Terá lugar na cidade da Horta, nos dias 16 e 17 de Outubro de 2017, a primeira Conferência Mundial de pescarias “one-by-one” de atum, realizada pela Direção Regional das Pescas, que contará com inúmeros especialistas de todo o mundo, num total de mais de 200 participantes.
A 1.ª Conferência Internacional sobre a pesca de atum com recurso à arte de salto e vara, a levar a cabo pela Direção Regional das Pescas, nos dias 16 e 17 de Outubro, na cidade da Horta, pretende juntar os representantes mundiais destas pescarias.
O evento, realizado em parceria com a Fundação Internacional de Salto e Vara (IPNLF), vai reunir líderes governamentais de vários países, bem como armadores, pescadores, associações do setor, comerciantes, indústria, investigadores e membros de organizações não-governamentais.
Espera-se a presença de mais de 200 participantes de 15 nacionalidades diferentes, como Cabo Verde, Senegal, África do Sul, Japão, Indonésia, Maldivas, Espanha, Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América, França, Alemanha, Espanha, Canadá e Portugal.
As pescarias “one-by-one” (ObO) de atum (salto e vara, linha de mão) ocorrem em todo o mundo e são vários os mercados que estão interessados nos seus produtos por serem reconhecidas pela sua seletividade e sustentabilidade. Pretende-se promover a melhoria das condições de colocação no mercado dos produtos da pesca de salto e vara ou encontrar novos mercados, contribuir para a certificação e a promoção de produtos da pesca sustentáveis, incluindo de produtos provenientes da pequena pesca artesanal, e de métodos de transformação respeitadores do ambiente.
Através desta iniciativa regional, com projeção mundial, será adotada uma estratégia de comunicação e promoção, que sensibilize o público para os produtos da pesca sustentável, informando e sensibilizando para uma consciência e perspetiva crítica relativamente a aspetos de sustentabilidade dos recursos da pesca.
A conferência vai permitir ainda identificar, em conjunto, quais os desafios relativos à gestão desta forma de pescar, através da demonstração das especificidades inerentes às diversas pescarias mundiais ObO.
Com a presença de peritos que representam todos as fases da cadeia de produção pretende-se discutir quais as tendências dos mercados internacionais e quais as oportunidades.
Todos estes temas serão apresentados e discutidos nos vários painéis da conferência para que no final se possa concluir o certame com a certeza de que o sector da pesca de atum ObO fique mais unido e reforçado, preparando-se para responder às exigências crescentes dos mercados e sabendo instalar-se nos nichos disponíveis de forma mais eficiente. No final será assinada a “Declaração Açores para a pesca de salto e vara” um código de conduta para a pesca do Atum.
Esta iniciativa reveste-se de uma grande importância para todas a regiões que integram esta atividade pesqueira, em particular para os Açores, que tem a pesca de salto e vara como marco incontornável desde os anos 50 do século passado e que assume, ao promover e organizar esta conferência, uma posição fronteira e de liderança num contexto mundial.
A campanha SOS Cagarro 2017 já arrancou em todas as ilhas do arquipélago e estará ativa até 15 de novembro
Desde 1995 que se realiza, durante os meses de outubro e novembro, a Campanha SOS Cagarro em todo o arquipélago e este ano não é exceção. Esta iniciativa já está a decorrer e tem como objetivo conservar estas aves marinhas e promover a participação pública em eventos de sensibilização e educação ambiental.
Durante estes meses, os cagarros juvenis começam a abandonar os ninhos e ficam desorientados ao serem atraídos pelas luzes artificiais fortes podendo cair em locais de risco de atropelamento.
Por essa razão dezenas de brigadas percorrem as estradas dos Açores a fim de ajudar cagarros caídos que, depois de anilhados, são libertados durante o dia junto ao mar a fim de iniciarem a sua primeira migração anual para os mares do Atlântico Sul ou para as zonas produtivas do Atlântico Noroeste.
Este ano as brigadas científicas SOS Cagarro darão continuidade à metodologia adotada no ano passado com o intuito de recolher informação com relevância científica.
Pretende-se ainda que o SOS Cagarro se assuma também como uma atividade participativa de ecoturismo, através de ações inclusivas de conservação ambiental.
