Tribuna das Ilhas

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12
janeiro

COFACO promove despedimento coletivo no Pico

Escrito por João Paulo Pererira

A empresa conserveira COFACO, com fábrica na ilha do Pico, irá proceder até ao mês de abril ao despedimento coletivo de cerca de 180 trabalhadores.
A situação prende-se com o facto de a empresa deixar de laborar naquela ilha até à construção da nova unidade fabril, que se prevê esteja edificada dentro de 18 meses

A administração da conserveira COFACO reuniu-se com os cerca de 180 trabalhadores da fábrica da ilha do Pico durante a manhã do passado dia nove de janeiro para os informar de que iria proceder “a um despedimento coletivo”, de que todos seriam despedidos com direito a "indemnização e fundo de desemprego", deixando a COFACO de laborar naquela ilha até à construção de uma nova fábrica.
De acordo com Sérgio Gonçalves, representante do Sindicato de Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços dos Açores (SABCES/Açores), “serão pagas as indemnizações e vamos todos para casa com uma promessa verbal de que quando a obra estiver concluída, entre 18 meses e dois anos, nos chamariam de novo para vir trabalhar. Ficamos na expetativa. Como o ditado diz, ‘palavras, leva-as o vento’, mas vamos esperar que estas o vento não leve", afirmou Sérgio Gonçalves.
A fábrica COFACO, no concelho da Madalena, na ilha do Pico, vai manter os trabalhadores até abril, altura em que arrancam as obras para a construção da nova unidade industrial, no mesmo local onde se encontra a atual, e tem um prazo de 18 meses. “Queremos acreditar que iremos ser admitidos após dois anos, mas tememos muito pela nossa situação”, admitiu o sindicalista.
A conserveira não labora desde o dia 14 de dezembro de 2017, altura em que os trabalhadores – na maioria mulheres - foram “para as férias do Natal” e sem qualquer informação acerca de qual seria a solução para a sua situação.

SABCES/Açores condena o encerramento da COFACO no Pico
Em nota informativa enviada às redações, o SABCES/Açores “repudia” o encerramento do COFACO Pico.
Segundo o Sindicato, “todo este processo teve contornos de pouca clareza e seriedade por parte da administração da empresa, não havendo dialogo, informação e a devida consideração pelos trabalhadores”.
O SABCES/Açores relembra ainda que “estamos perante uma situação que se repete, uma vez que em 2010, a COFACO encerrou a unidade fabril da Ilha do Faial, voltando agora, uma vez mais, a contribuir para o retrocesso da economia das ilhas do triângulo e consequentemente da região”.
A direção do SABCES/Açores, não acreditando que os despedimentos sejam a única opção possível, defende ser necessário encontrar alternativas ao encerramento da fábrica visto que estão em causa não só os trabalhadores diretos e as suas famílias, como também postos de trabalhos indiretos.
“O SABCES/Açores repudia a medida anunciada e manifesta total solidariedade para com os trabalhadores abrangidos e suas famílias, reafirmando a sua determinação em defender os postos de trabalho e garantir a proteção dos direitos e interesses dos trabalhadores, pelo que apela à mobilização de todos – abrangidos e não abrangidos – na participação no plenário do próximo dia 12 de janeiro pelas 15h00 à porta da COFACO e nas iniciativas que vão seguir-se (manifestações, concentrações e reuniões, na semana do Plenário da Assembleia Regional)”, lê-se na nota informativa.
“O SABCES/Açores apela a todos os trabalhadores para resistirem ao despedimento e defenderem os seus postos de trabalho”, concluiu.

Secretário Regional do Mar acompanha a situação
O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, confirmou estar a acompanhar a situação na empresa, embora tenha a indicação que em causa estão 167 trabalhadores e não 180.
Em declarações aos jornalistas, o Secretário Regional do Mar afirmou que “a empresa garantiu-nos que os direitos dos trabalhadores iam todos ser garantidos e os serviços competentes em matérias de trabalho como a Inspeção Regional do Trabalho, a Direção Regional do Emprego e a Agência do Emprego irão naturalmente acompanhar os trabalhadores e estão naturalmente disponíveis para apoiar os trabalhadores em tudo aquilo que for necessário”.
Em face desta situação, o Governo Regional criou um grupo de trabalho, uma equipa tripartida de apoio aos trabalhadores da COFACO, com elementos da Inspeção do Trabalho e da Segurança Social, a qual que será instalada nos serviços de Segurança Social da ilha do Pico.
O governante assume não se tratar de “uma situação muito confortável”, sendo que a COFACO é um dos maiores empregadores da ilha, não havendo para já garantias de que todos os trabalhadores despedidos serão integrados na nova unidade fabril a construir a partir de abril de 2018.
“Isso ainda não sabemos, naturalmente, tratando-se de uma nova fábrica há alterações tecnológicas que vão ocorrer, acho que é prematuro saber quantos é que vão ser reintegrados no futuro. O que eu posso dizer é o que a empresa nos transmitiu é que a sua aposta, novamente no Pico, também se devia muito à qualidade dos trabalhadores na laboração do atum”, sublinhou.
“O projeto que existe é para a reconstrução de uma nova fábrica no mesmo local”, garantiu.
O secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia adiantou ainda que a COFACO submeteu o projeto para a construção da nova unidade fabril, que irá substituir a atual fábrica, com mais de 50 anos, a fundos comunitários no âmbito de uma portaria do FEAMP - Fundo Europeu para os Assuntos Marinhos e das Pescas, para apoios a investimentos na área da transformação de pescado.
O valor estimado para o projeto é de 6,7 milhões de euros sendo que contará com o apoio público na ordem dos 75%, nomeadamente de cerca de 1,1 milhão de euros por via do orçamento da região, de cerca de 3,3 milhões de cofinanciamento e de 35% de despesa privada.
“(O investimento) faz parte de uma alteração estratégica que a empresa quer ter nos Açores para também se tornar mais competitiva e mais consentânea com aquilo que são as novas tecnologias e as exigências do mercado”, disse.

