O projeto do Filipe Pinto “Planeta Limpo” regressa ao Faial numa iniciativa da Associação de Jovens da Ilha do Faial – AJIFA.
O projeto é direcionado para o público infanto-juvenil, é desenvolvido pelo cantor e autor Filipe Pinto, com o objetivo de sensibilizar os públicos mais jovens para a importância que as Energias Renováveis e que a Redução, Reutilização e Reciclagem dos resíduos desempenham na sustentabilidade e preservação do Ambiente.
O projeto “O Planeta Limpo do Filipe” vais ser mais uma vez apresentado no Teatro Faialense. A iniciativa terá lugar no próximo dia 15 de abril, pelas 17h00, numa iniciativa da AJIFA.
“O Planeta Limpo do Filipe Pinto – Mais Energia” é um projeto desenvolvido pelo autor e cantor, em parceria com a empresa Betweien e visa sensibilizar os públicos mais jovens para a importância que as Energias Renováveis e que a Redução, Reutilização e Reciclagem dos resíduos desempenham na sustentabilidade e preservação do Ambiente.
Este trabalho de sensibilização acontece através da distribuição de um livro sobre esta temática e da apresentação de um teatro com momentos musicais onde as temáticas referidas são abordadas.
Neste projeto, a AJIFA conta com a parceria do Governo Regional dos Açores, através das direções regionais do Ambiente e da Cultura, bem como com o apoio da Câmara Municipal da Horta e da Urbhorta.
Este é o segundo projeto no âmbito da iniciativa “O Planeta Limpo do Filipe Pinto”, sendo que o primeiro também foi apresentado no Faial em 2015, por iniciativa da AJIFA.
Junta Freguesia da Matriz promove “Música no Coreto”
Aproveitando a presença do Filipe Pinto e no âmbito do projeto eleitoral de plano e atividades, a Junta de Freguesia da Matriz, vai promover o concerto acústico “Música no Coreto”.
O concerto acústico com o vencedor do Programa Ídolos de 2010, Filipe Pinto, terá lugar no dia 14 de Abril, pelas 21 horas, no Coreto da Praça da República.
A iniciativa tem por objetivo promover a dinamização do seu património tradicional “Os Coretos”, e as áreas urbanas onde estes estão integrados e decorre em parceria com a AJIFA.
Na nota de divulgação do concerto, a Junta de Freguesia da Matriz adianta que “caso as condições climatéricas não sejam favoráveis, o Concerto terá lugar na Sociedade Amor da Pátria”.
A coach Teresa Rodrigues vai estar na Escola Manuel de Arriaga – ESMA para promover uma conferência subordinada ao tema, "Já não sabe o que fazer com o seu filho ou filha?".
A iniciativa da ESMA conta com o apoio da CMH e destina-se aos pais, encarregados de educação e à comunidade.
Numa pareceria entre a Escola Manuel de Arriaga e a Câmara Municipal da Horta vai decorrer no próximo dia 13 de abril, no Auditório "António Duarte", uma conferência subordinada ao tema, "Já não sabe o que fazer com o seu filho ou filha?".
Tendo como oradora a coach Teresa Rodrigues, a iniciativa tem início pelas 18.00h e destina-se aos pais, encarregados de educação e à comunidade.
O “Coaching Para Pais é uma nova abordagem que pode ser adotada para ajudar os pais nos desafios familiares que estão a enfrentar com os seus filhos, uma vez que pode ajudar os pais a harmonizarem a sua relação e a comunicação com os seus filhos/filhas; a olharem para si e para eles com compreensão, amor e esperança, implementando, ao mesmo tempo, planos de ação que lhes permitam alcançar os seus objetivos. O desafio é interessante e inovador. Venha saber mais!”, revela a ESMA numa nota enviada às redações.
A coach Teresa Rodrigues tem uma formação multidisciplinar em Estudos Superiores em Literatura Francesa é licenciada em Relações Internacionais, possui uma Certificação em Negócios Imobiliários. Detém ainda uma valência em Psicologia Clínica e uma Pós Graduação em Ordenamento do Território e Planeamento Ambiental.
