Durante o presente ano letivo, aproximadamente 900 alunos de 56 turmas dos Açores vão participar no projeto “Ler Mais no 1º Ciclo”, promovido pela Rede Regional de Bibliotecas Escolares (RRBE)
No decorrer do ano letivo de 2017/2018, o projeto “Ler Mais no 1º Ciclo”, promovido pela Rede Regional de Bibliotecas Escolares (RRBE), na dependência da Direção regional de Educação, abrange cerca de 900 alunos açorianos.
O projeto «Ler Mais no 1.º Ciclo», que teve a sua primeira edição no ano letivo de 2015/2016, surgiu da necessidade de promover o interesse dos alunos pela leitura, incutindo hábitos de leitura e vai ao encontro das finalidades previstas no Eixo I – Foco na qualidade das aprendizagens dos alunos, do ProSucesso - Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar – Açores pela Educação.
Neste ano letivo, o projeto desenvolverá 27 sessões envolvendo 56 turmas das escolas da Horta, no Faial, Arrifes, Maia, Povoação, Lagoa, Rabo de Peixe e Ribeira Grande, na ilha de S. Miguel, Praia da Vitória, Francisco Ferreira Drummond, Tomás de Borba e Biscoitos, na ilha Terceira, Lajes do Pico, Mouzinho da Silveira, na ilha do Corvo, e em Santa Maria.
Este projeto terá cinco sessões de promoção de leitura, em cada turma, com a duração de 90 minutos e um conjunto de atividades diversificadas, como a presentação de bibliografias de escritores, leitura da obra, reconto de histórias, jogos, ilustrações, entre outras, em articulação com as diferentes áreas curriculares.
Adicionalmente, em todas as sessões é pedido aos alunos que, com a ajuda da família, realizem uma pequena atividade sobre a história trabalhada na sala de aula, dando a conheceraos pais a obra e o autor analisado em cada sessão.
Os alunos recebem ainda, no início de cada ano letivo, um portefólio para guardarem os trabalhos e um passaporte de leitor, financiado pela Cimentaçor, onde podem registar aspetos importantes sobre as obras trabalhadas.
No âmbito da análise que está a ser feita da petição “A favor do Aeroporto da Horta e de mais e melhores acessibilidades à ilha do Faial”, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista solicitou, à Comissão Permanente de Economia, uma audição presencial dos dirigentes do Grupo de Trabalho para a elaboração do Estudo Prévio para a ampliação da pista do Aeroporto da Horta, criado pela Câmara Municipal da Horta.
Para o PS/Açores, esta iniciativa ajudará na obtenção de mais dados e informações que contribuam para a análise do documento em questão.
O Grupo Parlamentar do PS/Açores considera que esta iniciativa dos cidadãos deve ser valorizada e é uma oportunidade para o esclarecimento dos assuntos referidos, neste caso em particular, o Aeroporto da Horta e as acessibilidades aéreas à ilha do Faial.
A Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo publicou online um guia para informar os açorianos sobre os riscos da presença da bactéria Legionella em sistemas de abastecimento água
“Através da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores (ERSARA), a Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo disponibilizou online um guia sobre os riscos da bactéria Legionella em sistemas de abastecimento de água.
Este guia visa informar os açorianos sobre cuidados a ter de forma a prevenir o risco de Legionella, nomeadamente através de uma correta manutenção da rede predial de abastecimento de água e de reservatórios particulares.
Segundo o Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), “Até ao momento e apesar de todas as ocorrências identificadas nos Açores não terem sido graves, nem associadas a sistemas públicos de abastecimento de água, a ERSARA considerou pertinente esclarecer a população sobre o risco de exposição a este tipo de bactéria, associado sobretudo à ineficiência da manutenção de redes prediais”.
A ERSARA reassegura que a ingestão de água que contenha esta bactéria não apresenta qualquer risco para a saúde, visto que esta é imediatamente eliminada pelo organismo. Deste modo, a população não deve ter receio de beber ou cozinhar com água da torneira.