Deputados do PS Açores reúnem com sindicato dos trabalhadores da COFACO
Os deputados do PS Açores eleitos pela ilha do Pico lamentam o despedimento coletivo que irá acontecer na fábrica da COFACO, localizada na Vila da Madalena, afirmando o deputado Miguel Costa que “é uma situação muito complicada. São muitos postos de trabalho, são muitas famílias que dependem daquela unidade fabril que é histórica na Vila da Madalena, na ilha do Pico e nos Açores e que tem uma importância vital para a economia desta ilha”.
Neste sentido, já pediram uma reunião de urgência com o SABCES/Açores. Os deputados defendem que é preciso unir esforços entre todas as entidades para salvaguardar que os direitos dos trabalhadores são respeitados e para garantir que a empresa concretiza a intenção anunciada de construir uma nova fábrica na ilha do Pico e que poderá integrar funcionários agora despedidos.

BE não aceita que a COFACO continue a receber apoios públicos
Para o Bloco de Esquerda, que já tinha alertado várias vezes ao longo do último ano para o possível encerramento da fábrica da COFACO no Pico, é inaceitável que a fábrica continue a receber apoios públicos depois de despedimento coletivo.
Segundo a nota de imprensa do BE “a COFACO tem recebido, ao longo dos anos, milhões de euros de apoios públicos, direta e indiretamente. Afinal, os apoios concedidos não servem para criar postos de trabalho, servem apenas para encher os bolsos dos acionistas”.
Para o Bloco, que vai levar esta questão ao parlamento, a promessa, feita pela empresa, de contratar os mesmos trabalhadores aquando da conclusão da nova fábrica, é mais uma tentativa de atirar areia para os olhos dos trabalhadores, uma vez que não há qualquer garantia legal de que tal venha a acontecer.

“Estamos perante mais um retrocesso para a economia da ilha e da região”, defende o PCP
Também o PCP manifestou o seu descontentamento com a situação e exige explicações do Governo Regional.
O PCP salienta, em comunicado enviado às redações, que o encerramento da COFACO, líder nacional na produção de conservas, é “mais um retrocesso para a economia da ilha e da região”.
O PCP entende ser “fundamental que o Governo Regional tome medidas, e faça tudo o que estiver ao seu alcance para travar o encerramento da fábrica”, acrescentando que também o partido “intervirá quer através da sua Direção Regional, quer através da sua Representação Parlamentar, mas também intervirá a nível nacional e no Parlamento Europeia sobre essa matérias”, os trabalhadores e a Região merecem ser defendidos.

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12
janeiro

Operação “FESTAS SEGURAS 2017” – Divisão Policial da Horta efetua 9 detenções e fiscaliza 435 veículos

Escrito por Susana Garcia

No âmbito da Operação “Festas Seguras 2017” que terminou no passado dia 2 de janeiro, a Divisão Policial da Horta efetuou 9 detenções, fiscalizou 435 veículos e monitonizou através do equipamento RADAR 1305 viaturas.
Os dados referem-se à área de abrangência desta Divisão Policial, nomeadamente às ilhas do Faial, Pico e Flores

Entre as 14H00 do dia 11 de dezembro de 2017 e as 24H00 de 02 de janeiro de 2018 decorreu a Operação Polícia Sempre Presente: Festas Seguras 2017.
No âmbito desta operação a Divisão Policial da Horta efetuou 15 operações/fiscalizações, nomeadamente a vigilantes de segurança privada em estabelecimentos de dança e de fiscalização rodoviária. Nesta intervenção foram feitas cinco detenções, uma em cumprimento de mandado de detenção, duas por condução sob o efeito do álcool, uma por condução sem habilitação legal para o efeito e uma por desobediência.
Durante este período a PSP da Horta reforçou também a fiscalização rodoviária, procedendo à inspeção a 435 veículos. Nesta operação foram detetadas 26 infrações, duas por condução sob a influência de álcool, uma por falta de inspeção periódica obrigatória, uma por condução sem fazer uso de acessório do cinto de segurança e uma relativa ao transporte de criança sem cadeirinha adequada (sistema de retenção).
Foram ainda detetadas sete infrações por estacionamentos irregulares, duas por desobediência à ordem de paragem do Agente fiscalizador e 14 outras infrações ao Código da Estrada, regulamento de trânsito e legislação complementar. Foram ainda monitorizados 1305 veículos através do equipamento RADAR.
Segundo nota de imprensa da Divisão Policial da Horta enviada às redações, nesta operação foi ainda verificada uma infração ao funcionamento de estabelecimento, identificados 8 indivíduos por motivos diversos e recebidos 14 pedidos de vigilância a residências, das quais nenhuma foi alvo de furto.
A nível regional a Polícia de Segurança Pública efetuou no total 866 detenções, das quais 316 por excesso de álcool (menos 11 que no ano anterior), 120 por falta de habilitação legal para conduzir (menos 10), 101 por tráfico de droga (menos 15) e 49 por furto (mais 7).
No total foram efetuadas 1 930 operações de fiscalização, das quais cerca de 1 500 operações de trânsito e cerca de 270 operações no âmbito da segurança privada, com o objetivo de diminuir os índices de sinistralidade rodoviária e de prevenir e fiscalizar comportamentos ilícitos e/ou de risco para a segurança da população durante o Natal e a Passagem de Ano.
No período em referência, a PSP apreendeu cerca de 19 000 doses de droga, com destaque para a cocaína (3 453 doses), heroína (5 533 doses) e haxixe (6 831 doses).
Foram ainda apreendidas 69 armas, das quais 29 armas de fogo, menos 7 que em igual período do ano anterior e apreendidos cerca de 85 Kg de explosivos.
Ao nível rodoviário, a PSP registou 3 681 acidentes, dos quais resultaram 8 vítimas mortais, 55 feridos graves e 1 060 feridos ligeiros. Comparativamente ao período homólogo do ano passado, verificou-se um aumento do número de acidentes (mais 19) e de vítimas mortais (mais 6), bem como um aumento do número de feridos ligeiros (mais 27) e graves (mais 7).
Durante esta Operação a PSP fiscalizou cerca de 78 000 viaturas e levantou 9 905 Autos de Notícia por Contraordenação em matéria rodoviária, dos quais 379 por uso indevido de telemóvel durante a condução (menos 219 do que no ano anterior), 405 por falta de inspeção (menos 171) e 152 por falta de cinto de segurança (menos 77). Foram submetidos ao teste de alcoolemia cerca de 19 500 condutores.
Realça-se ainda que foram registadas 2 810 infrações por excesso de velocidade (mais 1 000 do que no ano anterior).
A PSP reforçou os seus meios operacionais, cerca de 16 000 elementos policiais empenhados, numa atitude preventiva, proativa e dissuasora, visando incrementar o sentimento de segurança, combater a criminalidade e a sinistralidade rodoviária.