Possuí ainda especialização em Politicas de Ambiente (INA) e uma Certificação pela Certified Coaches Federation - Canada (CCF) e pelo Expertise Coaching International Training (ECIT) e um Doutoramento em Desenvolvimento sobre Resiliência Organizacional. Atualmente colaboradora graciosa do ISDR (International Stategy por Desaster Reduction).
Em 2010, promoveu em Portugal a implementação da Plataforma Nacional de Redução de Risco de Desastres e a campanha internacional de Cidades Resilientes junto à Câmara Municipal de Lisboa e de Amadora.
Segundo Teresa Rodrigues “o coaching é uma técnica de desenvolvimento do potencial humano (pessoal e profissional) que é aseado numa relação de acompanhamento personalizado, este processo relacional permite em termos pessoais alterar crenças, memórias, medos e limitações que impedem a livre realização do imenso potencial que reside em cada ser humano, manter-se forte, equilibrado e estável perante a incerteza dos tempos de mudança e expandir a consciência de um nível contraído, em que cada obstáculo é perspetivado como um problema”.
Em termos profissionais o coaching permite melhorar a perfomance profissional, dissolver bloqueios emocionais e rotinas que impedem o fluir de novas respostas criativas para solucionar obstáculos e promover atitudes de audácia e de liderança.
Sob a chancela do AzoresTrailRun® - ATR® vai decorrer em novembro o “Extreme West Atlantic Trai” na ilha das Flores.
Este é o primeiro evento organizado naquela ilha, apresenta uma extensão de 40kms e constitui a final da Taça de Portugal de Trail.
O Governo dos Açores, através da Direção Regional do Turismo, entende esta prova como um produto de turismo de natureza ativo fundamental para o tecido económico da ilha.
A Ilha das Flores vai receber a 24 de novembro a primeira prova de trail run. O evento foi apresentado durante o 1.º Encontro Turismo Flores e Corvo, que terminou sábado passado, em Santa Cruz das Flores.
O Extreme West Atlantic Trail apresenta-se como o quarto evento da marca AzoresTrailRun®, resulta de uma parceria com o Governo dos Açores e será ainda a prova final do calendário da Taça de Portugal de Trail 2018, competição organizada pela Associação de Trail Running de Portugal
O Governo dos Açores, através da Direção Regional do Turismo, vê esta prova, como um importante produto de turismo de natureza ativo.
Segundo Gabinete de Apoio à Comunicação Social, a iniciativa tendo em conta a sua dimensão e ao facto de se realizar fora da época alta, “assume uma grande importância no tecido económico da ilha, sendo mais um exemplo que se enquadra na estratégia do Executivo açoriano de turismo de natureza ativo, enquanto evento relevante na captação de fluxos turísticos e na promoção da notoriedade do Destino Açores”, avança.
Com um percurso de cerca de 40 quilómetros de extensão, o Extreme West Atlantic Trail segue o percurso já delimitado da Grande Rota das Flores e limitado a 100 inscritos.
Nos Açores, o trail running foi implementado em 2012, com o Trail dos 10 Vulcões, promovido pelo Parque que Natural do Faial, no âmbito dos 40 anos da Caldeira do Faial.
O sucesso do evento levou à sua repetição e, em 2014, dá-se então a sua oficialização sob a marca AzoresTrailRun®, com o Clube Independente de Atletismo Ilha Azul como organizador do evento.
Desde então, o AzoresTrailRun® tem promovido várias provas que são já reconhecidas mundialmente. Para além do Azores Trail Run que decorre em maio no Faial, a marca organiza também o Azores Triangle Adventure, que decorre em outubro nas ilhas do Pico, São Jorge e Faial e é ainda responsável pela organização do Columbus Trail que decorre em fevereiro na ilha de Santa Maria.
De salientar ainda que este ano a segunda edição da Grande Rota dos Baleeiros com 125 kms, que se realiza no próximo mês de maio, no âmbito do evento Azores Trail Run® foi integrada no circuito mundial da modalidade, constando na lista das cinco corridas selecionadas na categoria de “Discovery Race” do circuito mundial de ‘ultra-trail’.
