CHAM elevou a periferia açoriana à condição de objeto de investigação científica” frisou Avelino Menezes.
A concluir, o governante defendeu que com resultado deste colóquio “reavivou-se a memórias das gentes enquanto integrantes de um conjunto de nove ilhas de um tamanho e de características diferentes, mas todas elas participantes ativas de um passado inequivocamente comum e de um futuro certamente comum”.
A Presidente da Assembleia Legislativa presidiu à sessão de apresentação pública da Revista Povos e Culturas, Nº 21 – “A Ilha em Nós”.
A Revista Povos e Culturas afirma-se como o principal veículo de comunicação e divulgação daquele organismo científico da Universidade Católica Portuguesa, que tem como vocação estudar os povos e culturas de língua portuguesa.
A revista Povos e Culturas nº21- A Ilha em Nós- foi apresentada na passada segunda-feira, dia 14 de maio, aos faialenses numa cerimónia presidida pela Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que decorreu na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça.
Povos e Culturas é uma revista organizada e editada pelo Centro de Estudos dos Povos e Cultura da Expressão Portuguesa (CEPCEP), que se afirma como principal veículo de comunicação e divulgação deste centro da Universidade Católica Portuguesa, que se descreve como tendo vocação para estudar os povos e culturas de língua portuguesa, fomentando a compreensão mútua e contribuindo para a sua aproximação.
A edição nº21 “A Ilha em nós” é dedicada aos Açores e contou com a coordenação dos Professores Artur Teodoro de Matos e Roberto Carneiro, e apoio do escritor açoriano Onésimo Teotónio de Almeida.
Esta edição é parte de um projeto mais vasto intitulado “A condição de ilhéu”, com o objetivo de dar a conhecer cada arquipélago das ilhas da Macaronésia, e a primeira edição foi dedicada aos Açores.
“A Ilha em nós” reúne um conjunto de textos, escritos por açorianos, e que pretendem dar a conhecer o melhor da vivência açorianae das ilhas.
Artur Teodoro de Matos, coordenador do projeto, refere que é possível encontrar nesta revista “tudo o que diz respeito à “açorianidade””, depoimentos sobre o que representa “a ilha” descrevendo tudo o que são sonhos, experiências e poemas que refletem “a ilha”, e explica “são um conjunto de estudos sobre a própria natureza, quer filosófica quer psicológica, sobre o que representa “a ilha” em nós”.
Ana Luísa Luís, que presidiu a sessão de apresentação, admite que é muito importante receber este tipo de iniciativas. Para a presidente da casa da autonomia açoriana esta revista é uma “inspiração e uma forma de conhecer-mos mais a nossa história” classificando a mesma como “muito emocionante por falar daquilo que é ser açoriano, que é ser um ilhéu”.
A sessão de apresentação terminou com um momento musical intitulado “Marés em 9 cantos”, numa revisitação da música tradicional açoriana, com a direção musical de Filipe Fonseca, narração e encenação de Victor Rui Dores, com o objetivo de divulgar os Açores a nível nacional e internacional.
No âmbito da Assembleia Geral da CCIA, a CCIH vai promover hoje, dia 18 de maio, entre as 14h00 e as 16h30, uma mesa redonda subordinada ao tema “Crescimento e Emprego: perspetivas de desenvolvimento económico e social dos Açores”
Esta mesa redonda, realiza-se no Azoris Faial Garden, resulta da parceria para o Desenvolvimento Económico e Social dos Açores constituída entre a UGTA, a CCIA e a FAA. Este é um novo modelo de desenvolvimento económico e social dos Açores que, baseado na economia privada, na atração do investimento, na criação de empresas e de emprego, na produção e exportação de bens e serviços transacionáveis, assegure o crescimento sustentado da economia regional e do emprego, atraindo e fixando os jovens e mão-de-obra mais qualificada.