Para tal, os agentes turísticos da Região estão a ser sensibilizados para divulgarem esta iniciativa, permitindo assim que os turistas possam participar ativamente na campanha e contribuir para a proteção desta ave marinha.
O SOS Cagarro é uma iniciativa do Governo dos Açores, através das direções regionais dos Assuntos do Mar e do Ambiente, operacionalizada pela Azorina e pelos Parques Naturais de Ilha, contando com o apoio e a parceria de dezenas de entidades e instituições.
Desde o dia 1 de outubro e até ao final do respetivo, que estão abertas as candidaturas ao Sistema de Abastecimento de Gasóleo às Pescas, que permite aos armadores abastecerem os veículos de apoio a esta atividade com gasóleo colorido.
“Os plafonds a conceder em cada ano civil para abastecimento são definidos através da regulamentação do Decreto Legislativo Regional que estabelece o Sistema de Fiscalização e Controlo do Abas-tecimento de Gasóleo à Agricultura e à Pesca, alterada e publicada em agosto no Diário da República”, revelou o Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS).
Esta alteração segundo a mesma fonte, visa a “redução dos custos operacionais dos armadores na recolha da tripulação e no transporte de aparelhos de pesca para os portos”.
Segundo o GACs “o gasóleo rodoviário tem um custo de 1,18 por litro, enquanto o gasóleo colorido custa 48 cêntimos, o que representa uma poupança de 70 cêntimos por litro”.
As viaturas aptas ao abastecimento com gasóleo colorido são veículos ligeiros de mercadoria ou mistos, com cilindrada inferior ou igual a 3 000 cc e peso bruto igual ou inferior a 3 500 quilos.
Cerca de 150 participantes, de 7 nacionalidades diferentes, correram pelos trilhos de Pico, São Jorge e Faial, no passado fim-de-semana, a disputar o Triangle Trail Run Adventure, prova de trail running com a chancela Azores Trail Run.
No final, organização do evento e Governo Regional, principal parceiro,são unânimes em constatar as imensas potencialidades destas ilhas para a prática da modalidade.
O Triangle Adventure foi conquistada por Ricardo Silva, do EDV Viana Trail, com destaque para o atleta faialense do Clube Independente de Atletismo Ilha Azul (CIAIA) Dário Moitoso, que terminou em 2.º lugar da geral
Sob a chancela do Azores Trail Run (ATR), decorreu no passado fim de semana, nas ilhas do Pico, Faial e São Jorge o Triangle TrailRun Adventure 2017.
A 3.ª edição desta prova organizada pelo CIAIA, em parceria com Governo dos Açores, reuniu cerca de 150 participantes de 7 nacionalidades diferentes, e revelou-se mais um sucesso do AzoresTrailRun® reafirmando as potencialidades dos Açores, e do Triângulo em particular, na modalidade de Trail Running.
O clube de atletismo local, CIAIA, esteve bem representado nesta prova por Dário Moitoso, que ficou em segundo lugar na subida à montanha do Pico, e em terceiro lugar no Trilho das Fajãs, em São Jorge, bem como na Maratona dos Vulcões, no Faial. Estas classificações deram ao atleta faialense o segundo lugar da geral da prova, ultrapassando o atleta Jérôme Rodri-gues, do EDV Viana Trail.
Ao longo dos três dias, o pódio foi disputado quase sempre pelos mesmos atletas, sendo de realçar os resultados da EDV Viana Trail nas três etapas e na geral final da prova. Entre as mulheres, as três etapas foram lideradas pela polaca Magdalena Lacsak, da Salomon. A EDV Viana Trail foi, de resto, a equipa vencedorada prova, destacando-se também o clube local, CIAIA, que marcou presença com mais de uma dezena de atletas e alcançou o segundo lugar da classificação por equipas.
O diretor regional do Turismo acompanhou de perto a última prova deste evento, que decorreu no Faial. No jantar de entrega de prémios, na noite de domingo, Filipe Macedo afirmou que “o Triangle Adventure está em linha com o conceito; com a estratégia que os Açores definiram: um destino de natureza por excelência. A prova decorre em três ilhas, com paisagens e aspetos culturais distintos, que contribuem para a construção da imagem dos Açores como um destino de experiências vivas, ativo e único no mundo”.