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12
janeiro

Projeto base do novo Quartel dos Bombeiros entregue na CMH

Escrito por Flávia Taibo

O projeto base para obtenção de licenciamento do novo quartel dos Bombeiros da Horta já foi entregue ao Presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH).
O projeto no valor de 2 milhões de euros, prevê a construção do novo quartel de bombeiros, num terreno do município na zona industrial

O Presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Volun-tários do Faial (AHBVF) entregou, no passado dia 4 de janeiro, o projeto base para obtenção de licenciamento do novo Quartel dos Bombeiros da Horta ao Presidente da CMH.
Este projeto, orçamentado no valor de 2 milhões de euros, aos quais acresce o valor do IVA, prevê a construção do novo quartel de bombeiros, num terreno do município na zona industrial.
Esta cerimónia de entrega “é o primeiro passo prático que se configura na entrega do projeto de arquitetura ao qual se seguirá os projetos de especialidade, mas que é que uma forma singela e prática de marcar o início daquilo que será uma obra que é ambicionada desde 2001, que é necessária para esta ilha, para a nossa corporação de bombeiros e que vai sobretudo criar mais condições para termos uma proteção civil mais presente, mais próxima e mais segura no que diz respeito à intervenção do corpo de bombeiros”, afirmou José Manuel Ferreira, presidente da AHBVF, em declarações à comunicação social.
Segundo o presidente, o financiamento para o projeto está assegurado pelo Governo Regional “em anos económicos diferentes em função da execução da própria obra”, sendo que previsto no plano e orçamento de 2018 encontram-se as verbas necessárias para projetos de arquitetura, projetos de execução e projetos de especialidades e que “o grosso da verba só entra no orçamento de 2019”.
José Ferreira espera ter “até ao final do ano todo o processo burocrático, inclusivo a candidatura para os fundos comunitários concluída, isto se não houver atrasos que vão para além daquilo que é o normal”, adiantou.
“Com este novo quartel, os bombeiros têm ainda melhor facilidade de acesso ao lado sul da ilha, mas só com a segunda fase da variante é que poderão chegar mais depressa ao lado norte”, recordou o presidente da AHBVF.
Por outro lado, Ferreira salientou que uma “maior acessibilidade ao centro da ilha, à freguesia dos Flamengos, e ao lado norte da ilha nomeadamente a partir da Praia do Almoxarife, permitia a esta corporação cobrir o lado norte da ilha também até à freguesia dos Cedros com a mesma rapidez que o faz ao lado sul da ilha”, pelo que lança um “desafio ao Presidente da Câmara e ao Governo Regional dos Açores de estudar esta questão uma vez que passamos agora a ter uma necessidade que é premente e que merece ser estudada”, entendeu.
Por sua vez, José Leonardo também demonstrou a sua satisfação com o avanço do projeto afirmando que “estamos a começar o ano muito bem na ilha do Faial com um investimento importantíssimo”.
Para o edil, este investimento “vai permitir que a nossa associação de bombeiros voluntários tenha possibilidades de crescer no futuro e que nós consigamos ter uma proteção civil cada vez mais perto das pessoas”.
O autarca, salientou ainda que brevemente terá lugar a assinatura do contrato de permuta dos terrenos onde será construído o quartel para que a AHBVF possa candidatar-se a fundos europeus.
PSD Faial satisfeito com o avanço do projeto
Os deputados do PSD eleitos pelo Faial, numa nota enviada às redações, congratularam-se com a entrega deste documento e relembram que “no âmbito do debate e aprovação do plano e orçamento da Região para 2018, propuseram um reforço da verba para este investimento para garantir que a obra se iniciasse ainda este ano”.
Para além disso, Carlos Ferreira e Luís Garcia também propuseram “uma alteração ao plano do Governo regional para 2018 para recolocar a construção da 2ª fase da variante à cidade nas prioridades dos investimentos regionais”.
No entanto, a maioria absoluta do PS, incluindo os deputados eleitos pelo Faial, na Assembleia Legislativa chumbou as duas propostas.
Para os deputados do PSD, “não deixa de ser absolutamente incoerente verificar que, por um lado, alguns dirigentes e autarcas do PS do Faial afirmam que defendem o reforço de verbas para a construção do novo quartel e a construção da 2ª fase da variante e, por outro, os seus deputados, eleitos pelo Faial, na Assembleia Legislativa chumbam propostas que vão ao encontro destas reivindicações do Faial”, sustentam.

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12
janeiro

Eurodeputado Serrão Santos reúne com o Presidente da CMH

Escrito por Flávia Taibo

O eurodeputado Ricardo Serrão Santos reuniu-se com José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH) para se inteirar dos assuntos relevantes do concelho.
O Aeroporto da Horta, o Porto da Horta, o IMAR e as estradas do concelho foram alguns dos temas que estiveram em cima da mesa, neste encontro

No passado dia 5 de janeiro, o eurodeputado socialista, Ricardo Serrão Santos reuniu com o Presidente da CMH para se inteirar “dos pontos de vista sobre os diferentes aspetos que interessam de facto aqui à ilha do Faial e ao concelho da Horta”, avançou o eurodeputado do PS eleito pelo Açores.
Em declarações aos jornalistas no final deste encontro Serrão Santos, adiantou que sobre a mesa estiveram assuntos como o Aeroporto da Horta, o Porto da Horta, o IMAR e as condições das estradas do município.
Sobre o Aeroporto da Horta e a ampliação da pista, o eurodeputado defendeu que esta “é uma ambição de facto legítima de todos os faialenses” e lamentou que na altura do governo de Passos Coelho se tenha “desperdiçado” uma oportunidade aquando dos “fundos para investimentos de infraestruturas e para investimentos estratégicos” onde “não houve mobilização nenhuma na área dos aeroportos e concretamente na área do aeroporto da Horta”, disse.
O eurodeputado avançou ainda que “naquela altura foi feito um contrato com a Vinci para gerir todos os aeroportos da ANA por 50 anos e neste momento a Vinci é que tem de avançar e estar de acordo com esse programa uma vez que o aeroporto da Horta como todos conhecemos é parte dos aeroportos da ANA/Vinci”, relembrou Ricardo Serrão Santos.
Contudo, o deputado revelou ter apresentado à CMH um relatório com as vias da Comissão da Economia disponíveis e com um enquadramento dos fundos para investimentos de infraestruturas e para investimentos estratégicos.
No que ao Porto da Horta diz respeito, Serrão Santos afirmou ser “uma questão assegurada também com o financiamento comunitário”.
Para o eurodeputado, “há preocupações legítimas relacionadas com algumas componentes do porto e à hidrodinâmica e com alguns elementos que o poderiam perturbar”, mas “aquilo que se está a fazer é de facto aquilo que se tem de fazer”.
O deputado é da opinião de que “erros no planeamento e na execução de um porto ficam muito mais caros quando são para corrigir do que o custo do próprio porto”.
Como antigo presidente do IMAR, Ricardo Serrão Santos acredita que “há demasiado ruído nesta situação”, acrescentado que “o IMAR não é para ser confundido com o Centro de Investigação Okeanos que está a ser constituído” nos termos do regulamento da Universidade dos Açores.
“O Instituto do Mar é outro tipo de estrutura e acho que houve aí uma dissonância, um ruído porque o próprio Reitor veio dizer que não está em questão acabar com o IMAR, nem se pode acabar com um instituto destes que tem eficácia, que tem solidez”.
Neste sentido Serrão Santos defendeu, contudo, que é necessário “encontrar uma forma de modificar e corrigir a atual estrutura do IMAR”.