O objetivo é levar um conjunto de intervenientes da sociedade civil a debater a problemática do crescimento e do emprego nos Açores, no seu global e em casos específicos de ilhas ou conjuntos de ilhas.
A discussão vai incidir ainda sobre os dilemas habituais da dinâmica pública/privada, autossustentada/dependente e as opções sectoriais de desenvolvimento.
Identificar e discutir os bloqueios que, atualmente, se podem apresentar no desenvolvimento regional é outros dos temas a debater pelos intervenientes.
A iniciativa destina-se aos Sindicalistas, empresários e cidadãos em geral preocupados e interessados no nosso desenvolvimento integral e sustentado.
Esta mesa redonda será moderada por Davide Marcos e tem como intervenientes - Mário Fortuna, Professor de Economia da Universidade dos Açores, Rodrigo Rodrigues, Empresário, Manuel Pavão, Dirigente Sindical da UGTA, Carlos Morais e Francisco Rosa, ambos empresários locais.
No que se refere à Assembleia Geral da CCIA, que decorre esta manhã, tem como pontos obrigatórios a apresentação de contas de 2017 e a eleição do novo presidente que atualmente é ocupado por Davide Marcos.
Na Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, o deputado socialista à Assembleia da República eleito pelos Açores, João Castro questionou a Ministra do Mar acerca da implementação dos fundos estruturais MAR 2020.
O deputado do PS João Azevedo Castro abordou a ministra do Mar na Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar acerca da situação em que se encontra a implementação dos fundos estruturais MAR 2020.
O parlamentar realçou o esforço que o Governo tem feito “no sentido de colocar apoios disponíveis ao serviço da economia do mar, visando cumprir as metas quer de contratualização, quer de pagamentos”.
“Importa sublinhar o elogio da Comissão Europeia à execução do programa”, que tem sido “tranquila face ao cumprimento dos objetivos estabelecidos, recuperando mesmo atrasos da execução passada”, com taxas de compromisso está na ordem dos 50%, salientou o deputado socialista.
João Azevedo Castro destacou a pesca, com um compromisso de 50,6%; a aquicultura, com um compromisso de 57,6%; a comercialização e transformação de produtos da pesca e aquicultura, na ordem dos 56,3%, referindo que “é sempre bom relembrar a posição de partida, sobretudo porque enfatiza a recuperação efetuada e o trabalho concretizado por este Governo”.
Carlos Ferreira e Luís Garcia requereram informações ao Governo Regional acerca dos investimentos que foram prometidos em 2017 para o Parque de Exposições do Faial.
Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial, Carlos Ferreira e Luís Garcia, questionaram o Governo Regional sobre os investimentos previstos para o Parque de Exposições da Quinta de São Lourenço, defendendo o melhoramento das suas condições para que possa “acolher eventos de forma regular e funcionar como um espaço de dinamização económica e comercial da ilha do Faial”.
“A recuperação do Solar, da Ermida e do Pavilhão de Exposições da Quinta de São Lourenço, no Faial”, que foram prometidos pelo secretário regional da Agricultura e Florestas, na inauguração do Encontro do Mundo Rural de 2017, são os investimentos que estão em causa.
No requerimento, os deputados lembram que “decorrido quase um ano, não se conhece qualquer outro desenvolvimento, nem a calendarização preconizada”, perguntando ao Governo sobre o calendário e os montantes previstos para a execução daqueles investimentos.
“O anúncio de projetos em período eleitoral não pode fazer-se sem consequência, ou seja, a cada anúncio do Governo deve, obrigatoriamente, corresponder a subsequente concretização do necessário investimento”, reiteraram Carlos Ferreira e Luís Garcia.
Para estes, “que diligências e que outros investimentos estão pensados para melhorar” as condições do Parque de Exposições, o qual “precisa de ser repensado e dinamizado, pois não é aceitável que uma infraestrutura daquela natureza seja tão pouco utilizada”, concluem no requerimento dirigido ao Governo Regional.