Também o diretor da prova realçou a potencialidade da modalidade nos Açores. Mário Leal acredita num crescimento turístico no arquipélago, assente na modalidade que, cada vez mais, atrai turistas de todo o mundo. “Esta é talvez a única prova no mundo que passa por três áreas com classificação UNESCO, Património Mundial, Reservas da Biosfera e Geoparque”, afirmou, reforçando que “o TrailRun-ning é mais do que um desporto, é uma conexão dos atletas, dos participantes amadores, com a natureza, promovendo os trilhos açorianos, incentivando à economia local e promovendo uma ligação e interajuda única entre os habitantes das três ilhas, que se mobilizam, que se empenham em receber cada vez melhor quem participa nas provas organizadas pela Azores Trail Run®”, frisou.
O Triangle Trail Run Adventure é composto por três provas e faz parte do PROZIS Campeonato Nacional de Ultra Endurance. A participação nesta competição vale ainda aos atletas 4 pontos ITRA (Internacional Trail-Running Association).
Os atletas podiam escolher em quantas provas participar, sendo que a grande maioria, cerca de 100 pessoas, fez a prova completa nas três ilhas.
A organização conta com o apoio do Turismo de Portugal, do Governo Regional dos Açores, dos Parques Naturais do Faial, Pico e São Jorge, da Associação de Municípios do Triângulo, da Atlânticoline, da SATA, da Fábrica Santa Catarina, da Cooperativa Finisterra, da Marti-pereira e da Click – Saúde e Bem Estar. Dão apoio à organização cerca de 200 voluntários, no total das três ilhas.
Resultados - Geral das três etapas
Femininos
1º - Magdalena Laczak (Salomon) - 12:15:34
2º - Fernanda Verde (EDV Viana Trail) - 12:38:35
3º - Lucinda Sousa (Gondomar Futsal Clube) - 12:40:21
Masculinos
1º - Ricardo Silva (EDV Viana Trail) - 10:09:20
2º - DárioMoitoso (CIAIA) - 10:28:58
3º - Jérôme Rodrigues (EDV Viana Trail) - 10:29:15
Mariana Rosa e Miriam Pinto embarcam já no próximo dia 27 de outubro na aventura de 6 meses a bordo do “Thalassa”. As faialenses são as únicas portuguesas que este ano integram o projeto “SchoolatSea”.
O grupo é composto por 35 alunos, holandeses, sendo que Mariana Rosa e Miriam Pinto são as únicas estrangeiras a bordo
Mariana Rosa velejadora do Clube Naval da Horta (CNH) e Miriam Pinto estão prestes a iniciar uma aventura de 6 meses a bordo do “Thalassa” (que veio substituir o antigo “Regina Maris”), no âmbito do projeto “SchoolatSea”.
Este é um projeto educativo holandês, que reúne alunos de todo o mundo, do ensino secundário, com idades entre os 14 e os 17 anosque fazem parte do ano letivo a bordo de um navio à vela, com tudo o que implica a vida marítima, desde a cozinha à navegação, passando pela manutenção do navio, meteorologia e limpeza.
As faialenses, partem do Faial no próximo dia 18, rumo a Lisboa e no dia 21 sobem a bordo do navio escola.
O “Thalassa” zarpa em Amsterdão a 27 de outubro e durante 6 meses vai permitir que os 35 jovens que se encontram a bordo vivam experiências únicas e incríveis, que os deixarão mais preparados enquanto velejadores e cidadãos.
Mariana Rosa, tem 15 anos e iniciou agora o 10º ano de escolaridade e Miriam Pinto, tem 17 anos,e está no 12º ano. Ambas são alunas na Escola Secundária Manuel de Arriaga, da Horta (ESMA).
Neste projeto da SchoolatSea Foundation, com sede na Holanda, já participaram os faialenses Júlia Vieira Branco, Bartolomeu Ribeiro, Emília Vieira Branco, Carolina Salema e Jorge Medeiros.