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12
janeiro

Encontro de Ranchos de Natal encerra “Natal com Tradição”

Escrito por Susana Garcia

O teatro Faialense, recebeu à semelhança dos anos anteriores o já tradicional Encontro de Ranchos de Natal.
Promovido pela Câmara Municipal da Horta (CMH), o evento serviu também para encerrar o programa “Natal com Tradição”, organizado pelo Município em conjunto com a Câmara do Comércio e Industria da Horta

Com o objetivo de celebrar o Natal e promover as tradições da época natalícia, a CMH levou até ao Teatro Faialense, o já tradicional Encontro de Ranchos de Natal, que este ano contou com a participação de oito ranchos.
No dia antes, sábado, dia de Reis, os grupos participantes foram recebidos, como já vem sendo habitual, pelo presidente da Câmara nos Paços do Concelho, onde tiveram a oportunidade de tocar dois números musicais junto do altarinho montado no Salão Nobre.
Na ocasião, José Leonardo felicitou os grupos que se organizaram para estar presentes nesta receção, destacando “a sua vontade de preservar a cultura e as tradições locais”.
No final, todos participaram num beberete oferecido pela autarquia.
O Encontro de Ranchos de Natal, já se realiza há alguns anos e este ano serviu para encerrar o programa “Natal com Tradição”, iniciado em dezembro pela autarquia faialense.

Concurso de Presépios e Altarinhos contou com 13 participantes
No âmbito do Encontro de Ranchos de Natal, que decorreu na tarde de domingo no Teatro Faialense teve também lugar a cerimónia de entrega de prémios do concurso de Presépios e Altarinhos organizado pelo Núcleo Cultural da Horta em parceria com a Câmara Municipal da Horta.
Segundo José Leonardo, “esta dinâmica que se gerou em torno dos presépios e altarinhos é algo que admiramos e que nos deixa satisfeitos pois trata-se da nossa cultura e tradição”, afirmou.

DR

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12
janeiro

Primar pelo bem-estar dos utentes e pela humanização dos cuidados é um dos objetivos de Cristina Abrantes

Escrito por Flávia Taibo

Eleita com uma vantagem de 59 votos, Cristina Abrantes é a nova provedora da Santa Casa da Misericórdia da Horta.
Em conversa com o Tribuna das Ilhas, a provedora fala-nos da sua motivação, dos seus objetivos e de algumas dificuldades que a instituição enfrenta.
Com quase 500 anos, a Santa Casa da Horta emprega atualmente cerca de 190 pessoas e presta auxílio a quase duas centenas de utentes, entre todas as suas sete valências

TI – Num momento em que as instituições atravessam inúmeras dificuldades em encontrar meios humanos para os seus órgãos socias, este ato eleitoral foi um dos mais concorridos que a Santa Casa da Misericórdia da Horta já presenciou. Que comentários faz a esta situação?
Cristina Abrantes - Realmente é verdade. Como vivo aqui, às vezes penso que é exclusivo da sociedade faialense, mas não, acaba por ser transversal a várias sociedades. Arranjar corpos sociais para qualquer ato associativo é cada vez mais difícil por várias razões, principalmente nas instituições de cariz social em que faz parte dos seus orçamentos dinheiros que são injetados pelo Governo. As regras de fiscalização e tudo o resto são muito mais apertadas e é incutido aos órgãos sociais a responsabilidade dessa gestão e de tudo o que daí decorrer. É claro que é muito mais confortável estar nas nossas casas sem este tipo de preocupações.
De facto, este ato eleitoral foi uma situação talvez um pouco anormal. Sabíamos que o ato eleitoral deveria ser para o próximo ano, que o fim do mandato era no ano de 2018, só que, e não vou negar que, fazendo parte da Santa Casa porque trabalho lá desde da altura do ano do sismo altura em que foi criada a enfermaria de retaguarda, sabia que internamente a gestão não estava muito bem.
Depois soubemos que iria ter de haver eleições antecipadas e juntámos um grupo de pessoas para apresentar uma lista e concorrer aos órgãos sociais. Por motivos que não vale a pena estar aqui a dizer, não foi possível avançar com essa lista porque alguns dos elementos que eram propostos e que estavam mais ou menos organizados não tinham as condições exigíveis para poder fazer parte dessa lista. Mas continuámos a achar que estava mais do que na altura de a Santa Casa não ter uma lista única como tem sido habitual nos últimos anos e que era altura de renovar e de apresentar duas propostas para que os irmãos pudessem escolher entre as duas a que gostariam que os representasse.
O facto de ter duas listas e de serem duas mulheres, para mim, se calhar despontou mais o interesse dos irmãos.

TI – Já antecipava esta vitória ou ficou surpreendida?
CA - Não estava à espera que tivéssemos estes resultados. Vou confessar que sempre achei que pudesse ganhar, mas não de uma forma tão folgada. E posso explicar porque é que penso isso. Sinto que os irmãos e os idosos que me conhecem e mesmo os funcionários têm um carinho especial por mim porque sou uma pessoa que já anda naquela casa há muito tempo. Por outro lado, tem sido sempre um dos meus lemas primar pelo bem-estar dos utentes e pela humanização que se tem de ter numa casa destas em relação aos utentes que lá precisam de estar.