Na 5.ª edição do Azores Trail Run® que decorre nos dias 25 e 26 de maio no Faial são esperados cerca de 800 atletas, de 30 nacionalidades diferentes.
O evento, nomeadamente a Grande Rota dos Baleiros (GRB) com 125kms integra o circuito mundial de “ultra-trail’ na categoria ‘discovery races’.
É já na próxima sexta-feira, dia 25 de maio, que o Faial recebe a quinta edição do Azores Trail Run® (ATR). A apresentação teve lugar na tarde da passada terça-feira, no Forte de São Sebastião, o local de partida do Ultra Blue Island, uma das sete provas que integram o evento.
A cerimónia contou com a presença da secretária regional do Turismo e Transportes, Marta Guerreiro, do diretor regional do Turismo, Filipe Macedo, do presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo Silva e do diretor do ATR, Mário Leal.
O responsável pela prova destacou, mais uma vez, a forte internacionalização que a prova tem atingido ao longo dos últimos anos. A comprovar está a integração da GRB, no circuito mundial de “ultra Trail” na categoria ‘discovery races’.
“Nós o ano passado fizemos um teste à prova e este ano vamos avançar com a GRB no circuito mundial o que nos honra muito e que representa uma melhoria do percurso e isso nota-se pela adesão”, afirmou Mário Leal, referindo-se ao número de participantes que este ano atingiu um novo recorde.
“Este ano temos novamente um recorde no número de participantes, o que é também um grande desafio para nós. Temos cerca de 800 participantes de 30 países diferentes”, revelou.
O diretor de prova lembrou que o ATR® está também “presente nos órgãos principais desta atividade não só a nível mundial, mas a nível nacional”, uma vez que algumas das diferentes provas que compõe o evento pontuam para o Campeonato da Associação Trail Running de Portugal e para o Mont-Blanc®.
“Dentro das várias provas que nós temos durante este evento, que são sete provas diferentes, todas elas com características únicas e todas elas ligadas de algum modo a circuitos, quer nacionais, quer internacionais, representando uma forte aposta na natureza, no turismo, na descoberta natural dos trilhos dos nossos antepassados que está sempre presente”, disse.
Mário Leal destacou ainda que o ATR® apesar de se apresentar como “um evento desportivo que congrega muitos outros elementos” que às vezes podem passar “um pouco despercebidos” nomeadamente no que se refere à parte cultural, ambiental, turística e económica que se reflete depois “nas taxas de ocupação que temos na ilha do Faial nesta altura do evento e também ao nível da ocupação das viagens aéreas para a ilha”, salientou.
O responsável entende que o ATR® é já um motivo de orgulho, “que tem o seu expoente máximo aqui durante o mês de maio, desde 2014, na ilha do Faial”, que resulta de “um trabalho que é de todos nós, da ilha toda. Que envolve as juntas das freguesias, a população em geral e os voluntários, do apoio institucional da Câmara Municipal da Horta, do Governo dos Açores que desde o início perceberam a importância que o evento tem e o orgulho que todos os faialenses e açorianos já tem neste evento”, concluiu.
O Presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), considerou o ATR® “como um processo que tem tido de facto uma evolução muito positiva”, destacando também o facto de este ano o evento integrar o circuito mundial. “Isto parece que tem passado despercebido, apesar do esforço do CIAIA na sua divulgação, mas nós temos de potenciar ainda mais esta nossa interação com o campeonato mundial na ilha do Faial”, defendeu.
Para José Leonardo Silva “este evento deve-se, de facto, ao trabalho do CIAIA, das pessoas que estão à frente, nomeadamente o Mário Leal, o João Melo e de toda a equipa que os acompanha, assim como dos voluntários que são muitos e que se agregam a este projeto”.