O trail run apresenta-se, atualmente, como uma das modalidades mais expressivas do desporto de natureza realizado no arquipélago, que continua a despertar o interesse de muitos atletas de todo mundo, indo desta forma ao encontro das aspirações da Região para o setor do Turismo, que passam pela exploração sustentável da natureza intacta dos Açores.
O presidente do Conselho de Administração da SATA e a secretária regional dos Transportes e Obras Públicas foram questionados, sobre a programação de voos do verão IATA 2018 para o Faial na Comissão de Economia.
Esta reunião surgiu na sequência de um pedido do deputado faialense do PS, Tiago Branco.
Decorreu no passado dia 27 de março, uma reunião da Comissão de Economia da Assembleia Legislativa onde estiveram presentes Paulo Menezes, presidente do Conselho de Administração da SATA, e Ana Cunha, secretária regional dos Transportes e Obras Públicas.
Sobre a mesa esteve a programação de voos do verão IATA para o Faial, os números referentes às taxas de ocupação da rota Horta-Lisboa disponibilizados pelo Grupo SATA e a promoção que a companhia aérea irá fazer da rota em questão.
Ana Cunha, que acedeu ao pedido de audição feito pelo deputado eleito pelo o Faial, Tiago Branco do Partido Socialista (PS), afirmou que “a oferta de 2018, no total do verão IATA, é superior à oferta de 2017”, existindo “no seu global, e em relação a todas as rotas, uma disponibilidade de 55 mil lugares a mais, em relação ao que foi utilizado no ano transato”.
Para a secretária regional, “trata-se de um ajustamento àquilo que foi efetivamente realizado no ano passado, ajustamento esse necessário, feito no planeamento da operação de 2018”.
A detentora da pasta dos Transpor-tes salientou ainda que os números com que o Governo Regional trabalhou “são credíveis”, visto que “são os números que foram fornecidos pela empresa, e com base na operação, no efetivamente realizado”.
“O que há, de facto, é um excesso. Houve um excesso de oferta referente a 2017, em relação a 2016”, o que, de acordo com a governante, “originou um número de lugares não utilizados nas operações de e para a ilha do Faial que obrigou a que a SATA, no planeamento da operação para 2018, nomeadamente no verão e, mais concretamente ainda, nos meses de julho e agosto, para que se fizesse um ajustamento daquilo que é a sua oferta à utilização do ano transato, sempre com uma margem que potencie o crescimento”, justificou.
Neste sentido, acrescentou que “a oferta é superior à utilização, nomeadamente nos meses de julho e agosto, com uma margem que pode acomodar ainda um crescimento na utilização”, disse a governante.
Ana Cunha referiu que “o número de frequências diminui em 2017”, nos meses de julho e agosto, “por oposição ao acréscimo dessas mesmas frequências nos meses que não são os do pico do verão”.
A secretária regional sublinhou ainda que este “é um critério da SATA, aplicável no planeamento da estação e da operação em relação a qualquer uma das suas rotas”.
Por sua vez, Paulo Meneses também frisou que em 2017 a resposta não correspondeu à oferta em julho e agosto e que houve um “recuo” em comparação a 2016, havendo um decréscimo de 4% de passeiros em 2017 para este período.
O presidente do Conselho de Administração da SATA avançou ainda que apesar de a taxa de ocupação nos voos de e para o Faial ser inferior a 60 % em 2017, a “percentagem de voos cheios de e para a Horta é razoável”.
Paulo Meneses afirmou ainda que as “pessoas mesmo que não tenham lugar num voo, devem ir para a lista de espera para que a SATA possa ter indicação de que há procura naquele período de tempo”.
Quando questionado por Tiago Branco sobre a promoção que a companhia aérea faz à ilha do Faial, o administrador da SATA revelou que “estão a promover o destino quer na revista de bordo, quer através dos seus parceiros e que os operadores turísticos é que promovem o Faial tanto de forma individual como em pacotes de ilhas”.
Relativamente aos cancelamentos e às divergências de voos que aconteceram no verão anterior, o presidente da SATA afirma que Secretária Regional dos Transportes compromete-se a que estes inconvenientes não voltem a ocorrer.
“Há ou não estrangulamento da rota da Horta?”, questiona Tiago Branco
Durante a reunião o deputado do PS eleito pelo círculo do Faial, Tiago Banco, justificou o pedido de audição com a secretária regional e com o administrador da SATA afirmando que “há uma contradição de números na opinião pública”, perguntando se “há ou não estrangulamento da rota da Horta?”