TI – Podemos dizer então que neste caso o facto de já ser funcionária e de conhecer bem a casa também foi uma razão para votarem mais em si em relação à concorrente?
CA - É uma suposição, não o posso dizer. Não sei se terá sido por aí ou pelo facto de ser da área da saúde e se calhar as pessoas acharam que eu poderia ter um tipo de competências diferentes. A leitura pode ser feita de vários ângulos.

TI – O que a motivou a candidatar-se a Provedora da Santa Casa da Misericórdia da Horta?
CA - Foi conhecer a casa, conhecer os funcionários, ter uma boa relação com os eles.
Eu percebo que quem está á frente precisa de tempo. Uma das coisas que acho ser muito importante é ter tempo para ouvir as pessoas, para ouvir os utentes, para ouvir as famílias. No entanto, talvez um provedor a tempo parcial não tem a capacidade de dar essa resposta e por isso mesmo até aqui o que temos visto sempre é que são pessoas reformadas que assumem estes cargos porque têm disponibilidade.
Acontece que eu também percebo que hoje em dia com os grandes desafios que se põem e com as grandes mudanças que tem havido a nível de gestão organizacional se calhar é preciso pessoas que sejam dotadas de outros níveis de competências, que sejam capazes de gerir. Porque aquilo é uma empresa, uma empresa grande com muitos funcionários em que hoje em dia não podemos manter o nível de gestão ou tipo de gestão que se fazia, principalmente na gestão de recursos humanos e de materiais.
Os desafios são imensos e talvez seja preciso ter uma equipa com pessoas de várias áreas profissionais que consigam, em conjunto, encontrar a melhor formar de gerir aquela casa e isso também foi um pouco o que me motivou.
Para além disso, sou, normalmente, muito crítica e quem critica para poder manter a crítica ativa tem de se chegar à frente e assumir responsabilidades.

TI – A Cristina também já assumiu a Liga Portuguesa Contra o Cancro e continua, portanto, está sempre dedicada a estas instituições e à solidariedade social. Esse também foi mais um motivo que a levou a aceitar este desafio?
CA - Talvez. Tenho de assumir que tenho alguma predisposição para estas coisas. Ainda hoje estava a falar com o meu marido, não sei bem porquê, sobre o facto de a minha vida pessoal ser preenchida com períodos de grande sofrimento, consigo perceber e compreender melhor as pessoas que também, por motivos vários, passam por estes momentos de maior sofrimento. Temos de assumir a verdade de que num lar de idosos as pessoas já estão numa etapa da sua vida que é menos boa em que muitas vezes as famílias têm que deixá-los lá porque não têm outras condições para os ter e que isso provoca sofrimento nas pessoas, tanto em quem tem de lá ficar como na família que tem de as pôr. E é preciso ter pessoas que tenham compreensão. Eu tenho isso comigo.
Nunca tive medo de arriscar na minha vida e sei que isto é mais um risco, um risco grande porque isto é um trabalho pós-laboral que vou ter e não renumerado, mas já estou habituada visto que já não é o primeiro.
Isto não é o trabalho de uma única pessoa, é o trabalho de uma equipa e todos juntos acredito vamos fazer um bom trabalho.

TI – Quem são os outros membros da sua equipa?
CA - Vou dar os nomes pela lista que foi exposta publicamente porque segundo os estatutos depois podemos organizar, em termos de direção, os lugares, não têm de ser aqueles que lá estão. A lista que concorreu foi: eu para provedora; o Eduardo Pereira para vice-provedor porque é uma pessoa da área da gestão, tem experiência porque também é responsável pelo Lar das Criancinhas e tem noção do que é gerir uma casa deste género; em terceiro lugar e como secretária temos a Márcia Lourenço, responsável pelo serviço social do Hospital da Horta, porque achamos que era importante ter uma pessoa da área da ação social pois a casa é toda virada nesse sentido; em quarto lugar temos o Álvaro Melo que tem experiência de lavoura, também já foi comandante dos bombeiros e bancário e, portanto, é uma pessoa que pelo seu percurso profissional tem experiência; a seguir e como suplente temos o Estevão Gomes que foi autarca durante três mandatos e também é da área da saúde, já trabalhou na Santa Casa, tem um mestrado em Ética da Vida, ou seja, tem competências acrescidas; e temos como suplentes da direção a dona Fátima Capela, reformada que está ali na qualidade de familiar de um utente, a senhora Fátima Torres que também foi funcionária da Santa Casa muitos anos na secretaria e é uma pessoa muito importante visto que conhece bem a dinâmica da casa e a enfermeira Sofia Benjamim que é mais um elemento da área da saúde e que poderá ser sempre uma mais valia.

TI – Em linhas gerais quais são os principais projetos que pretende implementar durante este mandato? E objetivos?
CA - Uma das coisas que foi sempre assumida é: os estatutos falam na possibilidade de criar um Conselho Consultivo que é um grupo de pessoas que são convidadas de diferentes áreas de especialidades para serem os nossos conselheiros. Ou seja, quando tivermos de tomar decisões importantes ao nível das várias valências, porque a Santa Casa é um conjunto de imensas valências, podemos ter pessoas para nos aconselhar porque um dos nossos princípios é que um cabeça sozinha nunca pensa bem, tem de ser em conjunto. Aquela casa é de todos, é da comunidade, portanto, quantos mais elementos da comunidade estiveram ali a colaborar com aquela organização melhor. Todos irão ganhar.
O que nós achamos ainda que é muito importante e que será das primeiras coisas que vamos querer avançar é a formação do pessoal no sentido de podermos humanizar todos os cuidados que são prestados naquela casa. Os idosos e os doentes são pessoas vulneráveis e para trabalhar com pessoas vulneráveis é preciso ter certas competências e certos conhecimentos que não se pode obrigar uma pessoa a ter se não tiver formação para isso. Sabemos que não é fácil e que hoje em dia os empregos são cada vez mais precários e as pessoas mesmo sem formação nenhuma vão ocupar aqueles cargos e depois vão trabalhar com pessoas e não podem ser aquilo que se esperaria delas. Mas isso será o nosso grande objetivo: dar formação às pessoas e promover a humanização de cuidados. Depois o resto vem por acréscimo porque em primeiro lugar estão os utentes que são a razão de existir daquela casa. Tudo o que for feito à volta disso há de ser sempre com o objetivo de melhorar aquilo que as pessoas precisam.

