A afirmação é de Paulo Silva, director da Fábrica de Espectáculos (FDE), com sede
Tribuna das Ilhas quis saber tudo sobre esta empresa vocacionada para produzir e realizar espectáculos, que está no terreno açoriano há oito anos. Assim sendo, Paulo Silva contou-nos que “a Fábrica de Espectáculos nasceu com a necessidade que o próprio mercado tinha em apresentar espectáculos com diversidade, qualidade e inovação”. O director acrescenta ainda que a “FDE é a única empresa na Região com sede própria, com as portas abertas das 9H00 às 18H00 e que produz nas 9 ilhas, Continente e África”.
De todos os eventos realizados, que foram mais de 100, Paulo Silva destaca os concertos de “Vanessa da Mata, Daniela Mercury, Fáfa de Belém, Ivete Sangalo, Gipsy Kings,
A música nacional não é esquecida pela empresa de Paulo Silva, sendo que os açorianos já tiveram a oportunidade de ver e ouvir, pela FDE, vozes como “Rui Veleso, Pedro Abrunhosa, Luis Represas, Lúcia Moniz, Dulce Pontes, Idolos, Taxi, Blasted Mechanism, Da Weasel, Xutos & Pontapés, Nigga Poison, Pedro Khima, 4 Taste, Squeeze Theeze Please, Xaile, Finger Tips, Corvos, Ez Special, D’zrt, Mundo Secreto, Souls of Fire, Monte Lunai e Rita Red Shoes”.
Mas não só na música a Fábrica de Espectáculos tem oferecido cartazes aos açorianos. Assim sendo, é de realçar os eventos de moda já decorridos, tais como “Moda Açores, Fashion Tv Party, Fashion’scret – Woman’secrest e a apresentação da marca de roupa
Italiana Fracomina”.
A animação tem um cariz muito permanente na FDE, sendo que Paulo Silva disse-nos que a mesma dispõe de “um vasto leque de artistas para animação de rua, dance performer’s e dj’s nacionais e internacionais”.
Além de todas as áreas já referidas, a FDE também não esquece a gastronomia. “Na área da gastronomia, já produzimos e realizamos três festivais de com a presença de 12 restaurantes do Norte a Sul do País e ilhas.”
Quando questionado sobre os eventos marcados para este ano, o director da FDE disse que têm “muitos já agendados de produção própria e em parceria ou produção directa para as autarquias, mas ainda não é o momento indicado para avançar nomes. Porém, podemos garantir que vamos ter bons nomes do panorama nacional e internacional”.
A curiosidade fica mais aguçada ainda para os leitores do Tribuna das Ilhas quando Paulo Silva diz que a FDE tem “garantidamente mais do que um espectáculo que irá movimentar principalmente a juventude açoreana, mas o timing não é o indicado para apresentar o mesmo”.
Quanto à importância de uma empresa deste género nos Açores, o director afirma que esta assume um importante papel e isto porque “tem que se oferecer mais cultura, mais espectáculo, mais produções. Os açorianos merecem ser tratados como pessoas de primeira; viver nos Açores não pode ser sinónimo de não poder assistir aos maiores eventos feitos em qualquer outra parte do mundo”, esclarece. O director da FDE continuou o discurso dizendo que “por outro lado, se queremos uma região virada para o turismo, que seja atractiva, dinâmica e que possa receber as pessoas que nos visitem com eventos fortes no panorama nacional e mesmo internacional, temos de ter empresas e autarquias e o Governo a remar todos para o mesmo lado”.
Paulo Silva disse ainda que “infelizmente, nos Açores, as pessoas pensam que produzir e realizar espectáculos é fácil, é barato e dá milhões e que qualquer um o faz. Mas não é bem assim, e por isso a maior parte das empresas acaba por fechar depois do primeiro evento”.