O socialista, salientou também na reunião que o aumento de lugares não pode ser rentável se não há a devida promoção dos mesmos, pelo que desafiou a companhia aérea a promover fortemente o destino Faial.
“Se a SATA diz estar a fazer uma aposta nos meses de maio, abril e outubro, pois então nós entendemos que essa aposta tem de ser devidamente acompanhada por uma forte campanha da rota da Horta, promovendo o destino, para que traga efetivamente proveitos para ilha do Faial e atenue a sazonalidade”, disse Tiago Branco após a reunião.
“Questionamos o Sr. Presidente da SATA sobre a atuação da companhia no caso de se verificar, como aconteceu o ano passado, picos de procura de lugares para o Faial. Para nós é fundamental que seja dada uma resposta por parte da SATA a esse aumento de procura, nomeadamente no interilhas”, afirmou o deputado, referindo ter recebido uma resposta positiva nesse sentido.
SATA e Governo Regional estão a matar o Faial, afirma Carlos Ferreira
Também o deputado do Partido Social Democrata (PSD) eleito pelo círculo do Faial, marcou presença neste encontro.
Carlos ferreira em declarações ao Tribuna das Ilhas após a reunião da Comissão de Economia disse que os dados oficiais do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) “desmentem” o Governo dos Açores e o Conselho de Administração da SATA, que afirmam ter havido um decréscimo no movimento de passageiros entre o aeroporto da Horta e o exterior.
“O governo e a SATA dizem ter havido um decréscimo de 4% em 2017 face a 2016, nos meses de julho e agosto, e com esse argumento reduzem as ligações ao Faial. Mas há uma incongruência entre os dados oficiais do SREA e os da SATA. É urgente a clarificação destes dados, pois são a base da planificação dos voos”, salientou o social-democrata.
O deputado exigiu ainda uma “clarificação” por parte da secretária regional e da SATA sobre os números que invocam visto que estes não são públicos ao contrário dos dados do SREA. “Por interpelação do grupo parlamentar do PSD/Açores, o Governo Regional vai ter de fornecer à Comissão Parlamentar de Economia os dados da SATA sobre as ligações entre o Faial e o exterior”, referiu.
“A SATA e o Governo Regional, ao cortarem os acessos ao Faial – diminuindo ligações e milhares de lugares –, estão a estrangular a ilha e a matar as nossas perspetivas de desenvolvimento”, frisou Carlos Ferreira referindo-se à diminuição no número de voos e lugares disponibilizados pela SATA nas ligações entre o aeroporto da Horta e Lisboa.
Para o deputado social-democrata, o Governo dos Açores e a SATA “estão a matar o Faial de forma consciente e propositada, cortando os acessos a esta ilha em termos de voos e lugares disponíveis e não fazendo a promoção da rota Horta-Lisboa”.
O deputado defendeu também que é de “extrema urgência” reforçar a oferta de lugares e de voos nos meses de julho e agosto, “dado que as viagens são planeadas com antecedência, não sendo suficiente abrir um voo com apenas 10 dias de antecedência, como aconteceu neste mês de março”.
Ampliação do aeroporto da Horta deve estar presente na renegociação entre o Estado e a ANA
Este assunto quer das ligações aéreas com o Faial quer do aumento da Pista do Aeroporto da Horta tem sido um tema que tem estado na ordem do dia nos últimos anos.
As forças políticas da ilha e os habitantes têm feito alguma pressão junto das entidades governativas neste sentido. Essas reivindicações parecem ter sortido algum efeito na medida em que no seguimento da publicação, no passado dia 23 de março, em Diário da República a constituição uma comissão para a renegociação do Contrato de Concessão de Serviço Público Aeroportuário nos Aeroportos situados em Portugal continental e na Região Autónoma dos Açores, celebrado entre o Estado Português e a ANA Aeroportos de Portugal, S. A, vários poderes políticos regionais já se pronunciaram.