TI – Esses conceitos serão também aplicados às outras valências, como o CAO e o Apoio ao Domiciliário?
CA - Sim, todos eles. O CAO é frequentado por pessoas portadoras de deficiência, são pessoas vulneráveis com necessidades especiais e os idosos que estão dos domicílios a mesma coisa. Portanto, será para todas as pessoas. Era o meu objetivo que todos os funcionários daquela casa tivessem pelo menos uma formação básica que abrangesse várias áreas de atuação, não só técnicas como também de comunicação para saberem lidar com as pessoas, saberem ouvir.

TI – Tem ideia de como se encontra presentemente a instituição a nível financeiro? E a nível administrativo?
CA - Não, concretamente não. Vamos deixar passar a época do Natal e vamos ter a primeira reunião com a mesa administrativa presente logo a seguir no início do ano. Ainda nem sabemos bem quando é que será a tomada de posse.
Julgo que haja poucas instituições que tenham uma boa situação financeira. Se a Santa Casa for uma das que tem uma boa situação financeira fico muito contente, mas não acredito muito nisso. Pretendo que se faça uma auditoria de contas logo no início de tomar posse porque cada mandato tem de assumir as responsabilidades da sua gestão. Por acaso há pouco ouvi na rádio que o Governo Regional anunciou que o primeiro semestre de 2018 vai ser para fazer auditorias a todas as empresas onde são injetados dinheiros públicos e as Santas Casas vão ser umas delas. Quando entrarmos queríamos legalmente uma base da qual possamos partir e assumir desde dessa altura as nossas responsabilidades em termos de gestão da casa. O que for para trás, quem teve antes é que terá de assumir.

TI – A Santa Casa tem várias valências, sendo duas delas o CAO e o apoio domiciliário. Qual é o ponto de situação em relação a cada uma destas valências?
CA - Não sei. São setores diferentes e cada setor tem um responsável e só depois de tomarmos posse é que havemos de reunir com todos os encarregados de setor para tentar perceber a dinâmica e depois fazer um plano de atividades para o primeiro ano de mandato.

TI – Sendo funcionária da Santa Casa há tanto tempo e sendo uma pessoa assídua, na sua opinião que dificuldades é que a Santa Casa enfrenta presentemente?
CA - É uma realidade, não podemos, nunca, descurar a parte financeira. Estas casas para se manterem precisam de apoio financeiro e sem dinheiro não se chega a lado nenhum. No entanto, na minha opinião, talvez há ali uma falta de organização dos setores e Isso é outra das coisas que é necessário fazer: primeiro construir um organigrama da casa que julgo não existir e estabelecer muito bem as funções e quem é dependente de quem para se pôr ordem na casa; e depois por setor tentar perceber quais são as dificuldades, o que de melhor tem aquela secção e onde é que se gasta o dinheiro por secção e perceber ali o que se pode melhorar. Se cada setor for bem organizado, no conjunto as coisas poderão melhorar.
Ali não tenho experiência, mas já fui responsável pelo do Hospital de Dia de Oncologia da Horta onde me propus a fazer um trabalho deste género durante um ano e consegui poupar algum dinheiro só na troca de produtos. Consegui um produto com as mesmas funções e com as mesmas características de qualidade a um preço mais barato. Acho que a Santa Casa precisa disso.

TI – Apesar de ainda não ter tomado posse, tem noção de quais são os apoios financeiros por parte do governo, se são suficientes ou precários? O que é que há a fazer nesse sentido?
CA - Não conheço ainda quais são os apoios reais de todas as valências, mas sei que o Governo apoia. No entanto, segundo o que já ouvi em algumas conversas, há algumas valências em que os apoios não são suficientes. Uma dessas valências é o domicílio que, segundo o que tenho ouvido falar, poderá não estar a ser rentável para a Santa Casa.
É preciso fazer uma avaliação daquilo que são os apoios e ajustar as coisas com as Secretarias porque isto é tudo à base de protocolos. Sei que os Cuidados Continuados têm um protocolo que é tripartido com a Segurança Social e com a Saúde e que me parece que o financiamento é ajustado na medida em que os utentes ainda comparticipam com 80 % daquilo que é a sua reforma, o ganho que eles têm. O lar, serão outros valores, mas também julgo que o Governo comparticipa. É uma questão agora de encararmos aquilo, fazer contas e ver o que é que se pode fazer.
De qualquer maneira lá está: o Governo apoia e precisa da Santa Casa porque esta dá uma resposta social nos locais que se calhar o Governo não chega.

TI – A sociedade atual está marcada pelo envelhecimento da população e também por grandes dificuldades sociais e económicas nessa faixa etária. A Santa Casa sente-se capaz de dar resposta a estas situações?
CA - A Santa Casa pela sua missão tem de que ser capaz de dar resposta a essas situações. Por isso é que precisa de ter ajudas do Estado e claro que conta também com os bens das pessoas que para lá vão e que é transformado em património. Os órgãos sociais da Santa Casa têm de ter o pensamento de usar os bens patrimoniais em função daquilo que são as necessidades dos utentes. Acho que é importante que aquilo que as pessoas deixam de valor à Santa Casa seja revertido em bens para uso delas e não para que sirva só para acumular porque é uma instituição de solidariedade. Porque aqueles que têm mais valor acabam por contribuir para a Casa poder ajudar aqueles que não o têm. E a gestão tem de ser feita sempre neste sentido. Pois quem não tem também precisa de ser apoiado de igual forma, pelos mesmos princípios.