Este ano o Município da Horta conjuntamente com a Câmara do Comércio decidiu estender o tradicional “Dia das Montras” por mais um dia, celebrando-o no dia 8 e 9 de dezembro, com o intuito de trazer gente à cidade para realizarem as suas compras de Natal no comércio tradicional
O programa “Natal com Tradição” prosseguiu no passado fim-de-semana com aquele que é o seu maior evento, o Dia das Montras, e que este ano teve a particularidade de ter dois dias.
Na verdade, o Município da Horta associado à Câmara do Comércio e Indústria da Horta decidiu prolongar o “Dia das Montras” ao dia 9 de dezembro, com o intuito de trazer gente à cidade para realizarem as suas compras de Natal no comércio tradicional.
Assim, cumprindo a tradição e aproveitando uma oportuna pausa no mau tempo, centenas de faialenses vindos de toda a ilha acorreram ao centro histórico da cidade da Horta para o Dia das Montras.
É um dia em que o comércio tradicional aposta forte, para convencer os consumidores a comprarem os seus produtos, numa época que os comerciantes faturam mais do que no resto do ano.
Dentro do “Dia das Montras”, a CCIH organizou o Concurso de Montras 2017, tendo estado a concurso 13 montras do Comércio Tradicional. Os vencedores, apurados através do voto popular, foram a Esquina Sapataria (montra 12), a Pecúlio Decor (montra 13) e a Pecúlio Decor (montra 7).
Ainda no âmbito do “Natal com Tradição”, a Câmara Municipal da Horta promoveu o Festival de Sopas do Mercado, que registou o maior número de sempre de sopas a concurso, com 18 sopas diferentes inscritas. Com este evento pretendeu promover-se a gastronomia e os produtos locais, premiando e divulgando as receitas de sopas tradicionais e/ou confeccionadas, com produtos locais e regionais.
A tudo isto se juntaram as barraquinhas de diversas associações e instituições que procuraram neste dia angariar alguns fundos para as atividades que desenvolvem ao longo do ano.
No âmbito das Comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e aproveitando a época de Natal, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) convidou os Utentes do Centro de Atividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia da Horta - CAO e do Projeto Moviment’Arte da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial - APADIF para procederem à decoração da Árvore de Natal e à montagem do Presépio no átrio do Parlamento Açoriano.
A iniciativa organizada pela ALRAA integra-se nos projetos Parlamento Inclusivo e Parlamento Aberto, que tem como objetivo promover a participação e a integração de todos os cidadãos no relacionamento das várias nstituições, das diferentes ilhas do arquipélago, com este organismo
O Dia Internacional da Pessoas com Deficiência, que se assinala a 3 de dezembro é uma data comemorada a nível internacional pelas Nações Unidas desde 1998, que tem como objetivo promover uma maior compreensão dos assuntos relativos à deficiência e mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos, assim como o bem-estar destas pessoas.
A celebração deste dia procura ainda aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspeto da vida política, social, económica e cultural.
Aproveitando esta data e à semelhança do que já vem sendo uma tradição nesta altura do ano a ALRAA abriu as suas portas e em conjunto com a APADIF e com o CAO da Santa Casa da Misericórdia da Horta levou a efeito uma iniciativa que teve em vista a decoração da Árvore de Natal e a montagem do Presépio do átrio do edifício do Parlamento Açoriano.
Este ano, a ornamentação da Árvore de Natal esteve a cargo dos utentes do CAO da Santa Casa da Misericórdia da Horta, cabendo aos utentes do Projeto Moviment’Arte da APADIF a montagem do presépio.
Esta iniciativa envolveu cerca de 60 utentes de ambas as instituições e, para além da montagem do presépio e da decoração da árvore de Natal, incluiu vários momentos de dança, numa tarde de muita animação.
Segundo Ana Luís, Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, estas iniciativas “integram-se nos projetos Parlamento Inclusivo e Parlamento Aberto da Assembleia Legislativa” e revestem-se de “grande importância”, na medida em que “permitem trazer o espírito de Natal ao Parlamento Açoriano”.
“Neste caso, dada a proximidade do Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência aproveitamos para convidar o Moviment’Art da APADIF e o CAO da Santa Casa da Misericórdia para nos virem ajudar não só decorar a Árvore de Natal, como também construir o presépio”, revelou Ana Luís ao Tribuna das Ilhas.