No seguimento desta publicação Ana Cunha escreveu ao Ministro do Planeamento e das Infraestruturas a defender que “a ampliação do Aeroporto da Horta deve voltar a estar sobre a mesa aquando da renegociação do contrato no âmbito das obrigações decorrentes do mesmo”.
Também o grupo parlamentar do PSD/Açores entregou, no passado dia 28 de março, no parlamento açoriano “uma proposta de pronúncia própria da Assembleia Legislativa dos Açores a recomendar ao Governo da República que inclua o aumento, de pelo menos 2050 metros, da pista do Aeroporto da Horta na revisão do contrato de concessão com a ANA”.
No documento, Carlos Ferreira e Luís Garcia salientaram que a Região não pode perder esta oportunidade, pois “o facto de a ampliação da pista do aeroporto da Horta não ter sido incluída na negociação do Contrato de Concessão de Serviço Público celebrado entre o Estado Português e a ANA, a 14 de dezembro de 2012, tem sido apontado como um dos obstáculos à realização dos investimentos necessários à ampliação da pista do aeroporto da Horta”.
Por sua vez, o grupo parlamentar do PS avançou em nota de imprensa que vai apresentar no plenário de abril um projeto de resolução “para motivar uma posição conjunta das várias forças políticas, junto daquela que é a única entidade responsável pela gestão do Aeroporto da Horta, ou seja, a ANA Aeroportos de Portugal, S. A”, lê-se.
Os deputados socialistas entendem que “esta é uma oportunidade de salvaguardar os interesses da Região, que foram prejudicados pelo Governo da República de Passos Coelho e Paulo Portas quando concederam a gestão dos aeroportos a privados”.
O Presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH) também se pronunciou sobre o alerta feito pelo Governo Regional ao Ministro das Infraestruturas relativo ao aumento da pista.
Em declarações à comunicação social, José Leonardo Silva afirmou que esta notícia “é positiva e coerente com aquilo que a CMH e o Governo Regional sempre defenderam, nomeadamente de que as responsabilidades devem ser colocadas nas instituições devidas, neste caso na ANA e no Governo da República”.
O edil relembrou que já tinha já tinha feito esse repto, em fevereiro, ao remeter um ofício à ANA, à AMRAA e à Câmara de Comércio e Indústria dos Açores a fim de que o assunto fizesse parte da reunião do Conselho Consultivo dos Aeroportos dos Açores e do Plano Estratégico dos Aeroportos dos Açores 2018-2022.
“Esta iniciativa do governo é mais um esforço para prosseguirmos na melhoria da nossa infraestrutura, a par do estudo prévio que já tínhamos apresentado ao Governo da República e à ANA, que reduz, inclusive, para metade o custo deste investimento”, sublinhou o autarca, acrescentado que “no contexto desta nova negociação da concessão deve ser colocada em cima da mesa essa possibilidade que surge de todo o trabalho feito”, pelos diferentes poderes públicos.
A ausência de referência ao navio responsável por cada viagem nos horários da Atlânticoline transtorna os passageiros que pretendem transportar viaturas. Ao Tribuna das Ilhas, a empresa explica que existem outros meios de verificação desta informação, mas compromete-se a rever a apresentação gráfica dos horários.
Na sequência do acidente, em janeiro último, que retirou o ferry “Mestre Simão” da operação regular da Atlânticoline, S.A., o número de viagens que permitem o transporte de viaturas no Triângulo diminuiu. Na sequência desta nova realidade, alguns passageiros queixaram-se ao Tribuna das Ilhas sobre a ausência da informação, nos horários da empresa, sobre os navios responsáveis por cada viagem, de modo a que possam verificar quando podem transportar as suas viaturas entre Faial, Pico, e São Jorge.
Contactada por este semanário, a transportadora esclarece que “nos modelos de horário da Atlânticoline, a indicação do navio a realizar cada viagem estava plasmada apenas nos horários de apresentação diária”, que consistem no horário da linha Amarela e da linha Verde para a época alta”, salientando a este respeito que “não se verificou qualquer alteração na forma de apresentação dos horários este ano, em relação a anos anteriores”, pelo que o procedimento está relacionado “única e exclusivamente com a apresentação gráfica do horário”.