O autarca destacou ainda o impacto que este projeto tem na economia local. “O ATR® é um projeto que tem também uma componente ligada ao turismo, ao ambiente aos nossos trilhos e com a particularidade de se realizar em época media/baixa, quer dizer que nós no Faial em termos de turismo temos vários eventos que decorrem durante o mês de maio, estamos no fundo com taxas de ocupação muito boas”.
A finalizar a sua intervenção o presidente avançou que “a Câmara Municipal tem feito um esforço no sentido de apoiar esta iniciativa”, por isso este ano “mais que duplicou” o valor do protocolo e do apoio atribuído ao evento. “Vamos continuar a apoiar o ATR® com o objetivo de cada vez mais nós potenciarmos do Faial para todos os Açores o trail”, garantiu o presidente.
Na ocasião o diretor regional do Turismo realçou também o sucesso do ATR® que, “ano após ano, leva centenas de pessoas a correr pelos nossos fantásticos trilhos, possibilitando o contacto com a Natureza e a descoberta de lugares com paisagens de beleza única”.
Segundo o governante desde o início acreditaram neste projeto por isso é “com a maior satisfação” que continuam a apoiar este evento “que se apresenta como um produto turístico com especial impacto na nossa Região, atendendo aos sucessivos prémios de excelência como destino turístico sustentável”, referiu.
Para Filipe Macedo “este é um trabalho visível e colaborativo em prol de um objetivo comum, que tem tido resultados muito positivos na captação de adeptos de Trail, para além de colocar o nome dos Açores numa escala local, a nível internacional”, acrescentou.
Filipe Macedo referiu que já se começa a sentir “a agitação frenética de uma prova que cria uma dinâmica impressionante entre os atletas, os visitantes e toda a comunidade local que abraça o evento e faz tremer as ilhas do Pico e do Faial”.
“Esta edição do Azores Trail Run conta com 7 provas, uma no Pico – a corrida vertical na Montanha – e as restantes no Faial, sendo que não posso deixar de referir a nossa satisfação pelo facto de a corrida Grande Rota dos Baleeiros ter integrado a categoria de descoberta do circuito mundial de ‘ultra-trail’”, sustentou.
O diretor destacou também o trabalho da organização. “Começamos já a sentir este fervilhar de emoções de quem está prestes a chegar ao terreno para participar nesta corrida de trilhos através da mobilização exemplar de toda a organização, que tem conseguido fazer dos Açores o palco privilegiado para a prática do Trail Run, fomentando a sua notoriedade internacional, enquanto evento âncora com elevado nível de promoção”, afirmou.
A finalizar, o diretor afirmou que “esta é uma aposta ganha. Uma aposta que se deve ao esforço de todos. Que continuemos todos esta corrida com um pulsar forte que movimenta participantes, organização, voluntários e entidades parceiras”, reforçou.
Núcleo Regional dos Açores promove tertúlia no âmbito do ATR
No âmbito da 5.ª Edição do Azores Trail Run (ATR), que decorre nos dias 25 e 26 de maio no Faial, a Delegação do Faial do Núcleo Regional dos Açores (NRA) da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em parceria com a organização do evento, vai promover no próximo dia 24 de maio, quinta-feira, pelas 21h00, uma tertúlia subordinada ao tema “Saúde e Desporto à Conversa”.
A iniciativa vai decorrer no Teatro Faialense e pretende promover um momento de educação para a saúde, inserido nas linhas do Código Europeu Contra o Cancro, promovido pela LPCC, que visa a sensibilização para a importância do exercício físico na saúde, em geral, e na doença oncológica, em particular.
A tertúlia é moderada por Tatiana Meirinho, funcionária do Núcleo Regional dos Açores e contará com um painel de convidados composto pela médica oncologista do Hospital da Horta, Dra. Gizela Rocha, por duas atletas sobreviventes, Ana Paula Azevedo e Sara Dias, e pelo treinador João Mota.
A tertúlia “Saúde e Desporto à Conversa” é aberta a toda a comunidade, sendo as entradas gratuitas.