No entender da presidente, esta é uma forma da ALRAA dar “visibilidade a estes dois projetos e de abrir a porta da Assembleia a estes utentes”, bem como dar “uma oportunidade” de tanto o CAO como o Moviment’Art, “apresentarem o seu trabalho”, salientou.
Também à nossa reportagem, Lara Rosa, responsável pelo CAO da Santa Casa da Misericórdia destacou a importância destas iniciativas.
De acordo com a coordenadora “é muito importante a participação destas pessoas nestes eventos organizados pela comunidade, não só para dar a conhecer o nosso trabalho, mas dar visibilidade ao trabalho que é feito por estas pessoas com deficiência à Assembleia e a toda a comunidade em geral”, disse.
“Estas iniciativas são de louvar até porque no dia 3 assinalamos o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, por isso faz todo o sentido participarmos nestes eventos que também são sempre bem acolhidos pela nossa instituição”. Por outro lado, avança ainda Lara Rosa, “para eles também é extremamente importante sair da instituição, sentirem-se úteis”, salientou.
A integração destas pessoas na comunidade é apontada como uma das principais dificuldades que tanto os utentes como as próprias instituições se debatem diariamente.
Neste sentido Lara Rosa adianta que “nós desenvolvemos algumas actividades em contexto da própria instituição, quer do CAO, quer da Santa Casa da Misericórdia e temos neste momento dois utentes a desenvolver ao abrigo de uma parceria com a Câmara e com uma secretaria regional algum trabalho mas gostávamos de ter muitos mais utentes inseridos neste mercado de trabalho”. “Embora seja um mercado de trabalho não remunerado é uma forma de eles se sentirem úteis, integrados e também de valorizar o dia-a-dia deles”, defende.
A responsável pelo CAO, acredita que para resolver esta questão “bastava acima de tudo sensibilizar”. Neste contexto entende que “a Santa Casa tem de projetar mais o trabalho que faz e também as reais capacidades e potencialidades destes utentes, de forma a que os serviços fiquem sensibilizados e sintam que eles podem ser uma mais valia”, reforça.
José Fialho também é da opinião que a integração destes utentes na sociedade é fundamental. Esta tem sido aliás, uma prioridade da instituição. “A integração destes utentes tem sido uma tarefa que a APADIF tem vindo ao longo dos tempos a desenvolver no sentido de haver uma maior inclusão”, sustenta o presidente da APADIF, acrescentando que “este é um passo que se vai dando muito devagar porque apesar da sociedade estar mais aberta para esta realidade, ainda encontramos algumas dificuldades”.
A este respeito, José Fialho, considerou que “nos últimos anos têm sido dados passos positivos. Temos tentado organizar festejos a nível local onde as pessoas podem ver que de facto todos podem estar integrados e todos tem uma colaboração a dar à sociedade”, frisou.
José Fialho, entende que iniciativas como esta “são um exemplo para a sociedade”. “De facto o Parlamento é o local onde os deputados fazem as leis e essas leis abrangem todas as pessoas e onde estão incluídos os nossos utentes, por isso virem aqui participar nestas atividades, organizar o presépio no caso do Moviment’Art penso que é extremamente importante e gratificante para eles”, referiu.
O presidente da APADIF, adiantou que a instituição tem cerca de 33 utentes mas, nesta iniciativa estiveram “envolvidos cerca de 20”.
A Câmara Municipal da Horta (CMH) apresentou, em conferência de imprensa, o Plano e Orçamento Municipal para 2018.
No valor de aproximadamente 15 milhões de euros, este é, segundo o edil “um plano de orçamento marcante”
O Presidente da CMH apresentou o Plano e Orçamento para 2018, no passado dia 6 de dezembro, na sala de sessões dos Paços do Concelho, iniciado com a “audição aos partidos representados na Assembleia Muni-cipal e às forças vivas do concelho”, como a Câmara do Comércio da Horta, o Departamento de Ocea-nografia e Pescas e estabelecimentos de ensino e as IPSS’s da ilha.
Para José Leonardo este “é um orçamento que honra os compromissos assumidos, que defende os faialenses e que investe no futuro” e mantem o nível de endividamento do Grupo Municipal.