“Quando se procedeu ao ajustamento da operação em função da menor disponibilidade de viagens de ferry, foi emitido um comunicado a dar conta das viagens a operar com os ‘Cruzeiros’ e das viagens a operar com o ‘Gilberto Mariano’”, acrescenta a empresa, lembrando que “essa informação está, também, plasmada no sistema de vendas e de reservas online”, onde qualquer cliente que simule ou execute uma reserva consegue perceber se a viagem que pretende é ou não realizada pelo ferry. De acordo com a Atlânticoline, “o mesmo acontece, naturalmente, com qualquer cliente que se dirija à bilheteira para adquirir os bilhetes”.
A transportadora lembra também que “a grande maioria dos passageiros que pretende transportar viatura adquire o bilhete com antecedência”, padrão de consumo percetível desde a entrada em funcionamento dos ferries. A este respeito, a Atlânticoline refere que nunca recebeu, por parte dos passageiros, queixas relativamente à ausência da referência, no horário, ao navio responsável por cada viagem.
Todavia, a empresa reconheceu, ao Tribuna das ilhas, a pertinência da queixa destes passageiros, tendo garantido a este jornal que irá “rever a apresentação gráfica de todos os horários divulgados, de forma a integrar em todos eles esta informação adicional”.
A exposição “Como a Anestesiologia mudou o mundo”, chegou ao Faial e vai estar patente ao público no átrio do Hospital da Horta de 2 a 15 de abril.
Trata-se de uma exposição promovida pela Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, em parceria com o Serviço de Anestesiologia do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, que se encontra a percorrer os Hospitais do país desde 2014.
Desde o dia 2 de abril que está patente ao público no átrio principal do Hospital da Horta a exposição “Como a Anestesiologia mudou o mundo”.
Esta mostra itinerante composta por 24 painéis com textos, fotografias e ilustrações científicas, que documentam a evolução das técnicas anestésicas, antigos e novos fármacos, a atualidade e o futuro desta especialidade médica é promovida pela Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, em parceria com o Serviço de Anestesiologia do Centro Hospitalar de Lisboa Norte e desde 2014 que se encontra a percorrer os Hospitais do país.
Segundo nota envida pelo Hospital da Horta às redações é com “satisfação” que o Conselho de Administração e o Serviço de Anestesiologia do Hospital da Horta acolhem esta exposição “que tem como objetivos divulgar a Anestesiologia e as suas áreas de intervenção, entre a população e outros profissionais de saúde, desmistificando medos e receios frequentes, para que haja um melhor esclarecimento e conhecimento”.
A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial (AHBVF) como pessoa coletiva de utilidade pública faz parte das Instituições elegíveis para receber os 0,5% da consignação do IRS.
Segundo a Lei n.º 16/2001, de 22 de junho, as instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública podem beneficiar de 0,5% do seu IRS aquando do preenchimento da declaração de rendimentos.
Esta lei regulamenta os atos de solidariedade através da consignação do imposto já liquidado pelo cidadão contribuinte, sendo esta doação um ato de responsabilidade social, que visa apoiar instituições e pessoas mais desfavorecidas.
Neste sentido, a AHBVF, como pessoa coletiva de utilidade pública, integra a campanha IRS Solidário e apela à população que lhes doe os seus 0,5%.
Para tal, basta colocar no QUADRO 11 do Modelo 3, Campo 1101 - Instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública da sua Declaração de IRS o NIF da associação: 512 015 406.
A associação de bombeiros explica, numa nota enviada à imprensa, que “a consignação de IRS não tem qualquer custo para o contribuinte, já que consiste em desviar 0,5% do imposto que entraria nos cofres do Estado (e não 0,5% do que é devolvido ao contribuinte) para uma instituição à sua escolha, neste caso a AHBVF”, relembrando que “se não utilizar este recurso que a lei permite, será o Estado a ficar com essa quantia”.
No entanto, a AHBVF vai mais além e apela ainda que as pessoas doem “, 15% do IVA suportado em faturas de despesas de reparação e manutenção de automóveis e motociclos, restauração, alojamento, cabeleireiros, institutos de beleza, veterinários e passes sociais para utilização de transportes públicos coletivos”.
No caso de quer contribuir com ambos os apoios basta selecionar as opções “IRS” e “IVA”.