Na opinião do director, “para mudar esta situação é preciso, por um lado, ter o apoio de todos, do Governo, das autarquias e das empresas, e por outro das pessoas, do público em geral”. Paulo Silva finaliza dizendo que “tem que se ter mais a consciência que os eventos têm de passar a ter bilheteira, para podermos ter mais qualidade na produção dos mesmos”.
Tribuna das Ilhas falou com João Lima, da Escola de Novas Tecnologias dos Açores (ENTA), o qual nos contou tudo acerca da instituição, da sua história e dos seus objectivos futuros.
João Lima disse-nos que a ENTA “iniciou a sua actividade em 6 de Outubro de 1993, sendo parte integrante do INOVA até Setembro de 2001. Desde então, até à presente data, a ENTA é uma escola autónoma. Tem vindo a promover a formação de jovens habilitados com o ensino secundário (e qualificação profissional de nível 3), através de Cursos de Especialização Tecnológica de nível IV”.
Além disso, a referida escola “faz também muitos cursos de curta duração para activos das empresas do mercado empresarial regional”, acrescenta.
João Lima disse-nos que actualmente “estão a decorrer diversos cursos de nível III e IV, em horário laboral e pós-laboral”, como por exemplo técnico de electrónica e comunicações, técnico de informática: instalação e gestão de redes, técnico de controlo da qualidade alimentar e técnico da qualidade.
Em curso estão muitos outros cursos, os quais podem ser descobertos no site da ENTA.
Falando de perspectivas para a escola, João Lima contou-nos que “no próximo ano procuraremos dar seguimento a este plano, introduzindo no nível III propostas ligadas às energias renováveis, à programação de sistemas informáticos e à electrónica industrial”.
Para entrar nesta escola, os interessados devem ter como escolaridade mínima o 11.º ano. É importante referir também que de Maio a Julho a ENTA fará “a promoção pública regional das nossa propostas. As inscrições poderão ser feitas presencialmente, por correio ou através da nossa página Web”.
É de realçar que a ENTA procura “investir sempre em áreas de ponta, em áreas de elevado potencial para as profissões do futuro. Está a ser preparada, também, uma alargada oferta formativa para formadores através da nossa plataforma de e-learning no sítio da internet http://eform.enta.pt”.
Quando questionamos João Lima sobre a importância da formação profissional nos dias de hoje, este disse-nos que “é um facto que o mercado de trabalho nacional tem graves carências de qualificação e de escolaridade. Portugal é um dos países que mais carência apresenta nesta área. A nível regional as carências são semelhantes”. É por isso mesmo que o membro da ENTA diz que “por outro lado, sabemos que só cidadãos bem formados e empresas bem preparadas serão capazes de resistir aos contínuos desafios dos novos tempos. É uma questão de sobrevivência”.
Sendo que a ENTA é uma escola de dimensão regional, pois João Lima disse-nos que têm alunos de todas as ilhas, a instituição tem “sempre uma procura muito superior à oferta. Em termos de empregabilidade, a nossa taxa continua perto dos 80%, pois há muitos que prosseguem os seus estudos a nível universitário”, esclarece. “Porém, hoje em dia, não nos devemos preocupar em fazer um curso para a empregabilidade imediata. Para os mais jovens, já não há empregos para toda a vida. Devemos, sim, apostar em áreas tecnológicas com futuro, de forma a que os mais jovens possam dominar estas linguagens e, consequentemente, possam mover-se com à vontade entre as diversas profissões que irão exercer no futuro”, finaliza.
O Grupo de Voluntariado Caminhos e Vida tem, há mais de ano e meio, trabalhado com os reclusos do Estabelecimento Prisional da Horta.
Começaram por ir à cadeia uma vez por semana, às quartas-feiras e agora vão também ao sábado.
No fundo é um grupo de pessoas que pretende ajudar os que estão privados da sua liberdade a tornarem-se pessoas melhores para que quando cumprirem as suas penas se possam integrar na sociedade.
Tribuna das Ilhas quis saber mais sobre este projecto e esteve à conversa com Maria Jesus Veleroso.
Leia o resto desta reportagem na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 26 de Março de 2010