O orçamento para 2018 “inicia uma das maiores obras de sempre da CMH”, a Frente Mar, conclui as obras no Mercado Municipal, “qualifica os serviços municipais reforçando o quadro de pessoal com a abertura dos procedimentos de concurso com o objetivo de qualificar o emprego”, reforça a componente social com o apoio na aquisição de medicamentos a famílias mais necessitadas e inclui, pela primeira vez, a devolução de IRS às famílias.
O valor global do orçamento é de 15.423.024 euros e será dividido por nove eixos de intervenção que englobam diversos projetos que visam cumprir os compromissos assumidos e favorecer os faialenses e o Faial.
A Coligação Acreditar no Faial assegurou que no Orçamento Municipal para o ano de 2018 passasse a haver uma maior transparência das contas da Semana do Mar e um reforço do apoio às Juntas de Freguesia nos projetos desenvolvidos ao abrigo do designado Fundo Próprio da Câmara Municipal
Os vereadores e os membros da Assembleia Municipal da Coliga-ção Acreditar no Faial apresentaram várias propostas ao Presiden-te da Câmara Municipal da Horta para a sua inclusão no plano e orçamento para 2018.
Juntamente com essas propostas, apresentaram 3 condições para viabilizar o Plano e Orça-mento para 2018: a criação de uma rubrica da Semana do Mar com as contas discriminadas; a exigência de transparência nas contas municipais; e a extinção do designado Fundo Próprio e libertação das verbas para as Juntas de Fregue-sia.
Neste sentido, no debate e votação do Plano e Orçamento do município para 2018, os vereadores da Coligação Acreditar no Faial na Câmara Municipal da Horta, Carlos Ferreira, Estevão Gomes e Sandra Goulart conseguiram assegurar a criação de uma rubrica orçamental específica para a Semana do Mar.
“Esta exigência permitirá aos faialenses saber, finalmente, o valor do investimento municipal no maior evento desta ilha, constituindo um instrumento para dar maior transparência aos documentos orçamentais apresentados pela maioria socialista que governa o Faial há 28 anos”, pode ler-se no comunicado remetido às redacções pela Coligação Acreditar no Faial
Por outro lado, conseguiram, também, o aumento de 50% para 75% do apoio municipal aos projetos desenvolvidos pelas juntas de freguesia no âmbito do chamado Fundo Próprio, medida que poderá reforçar a capacidade das juntas para executar alguns projetos.
Segundo se pode ler do referido comunicado, a coligação Acreditar no Faial “pretende extinguir no futuro o Fundo Próprio, libertando desse modo verbas diretamente para as juntas de freguesia, aumentando a sua capacidade para servir melhor a população”.
Na votação final do Plano e Orçamento da Câmara da Horta para 2018, os vereadores da coligação abstiveram-se, fazendo declaração de voto, na qual registaram a cedência da maioria socialista quanto à clarificação no orçamento do investimento na Semana do Mar, bem como no aumento do apoio municipal aos projetos desenvolvidos pelas Juntas de Freguesia no âmbito do Fundo Próprio, considerando porém, que no futuro próximo, é necessário extinguir o fundo, libertando as verbas para as juntas, para que possam desempenhar melhor a sua missão e servir as suas populações.
A JS do Faial realiza nesta quadra festiva mais uma edição do projeto “Um Brinquedo, Um Sorriso", iniciativa que decorre, de forma ininterrupta há 17 anos
Nesta quadra natalícia, a Juventude Socialista do Faial vai levar a cabo mais uma edição do projeto “Um Brinquedo, Um Sorriso”, que versará sob o tema “Reutilizar para Ajudar”.
A iniciativa, numa parceria com as Juntas de Freguesia do concelho da Horta, decorre de forma ininterrupta há 17 anos, visa a recolha de brinquedos, novos, ou usados em bom estado, a fim de serem distribuídos às crianças mais carenciadas da ilha do Faial.
Os donativos poderão ser entregues no supermercado “Fayal Kompra”, no quiosque Bord’Art, localizado na Praça da República, ou entrando diretamente em contato com a JS Faial através da sua página na rede social Facebook.
Este projeto “Um Brinquedo, Um Sorriso” foi fundado no ano 2000 pela JS/Faial e decorre em todas as ilhas dos Açores, tendo atualmente uma amplitude regional.