Recorde-se que os prazos de entrega do IRS de 2017 são de 1 de abril a 31 de maio de 2018.
Ana Luís, presidente da Conferência das Assembleias Legislativas Regionais da União Europeia (CALRE), foi uma das oradoras do painel “Identidade regional e a integridade do Estado-nação” que teve lugar na semana passada em Estrasburgo.
A presidente da CARLE, Ana Luís, participou como oradora, no passado dia 28 de março, em Estrasburgo, no painel “Identidade regional e a integridade do Estado-nação”, no âmbito da Sessão da Câmara das Regiões do Congresso dos Poderes Locais e Regionais do Conselho da Europa.
Na ocasião, Ana Luís afirmou que “a identidade regional não é incompatível com o Estado-nação, nem é, sequer, um estado prévio ou precursor do nacionalismo regional, do mesmo modo que a descentralização não é sinónimo de um Estado fraco”.
A presidente da CARLE, defendeu que um regionalismo forte e uma ampla descentralização política promovem a identidade regional que é essencial para a afirmação política da democracia regional dos membros da CALRE, referindo também que o reconhecimento institucional, pelo Estado, de uma identidade regional consagrada num regime de Autonomia político-legislativa conduz ao reforço da unidade nacional.
Luís deu o exemplo dos Açores, onde foi “necessário construir uma verdadeira unidade regional destas nove ilhas e das suas populações, reforçando-se também, pelos resultados da governação autónoma, da coesão e unidade internas, a própria identidade do Povo açoriano”, acrescentando que “não quer isto dizer que a afirmação da identidade regional, designadamente quando promovida pela descentralização política, leve forçosamente a movimentos que contraponham o Estado-nação”.
Para a presidente, o centralismo, a distância do poder político, o desinvestimento e a falta de recursos são os principais responsáveis pela descrença no Estado-nação.
A concluir Luís salientou que o “Estado-nação europeu não pode encarar o regionalismo, a descentralização, a subsidiariedade ou a governação multinível como uma ameaça à sua subsistência”.
As únicas duas portuguesas que integram o projeto holandês “School at Sea”, Mariana Rosa e Miriam Pinto estiveram esta semana no Faial, onde se juntaram a familares e amigos.
Para esta paragem na ilha do Faial a penúltima antes da conclusão do projeto, que termina em abril, na Holanda, foi preparado um programa pelos pais das alunas portuguesas que incluiu um jantar, uma visita ao Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos e uma receção na Câmara Municipal da Horta.
O navio-escola “Thalassa”, que integra o projeto holandês “School at Sea”, aportou ao Faial na passada terça-feira. A bordo encontram-se Mariana Rosa e Miriam Pinto, alunas da Escola Manuel de Arriaga (ESMA) que aproveitaram esta paragem no Faial para “matar” saudades de casa.
Para esta que será a penúltima paragem do navio-escola antes do final do projeto que tem a duração de seis meses, os pais das duas únicas portuguesas a bordo organizaram um Programa Social de Recepção.
O programa incluiu uma visita guiada ao Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, à Câmara Municipal da Horta e terminou com o Jantar no Bar do CNH.
Durante esta sua escala no Faial e no âmbito do intercâmbio com a ESMA, os alunos visitaram ainda este estabelecimento de ensino.
O programa integrou ainda uma visita dos alunos da ESMA e da Escola de Vela do Clube Naval da Horta ao “Thalassa”, onde a Empresa “Horta Cetáceos” fez uma apresentação sobre ‘Whale Watching’ nos Açores.
O “School at Sea” é projeto educativo holandês, que reúne jovens de todo o mundo, com idades entre os 14 e os 17 anos. Trata-se de uma aventura a bordo de um navio durante um semestre.
Com Mariana e Miriam encontram-se mais 30 jovens que partiram de Amsterdão, na Holanda, em outubro do ano passado e já passaram por Tenerife, Cabo Verde, São Martin, Santo Eustáquio, Saba, Dominica, ilha de Curaçao, Aruba, Panamá, Providência, Cuba e Bermuda.
Durante as escalas, os jovens realizaram diversas visitas de estudo e contactaram com a população local, conhecendo a sua cultura e divulgando a cultura da sua região nativa.