Xavier Lechein, diretor da Agência de desenvolvimento Local de Durbuy, na Bélgica, e presidente da Eden Network AISBL, veio ao Faial participar no trail ‘Triangle Adventure’. Tribuna das Ilhas esteve à conversa com o atleta que revelou que este tipo de evento está envolvido com a comunidade e é uma boa oportunidade para os turistas verem a natureza das ilhas.
O presidente da Eden Network AISBL aproveitou ainda para conhecer o Parque Natural do Faial vencedor do ano passado do prémio Eden Innovation Prize e à nossa reportagem avançou que o “Faial já serve de exemplo para a vila Kainuu, na Finlândia, que está a considerar a experiência do Faial e a pensar fazer o mesmo”.
Tribuna das Ilhas - Xavier Lechein é Presidente de uma associação Europeia que congrega cerca de 60 destinos de mais de 20 países. Quais são os objetivos desta associação?
Xavier Lechein - O objetivo da nossa associação é continuar a iniciativa de turismo sustentável da Comissão Europeia. Todos os anos, a Comissão Europeia organiza concursos com temas específicos, sendo o deste ano turismo cultural. Os destinos premiados podem escolher juntar-se à associação e receber ajuda para se desenvolverem de forma sustentável, ou não. A Eden Network foi criada em 2012 e está aberta a todos os destinos que queiram fazer algo mais com o prémio. No momento, há mais de 150 destinos classificados pela Comissão Europeia, mas apenas 71 são membros da nossa associação. O Faial é um deles.
TI - O que é para si o desenvolvimento sustentável e como é que o turismo pode contribuir para esse tipo de desenvolvimento?
XL - Desenvolvimento sustentável está relacionado com o ambiente, a economia e a sociedade, é o equilíbrio entre estas três áreas. Tal como o desenvolvimento sustentável, trabalhar com turismo também significa trabalhar com o ambiente, com a economia local e com a população local. A nossa associação é composta por pequenas cidades ou aldeias e nem todas elas são profissionais em turismo. Por isso, queremos guiá-las até ao turismo sustentável, trabalhando, por exemplo, com produtores locais a fim de ajudá-los a conseguir parcerias com restaurantes locais. Desta forma, os destinos estão a criar uma economia local sólida e a satisfazer a população e os turistas.
TI - A Europa, e os Açores em particular, estão a assistir a um crescimento turístico sem precedentes. Que riscos decorrem deste crescimento?
XL - O principal risco é tornar-se superlotado por turistas à semelhança de grandes cidades como Veneza e Barcelona, mas não queremos isso. É importante criar boa publicidade em turismo sustentável que favoreçam determinados destinos. Se alguém viesse para o Faial tentar aumentar a economia, mas ao mesmo tempo poluir o ambiente, essa pessoa não seria bem-vinda pela população. Tem de haver respeito pelo equilíbrio entre os rendimentos e o bem-estar dos habitantes.
TI - Na sua opinião, os Açores ainda são um destino desconhecido na Europa? O que acha que temos de melhor para oferecer?
XL - Não penso que os Açores sejam desconhecidos. A previsão meteorológica menciona muitas vezes o anticiclone dos Açores. Se ouvirmos falar do anticiclone dos Açores, sabemos que teremos bom tempo. Por isso, o nome Açores está associado a algo positivo e é bem conhecido. É só que os europeus pensam, muitas vezes, que os Açores são demasiado longe, logo, preferem ir para Espanha ou para o sul de França.
Contudo, os Açores têm muitos pontos positivos, muitos pontos fortes. Os Açores são o melhor local para caminhantes que apreciam destinos verdes. Todos os trilhos estão sinalizados corretamente e ao andar pelo parque natural, vi muitos lugares nestas três ilhas que são maravilhosos, é um verdadeiro paraíso.
TI - É a sua primeira visita aos Açores e logo com uma presença no trail ‘Triangle Adventure’. Está a gostar da sua visita? Que lhe pareceu a prova e a sua organização?
XL - Sim, mesmo muito. Cá entre nós, antes de cá vir, pensava que os Açores como ilhas vulcânicas que são, eram só pedra, mas acabei por descobrir ilhas tão verdejantes. Corri as três ilhas (Faial, Pico e São Jorge), no trail e foi extraordinário. Os participantes estavam bastantes envolvidos na comunidade local e foram muito bem recebidos pelos residentes e pela associação de desporto local que preparam refeições e outros aspetos necessários para o trail. Não podemos esquecer que este evento foi organizado pela comunidade local e não por uma organização internacional.