O Grupo Aeroporto da Hortaacusou a Comissão Permanente de Economia da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) de descredibilizar a petição a favor do Aeroporto da Horta e de mais e melhores acessibilidades aéreas ao Faial.
Segundo Dejalme Vargas, porta voz do grupo em causa estão os pedidos de parecer por parte da Comissão de Economia, “que para o Aeroporto da Horta apenas solicitou sete enquanto que para a petição do Aeródromo do Pico foram solicitados treze”, denuncia
Numa conferência de imprensa realizada na passada semana na Horta, o Grupo Aeroporto da Horta, acusou a Comissão Permanente da Economia da ALRAA de “deliberadamente” optar por “humilhar os mais de 2.500 cidadãos e cidadãs que subscreveram a petição a favor do Aeroporto da Horta e de mais e melhores acessibilidades aéreas ao Faial”.
Segundo Dejalme Vargas, primeiro subscritor da petição, “a incoerência e a discriminação implícitas na implementação de critérios diferenciados foi tal que, sem se saber a que título, algumas individualidades foram convocadas para apenas declararem a convicção de que o Aeroporto do Pico é melhor que o do Faial”, denunciou.
O porta voz do grupo chama ainda a atenção para a questão dos pedidos de pareceres técnicos por parte desta Comissão da Economia, referentes à ampliação dos aeroportos das duas ilhas. Segundo Vargas, “para a petição referente ao Aeroporto da Horta foram solicitados sete pareceres; mas, estranhamente, em relação à petição respeitante ao aeródromo do Pico o número de pareceres solicitado aumentou para treze”, revelou.
O representante do grupo Aeroporto da Horta considerou que esta discriminação representa “um acto singularmente grave e desonroso que não dignifica o Parlamento Açoriano e ofende todos os faialenses que lutam pelo desenvolvimento socioeconómico desta importante parcela da Região Autónoma dos Açores”, pelo que esta situação merece o seu “protesto” e uma “resposta à altura da ofensa”, uma vez que “está em causa o futuro da nossa terra”, frisou.
Neste sentido, o porta voz entende “que é, por isso, fundamental conhecer as tomadas de posição que, em relação a tal afronta, têm ou virão a ter, a curto prazo, os legítimos representantes dos faialenses nos órgãos de poder local, regional e nacional”.
Na conferência de imprensa, que contou com a presença de alguns dos apoiantes do movimento Aeroporto da Horta, o Dejalme Vargas garantiu que não deixarão de “continuar a pugnar pela concretização de um objetivo essencial para o desenvolvimento e progresso da ilha do Faial, procurando sempre unir esforços, acima de qualquer disputa partidária, em suporte de todas as iniciativas que visem a ampliação e a melhoria das condições de operacionalidade do Aeroporto da Horta”, disse.
No final desta conferência de imprensa e em resposta aos jornalistas sobre se “o facto do presidente da Comissão ser deputado do Pico poder estar na origem desta dualidade de critérios, o porta-voz considerou a pergunta “pertinente” e afirmou: “não quero acreditar que uma Comissão de Economia só por ter um presidente do Pico tem esta discriminação para com esta petição que é semelhante, mas que foi entregue mais cedo que a petição do Pico e que tem mais assinaturas”.
Questionado sobre a revisão em breve das Obrigações de Serviço Público (OSP), Dejalme Vargas, adiantou que espera sejam mais benéficas para o Faial, tendo em conta que em relação “à última revisão já foi assumido pelo presidente do governo, que não foram as ideais para a ilha”.
Relativamente à Ampliação da Pista do Aeroporto da Horta, Dejalme Vargas remeteu as culpas para o Governo Regional, o Governo da República e até a ANAC.
A este respeito o porta voz, lembrou que há mais de 16 anos que Ferro Rodrigues prometeu a ampliação da Pista do Aeroporto da Horta, no entanto durante este tempo nada foi feito. “O PS e o PSD teimam em querer atirar as culpas um para cima do outro, Carlos César prometeu e não cumpriu, Passos Coelho poderia ter resolvido o problema aquando da Concessão da ANA à VINCI e não o fez”, sustentou.