TI – Em relação aos Cuidados Continuados e ao Lar, é do conhecimento geral que é difícil os idosos terem vaga em qualquer uma destas valências. Confirma que é verdade? O que pretende fazer sobre este assunto?
CA - A parte dos Cuidados Continuados é uma situação um pouco particular porque nos Açores foi criada a Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados em que cada ilha ficou com o número de camas que foram consideradas necessárias para a sua população. Foram feitos estudos, foram feitas contas e achou-se que para a Horta seriam necessárias 25 camas: 15 camas de longa duração e manutenção e 10 camas de média duração e reabilitação.
Só que muita gente faz confusão do que são os Cuidados Continuados. Estes acabam por ser um serviço do Serviço Regional de Saúde. É como se o Serviço Regional de Saúde tivesse aquelas camas alugadas à Santa Casa porque é paga uma diária por utente para terem acesso aos cuidados que estão instituídos por lei.
Isto foi criado precisamente porque a população está muito envelhecida, porque cada vez há mais diagnósticos de doenças crónicas, há mais doenças que são relacionadas com os idosos e que fazem com que o internamento no hospital fique muito prolongado.
A diária hospitalar é muito cara então para o Governo e para a Secretaria da Saúde fica mais barato a pessoa sair de uma cama do hospital e vir para uma valência de cuidados continuados de forma a que possa continuar a fazer a sua recuperação em vez de estar no hospital. Talvez a pessoa não precisa de ter alocada a si a quantidade de recursos que o hospital tem para lhe oferecer e assim fica mais barato.
O problema aqui é que isto não é de fácil gestão. Nessas camas de cuidados continuados é suposto haver também as camas para descanso do cuidador que são pessoas que estão em casa e têm um cuidador informal que fica cansado. Há quem passe 10, 15 anos a cuidar de outra pessoa e precisa de descansar, precisa de ir ao médico e precisa que a pessoa fique lá, por isso é preciso ter ali lugar para essas pessoas poderem ficar. Acontece que cada vez mais os pedidos são em maior número e o que está protocolado são 15 camas e é isso que é pago. Portanto, não é sequer uma coisa que a Santa Casa tenha poder de resolução porque foi esse o contrato que foi protocolado com a Secretaria.
Em termos de camas de Lar, as que temos estão cheias. É minha opinião, e agora não falo como futura provedora, mas a título pessoal, que a solução será para domicílio e não para internamento. Será criar equipas profissionais de apoio ao domicílio em que a pessoas ficam no seu espaço, no seu ambiente com um cuidador formal ou informal, isso depois logo se vê, mas isto tinha de passar também pelos Serviços de Saúde. Pois trazer as pessoas todas para uma instituição de lar a médio prazo vai ser muito complicado porque nós somos uma população muito envelhecida.

TI – Tendo em conta esse raciocínio e a explicação que está a dar considera que também o Governo devia estar mais desperto para esta situação e por exemplo alargar o número de camas ou alterar o protocolo, nomeadamente em relação ao apoio domiciliário para que a Santa Casa pudesse ter uma abertura maior a essas necessidades e a esses futuros utentes?
CA - É claro que o Governo tem um papel muito importante. Tem de haver vontade política para as coisas acontecerem e se a Secretaria pretender apostar em equipas domiciliárias a sério, equipas de saúde, isso é um passo importante para que se possa oferecer serviços ao domicílio que a pessoa precisa e sem ter de estar institucionalizada.
Por muita boa vontade que as pessoas tenham há coisas que não podem acontecer assim. Até aqui o que temos visto é que tem havido sempre prioridade em injetar os dinheiros a nível hospitalar, em cuidados diferenciados e hospitalares e não na parte da prevenção, neste caso na prevenção de complicações. Se uma pessoa tivesse uma equipa domiciliária, uma equipa de profissionais de saúde que se poderia chamar de equipa de cuidados paliativos ou de cuidados continuados domiciliários provavelmente a pessoa podia ter alta para o seu domicílio com o apoio destas equipas e ter melhores condições do que se estivesse institucionalizada.
Mas para isto tinha de se dar uma volta muito grande em termos de políticas de saúde na região e ficamos todos pendentes uns dos outros nesta situação.
Para já o nosso objetivo é manter as valências que temos a funcionar da melhor maneira possível.

TI – Quer deixar alguma mensagem aos utentes, à população e à sua equipa?
CA - A mensagem é que sei que vai ser uma tarefa muito árdua. Há decisões que terão de ser tomadas que, de certo, não irão agradar a todas as pessoas, o que é normal porque cada um tem a sua maneira de ver as coisas. É nossa intenção pedir sempre a colaboração e a corresponsabilização nas tomadas de decisão, mas claro que a última palavra será sempre dos órgãos da direção.
A nossa intenção é melhorar aquilo que tiver menos bem na Santa Casa, primar sempre pelo bem-estar dos utentes que são a nossa principal razão de existência. Pedir a colaboração de todos, dos funcionários porque sem eles nada é possível e da população em geral. Quem não é irmão que se faça irmão, que vá às assembleias para tomar conhecimento das contas daquela Casa, das decisões que se tomam e ajudar a tomar decisões porque a partir de uma certa idade começamos a perceber que aquilo vai ser a nossa futura casa. Tudo o que nós podermos fazer para melhorar as condições daquela casa será para benefício nosso.
Finalmente desejar um bom ano a todos os faialenses.

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05
janeiro

CMH promove Convívio de Natal dos Idosos

Escrito por Flávia Taibo

A Câmara Municipal da Horta (CMH) promoveu o já tradicional encontro de Natal que reuniu todos os idosos dos centros de convívio e dia da ilha.
Uma festa animada que juntou cerca de duas centenas de idosos

À semelhança dos anos anteriores, a CMH promoveu o Convívio de Natal da População Idosa. O evento teve lugar no passodo dia 20 de dezembro do ano transato, e contou com a participação de cerca de duas centenas de idosos de todos os Centros de Convívio e de Dia do concelho.
Como anfitrião, o presidente da CMH, José Leonardo, iniciou o convívio com palavras de acolhimento e de agradecimento para com os idosos frisando a importância de valorizar esta faixa etária e tudo o que já fizeram pela nossa ilha.
De seguida, subiram ao palco o Rancho de Natal Municipal, o Hip hop Corpuseven, do ginásio Corpuseven Health Club e as Danças no Sapatinho, do ginásio 2fitu.
No decorrer do evento foi ainda servido um almoço aos presentes.
O Tribuna das Ilhas esteve à conversa com alguns participantes que se apresentaram contentes com esta iniciativa da Câmara e com o convívio entre freguesias, tendo sido também referida a ideia de fazer este género de convívio mais vezes por ano e não apenas no Natal.