TI - Na sua ótica, como é que este tipo de evento se enquadra no desenvolvimento sustentável de um destino?
XL - Este tipo de evento está envolvido com a comunidade e é uma boa oportunidade para os turistas verem a natureza das ilhas. Mais ainda, ajuda a chamar a atenção dos europeus e outros para o destino.
TI - O Parque Natural do Faial recebeu no ano passado um prémio de inovação, o EdenIn novation Prize, reconhecendo a gestão da visitação turística a uma área natural sensível. Qual é a importância deste prémio? Qual o seu objetivo?
XL - Este é um prémio dentro da nossa associação, e devemos ser discretos sobre ele. O seu mais objetivo é ajudar o Faial a ser conhecido dentro da nossa associação. Para tal, juntamento com o nosso parceiro, Europe Best Destination, estamos a ajudar o Faial, e outros destinos, a trabalhar cada vez melhor com as redes sociais, em como usar o Facebook, Instagram, LinkedIn, Google, entre outros.
Este prémio que o Faial recebeu, ajuda a focar um bom exemplo. O Parque Natural do Faial é um bom exemplo de turismo sustentável, mas abrange apenas uma parte da ilha. Devemos continuar a trabalhar para fazer chegar o turismo sustentável a toda a ilha, para que possamos mostrar a outros destinos que é possível fazê-lo.
O Faial já serve de exemplo para a vila Kainuu, na Finlândia, que está a considerar a experiência do Faial e a pensar fazer o mesmo.
TI - Na sua vida profissional está envolvido numa associação de desenvolvimento local. Como promovem o desenvolvimento local em Durbuy?
XL - O meu trabalho como diretor da Agência de Desenvolvimento Local de Durbuy foi criado e é financiado pelo Governo de Wallonia com o intuito de apoiar a economia local. Por exemplo, observámos que os residentes já não frequentavam as lojas locais, que preferiam os grandes centros comerciais e, portanto, criámos uma página no Facebook para todas as lojas locais para que melhorem a sua visibilidade entre a população.
Xavier Lechien, Director of Durbuy’s Local Development Agency, in Belgium, and President of Eden Network AISBL, came to Faial to participate in the trail ‘Triangle Adventure’.
In an interview with Tribuna das Ilhas the athlete revealed that “this type of event is involved with the community and is a good opportunity for tourists to see the nature of the islands”.
Additionally, the President of Eden Network AISBL got to know the last year winner of the Eden Innovation Prize, Natural Park of Faial and stated that “Faial is already serving as an example to Kainuu village, in Finland, that is considering Faial’s experience and thinking to do the same”
Tribuna das Ilhas - Xavier, you are the president of a European association that gathers approximately 60 destinations from over 20 countries. What are the aims of this association?
Xavier Lechein - Our association aim is to continue the sustainable tourism initiative of the European Commission. Every year, the European Commission organizes a contest with a specific theme, being this year’s theme cultural tourism. The awarded destinations can choose to join our association and receive help to sustainably develop their destinations, or not. Eden Network was created in 2012 and is open to all destinations who want to take a step forwarder with the prize. For the moment, there are more than 150 destinations labelled by the European Commission, but only 71 are members of our network. And Faial is one of them.
TI - What is, for you, sustainable development and how can tourism contribute for it?
XL -Sustainable development is related with environment, economy and society, it is the balance between these three areas. As sustainable development, working with tourism also means working with the environment, with the local economy and with the local people. Our network is composed by small cities or villages and not all of them are tourism professionals. Therefore, we want to lead them to sustainable tourism, for example, by working with local producers to help them to seize partnerships with local restaurants. This way, destinations are creating a solid local economy and satisfying the population and tourists.
TI - Europe and, especially, Azores are facing an unprecedented tourism growth. Which risks can arise from this growth?
XL -The main risk is to become overcrowded by tourists like big cities such as Venice and Barcelona, but we do not want that. It is important to create good publicity on sustainable tourism that suits certain destinations. If someone came to Faial trying to increase the economy, but at the same time pollute the environment, that person would not be welcomed by the population. There must be respect for a balance between incomes and the well-being of the inhabitants.