Participaram em expedições, atividades culturais e sociais, intercâmbios com escolas locais, mantendo ligação à sua escola de origem, com formação à distância, acompanhadas a bordo por professores das áreas nucleares.
Alunos do projeto School at Sea na CMH
No âmbito do Programa Social de recepção, organizado pelos pais de Mariana Rosa e Miriam os alunos e tripulantes do navio escola “Thalassa”, foram recebidos na Câmara Municipal da Horta.
Na ocasião José Leonardo Silva destacou que “a participação de jovens em projetos relacionados com Mar deve ser valorizada” uma vez que a experiência adquirida vai ser “importante para o crescimento de cada um destes jovens do ponto de vista da sua formação pessoal, do trabalhar em equipa e ainda do ponto de vista da participação cidadã de cada um deles.”
“Acreditamos que o mar é a aposta do século XXI que nos permite alargar fronteiras e apostar na internacionalização”, disse o autarca, acrescentando que “a cidade da Horta pode e deve reinventar-se através da aposta no mar”.
O presidente do executivo camarário reforçou ainda que “a aposta no mar é vital para crescermos do ponto de vista económico”, neste sentido, destacou o projeto “Mare Nostrum” como um contributo do Município para que o Faial garanta “a centralidade atlântica e marítima ao nível das políticas do mar nos Açores”.
O Governo dos Açores já aprovou a lista oficial das águas balneares costeiras para 2018. No total foram aprovadas 70 zonas balneares, sendo que no Faial foram aprovadas seis.
O Governo dos Açores, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar, publicou em Jornal Oficial, no passado dia 28 de março, a lista oficial das águas balneares para 2018, com as respetivas épocas balneares, que varia de zona para zona entre e de junho e 14 de outubro.
No total, e à semelhança de 2017, a Região conta com 70 águas balneares: seis no Faial, uma no Corvo, nas Flores foram aprovadas duas, em São Jorge três, Graciosa e Santa Maria quatro em cada uma das ilhas, o Pico tem 11, a Terceira 15 e em São Miguel foram aprovadas 24.
O titular da pasta dos Assuntos do Mar, entidade responsável pelo processo de identificação das águas balneares no arquipélago e pela monitorização da sua qualidade, avançou que “a partir de maio, será iniciado mais um programa de monitorização das águas balneares que, este ano, visará a recolha e a análise de mais de meio milhar de amostras em todas as ilhas”.
Os resultados deste programa estão abertos ao público e serão regularmente publicados no Portal da Direção Regional dos Assuntos do Mar, no endereço eletrónico www.aguasbalneares.azores.gov.pt.
Filipe Porteiro sublinhou que o Governo Regional “tem vindo a alertar as entidades gestoras, neste caso, os municípios, para a necessidade de se considerarem épocas balneares compatíveis com a sua real utilização, dado os fluxos turísticos que se têm verificado nos últimos anos na Região”.
Deste modo, destacou “o prolongamento da época balnear nas zonas balneares aprovadas para este ano que estão sob gestão da Direção Regional dos Assuntos do Mar”, afirmando que esta medida vai "contribuir para a segurança dos banhistas, uma prioridade para quem utiliza estes espaços”.
“Estão agendados três cursos de nadador-salvador nas ilhas de São Miguel, Santa Maria e Terceira", avançou ainda o diretor regional, acrescentando que “estão a ser envidados esforços para que também se realize, em breve, um curso de nadador-salvador na ilha do Faial”.
O governante destacou também que a identificação de águas balneares “exige que as entidades gestoras assegurem que estas zonas disponham de equipamentos e de serviços logísticos adequados para responder às necessidades dos utilizadores durante toda a época balnear”, nomeadamente de balneários, recolha de resíduos, limpeza regular da zona balnear e, sempre que possível, a vigilância por nadadores-salvadores, “uma exigência crucial para se atingirem os objetivos decorrentes da identificação destas zonas”.
Para Filipe Porteiro, “uma rede de zonas balneares bem gerida é um ativo central para todos os banhistas”, que sendo também uma oferta lúdica e turística deve cumprir “com padrões de qualidade e de segurança compatíveis com as expetativas dos utilizadores”.