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19
agosto

Anedotas Angelicais!...

Escrito por 

Atravessamos um Verão que nos tem dado magníficos dias de sol e praia.

São as férias, as festas, as noitadas, os namoricos, os flirts, as jantaradas, a cerveja, os pés de dança, as meninas..., que transformam esta ilha numa “Silly Season” crescente de iluminados, que defendem interesses que não nos interessam.

ESCARAVELHO

Este Verão, o escaravelho arrasou tudo, e deixou esta ilha Azul toda rendilhada e castanha…

Defender que o escaravelho japonês não é um problema, é, no mínimo, uma anedota.

DERRAMA

É um imposto extraordinário, que veio para ficar, ao qual a nossa Autarquia deita mão, não para um investimento estratégico, mas para cobrir o deficit do Plano e Orçamento, e das suas despesas correntes, de capital e de investimento.

O que não sabíamos é que o Presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, e deputado municipal, considera este imposto... positivo.

AEROPORTO

Do outro lado do canal, afirma-se, e bem (para eles), que o Aeroporto do Pico é o que melhor está colocado para servir os interesses do Triângulo, designadamente, nas ligações internacionais.

Por cá, e mal, também há quem alinhe o discurso pela mesma bitola, assumindo-se como “galito de uma capoeira de raposas”, como ponta de lança de uma politica regional bipolar, cujo objectivo é “dividir para reinar”.

Ingenuidades? Não! Estratégias concertadas, com direito a prémio politico.

PARTOS

César oferece uma ambulância marítima, que não navega.

César anuncia um Bloco de Partos na Madalena do Pico, que, para funcionar a sério, terá de ter um bloco operatório.

Mas, para que uma Maternidade funcione com reconhecida qualidade, terá de ter um mínimo de 300 partos / ano, para que os profissionais de saúde tenham a experiência mínima necessária, e para que a taxa de mortalidade infantil não dispare.

Ora, Faial e Pico conseguem atingir essa meta à rasquinha!...

Logo, a prazo, o que nos espera será irmos todos nascer ao Hospital de Santo Espírito, na Terceira...

Assim, não admira que, por cá, exista alguém que defenda que a USIP – Unidade de Saúde da Ilha do Pico vire UHIP – Unidade Hospitalar da Ilha do Pico.

PARCERIAS

Este é um mandato de “costas largas”, em que se passou de um “garrote politico” à anterior direcção, para um “laissez faire, laissez passé” à actual e oportuna “almofada de ar” do partido do poder, que suporta o Governo Regional e a Câmara Municipal.

Não há fome que não dê fartura, que vai da participação em comícios e jantares das tertúlias politicas, aos mais inesperados eventos, da cardiologia aos rallies, dos motards à gastronomia alemã..., tudo em prol da economia local.

Antes, dizia-se à boca pequena que havia instrumentalização politica da CCIH...

Agora, diz-se à boca cheia.

“La petite différence”, é que ninguém faz nada: uns afastam-se desencantados, e outros aproximam-se encantados, numa perigosa “renovação étnica” de interesses.

DEMISSÕES

A Mesa do Comércio e Serviços demitiu-se, porque ficou sem espaço de manobra, perante o “elogio” da criação das Plataformas em Ponta Delgada e Praia da Vitória, já com a alternativa de “doca seca” para o nosso parque de contentores, quando o seu Presidente era o 1º subscritor da Petição Pública a favor sua a abolição.

Recorde-se que, o signatário, na qualidade de Vice Presidente da CCIH já havia pedido a demissão em 10 de Outubro de 2009, por motivos semelhantes.

Este é uma mal que já vem detrás, já tem barbas, e continua a agravar-se com o tempo, com a conivência não de um, nem de dois, nem de três... mas de todos aqueles que deixam o barco navegar numa rota contrária aos reais interesses dos empresários.

FULL-TIME

Não deixa de ser curioso que um empresário em part-time necessite de assumir em full-time as funções de Presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta.

É, sem dúvida, uma “conquista” para os associados, do Pico ao Corvo, passando pelo Faial e pelas Flores.

Assim, ficará facilitada a sua participação nas deslocações oficiais da Região aos Estados Unidos, Europa, China e Angola, bem assim a participação em várias feiras nacionais e no estrangeiro.

Avizinha-se um período áureo para o Comércio, Indústria e Serviços de alguns, com tanto empenho e disponibilidade.

PLATAFORMAS

Os Faialenses, da esquerda à direita, uniram-se contra a criação das Plataformas Logísticas.

Até destacados membros locais do partido do poder levantaram a sua voz contra este avanço do lobby Terceirense, apoiados por debates, petições públicas e pareceres técnicos dos operadores portuários, dos transitários e dos agentes de navegação.

Todos..., menos as habituais “ovelhas negras”, que já nos habituaram à sua subserviência e fidelidade ao poder regional, única forma de garantirem a sua sobrevivência politica, social e pessoal.

Mas desta vez, a sua força não foi suficiente para calar a verdade.

A democracia funcionou no Conselho de Ilha, e as plataformas foram rejeitadas.

Mas a vontade dos Conselheiros ficou na gaveta...

E a Assembleia Legislativa Regional aprovou o PROTA, com o parecer solitário e favorável do Presidente do Conselho de Ilha.

Depois do 25 de Abril de 1974, não há memória de tal adulteração da democracia.

CONSELHO DE ILHA

Trocam-se pareceres, porque existem versões A e B, cuja autoria e propósitos se desconhecem.

Emitem-se pareceres que contrariam as decisões do Conselho de Ilha.

Expedem-se ofícios importantes, sem registo, sem protocolo..., em correio normal, que não chega ao destino.

Mas afinal, foi para prestar “um mau trabalho” que se rompeu com a tradição e se forçou a conquista da Presidência, para transformar a idoneidade de todo um Conselho de Ilha numa “anedota angelical”?

Assumem-se os erros.

Arranjam-se desculpas.

O que não se assumem, são as consequências da ligeireza dos próprios actos.

Tá-se bem, numa boa, a malta é bué de fixe e curte a situação.

Io!...

 

Contributos, para

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