TI - In your opinion, are the Azores still an unknown destination in Europe? What do you think is the best we have to offer?
XL -I do not think the Azores are unknown. The weather forecast mentions many times the anticyclone of the Azores. If we hear about the anticyclone of the Azores, we know good weather is to come. So, the name Azores is attached to something positive and is well known. It is just that Europeans often think that the Azores are too far and therefore prefer to go to Spain or South France.
However, you have so many good points, many strengths. Azores are the best place for walkers who love green destinations. Every track is signalized correctly and just walking through the natural park, I saw many places in these three islands which are so marvellous, it is a real paradise.
TI - This is your first visit to the Azores and first time participating in the trail ‘Triangle Adventure’. Are you enjoying your visit? What do you think about the competition and its organization?
XL - Yes, very much indeed. Just between us, before coming here, I thought that Azores, as volcanic islands, were just rocks, but then I discovered such green islands. I ran the three islands (Faial, Pico and São Jorge) in the trail and it was very wonderful. The participants were quite involved in the local community and were very well received by the local people and the local association of sports who prepared meals and other necessary aspects to the trail. We cannot forget that this event was note organized by an international organization, but by the local community.
TI - In your perspective, how can this type of events help the sustainable development of a destination?
XL -This type of event is involved in the local communities and is a nice opportunity for tourists to see the nature of the islands. Moreover, it helps to grab Europeans and others’ attention to the destination.
TI - Natural Park of Faial received last year an innovation award, the Eden innovation prize, recognizing the management of tourism visit of a sensible natural area. Which importance does this award has? What is its aim?
XL - This is a prize within our network, so we must be discreet about it. Its main purpose is to help Faial to be well known inside our network. For that, we and our partner Europe Best Destination, are helping Faial, and other destinations, to work better and better with social media, on how to use Facebook, Instagram, LinkedIn, Google, and others.
This prize Faial received, helps to put focus on a good example. Natural Park of Faial is a very good example of sustainable tourism, but it is only a part of the island. We must keep working towards spreading sustainable tourism to the entire island, so that we can show to the other destinations that is possible to do this.
Faial is already serving as an example to Kainuu village, in Finland, that is considering Faial’s experience and thinking to do the same.
TI - On your professional life, you are involved with a local development agency. How do you promote Durbuy’s local development?
XL -My job as Director of Durbey’s Local Development Agency was created and is paid by the Wallonia Government to support local economy. For instance, we observed that local people did not frequent local shops anymore, they preferred the big shopping centres. And so, we created a Facebook page for all the local shops in order to increase their visibility among the population.
A Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta recomeça esta semana as aulas de língua portuguesa para estrangeiros sob a orientação de Sandra Novo.
As aulas terão lugar na Sala de Formação da biblioteca e começam hoje quinta-feira, às 18h30 para o nível inicial e às 19h30 para o nível intermédio e sexta-feira, dia 14, às 14h30 para o nível avançado.
O Partido Socialista venceu as eleições na ilha do Faial para a Câmara Municipal, mantendo a maioria absolutaque vinha do anterior ato eleitoral. A hegemonia socialista continua naquele órgão autárquico, apesar da redução significativa do número de votos depositados nas urnas a seu favor, comparativamente com a eleição de há 4 anos.
Tal pode explicar-se pelo desgaste a que está sujeito qualquer partido que governe há mais de 28 anos. Mas também pelo forte adversário e pela expressiva subida da votação da coligação PDS/CDS-PP, na ordem dos 800 votos.
Tudo somado e a diferença entre o Partido Socialista e a Coligação PSD/CDS-PP cifrou-se em apenas 351 votos. A democracia é isto mesmo, e como diz o povo, “por um voto se ganha, por um voto se perde”. O que importa é o resultado final.
Assim, lá para meados de outubro, José Leonardo e a sua equipa tomarão posse como Presidente da Câmara e vereadores com pelouro, respectivamente, para mais um mandato à frente dos destinos da autarquia faialense. Do lado contrário, teremos uma vereação completamente nova, certamente ávida de mostrar trabalho e de dignificar a votação alcançada.