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05
janeiro

Dário Moitoso e Tatiana Melo vencem 28.ª Légua da Lajinha

Escrito por Susana Garcia

O Clube Independente de Atletismo Ilha Azul (CIAIA), realizou a 28.ª edição da Légua da Lajinha.
Esta prova mítica decorre sempre no último fim de semana do mês de dezembro, encerra o calendário anual de provas do clube e reuniu cerca de uma centena de atletas

Dário Moitoso e Tatiana Melo do CIAIA foram os protagonistas da 28.ª Edição Légua da Lajinha que decorreu no passado fim de semana na ilha do Faial.
A já tradicional prova de estrada do Clube de Atletismo, que liga a freguesia da Feteira à Cidade da Horta, com um percurso total de 5km, manteve o mesmo figurino dos anos anteriores. Com partida da freguesia da Feteira junto à Rotunda da Variante, percorreu toda a Costa da Lajinha, terminando como habitualmente, junto a Rosa-dos-Ventos na Avenida Marginal.
Este ano, a clássica prova do CIAIA, reuniu cerca de uma centena de atletas de ambos os sexos e de diversos escalões etários, facto que surpreendeu e deixou a organização bastante satisfeita.
Nos masculinos a prova teve dois "animadores", Dário Moitoso e Marcelo Salgueiro, ambos do clube anfitrião, que assumiram o comando ao longo de todo o percurso, distanciando-se desde o início do restante pelotão, até que no quilómetro final Dário Moitoso resolveu dar o sprint final, distanciando-se de Marcelo acaban do por cruzar a meta em primeiro. No sector feminino Tatiana Melo, também do CIAIA, isolou-se, assumindo a liderança desde o início.
A prova estava dividida em três escalões, masculinos e femininos. Nos mais jovens masculinos destaque para a prestação de Bruno Ávila, do Castelo Branco Sport Clube, que foi o quarto atleta a cruzar a meta, conseguindo assim o primeiro lugar do pódio no seu escalão. Em segundo lugar terminou Pedro Andrade e em terceiro Edmilson Gonçalves.
Em femininos, Tatiana Melo foi a primeira, secundada por Patrícia Silveira. O terceiro lugar foi ocupado por Bárbara Silva.
No escalão menos de 40 masculinos o mais rápido foi Dário Moitoso, seguido de Marcelo Salgueiro e José Batista fechou o pódio, todos estes atletas pertencem ao CIAIA.
Em femininos destaque para Letícia Melo, também do CIAIA, que cruzou a meta em primeiro. Em segundo ficou Margarida Viegas e Tânia Jorge, encerrou o pódio.
No escalão mais de 40 masculinos, o primeiro a terminar foi Raúl Goulart, em segundo terminou Carlos Garcia, do CIAIA, e José Nunes foi terceiro.
Em femininos, Carla Pereira (CIAIA) foi a primeira, secundada por Silva Faria e Susana Garcia, também do CIAIA, fechou o pódio.

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05
janeiro

2FITU organiza competição de Crosstraining

Escrito por Susana Garcia

Numa organização conjunta da box 2FITU com a Urbhorta, vai decorrer nos dias 17 e 18 de fevereiro no Faial uma competição de Crosstraining.
A prova tem uma particularidade especial, por se destinar apenas a atletas do sexo feminino e está dividida em três etapas.
A primeira tem lugar na Piscina Municipal, no sábado de manhã, sendo a segunda na Box 2FITU à tarde e no domingo termina no Pavilhão Desportivo de Castelo Branco.
Com inscrições limitadas a 30 atletas, o evento conta já com cerca de uma dezena de inscritas, até à data, sendo que, algumas são de Lisboa e outras do Faial.
De acordo com a organização, "a realização deste evento só é possível porque várias instituições e estabelecimentos comerciais locais se associaram à mesma, elevando assim a qualidade da prova". As três primeiras classificadas serão contempladas com um prémio financeiro "mas nenhuma atleta sairá da prova de mãos a abanar", avançam.
As inscrições terminam a 31 de janeiro.

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05
janeiro

XXII Edição do Campeonato Regional das Profissões - Formanda da EPH Ana Costa vence Medalha de Prata

Escrito por Susana Garcia

Ana Carolina Fraga Costa, formanda da Escola Profissional da Horta (EPH) conquistou pela segunda vez a medalha de prata na área de Contabilidade no Campeonato Regional das Profissões, Azores Skills, que decorreu na Escola Profissional da Praia da Vitória.
Os Campeonatos das Profissões realizam-se desde 1950 e são dirigidos a jovens entre os 17 e os 25 anos, que concluíram ou se encontram a frequentar um percurso de qualificação, em modalidades de educação e formação profissional

A formanda Ana Carolina Fraga Costa representou a EPH na XXII Edição do Campeonato Regional das Profissões Azores Skills que se realizou entre três e sete de dezembro na Escola Profissional da Praia da Vitória e pela segunda vez conquistou a Medalha de Prata na área de Contabilidade.
A formanda faialense concluiu o Curso Técnico de Contabilidade no ano formativo 2012/2013 com distinção. Destacou-se sempre pelo seu empenho e excelente qualidade nos trabalhos apresentados, motivo pelo qual levou a EPH a desafia-la a participar nesta competição.
Neste concurso também da EPH foi nomeada como membro do painel de jurados das provas de Contabilidade a formadora Sandra Alves.
Segundo nota da EPH enviada às redações “o conceito dos Campeonatos das Profissões remonta ao ano de 1950, quando se disputaram, em Madrid, os primeiros Campeonatos Internacionais das Profissões entre Portugal e Espanha, no qual participaram 24 concorrentes, 12 de cada país, distribuídos por 12 profissões”.
“Esta iniciativa inédita conduziu, ainda na década de 50, à criação de uma organização, atualmente designada por WorldSkills International, assente em pressupostos de cooperação, partilha de boas práticas e promoção da importância das competências profissionais no desenvolvimento socioeconómico dos países”, avança o documento .
Dirigidas a jovens entre os 17 e os 25 anos, que concluíram ou se encontram a frequentar um percurso de qualificação, em modalidades de educação e formação profissional, estas competições visam demonstrar o nível individual de competências, rigor e domínio de técnicas e de ferramentas para o exercício de cada profissão a concurso, através da realização de provas práticas de desempenho avaliadas segundo critérios exigentes e de acordo com prescrições técnicas estabelecidas internacionalmente por júris compostos de peritos altamente qualificados (formadores, profissionais, empresários).
Com estes Campeonatos, que se pretendem amplamente participados, visa-se ainda aferir a eficácia da formação profissional ministrada pelos diferentes operadores, e, simultaneamente, induzir fatores de crescente qualidade, inovação e criatividade nos processos de ensino-aprendizagem.
Os campeões da fase nacional candidatam-se a uma participação nos Campeo-natos Europeu e Mundial das Profissões, organizados, respetivamente, pela World-Skills Europe e pela WorldSkills International.

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