Por outro lado, refere Dejalme Vargas “a ANAC é também culpada do que se passa no nosso Aeroporto, porque nas zonas RESA e na questão do factor carga, quando a ANA era propriedade da República se tivesse dito que tinham de ser feitas as obras no Aeroporto da Horta, por razões de segurança e porque não cumpre os regulamentos da ICAO em vez de passar os ditos certificados e tivesse tomado uma posição em defesa do Aeroporto hoje não estávamos nesta situação”, reforça.
Outra situação que preocupa o representante do Grupo do Aeroporto é o facto da ANAC ir recertificar os aeroportos em 2018. Em relação ao Aeroporto da Horta, Dejalme Vargas avança que como “este como não tem as medidas RESA vai perder a certificação”.
O responsável pelo grupo avança que “o que sabemos é que a ANAC vai dar um prazo para que a ANA/VINCI faça essas obras” e que “a ANA está a elaborar projetos para colmatar essa situação que implica crescer 90 metros para cada lado”.
Para Vargas, “esses 90 metros não servem para aterrar portanto e ao fim destes 180m estarem concluídos a pista vai ter o mesmo cumprimento. Achamos é que é um desperdício a ANA estar com esta vontade devido às obrigações que tem e o Governo Regional e Nacional não se chegarem à frente”. A este respeito o porta voz lamenta que “este ano foi anunciado que o aeroporto devido ao número de passageiro pode-se candidatar a Fundos Europeus e não se consiga realizar uma obra de 35 milhões”.
A finalizar o peticionário salientou que o grupo irá continuar a debater-se pelo aumento da Pista. “O que pedimos é a ampliação da pista para que os A321 novos possam aterrar na Horta. Isso é que resolve os problemas do nosso aeroporto”, concluiu.
Após terem sido chumbadas as propostas do PSD/Faial, para aumentar a pista do aeroporto da Horta, no âmbito da votação do Plano e Orçamento da Região para 2018, pelo PS, Luís Garcia e Carlos Ferreira propõem novas diligências relativamente à petição sobre a estrutura aeroportuária local entregue no Parlamento Açoriano
“A defesa da ampliação da pista do aeroporto tem constituído uma prioridade na atuação dos deputados do PSD eleitos pela ilha do Faial”, referem os deputados Luís Garcia e Carlos Ferreira numa nota enviada às redações.
O documento surge na sequência do chumbo por parte do PS, das propostas de alteração aos planos regionais de investimentos de 2017 e 2018 que o Grupo Parlamentar do PSD/Açores apresentou no Parlamento Açoriano.
“Infelizmente ambas as propostas foram chumbadas pela maioria socialista na Assembleia Regional”, avançam os deputados, salientando que “nestas votações fica claro quem efetivamente defende e quer que este investimento estratégico para o Faial se concretize”.
A este respeito, os deputados do PSD eleitos pelo Faial, referem que têm acompanhado os trabalhos de análise da petição “a favor do Aeroporto da Horta e de mais e melhores acessibilidades aéreas ao Faial” que estão a decorrer na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Segundo os deputados social-democratas “esses trabalhos ainda não estão encerrados e, portanto, a qualquer momento é possível apresentarem-se novas propostas de diligências com vista a aprofundar a análise desta temática”.
Luís Garcia e Carlos Ferreira, dão a conhecer que “em função dos trabalhos já desenvolvidos pela Comissão e acolhendo algumas sugestões de diligências dos peticionários, os deputados do PSD eleitos pelo Faial propuseram à Comissão de Economia novas diligências”.
Entre as diligências propostas destaque para a audição presencial do Presidente do Conselho de Administração do Grupo SATA, de João Corvelo (ex-diretor do Aeroporto da Horta e membro do Grupo que elaborou o "Estudo prévio para a elaboração do projeto de execução para ampliação da pista do Aeroporto da Horta"), audições à NAV Portugal, à Associação de Municípios do Triângulo, às varias autarquias do Triângulo, a várias associações de pesca e de agricultores, bem como aos Pilotos da SATA Air Açores e da Azores Airlines.
Neste sentido os deputados do PSD eleitos pelo Faial esperam que “a maioria socialista aprove estas diligências”.