A dúvida que subsiste, característica típica do Partido Socialista local, é a de saber quem ocupará as quatro cadeiras do elenco camarário aquando da tomada de posse. Basta lembrarmo-nos que o hoje deputado Tiago Branco era o 6.º da lista de deputados à Assembleia Legislativa para essa dúvida nos assolar.
Quem não conseguiu ser incluída neste figurino camarário foi Paula Decq Mota que, apesar de ter mostrado preparação e estudo em dossiers relevantes para a ilha, o seu partido, a CDU, manteve praticamente inalterado o resultado eleitoral obtido há 4 anos, o que demonstra que na ilha tem um eleitorado fixo e uma base de apoio estável, mas ainda não suficiente para outros voos.
Aguardava-se um pouco mais desta candidata, mas parece certo que o eleitorado distinguiu claramente, no momento do voto, entre pai e filha, em evidente prejuízo desta.
Quanto ao PAN, que concorria pela primeira vez à Câmara Municipal da Horta, e o Bloco de Esquerda, os resultados obtidos traduzem a pouca expressão destes partidos no contexto político local. Mais, a votação obtida pelo BE mostra a importância que tem para o eleitorado a escolha e o nome do candidato.
Merecedor de muitos créditos e de um enorme capital político, José Decq Mota conseguiu ser eleito para mais um mandato na Assembleia Municipal da Horta. E foi precisamente esta sua votação, juntamente com a de Regina Santos, do PAN, uma das grandes surpresas da noite, que permitiram à Coligação PSD/CDS-PP sair vitoriosa na Assembleia Municipal da Horta e pôr em causa a enorme e prestigiante carreira política de Hélder Silva.
Teresa Ribeiro consegue ser eleita Presidente da Assembleia Municipal com menos 9 votos que Carlos Ferreira, graças à transferência massiva de votos do Partido Socialista para a CDU e para o PAN, o que demonstra que o eleitorado distinguiu entre Paula e José Decq Mota e entre Hugo Rombeiro e Regina Santos. Atrevo-me a vaticinar que se ambos fossem candidatos à presidência da Câmara Municipal da Horta, provavelmente o vencedor das eleições teria sido Carlos Ferreira e não José Leonardo.
Será naquele órgão – Assembleia Municipal - que se vão travar duras batalhas, nomeadamente as respeitantes à aprovação do orçamento do Municipio e à delegação de competências nas juntas de freguesia, e onde se decidirá muito do futuro de José Leonardo e seus pares.
Após ter tirado o PSD do limbo em que se encontrava há dezenas de anos, Estevão Gomes, Presidente da Comissão Política do Faial do PSD, terá, agora, um papel decisivo na manutenção ou não desta solução governativa. Costa Pereira foi apaziguador e criador de consensos enquanto esteve à frente da Assembleia Municipal, e o PSD acabou por ser esmagado nas eleições seguintes.
Por último, mas não menos importante, estas eleições trouxeram-nos a saída de cena, ou talvez não, de figuras de proa do Partido Socialista local. Nos Flamengos, Carlos Rita e nas Angústias, como foi apelidada por Carlos César num comício do PS no Atlético, a dinastia “Costa” tiveram que deixar a cadeira que ocupavam há muitos anos.
No lado oposto, para além de Leónia Machado, na Feteira e Terra Carlos em Pedro Miguel, tivemos o aparecimento de dois nomes importantes, José Bagaço nas Angústias e José “Zeca” Amaral nos Flamengos, ambos a darem mostras de que o PSD pode contar com eles e com as suas freguesias nas próximas eleições autárquicas para tentar, mais uma vez, chegar à Presidência do Municipio.
A Biblioteca Pública da Horta em parceria com o arquiteto Tomás Melo promove durante o mês de outubro a oficina de desenho “Vamos desenhar o jardim da biblioteca”.
Esta iniciativa terá lugar no jardim da Biblioteca Pública João José da Graça e Arquivo Regional, todos os sábados do presente mês, dias 7, 14, 21 e 28 de outubro a partir das 15 horas. A oficina tem como público-alvo jovens com idade igual ou superior a 15 anos e requer uma inscrição prévia. O número de inscrições está limitado a 25 jovens.